{"id":12079,"date":"2020-03-26T08:30:16","date_gmt":"2020-03-26T11:30:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/?p=12079"},"modified":"2020-03-26T08:40:09","modified_gmt":"2020-03-26T11:40:09","slug":"5-livros-para-ler-em-um-dia-de-chico-buarque-a-conceicao-evaristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/2020\/03\/26\/5-livros-para-ler-em-um-dia-de-chico-buarque-a-conceicao-evaristo\/","title":{"rendered":"5 livros para ler em um dia, de Chico Buarque a Concei\u00e7\u00e3o Evaristo"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_12086\" style=\"width: 1096px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12086\" class=\"size-full wp-image-12086\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/chico-buarque-leonardo-aversa-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"1086\" height=\"652\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/chico-buarque-leonardo-aversa-divulga\u00e7\u00e3o.jpg 1086w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/chico-buarque-leonardo-aversa-divulga\u00e7\u00e3o-300x180.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/chico-buarque-leonardo-aversa-divulga\u00e7\u00e3o-740x444.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/chico-buarque-leonardo-aversa-divulga\u00e7\u00e3o-768x461.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/chico-buarque-leonardo-aversa-divulga\u00e7\u00e3o-120x72.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 1086px) 100vw, 1086px\" \/><p id=\"caption-attachment-12086\" class=\"wp-caption-text\">Chico Buarque (Foto: Leonardo Aversa\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Em tempos de <strong>isolamento social<\/strong>, h\u00e1 quem fa\u00e7a sua lista de livros para compartilhar e at\u00e9 reforce a meta de leitura para o ano. Abra\u00e7ando essa tend\u00eancia que se formou nos \u00faltimos dias, o Blog lista cinco livros poss\u00edveis de ler, cada um, em um dia. Um romance, dois livros de ensaios e os dois \u00faltimos de contos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De Chico Buarque a Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, passando pelas palavras de um dos mais importantes l\u00edderes ind\u00edgenas do Brasil e chegando at\u00e9 o ultrarromantismo brasileiro. Tem livro pra todo gosto. Com exce\u00e7\u00e3o do \u00faltimo da lista, que li ainda na adolesc\u00eancia, todos foram leituras que fiz entre o fim de 2019 e os primeiros meses deste ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como falam numa rede social de poucas palavras, segue o fio.<\/p>\n<p><strong>Essa Gente, Chico Buarque<\/strong><br \/>\n(Companhia das Letras, 2019)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Essa Gente<\/strong> \u00e9 o primeiro livro de<strong> Chico Buarque<\/strong> ap\u00f3s vencer o <strong>Pr\u00eamio Cam\u00f5es 2019<\/strong>, um dos mais relevantes quando se fala em literatura de l\u00edngua portuguesa. Autor de t\u00edtulos como <strong>Budapeste<\/strong> (2003) e <strong>Leite Derramado<\/strong> (2009), Chico escreve no seu mais recente trabalho sobre Manuel Duarte, um escritor decadente vivendo em um Rio de Janeiro colapsado pelo <strong>Brasil p\u00f3s Elei\u00e7\u00f5es de 2018<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O escritor que gosta de bater perna no Leblon est\u00e1 para ser despejado, mas a escrita de Chico trata esse e outro conflito, o afetivo, com leveza, quase como se o protagonista n\u00e3o estivesse longe dos privil\u00e9gios. H\u00e1 um teor <strong>tragic\u00f4mico<\/strong> e estrutura reflexiva que faz com que a leitura seja genuinamente divertida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para quem l\u00ea mais atentamente aos discursos, \u00e9 poss\u00edvel identificar <strong>pequenas doses de machismo e preconceitos enraizados no dia a dia<\/strong>. Principalmente quando falamos de personagens t\u00e3o distantes do contexto de vulnerabilidade social. Fica para a imagina\u00e7\u00e3o do leitor pensar o que \u00e9 cria\u00e7\u00e3o e o que \u00e9 refer\u00eancia direta a personalidade de Duarte. Digo, Buarque.