{"id":1045,"date":"2016-01-20T14:00:00","date_gmt":"2016-01-20T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/reporterentrelinhas.wordpress.com\/?p=1045"},"modified":"2016-01-20T14:00:00","modified_gmt":"2016-01-20T14:00:00","slug":"o-olhar-sobre-o-deserto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/2016\/01\/20\/o-olhar-sobre-o-deserto\/","title":{"rendered":"O olhar sobre o deserto"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1078\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1078\" class=\"alignnone size-full wp-image-1078\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/reporterentrelinhas.files.wordpress.com\/2016\/01\/caminho-das-abelhas-1-iana-soares.jpg\" alt=\"Caminho das abelhas 1 - Iana Soares\" width=\"800\" height=\"364\" \/><p id=\"caption-attachment-1078\" class=\"wp-caption-text\">Iana Soares \/ Caminho das Abelhas<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify\">Uma experi\u00eancia coletiva. \u00c9 assim que os fot\u00f3grafos que assinam a exposi\u00e7\u00e3o <strong>Caminho das Abelhas<\/strong>\u00a0a definem. &#8220;<em>A\u00a0exposi\u00e7\u00e3o se torna mais forte, mais simples, porque ela mostra a diversidade do olhar\u00a0indiferentemente de como o sert\u00e3o se apresenta pra cada um dos fot\u00f3grafos<\/em>&#8220;, explica o piauiense S\u00e9rgio Carvalho.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Sert\u00e3o esse que recebeu, al\u00e9m de S\u00e9rgio, os fot\u00f3grafos Iana Soares (CE), Markos Montenegro (CE), Paulo Gutemberg (PI), Silas de Paula (RJ) e Vanessa Andion (BA), e agora resulta na mostra que narra, por meio de 48 imagens, o processo de <strong>desertifica\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0de <strong>Irau\u00e7uba<\/strong>, a 168 km de Fortaleza. O caminho que aponta e grita para o deserto\u00a0fica em cartaz no Espa\u00e7o Cultural Correios Fortaleza (ECC) at\u00e9 o dia 19 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">S\u00e9rgio esclarece que, em sua pr\u00f3pria subjetividade, o semi deserto transcende a fotografia. Criado em Simpl\u00edcio Mendes, munic\u00edpio do interior do Piau\u00ed, ele lembra que\u00a0a paisagem traz muito da mem\u00f3ria afetiva. &#8220;<em>E existem tr\u00eas coisas que permanecem independente do sert\u00e3o que voc\u00ea esteja: o tempo, o sil\u00eancio e a solid\u00e3o<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para Vanessa Andion, a percep\u00e7\u00e3o foi diferente. Ap\u00f3s o impacto de &#8220;<em>mergulhar pela primeira vez<\/em>&#8221; na paisagem, ela acredita que est\u00e1 diante de uma\u00a0oportunidade de sensibilizar a sociedade e o poder p\u00fablico sobre o que acontece na vizinhan\u00e7a. O debate, ali\u00e1s, era\u00a0sugerido no subt\u00edtulo anteriormente usado para a\u00a0exposi\u00e7\u00e3o &#8211; o deserto \u00e9 logo ali. &#8220;<em>Foi um olhar de espanto<\/em>&#8220;.<\/p>\n<div id=\"attachment_1109\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1109\" class=\"alignnone size-full wp-image-1109\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/reporterentrelinhas.files.wordpress.com\/2016\/01\/caminho-das-abelhas-2-sc3a9rgio-carvalho.jpg\" alt=\"Caminho das abelhas 2 - S\u00e9rgio Carvalho\" width=\"800\" height=\"533\" \/><p id=\"caption-attachment-1109\" class=\"wp-caption-text\">S\u00e9rgio Carvalho \/\u00a0Caminho das Abelhas<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify\">Para compreender as discuss\u00f5es que permeiam a trajet\u00f3ria dos seis fot\u00f3grafos, o <strong>Rep\u00f3rter Entre Linhas<\/strong> conversou tamb\u00e9m com\u00a0Iana Soares. Editora de fotografia do jornal <strong>O POVO<\/strong>, \u00e9 graduada em Ci\u00eancias Sociais (Uece), Jornalismo (UFC) e mestre em Belas Artes pela Universidade de Barcelona.