{"id":133,"date":"2015-08-11T01:01:00","date_gmt":"2015-08-11T01:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/reporterentrelinhas.wordpress.com\/?p=133"},"modified":"2015-08-11T01:01:00","modified_gmt":"2015-08-11T01:01:00","slug":"memorias-cronicas-e-afetos-do-instante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/2015\/08\/11\/memorias-cronicas-e-afetos-do-instante\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias, cr\u00f4nicas e afetos do instante"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">Um olhar para o horizonte. Foi o que bastou, no primeiro dia do ano, em uma varandinha na casa dos pais, para Maisa Vasconcelos mudar a perspectiva sobre a cidade de Fortaleza. <em>\u201cFoi exatamente assim\u201d<\/em>, recorda a decis\u00e3o que a fez permanecer na capital alencarina.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Maisa n\u00e3o chegou \u00e0s 15h, como planejado. \u201cEstou a caminho! Vou atrasar alguns minutos\u201d, foi a mensagem que recebi oito minutos antes da hora marcada. O\u00a0tempinho\u00a0a mais\u00a0teve sua l\u00f3gica. \u00c9 que, em meio ao tr\u00e2nsito, eis que surge o instante de Cartier. O momento precisava ser registrado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>\u201cSer\u00e1 que ele dorme para sonhar com uma cidade melhor?\u201d<\/em> Questionou,\u00a0apontando para a\u00a0foto publicada no dia que iniciou agosto. A imagem mostrava um homem dormindo em baixo de uma marquise e um otimista carrinho de m\u00e3o no qual a frase &#8220;eu acredito no poder dos sonhos&#8221; chamou aten\u00e7\u00e3o da jornalista.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Atenta ao seu redor, ela\u00a0deixa claro o v\u00ednculo afetivo\u00a0com o projeto. <em>&#8220;Acho que a gente teme que tudo se perca&#8221;<\/em>, diz, incluindo a si no h\u00e1bito quase compulsivo\u00a0de capturar lembran\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com mais de 25 anos apresentando programas de TV,\u00a0al\u00e9m de sua\u00a0passagem no r\u00e1dio e no jornal impresso, Ma\u00edsa reconhece\u00a0a fotografia como\u00a0forma de se reencontrar dentro da cidade-personagem. Para o\u00a0<a href=\"https:\/\/instagram.com\/fortaleza365\/\">@fortaleza365<\/a>,\u00a0projeto de mem\u00f3ria no qual\u00a0compartilha\u00a0uma foto por dia durante o ano inteiro, a fotografia\u00a0\u00e9 estabelecida como modo de narrativa e, principalmente, pertencimento.<\/p>\n<div id=\"attachment_137\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/reporterentrelinhas.files.wordpress.com\/2015\/08\/maisa-vasconcelos-por-ribamar-neto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-137\" class=\"size-full wp-image-137\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/reporterentrelinhas.files.wordpress.com\/2015\/08\/maisa-vasconcelos-por-ribamar-neto.jpg\" alt=\"Imagem: Ribamar Neto\" width=\"650\" height=\"451\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-137\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Ribamar Neto<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify\">Em entrevista honesta ao <strong>Rep\u00f3rter Entre Linhas<\/strong>, Maisa Vasconcelos discorre sobre as motiva\u00e7\u00f5es do projeto Fortaleza 365 ao mesmo tempo que discute jornalismo, cidadania e o futuro do perfil que conquistou mais de 3.600 seguidores, em sete meses, no Instagram.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify\">(&#8230;) a cidade \u00e9 enorme. \u00c9\u00a0muito maior do que qualquer projeto possa abarcar. Ela tem tanto pra dizer que se eu fizer um Fortaleza 1365, ainda n\u00e3o ia dizer o que ela quer que diga&#8221;. \u2013 VASCONCELOS, Maisa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Como o projeto surgiu?