{"id":8107,"date":"2014-03-21T06:57:52","date_gmt":"2014-03-21T09:57:52","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/?p=8107"},"modified":"2014-03-21T06:57:52","modified_gmt":"2014-03-21T09:57:52","slug":"fisioterapeuta-topo-tenis-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/fisioterapiaesaude\/2014\/03\/21\/fisioterapeuta-topo-tenis-mundial\/","title":{"rendered":"Fisioterapeuta  no topo do t\u00e9nis mundial"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><b>O nome Carlos Costa pode n\u00e3o dizer nada, mas, no circuito do t\u00e9nis, o fisioterapeuta portugu\u00eas, de apenas 27 anos, \u00e9 um dos mais cobi\u00e7ados profissionais, numa carreira que abra\u00e7ou quase por acaso.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cDesde muito novo estive ligado ao desporto, pois \u00e9 uma \u00e1rea que sempre fez parte da minha vida e me fascinou. Iniciei a minha pr\u00e1tica desportiva na nata\u00e7\u00e3o, at\u00e9 chegar \u00e0 alta competi\u00e7\u00e3o, passando pelo futebol, BTT e, mais tarde, por refer\u00eancias como o `Pistol Pete [Sampras]\u00b4, Agassi e, tamb\u00e9m incentivado pelo meu pai e pelo meu padrinho, acabei por querer aprender a jogar t\u00e9nis\u201d, come\u00e7ou por recordar por email desde Miami, onde est\u00e1 a acompanhar o alem\u00e3o Tommy Haas, para quem trabalha em perman\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apaixonado pelo desporto, Carlos Costa encontrou na fisioterapia o caminho para trabalhar com atletas, \u201cde h\u00f3quei, basquetebol, futebol, nata\u00e7\u00e3o, windsurf\u201d, at\u00e9 que, de \u201cforma inesperada\u201d, o t\u00e9nis apareceu, quando foi convidado por um ex-fisioterapeuta do ATP para trabalhar com ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cGra\u00e7as ao meu bom desempenho profissional, surgiram as oportunidades de acompanhar jogadores no Tour e assim estar mais envolvido no t\u00e9nis\u201d, recordou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Aos 27 anos, o fisioterapeuta portugu\u00eas, que atualmente tamb\u00e9m trabalha com as sele\u00e7\u00f5es nacionais da Ta\u00e7a Davis e da Fed Cup, tem j\u00e1 um curr\u00edculo invej\u00e1vel, que inclui o acompanhamento da antiga n\u00famero um mundial, a s\u00e9rvia Ana Ivanovic, e o de Haas, com quem colabora pelo terceiro ano consecutivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEm simult\u00e2neo, tamb\u00e9m fui fisioterapeuta na MercedesCup em Estugarda e fiz reabilita\u00e7\u00e3o a outros jogadores como o Tomas Berdych, Frantisek Cermak, Karol Beck, Andre Begeman, entre outros\u201d, completou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Carlos Costa fez do desporto o guia das suas &#8220;linhas profissionais&#8221;, tendo feito est\u00e1gios em Medicina Desportiva durante o Curso de Fisioterapia, trabalhado em fitness para aperfei\u00e7oamento de exerc\u00edcios, al\u00e9m de ter conclu\u00eddo uma P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Medicina Tradicional Chinesa e, no fim do ano passado, um Mestrado em Osteopatia Estrutural, \u201cuma mais-valia\u201d para complementar os conhecimentos adquiridos e aumentar a diversidade de m\u00e9todos\/t\u00e9cnicas utilizadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Discreto e reservado, o vianense rejeita apontar os \u201csegredos\u201d do sucesso, justificando-o sim com virtudes, \u201ccomo ser perfecionista, muito curioso, estar sempre a querer evoluir, ser exigente e, sobretudo, adorar desafios\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O maior, neste momento, \u00e9 trabalhar com Tommy Haas, o veterano tenista alem\u00e3o que, segundo Carlos Costa, \u00e9 um \u201cjogador exigente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Embora garanta que o seu dia-a-dia \u00e9 igual ao de qualquer outra pessoa, o representante portugu\u00eas no topo do t\u00e9nis mundial reconhece que o facto de estar permanentemente a viajar eleva os n\u00edveis de exig\u00eancia no seu quotidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Adepto de novas experi\u00eancias, Carlos Costa recordou a vit\u00f3ria de Tommy Haas frente a Roger Federer na relva de Halle, em 2012, como o momento que mais o marcou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cMas, talvez a hist\u00f3ria mais engra\u00e7ada foi, ap\u00f3s algum tempo a trabalhar com o Tommy, ele pedir-me para conduzir um carro e eu ter um acidente logo a seguir, sem ter a m\u00ednima no\u00e7\u00e3o de onde estava em Los Angeles, sem telem\u00f3vel e sem saber de quem era o carro\u201d, confessou, assumindo que s\u00f3 com ajuda do Google Maps conseguiu chegar a casa \u201cs\u00e3o e salvo\u201d, e com uma hist\u00f3ria para contar ao alem\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para j\u00e1, Carlos Costa n\u00e3o quer definir objetivos para o seu futuro, garantindo que eles est\u00e3o a ser concretizados a seu tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201c\u00c9 principalmente o sucesso do atleta para quem estou a trabalhar que me move e, claro, caso consiga ganhar um torneio fico feliz, pois \u00e9 o resultado de todo um empenho e dedica\u00e7\u00e3o profissional\u201d, concluiu o jovem, que, neste momento, n\u00e3o pensa em trocar o t\u00e9nis por nenhum outro desporto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Di\u00e1rio Digital\/Lusa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nome Carlos Costa pode n\u00e3o dizer nada, mas, no circuito do t\u00e9nis, o fisioterapeuta portugu\u00eas, de apenas 27 anos, \u00e9 um dos mais 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