<\/p>\n<div id=\"attachment_12090\" style=\"width: 693px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12090\" class=\"size-large wp-image-12090\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/djamila-ribeiro-740x1110.jpg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"1024\" \/><p id=\"caption-attachment-12090\" class=\"wp-caption-text\">Djamila Ribeiro (Foto: Marlos Bakker)<\/p><\/div>\n<p><strong>Pequeno Manual Antirracista, Djamila Ribeiro<\/strong><br \/>\n(Companhia das Letras, 2019)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A filosofa <strong>Djamila Ribeiro<\/strong> \u00e9 hoje uma das principais vozes quando se fala no combate ao racismo, al\u00e9m de ser refer\u00eancia quando o assunto \u00e9 feminismo. Eleita pela BBC brit\u00e2nica uma das 100 mulheres mais influentes do mundo, a autora de <strong>O que \u00e9 lugar de fala<\/strong> (2017) e<strong> Quem tem medo do feminismo negro?<\/strong> (2018) entende a necessidade de <strong>ser did\u00e1tica em tempos de extremismo<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em novembro \u00faltimo, ela lan\u00e7ou <strong>Pequeno Manual Antirracista<\/strong>, livro que traz 11 li\u00e7\u00f5es breves para entender as origens do racismo e como combat\u00ea-lo. Dentre os temas est\u00e3o atualidade do racismo, negritude, branquitude, viol\u00eancia racial, cultura, desejos e afetos. Tamb\u00e9m discute, al\u00e9m disso tudo, o agravamento quando uma mulher negra entra em quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um exemplo disso \u00e9 que, no cap\u00edtulo que abre o t\u00edtulo, a fil\u00f3sofa destaca que &#8220;Simone de Beauvoir, em refer\u00eancia a Stendhal, autor que segundo a fil\u00f3sofa atribu\u00eda humanidade \u00e0s suas personagens femininas, dizia que um homem que enxergasse a mulher como sujeito e tivesse uma rela\u00e7\u00e3o de alteridade para com ela poderia ser considerado feminista&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ela conclui que o racioc\u00ednio tamb\u00e9m pode ser usado para refletir sobre o antirracismo, &#8220;com a ressalva de que sobre a mulher negra incide a opress\u00e3o de classe, de g\u00eanero e de ra\u00e7a, tornando o processo ainda mais complexo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Ideias para Adiar o Fim do Mundo, Ailton Krenak<\/strong><br \/>\n(Companhia das Letras, 2019)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-12081 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/krenak-300x437.jpg\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/krenak-300x437.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/krenak-120x175.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/krenak.jpg 446w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px\" \/>Para o l\u00edder ind\u00edgena Ailton Krenak, \u00e9 preciso adiar o fim do mundo para contar mais hist\u00f3rias. Ou contar mais hist\u00f3rias para adiar o fim do mundo. N\u00e3o importa a ordem dos fatores, o sentido aqui \u00e9 garantir a manuten\u00e7\u00e3o da <strong>mem\u00f3ria como perman\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nascido na regi\u00e3o do <strong>Rio Doce<\/strong>, Krenak critica a sociedade enquanto a &#8220;humanidade que n\u00e3o reconhece que aquele rio que est\u00e1 em coma \u00e9 tamb\u00e9m o nosso av\u00f4&#8221;. Usa o desastre socioambiental da nossa \u00e9poca para ressignificar a diversidade e o reconhecimento da exist\u00eancia humana como mais uma exist\u00eancia num imenso e plural bioma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O livro de 88 p\u00e1ginas \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o de duas confer\u00eancias e uma entrevista realizadas em Portugal, entre 2017 e 2019.