\u00a0Em 2015 levou para casa\u00a0o Pr\u00eamio BNB de Jornalismo na categoria fotografia nacional com especial\u00a0&#8220;Sert\u00e3o a Ferro e Fogo &#8211; Marcas de gado e gente&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Por que \u00e9 necess\u00e1rio contar essa hist\u00f3ria?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Iana Soares<\/strong>: (Pausa). Eu acho que quando a gente escolhe&#8230; Em termos social e hist\u00f3rico, Irau\u00e7uba \u00e9 um munic\u00edpio cearense que est\u00e1 passando por um grave processo de desertifica\u00e7\u00e3o. Alguns companheiros que est\u00e3o na exposi\u00e7\u00e3o comigo j\u00e1 faziam essa viagem entre o <strong>Cear\u00e1<\/strong> e o <strong>Piau\u00ed<\/strong>, ou outros destinos, e tinham um certo interesse pelo lugar que \u00e9 uma paisagem muito interessante. Digamos que essa era a primeira a ideia. A primeira desculpa que a gente tinha pra ir l\u00e1 era a desertifica\u00e7\u00e3o. E a\u00ed quando a gente come\u00e7a a empreender uma s\u00e9rie de viagens, vem o contato com as pessoas,\u00a0a rela\u00e7\u00e3o das pessoas com o pr\u00f3prio lugar que elas moraram a vida inteira\u00a0&#8211;\u00a0elas nasceram e se criaram ali. Ent\u00e3o acho que com essa narrativa a gente d\u00e1 visibilidade ao lugar, \u00e0s pessoas e, de certa forma, Irau\u00e7uba ajuda a entender o sert\u00e3o cearense, o <strong>sert\u00e3o nordestino<\/strong>. Ajuda a entender um pouco essa rela\u00e7\u00e3o que a gente tem com o processo de desertifica\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o com o meio ambiente, e que a urg\u00eancia de contar essa hist\u00f3ria \u00e9 pela parte social e tamb\u00e9m pela parte afetiva de narrar esses encontros que a gente teve\u00a0nesse lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Tem muito da mem\u00f3ria afetiva nesse trabalho?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Iana<\/strong>: Olha, meus pais s\u00e3o de Momba\u00e7a (a 296,1 km de Fortaleza), mas eu sempre fui mais de litoral do que de sert\u00e3o. O\u00a0sert\u00e3o vem pra mim muito forte quando eu come\u00e7o a trabalhar com <strong>MST<\/strong> l\u00e1 atr\u00e1s\u00a0&#8211; durante um tempo trabalhei com o MST em Canind\u00e9, com Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos. Durante dois anos eu ia muito a Canind\u00e9 que tamb\u00e9m \u00e9 uma \u00e1rea que passa por problemas de seca. \u00c9 uma \u00e1rea muito forte do nosso semi\u00e1rido. Tive essa viv\u00eancia com as pessoas do sert\u00e3o, ent\u00e3o acho que o sert\u00e3o \u00e9 fundamental pra gente se entender como cearense e como brasileiro tamb\u00e9m. \u00c9 uma paisagem muito forte do nosso territ\u00f3rio. Tem uma mem\u00f3ria afetiva, mas tem tamb\u00e9m uma ideia de que mesmo n\u00e3o estando l\u00e1 a vida inteira, aquilo faz parte de mim. O S\u00e9rgio nasceu no sert\u00e3o do Piau\u00ed, em Simpl\u00edcio Mendes, mas mesmo quem n\u00e3o nasceu ali tem o sert\u00e3o como algo muito pr\u00f3ximo, iminente e constante no nosso imagin\u00e1rio visual. Aqui no jornal (O POVO), onde estou desde 2009, j\u00e1 fotografei muito sert\u00e3o, ent\u00e3o \u00e9 uma paisagem constante. \u00c9 um lugar que a gente sempre vai tamb\u00e9m para se entender um pouco mais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>O S\u00e9rgio comentou que, independente do lugar, o sert\u00e3o n\u00e3o muda. Qual o impacto disso na fotografia?