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Maisa Vasconcelos<\/strong>: O Fortaleza365 surgiu de um olhar para o horizonte, ao acaso. Ano passado, decidi romper com uma fase da minha carreira de jornalista. Sa\u00ed da televis\u00e3o, algo que fiz por mais de 25 anos. Eu n\u00e3o tinha um plano b, s\u00f3 sabia que faria\u00a0trabalhos como freelancer.\u00a0E na casa dos meus pais, numa varandinha que tem l\u00e1, eu olhei para o azul do horizonte, para os telhados e eu disse \u201ceu vou fazer alguma coisa\u201d. Foi assim, exatamente assim. Como eu j\u00e1 tava pensando em sair de Fortaleza, ano passado pensei muito em sair &#8211;\u00a0no dia 1\u00ba de janeiro,\u00a0eu\u00a0disse: \u201cn\u00e3o vou sair daqui agora. Eu vou estabelecer uma meta, vou fazer um projeto e vai se chamar Fortaleza365\u201d. A\u00a0primeira foto foi essa:\u00a0telhados de um bairro de periferia, onde eu vivi muitos anos, desde os 4 anos de idade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Voc\u00ea tem uma pauta todo dia?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Maisa:<\/strong>\u00a0O Fortaleza365 \u00e9 tudo, cabe tudo e eu me propus a isso. Fiz uma lista que tem quase 200 itens entre lugares que eu vi, vivi e tive vontade de revisitar. Tem nomes de pessoas que eu conhe\u00e7o e queria conversar e compartilhar essa conversa no projeto e tem nomes de pessoas que eu n\u00e3o conhe\u00e7o e queria conhecer. No entanto, \u00e9 como o rep\u00f3rter que sai com uma pauta e no meio do caminho ele encontra outra.<\/p>\n<div id=\"attachment_143\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/reporterentrelinhas.files.wordpress.com\/2015\/08\/img_1341.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-143\" class=\"size-medium wp-image-143\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/reporterentrelinhas.files.wordpress.com\/2015\/08\/img_1341.jpg?w=300\" alt=\"Bastidores da postagem do dia 22 de janeiro. Imagem: Samuel Miranda\" width=\"300\" height=\"169\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-143\" class=\"wp-caption-text\">Bastidores da postagem do dia 22 de janeiro. Imagem: Samuel Miranda<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>O que ainda falta visitar? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Maisa:<\/strong>\u00a0Muita coisa. Eu queria que o ano fosse maior. (Risos) Por um lado, isso me diz o seguinte: a cidade \u00e9 enorme. A cidade \u00e9 muito maior do que qualquer projeto possa abarcar. Ela tem tanto pra dizer que se eu fizer um Fortaleza 1365, ainda n\u00e3o ia dizer o que ela quer que diga. Cada pessoa \u00e9 um gigante dentro da cidade e isso \u00e9 um aprendizado incr\u00edvel para quem tava no dia 31 de dezembro sem perspectiva.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Eu tenho aprendido muita coisa, muita. \u00c0s vezes at\u00e9 a ter paci\u00eancia, a olhar com mais calma. Com mais afeto mesmo. A palavra afetividade, ela t\u00e1 todo dia. Acho que \u00e9 um das coisas que mais se assemelham com o Fortaleza365.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Voc\u00ea considera o projeto uma reportagem afetiva?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Maisa:<\/strong>\u00a0Acaba sendo uma reportagem porque todo dia \u00e9 um recorte, n\u00e9? Se eu quiser posso costurar esses recortes, essa narrativa e fazer dali uma grande reportagem sobre a cidade. Ou uma grande cr\u00f4nica.\u00a0Tem o aspecto do olhar pro cotidiano da cidade, tem os personagens, tem um pouco da cr\u00edtica que eu fa\u00e7o dizendo ou deixando de dizer. \u00c9\u00a0uma narrativa textual e visual. Acaba sendo uma reportagem afetiva, uma cr\u00f4nica, uma mistura de tudo.