{"id":12970,"date":"2021-08-23T18:24:41","date_gmt":"2021-08-23T21:24:41","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/?p=12970"},"modified":"2021-08-23T22:17:56","modified_gmt":"2021-08-24T01:17:56","slug":"evanescence-the-bitter-truth-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/2021\/08\/23\/evanescence-the-bitter-truth-2021\/","title":{"rendered":"&#8216;The Bitter Truth&#8217;: Evanescence mais maduro e consciente, ap\u00f3s 10 anos sem \u00e1lbum de in\u00e9ditas"},"content":{"rendered":"<p><em>Primeiro \u00e1lbum de in\u00e9ditas do Evanescence em 10 anos apresente boa dose de nostalgia com sonoridade moderna<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_12197\" style=\"width: 690px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12197\" class=\"size-full wp-image-12197\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/04\/evanescence-the-bitter-truth.jpg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"680\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/04\/evanescence-the-bitter-truth.jpg 680w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/04\/evanescence-the-bitter-truth-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/04\/evanescence-the-bitter-truth-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/04\/evanescence-the-bitter-truth-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><p id=\"caption-attachment-12197\" class=\"wp-caption-text\">A capa do \u00e1lbum The Bitter Truth<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">O mundo descobria da pior forma o significado de <em>lockdown<\/em> (confinamento, em tradu\u00e7\u00e3o livre) quando o <strong>Evanescence<\/strong> abriu as portas para <strong>The Bitter Truth<\/strong>, esperado quarto \u00e1lbum de in\u00e9ditas. O primeiro single, &#8220;Wasted On You&#8221;, foi lan\u00e7ado em abril de 2020, no auge da pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ficou entendido ali que o grupo de <strong>Amy Lee<\/strong> n\u00e3o estava disposto a fazer o mais do mesmo como vinha h\u00e1 uma d\u00e9cada. \u00c9 preciso assumir: o \u00e1lbum autointitulado de 2011 (carinhosamente conhecido como Ev3), embora entregue o bom rock, pouco acrescenta criativamente \u00e0 discografia cheia de identidade do Evanescence.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Wasted On You&#8221; come\u00e7a com o vocal intenso de Lee acompanhado por notas de piano e explode com as refer\u00eancias noventistas, passando por <strong>Radiohead<\/strong> e <strong>R.E.M<\/strong>., em refr\u00e3o marcante. \u00c9 este o momento em que fica evidenciada a queda de Lee por picos declaradamente pop, como se &#8220;Creep&#8221; e &#8220;Everybody Hurts&#8221; encontrassem &#8220;Love On The Brain&#8221;, da <strong>Rihanna<\/strong>. Ainda, a atmosfera que entendemos enquanto identidade do grupo, est\u00e1 ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Evanescence - Wasted On You (Official Music Video)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4bvQHrMnxUw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim como a can\u00e7\u00e3o de onde saiu o nome do disco, esse punhado de verdades amargas de Lee carrega a capacidade de passear pelas ru\u00ednas de um Evanescence jovem que a artista insiste em esconder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mais curioso \u00e9 quando o grupo, produzido por <strong>Nick Raskulinecz<\/strong> &#8211; dono de um curr\u00edculo que inclui Alice in Chains e Foo Fighters &#8211; mostra que as refer\u00eancias podem ir do industrial de Marilyn Manson ao indiepop de Billie Eilish. Essa mistura fica percept\u00edvel na ir\u00f4nica e afiada &#8220;Yeah Right&#8221;, outra das melhores pe\u00e7as do TBT.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">+ <span style=\"color: #ff0000\"><a style=\"color: #ff0000\" href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/2021\/06\/19\/epica-reivindica-lugar-na-realeza-do-metal-sinfonico-com-omega-alive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Epica reivindica lugar na realeza do metal sinf\u00f4nico com \u201cOmega Alive\u201d<\/a><\/span><\/p>\n<h2>Identidade da banda em evid\u00eancia<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\">Para al\u00e9m desses momentos relativamente diferentes, h\u00e1 uma por\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas que relembram a trajet\u00f3ria do Evanescence. A dobradinha &#8220;Artifact\/The Turn&#8221; e &#8220;Broken Pieces Shine&#8221;, que abre o disco, \u00e9 o maior exemplo disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A introdu\u00e7\u00e3o comp\u00f5e uma paisagem sonora et\u00e9rea com sintetizadores, sussurros de uma crise existencial profunda e um crescendo que estabelece o ambiente para os tambores explosivos de &#8220;Broken Pieces Shine&#8221;, can\u00e7\u00e3o que tem potencial para se tornar o pr\u00f3ximo grande hino da banda.