<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_1193\" style=\"width: 454px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1193\" class=\" size-full wp-image-1193 alignleft\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/reporterentrelinhas.files.wordpress.com\/2016\/01\/vanessa-andion-caminho-das-abelhas-2.jpg\" alt=\"vanessa andion - caminho das abelhas 2\" width=\"444\" height=\"667\" \/><p id=\"caption-attachment-1193\" class=\"wp-caption-text\">Vanessa Andion \/ Caminho das Abelhas<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Iana<\/strong>: Acho que existe uma visualidade do sert\u00e3o muito forte. Se voc\u00ea fala para um\u00a0brasileiro\u00a0que nunca foi ao sert\u00e3o, talvez ele vai imaginar um ch\u00e3o rachado, certo estere\u00f3tipo nordestino. \u00c9 importante a gente transitar entre isso, que j\u00e1 est\u00e1 muito estabelecido, mas tamb\u00e9m tentar ver nuances al\u00e9m da superf\u00edcie. \u00c9 muito \u00e1rido, mas \u00e9 uma explos\u00e3o de cor tamb\u00e9m. Acho que pelo fato de sermos seis tamb\u00e9m traz essa ideia de que s\u00e3o m\u00faltiplos olhares. Somos\u00a0seis fot\u00f3grafos contando a sua hist\u00f3ria do sert\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>O fazer jornal\u00edstico \u00e9 muito solit\u00e1rio e voc\u00eas tiveram uma experi\u00eancia coletiva.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Iana<\/strong>: Esse trabalho tamb\u00e9m \u00e9 uma <strong>celebra\u00e7\u00e3o<\/strong> da amizade, do <strong>encontro<\/strong>. N\u00f3s temos interesses em comum e gostamos de estar juntos. Na fotografia \u00e9 assim, na hora do clique voc\u00ea parece estar muito sozinho, mas o ato de viajar, a discuss\u00e3o depois das fotografias, a montagem da exposi\u00e7\u00e3o&#8230;\u00a0existe uma interfer\u00eancia, um di\u00e1logo muito forte. Por mais solit\u00e1rio que a gente ache o momento da escrita, o momento do clique, muita coisa veio antes e muita coisa vai vir depois. Al\u00e9m dessa troca entre n\u00f3s participantes, tem a interven\u00e7\u00e3o das pessoas da comunidade. Houve uma oficina de fotografia durante o projeto. Houve muita troca com pessoas de l\u00e1, tanto as que foram fotografadas como as que est\u00e3o ligadas com projetos culturais de Irau\u00e7uba. Como agora o p\u00fablico que vai ver. Talvez o fato de ter seis pessoas assinando essa exposi\u00e7\u00e3o torne evidente que a fotografia tamb\u00e9m \u00e9 um ato coletivo por mais solit\u00e1rio que possa parecer.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>As pessoas est\u00e3o saindo do interior. Qual foi o impacto dessa percep\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Iana<\/strong>: Acho que \u00e9 algo muito complexo e sem resposta porque\u00a0eu\u00a0n\u00e3o posso julgar, sendo eu de fora, se as pessoas devem ficar l\u00e1 ou n\u00e3o. O que eu acho \u00e9 que \u00e9 necess\u00e1rio sim uma s\u00e9rie de pol\u00edticas p\u00fablicas porque a seca n\u00e3o acontece por acaso. N\u00f3s temos esse fen\u00f4meno que ele sempre vai acontecer ao longo dos anos e ele vai sim se agravar e depois vai poder ser mais ameno, mas ela sempre vai existir. A seca n\u00e3o \u00e9 castigo de Deus. A\u00a0gente escuta muito a hist\u00f3ria da &#8220;ind\u00fastria da seca&#8221;, o quanto tem gente que vai lucrar com isso. Acho que muito mais do que dizer que as pessoas est\u00e3o indo embora do sert\u00e3o, a gente tem que se perguntar por que isso acontece e quais s\u00e3o as pol\u00edticas p\u00fablicas necess\u00e1rias para fazer um trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental, de uso da terra, de que forma a agricultura pode ser mais sustent\u00e1vel, e da pr\u00f3pria exist\u00eancia da \u00e1gua. A gente tem um solo cada vez mais \u00e1rido. Por mais que a exposi\u00e7\u00e3o seja po\u00e9tica, que seja uma coisa art\u00edstica e a gente busque uma narrativa muito mais da imagina\u00e7\u00e3o, ela tamb\u00e9m alerta para a efetiva\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de pol\u00edticas p\u00fablicas que n\u00e3o s\u00e3o favor, n\u00e3o \u00e9 concess\u00e3o, \u00e9 direito dessas pessoas que est\u00e3o l\u00e1. \u00c9 fundamental pensar nisso.