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a mem\u00f3ria afetiva mais forte que voc\u00ea tem das fotos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Maisa:<\/strong> V\u00e1rias. A primeira foto pode n\u00e3o dizer nada para outras pessoas, embora ela diga, porque tem coment\u00e1rios l\u00e1 e eu percebo isso. \u00c9 uma mem\u00f3ria da minha inf\u00e2ncia, dos quintais com frutas, dos telhados, da Fortaleza horizontal. A pracinha do bairro onde morei durante muitos anos, a pracinha do Jo\u00e3o XXIII, o Monumento ao Vaqueiro, que eu brincada de subir naquele boi. O Passeio P\u00fablico que eu vinha com meus pais&#8230; Essa mem\u00f3ria afetiva t\u00e1 presente em tudo. Dito ou n\u00e3o, mas t\u00e1 tudo l\u00e1. \u00c9\u00a0tanto que a descri\u00e7\u00e3o no perfil diz \u201calguma mem\u00f3ria\u201d. Sempre h\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Quando vc diz que \u201ca cidade quer ser, e num \u00e1timo, ela j\u00e1 n\u00e3o \u00e9\u201d tem a ver com o esquecimento?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Maisa:<\/strong> Tem e tem um pouco a ver do querer se amostrar porque Fortaleza \u00e9 uma cidade que quer se amostrar. Fortaleza \u00e9 espilicute! Cabe todos esses termos do cearenc\u00eas, n\u00e9? O\u00a0Passeio (P\u00fablico), n\u00e3o \u00e9 um s\u00edmbolo do querer se amostrar? Quando a gente sabe que aqui tinha os pisos diferenciados para as classes sociais.\u00a0A sociedade que viu a Belle \u00c9poque\u00a0queria copiar o modelo franc\u00eas e trazer c\u00e1. Ora, pra dentro de Fortaleza? Ela quis, mas agora ela j\u00e1 n\u00e3o \u00e9. E num \u00e1timo \u00e9 porque tudo passa muito r\u00e1pido. Quando a gente olha passou. E a gente nem sabe o que vai ser.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Voc\u00ea acredita que esse esquecimento\u00a0se deve aos governantes ou ao pr\u00f3prio fortalezense?<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_135\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/reporterentrelinhas.files.wordpress.com\/2015\/08\/eu-acredito-no-poder-dos-sonhos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-135\" class=\"size-medium wp-image-135\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/reporterentrelinhas.files.wordpress.com\/2015\/08\/eu-acredito-no-poder-dos-sonhos.jpg?w=300\" alt=\"A foto, publicada no dia 1\u00ba de agosto, foi registrada na av. J\u00falio Abreu, a caminho do Passeio P\u00fablico, onde a entrevista ocorreu. Imagem: @fortaleza365\/Instagram\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-135\" class=\"wp-caption-text\">A foto, publicada no dia 1\u00ba de agosto, foi registrada na av. J\u00falio Abreu, a caminho do Passeio P\u00fablico, onde a entrevista ocorreu. Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Instagram<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Maisa:<\/strong>\u00a0\u00c9 uma coisa nossa. As pessoas dizem que Fortaleza \u00e9 uma cidade sem mem\u00f3ria. N\u00e3o pode creditar isso \u00e0 cidade. Tem que creditar a n\u00f3s. \u00c9 como se fosse uma coisa m\u00e1gica, delegada a outros e por isso entregue a governos. N\u00e3o, somos n\u00f3s. E quando eu digo que a cidade \u00e9 esquecidinha \u00e9 uma coisa sarc\u00e1stica.\u00a0Somos n\u00f3s que queremos o novo sem saber que novo \u00e9 esse. Como \u00e9 que voc\u00ea quer o novo se voc\u00ea n\u00e3o viu o que passou e n\u00e3o \u00e9 senhor do que \u00e9 hoje?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Na sua inf\u00e2ncia voc\u00ea\u00a0ouvia muitas\u00a0hist\u00f3rias da cidade?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Maisa:<\/strong> Tive menos daqui e mais do interior. Sou de Itapipoca e durante muitos anos a gente vivia como no interior porque Fortaleza era muito menor, parecia mais rural. Eu esque\u00e7o muito. O \u201calguma mem\u00f3ria\u201d \u00e9 tamb\u00e9m porque sou esquecida. O Fortaleza365 \u00e9 uma chance que eu tenho de consultar pessoas e voltar um pouco do que vivi e n\u00e3o ser mais uma fortalezense esquecidinha. \u00c9 um modo que eu tenho de me for\u00e7ar a procurar lembran\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>O Fortaleza365 vai continuar ano que vem?