<\/p>\n<div id=\"attachment_11551\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11551\" class=\"wp-image-11551 size-large\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/01\/Evanescence-2018-740x490.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"490\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/01\/Evanescence-2018-740x490.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/01\/Evanescence-2018-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/01\/Evanescence-2018-768x508.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/01\/Evanescence-2018-120x79.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/uploads\/sites\/93\/2020\/01\/Evanescence-2018.jpg 1200w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><p id=\"caption-attachment-11551\" class=\"wp-caption-text\">Evanescence \u00e9: Will Hunt (bateria), Jen Majura (guitarra), Amy Lee (vocal, piano, teclados, programa\u00e7\u00e3o), Tim McCord (baixo) e Troy McLawhorn (guitarra)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;The Game Is Over&#8221; soa como heran\u00e7a da era p\u00f3s-The Open Door, quando a banda precisava expor toda repugn\u00e2ncia \u00e0 ind\u00fastria ao qual faz parte. &#8220;Feeding The Dark&#8221; \u00e9 outra que lembra bastante o come\u00e7o do Evanescence, com a sonoridade mais sombria, refr\u00e3o poderoso e um piano ao fundo dando o tom da melancolia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 de se destacar a sequ\u00eancia que come\u00e7a com &#8220;Better Without You&#8221;, segue com a pol\u00edtica &#8220;Use My Voice&#8221; (feita em campanha a favor do voto nos Estados Unidos) e termina com &#8220;Take Cover&#8221; &#8211; presente no setlist da \u00faltima vez que a banda veio ao Brasil, em 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Far From Heaven&#8221;, que quase n\u00e3o entra do disco, \u00e9 o respiro ap\u00f3s uma sequ\u00eancia empolgante, seguido da \u00f3tima &#8220;Part Of Me&#8221;, que poderia ser trabalhada como single e &#8220;Blind Belief&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Evanescence - Use My Voice (Official Music Video)\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1KAa5woluuM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Lan\u00e7ado em mar\u00e7o deste ano, quase um ano depois do primeiro single, <strong>The Bitter Truth<\/strong> traz f\u00f4lego a um grupo de artistas que insiste em n\u00e3o alimentar a ind\u00fastria dos <em>charts<\/em> (foram 10 anos desde o \u00faltimo disco) e mesmo assim conta com o privil\u00e9gio de ter uma base de f\u00e3s ainda atenta ao que eles t\u00eam a dizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Embora brinque com as possibilidades, n\u00e3o \u00e9 um disco que se reinventa e nem tem momentos de brilhantismo como\u00a0<strong>The Open Door<\/strong> (2006). \u00c9, contudo, um registro maduro e bem produzido, que consegue mixar bem nostalgia com sonoridade mais moderna e momentos marcantes, al\u00e9m do discurso consciente. Pelo menos entre os f\u00e3s, deve se tornar um dos favoritos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeiro \u00e1lbum de in\u00e9ditas do Evanescence em 10 anos apresente boa dose de nostalgia com sonoridade moderna O mundo descobria da pior forma o significado&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":115,"featured_media":12259,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15,1976,563],"tags":[1065,569,1087,3837,474,3574],"class_list":["post-12970","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica","category-resenha","category-sintese","tag-amy-lee","tag-critica","tag-evanescence","tag-evanescence-the-bitter-truth","tag-musica","tag-the-bitter-truth"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12970","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/users\/115"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12970"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12970\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12986,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12970\/revisions\/12986"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12259"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}