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Qual a import\u00e2ncia de deixar isso registrado? Porque a exposi\u00e7\u00e3o existe, mas ela circula e o livro fica e tem um document\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Iana<\/strong>: A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o do projeto inteiro. O livro \u00e9 o lugar da fotografia tamb\u00e9m. Esse lugar que voc\u00ea pode voltar mais de uma vez, fazer com que circule e esse suporte f\u00edsico \u00e9 interessante. Tem tamb\u00e9m p\u00e1gina no Facebook, perfil no Instagram, outras plataformas que v\u00e3o possibilitar acesso\u00a0a p\u00fablicos diferentes. E acho que mais do que algo definitivo \u00e9 tamb\u00e9m um convite para as pessoas olharem para o sert\u00e3o, olharem para o Cear\u00e1\u00a0e\u00a0olharem para o que elas mesmas est\u00e3o fotografando. Existe um interesse muito grande por fotografia mas as pessoas est\u00e3o muito mais fazendo foto do que olhando para o que elas est\u00e3o fazendo. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 um convite para olhar o que se fotografa, perceber de que forma a gente conta uma hist\u00f3ria. De que forma estamos construindo uma narrativa que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um clique, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um celular cheio de fotografias dentro. A fotografia \u00e9 t\u00e3o importante no sentido de deixar para o tempo aquela mem\u00f3ria que a gente precisa ter um carinho, um cuidado com o que a gente est\u00e1 fotografando. \u00c9 importante dentro desse &#8220;boom&#8221; de imagens, dessa overdose, voc\u00ea ter exposi\u00e7\u00e3o, livros e outros meios que colaborem com essa cultura visual, com a forma\u00e7\u00e3o de um p\u00fablico que olha e repara.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Exposi\u00e7\u00e3o: Caminho das Abelhas<br \/>\nOnde: Espa\u00e7o Cultural Correios Fortaleza (ECC &#8211; rua Senador Alencar, 38. Centro &#8211; Fortaleza)<br \/>\nAbertura: 20 de janeiro, \u00e0s\u00a016 horas.<br \/>\nVisita\u00e7\u00e3o: a partir de 21 de janeiro at\u00e9 19 de mar\u00e7o, das 8 \u00e0s 17 horas (de segunda a sexta-feira) e das 8 \u00e0s 12 horas (aos s\u00e1bados).<br \/>\nEntrada gratuita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma experi\u00eancia coletiva. \u00c9 assim que os fot\u00f3grafos que assinam a exposi\u00e7\u00e3o Caminho das Abelhas\u00a0a definem. &#8220;A\u00a0exposi\u00e7\u00e3o se torna mais forte, mais simples, porque ela&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":115,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[159,1],"tags":[631,2783,471,553,1777,2784,2785,2786,2787,2788],"class_list":["post-1045","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevista","category-sem-categoria","tag-ceara","tag-correios","tag-entrevista","tag-exposicao","tag-fotografia","tag-iana-soares","tag-iraucuba","tag-sergio-carvalho","tag-sertao","tag-vanessa-andion"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1045","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/users\/115"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1045"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1045\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}