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Maisa:<\/strong> Eu quero como quem quer continuar um relacionamento onde h\u00e1 amor, onde h\u00e1 futuro, planos.\u00a0Eu quero, mas eu n\u00e3o sei se eu vou.\u00a0Tenho que avaliar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>\u00c9 um compromisso com voc\u00ea. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Maisa:<\/strong> \u00c9, comigo. E \u00e9 um compromisso pesado. A cidade se mostra mas as vezes a gente n\u00e3o v\u00ea. \u00c0s vezes, o meu estado emocional e o trabalho que estou\u00a0fazendo no dia n\u00e3o me permite.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>O projeto vai virar uma exposi\u00e7\u00e3o. Como voc\u00ea est\u00e1 se preparando para isso?<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Maisa:<\/strong> Eu t\u00f4 com um medo! (Risos) A hist\u00f3ria \u00e9 a seguinte: logo no in\u00edcio, se a gente for nos coment\u00e1rios \u2013 e os coment\u00e1rios s\u00e3o incr\u00edveis &#8211; as pessoas diziam que\u00a0tinha que virar um livro. Basicamente isso, tem que virar uma exposi\u00e7\u00e3o e um livro. Uma\u00a0amiga disse:\u00a0&#8220;inscreve nos editais culturais&#8221;. Mas eu nunca fiz isso. Sempre entrevistei os gestores culturais mas nunca atentei para o fato de que eu podia fazer isso. A\u00ed eu fiz, ou melhor, tentei. Descobri que eu n\u00e3o sabia falar sobre o meu projeto, eu s\u00f3 sabia fazer. E tem tamb\u00e9m a\u00ed um pouco de entrave em rela\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0escrita. Tem porque tem. Sempre tive muito medo de escrever, sempre trabalhei com a linguagem oral.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Inscrevemos\u00a0no edital do Drag\u00e3o do Mar. Eu cheguei l\u00e1 no \u00faltimo minuto, peguei a \u00faltima ficha, inscrevi e foi selecionado. Ainda tenho que conseguir a grana pra fazer a exposi\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o tradicional de fotografia. Vai ter a proje\u00e7\u00e3o da imagem com a possibilidade de ouvir o texto. O projeto foi feito pra mobile ent\u00e3o ele continua assim. E\u00a0eu tenho a pretens\u00e3o de que vire um livro digital. Tenho que batalhar por isso.\u00a0Onde voc\u00ea estiver vai acessar o @fortaleza365 e ele vai ficar como consulta.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Fotos que eu fiz, deste ano, se eu voltar l\u00e1 j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais a mesma coisa. J\u00e1 mudou. Tem casa que j\u00e1 foi derrubada, tem \u00e1rvore que j\u00e1 foi derrubada. Tem sinal que j\u00e1 n\u00e3o t\u00e1 mais no lugar. Nada \u00e9 mais como era.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista ao Rep\u00f3rter Entre Linhas, Maisa Vasconcelos discorre sobre as motiva\u00e7\u00f5es do projeto Fortaleza 365 ao mesmo que tempo discute jornalismo, cidadania e o futuro do perfil que conquistou mais de 3.600 seguidores.<\/p>\n","protected":false},"author":115,"featured_media":137,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[159],"tags":[192,2888,2889,731,2890],"class_list":["post-133","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevista","tag-fortaleza","tag-fortaleza365","tag-instagram","tag-jornalismo","tag-maisa-vasconcelos"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/users\/115"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=133"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=133"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=133"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=133"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}