{"id":1571,"date":"2016-02-17T12:05:17","date_gmt":"2016-02-17T12:05:17","guid":{"rendered":"https:\/\/reporterentrelinhas.wordpress.com\/?p=1571"},"modified":"2016-02-17T12:05:17","modified_gmt":"2016-02-17T12:05:17","slug":"livro-soldados-da-borracha-sera-lancado-em-fortaleza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/2016\/02\/17\/livro-soldados-da-borracha-sera-lancado-em-fortaleza\/","title":{"rendered":"Livro &#8216;Soldados da Borracha&#8217; ser\u00e1 lan\u00e7ado em Fortaleza"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">H\u00e1 18 anos, um poeta tirava do bolso uma den\u00fancia, em forma de <strong>carta<\/strong>, e, sem que pudesse imaginar, traria \u00e0 tona o drama silencioso vivido por milhares de brasileiros, especialmente <strong>nordestinos<\/strong>, enviados \u00e0 <strong>Amaz\u00f4nia<\/strong> para cumprir um acordo feito entre Brasil e Estados Unidos na extra\u00e7\u00e3o de l\u00e1tex com fins b\u00e9licos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Doen\u00e7as, transporte irregular, fome, explora\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra, chuvas torrenciais, sobreviv\u00eancia na floresta, promessas de riqueza e do retorno para casa como &#8216;her\u00f3is de guerra&#8217; que n\u00e3o se cumpriram.<\/p>\n<div id=\"attachment_1584\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1584\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1584\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/reporterentrelinhas.files.wordpress.com\/2016\/02\/soldados-da-borracha.jpg?w=300\" alt=\"Soldados da borracha\" width=\"300\" height=\"200\" \/><p id=\"caption-attachment-1584\" class=\"wp-caption-text\">Camila de Almeida \/ O POVO<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify\">O livro &#8220;Soldados da Borracha &#8211; Os Her\u00f3is Esquecidos&#8221;, com textos da jornalista, Ariadne Ara\u00fajo, e do historiador acreano, Marcos Vin\u00edcius Neves, ser\u00e1 lan\u00e7ado no Espa\u00e7o O POVO de Cultura &amp; Arte, nesta sexta-feira, 19, a partir das 19 horas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No lan\u00e7amento, haver\u00e1 um bate-papo entre Ariadne e o cineasta, Wolney Oliveira, mediado pelo jornalista Demitri T\u00falio. O livro j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel em todas as livrarias.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com g\u00eanese em um caderno especial encartado no jornal <strong>O\u00a0POVO<\/strong>, em 1998, a obra descreve, em 256 p\u00e1ginas, como surgiram os soldados da borracha e de como enfrentaram adversidades no &#8220;Inferno Verde&#8221;, como se referiam \u00e0 Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com Ariadne Ara\u00fajo, Jo\u00e3o Amaro, o &#8220;primeiro soldado que encontrou na vida&#8221;, entregou em suas m\u00e3os a carta que seria o &#8220;ponto do novelo de linha&#8221; de toda a hist\u00f3ria, quando ainda atuava como rep\u00f3rter especial do O POVO.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8220;Passei 14 dias no Amazonas e voltei com uma hist\u00f3ria fant\u00e1stica e in\u00e9dita, n\u00e3o s\u00f3 para o Nordeste, como para o Sul e Sudeste do Brasil. Um mundo se abriu para mim e para o jornal O POVO&#8221;, rememora a jornalista.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo ela, mesmo ap\u00f3s a passagem de quase duas d\u00e9cadas, a hist\u00f3ria se repete, ainda que de modo diferente, e persiste em assustar. &#8220;Apesar da promessa, ningu\u00e9m nunca foi buscado. Muitos voltaram de carona, alguns foram morar em periferias e formaram suas fam\u00edlias, enquanto que outros tinham a esperan\u00e7a que o governo ainda fosse ajud\u00e1-los. Hoje, o tr\u00e2nsito Cear\u00e1 a Norte do Pa\u00eds continua, mas com os netos que v\u00eam visitar os parentes&#8221;, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O livro, conforme a jornalista, \u00e9 dividido em duas partes: a primeira \u00e9 mais hist\u00f3rica, escrita por ela; e a segunda narra a &#8220;luta pol\u00edtica&#8221; dos soldados &#8220;por seus direitos&#8221;, escrita por Marcos Vin\u00edcius.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Inspira\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A batalha dos &#8216;her\u00f3is esquecidos&#8217; inspirou o document\u00e1rio &#8220;Borracha para a Vit\u00f3ria&#8221; (2005), dirigido pelo cineasta cearense, Wolney Oliveira, que assina o projeto do livro. O document\u00e1rio chegou a ser exibido na TV Cultura e na TV Brasil. A partir do projeto, o cineasta resolveu produzir um longa metragem, em fase de finaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>Lan\u00e7amento do livro Soldados da Borracha &#8211; Os Her\u00f3is Esquecidos<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Local: Espa\u00e7o O POVO de Cultura &amp; Arte (Av. Aguanambi, 282, sede do jornal O POVO)<br \/>\nData: 19 de fevereiro (sexta-feira)<br \/>\nHor\u00e1rio: 19 horas<br \/>\nEntrada gratuita<\/p>\n<p style=\"text-align:right\"><em>Por L\u00edgia Costa<\/em><br \/>\n<em>ligiacosta@opovo.com.br<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 18 anos, um poeta tirava do bolso uma den\u00fancia, em forma de carta, e, sem que pudesse imaginar, traria \u00e0 tona o drama silencioso&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":115,"featured_media":1587,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[2807,2808,2809,2810,2811,2812],"class_list":["post-1571","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticia","tag-amazonia","tag-ariadne-araujo","tag-o-povo","tag-os-herois-esquecidos","tag-soldados-da-borracha","tag-wolney-oliveira"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1571","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/users\/115"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1571"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1571\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}