<\/p>\n<p><strong>Olhos D&#8217;\u00e1gua, Concei\u00e7\u00e3o Evaristo<br \/>\n<\/strong>(Pallas, 2015)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 na literatura de <strong>Concei\u00e7\u00e3o Evaristo<\/strong> um Brasil quase irreal para quem vive longe das <strong>zonas perif\u00e9ricas mais vulner\u00e1veis<\/strong>. \u00c9 esse Brasil, no entanto, que est\u00e1 o Pa\u00eds de muita gente que sai para trabalhar todos os dias sem a certeza de que vai voltar para casa. Seja pela viol\u00eancia urbana, seja pelas interven\u00e7\u00f5es policiais que especificamente ajudam a compor essa viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para contar hist\u00f3rias da popula\u00e7\u00e3o negra perif\u00e9rica no Brasil, Concei\u00e7\u00e3o Evaristo se apega a m\u00e3es, filhas, av\u00f3s, amantes e toda uma popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o encontra as mesmas oportunidades de quem nasce nas chamadas &#8220;\u00e1reas nobres&#8221; das capitais. S\u00e3o essas as personagens que fazem<strong> Olhos D&#8217;\u00e1gua<\/strong> t\u00e3o veross\u00edmil para parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira quanto absurda para outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O livro exp\u00f5e a condi\u00e7\u00e3o afro-brasileira sem rodeios e romantiza\u00e7\u00f5es de um peda\u00e7o do Brasil que n\u00e3o se deixa invisibilizar pela sua grandeza, apesar de toda subalterniza\u00e7\u00e3o ainda forte, heran\u00e7a da condi\u00e7\u00e3o escravista. Hist\u00f3rias de Concei\u00e7\u00f5es, Marielles, Dandaras, de tantas outras. \u00c9 tudo real demais, vulner\u00e1vel demais, ainda que ficcional. \u00c9 plural tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Olhos D&#8217;\u00e1gua<\/strong> \u00e9, portanto, leitura essencial para entender esses Brasis a partir de quem sentiu e ainda v\u00ea a <strong>discrimina\u00e7\u00e3o racial, de g\u00eanero ou de classe.<\/strong> Repleto de quest\u00f5es sociais e existenciais que ainda ir\u00e3o repercutir por muito tempo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12092\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/concei\u00e7\u00e3o-evaristo.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/concei\u00e7\u00e3o-evaristo.jpeg 620w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/concei\u00e7\u00e3o-evaristo-300x200.jpeg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/03\/concei\u00e7\u00e3o-evaristo-120x80.jpeg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Noite na Taverna, \u00c1lvares de Azevedo<br \/>\n<\/strong>(Dom\u00ednio p\u00fablico, 1855)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>&#8220;Onde me levas?&#8221;, pergunta Mac\u00e1rio<\/strong>. <strong>Satan<\/strong>, sem dar voltas, responde: &#8220;A uma orgia. Vais ler uma p\u00e1gina da vida, cheia de sangue e de vinho \u2014 que importa?&#8221; No momento seguinte, Mac\u00e1rio se depara em uma sala fumacenta, com cinco homens \u00e9brios sentados a uma mesa. &#8220;Os mais revolvem-se no ch\u00e3o. Dormem ali mulheres desgrenhadas, umas l\u00edvidas, outras vermelhas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 este o cen\u00e1rio que se forma para que, ao longo de sete contos, <strong>\u00c1lvares de Azevedo<\/strong> narre uma<strong> Noite na Taverna<\/strong> no melhor estilo ultrarr\u00f4mantico brasileiro. Uma antologia um tanto quanto g\u00f3tica, m\u00f3rbida mesmo. Publicada em 1855, tr\u00eas anos ap\u00f3s a morte do autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Influenciado pelos rom\u00e2nticos europeus <strong>Byron<\/strong> e <strong>Shelley<\/strong>, Azevedo exp\u00f5e todo pessimismo e ambi\u00eancia composta pela expectativa da morte em um de seus trabalhos mais memor\u00e1veis. Curiosamente escrito durante o per\u00edodo em que estudou na Faculdade de Direito de S\u00e3o Paulo, entre 1848 e 1851. O livro est\u00e1 dispon\u00edvel em dom\u00ednio p\u00fablico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tempos de isolamento social, h\u00e1 quem fa\u00e7a sua lista de livros para compartilhar e at\u00e9 reforce a meta de leitura para o ano. 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