{"id":4557,"date":"2017-10-13T11:42:40","date_gmt":"2017-10-13T14:42:40","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/reporterentrelinhas\/?p=4557"},"modified":"2017-10-13T11:42:40","modified_gmt":"2017-10-13T14:42:40","slug":"faixa-faixa-fundadores-da-plastique-noir-comentam-ep-de-raridades-offering","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/2017\/10\/13\/faixa-faixa-fundadores-da-plastique-noir-comentam-ep-de-raridades-offering\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa: fundadores da Plastique Noir comentam EP de raridades &#8216;Offering&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-3462\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/reporterentrelinhas\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2016\/12\/Plastique-Noir-Divulga\u00e7\u00e3o-Rep\u00f3rter-Entre-Linhas-624x465.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"410\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Formada em outubro de 2005, h\u00e1 exatos 12 anos, a <strong>Plastique Noir<\/strong> firmou seu nome na m\u00fasica g\u00f3tica. O som autoral da banda p\u00f3s-punk com refer\u00eancias \u00e0s bandas tradicionais do g\u00eanero, como <strong>The Cure<\/strong> e <strong>Sisters of Mercy<\/strong>, ganhou proje\u00e7\u00e3o dentro e fora do Brasil. Em janeiro de 2006, veio o primeiro CD-R demo: &#8220;<strong>Offering<\/strong>&#8220;, que apontou caminhos para a banda que se estabeleceria dentro do cen\u00e1rio independente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pela primeira vez, o <strong>blog Rep\u00f3rter Entre Linhas<\/strong> escolhe um disco de demos para ser comentado <strong>faixa a faixa<\/strong>. A ideia foi do fundador e vocalista Airton S, que teve a iniciativa que convidar o ex-colega de banda e co-fundador M\u00e1rcio F Benevides para comentar as primeiras composi\u00e7\u00f5es do ent\u00e3o quarteto. Al\u00e9m deles, Max Bernardo (sintetizadores), que morreu em 2010, e Danyel Noir (baixo) completavam a forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Nessas m\u00fasicas iniciais da Plastique, nossas influ\u00eancias ainda eram bem n\u00edtidas, apesar de j\u00e1 termos nascido com certo \u201cpedigree\u201d estil\u00edstico, visto que o quarteto original era composto por 4 demenciais enciclop\u00e9dias musicais &#8211; sem falsa mod\u00e9stia&#8221;, diz M\u00e1rcio. &#8220;Gradativamente nosso som foi se lapidando num formato mais minimalista&#8221;.<\/p>\n<div id=\"attachment_4558\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4558\" class=\"wp-image-4558 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/reporterentrelinhas\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/10\/plastiquenoir500-300x156.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"156\" \/><p id=\"caption-attachment-4558\" class=\"wp-caption-text\">Primeira forma\u00e7\u00e3o da Plastique Noir contava com Danyel Noir, M\u00e1rcio &#8220;Mazela&#8221; Benevides, Airton S e Max Bernardo (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">De l\u00e1 pra c\u00e1, a <strong>Plastique Noir<\/strong> lan\u00e7ou o elogiado EP &#8220;<strong>Urban Requiems<\/strong>&#8221; (2006), distribu\u00eddo pelo selo alem\u00e3o AF Music, e o primeir\u00edssimo \u00e1lbum oficial, &#8220;<strong>Dead Pop<\/strong>&#8220;(2008). Foi nessa \u00e9poca que o baixista Max Bernardo deixou o grupo por problemas pessoais.\u00a0&#8220;Max foi parte essencial da Plastique Noir&#8221;, comentou Airton na \u00e9poca do falecimento do amigo. &#8220;Ele gravou todos os sintetizadores dos discos Offering, Urban Requiems e em quase todo o \u00e1lbum Dead Pop&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com festivais importantes como Abril Pro Rock (Recife-PE), Woodgothic (S\u00e3o Thom\u00e9 das Letras-MG), Wave Summer Festival (S\u00e3o Paulo-SP), Feira da M\u00fasica (Fortaleza-CE), Bananada (Goi\u00e2nia-GO) e DoSol (Natal-RN) na bagagem, a banda lan\u00e7ou outros dois discos: &#8220;<strong>Affetcs<\/strong>&#8221; (2011) e &#8220;<strong>24 Hours Awake<\/strong>&#8221; (2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/reporterentrelinhas\/faixa-faixa-black-knight-frequency-comenta-album-de-estreia-perceptron\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">M\u00e1rcio, que hoje comanda a <strong>Black Knight Freq\u00fcency<\/strong>, banda de abordagem darkwave mais contempor\u00e2nea<\/a>, como ele mesmo gosta de chamar, diz que as demos foram gravadas sem grandes expectativas. &#8220;\u00c9ramos uma &#8216;zebra&#8217; na cena fortalezense. (Offering) Acabou reverberando internacionalmente e hoje se tornou item de colecionador&#8221;, lembra. &#8220;Tenho muito orgulho desse disquinho que fizemos em produ\u00e7\u00e3o caseira totalmente independente&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Faixa a faixa: Offering (2006) \u2013 Plastique Noir<\/strong><br \/>\n<strong> Por Airton S e M\u00e1rcio F Benevides<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-4564\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/reporterentrelinhas\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/10\/Plastique-Noir-EP-Offering-624x624.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"550\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Six Feet Under<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Airton<\/strong>: &#8220;Debut de uma banda g\u00f3tica cearense, depois de muitos anos sem que nada no estilo tivesse aparecido por aqui? Ora, \u00e9 claro que o lance era soar o mais tenebroso poss\u00edvel, ent\u00e3o simbora apanhar os clich\u00eas do g\u00eanero, sendo poesia declamada um dos mais c\u00e9lebres. A letra inteira (incluindo os versos da longa intro) \u00e9 do M\u00e1rcio &#8211; ali\u00e1s, sinto falta da escrita dele. Acho que \u00e9 nossa faixa mais longa at\u00e9 hoje&#8230; Quase 7 minutos, se n\u00e3o me engano. Vira e mexe, aparece algu\u00e9m pedindo em shows. A estrutura tem muitas mudan\u00e7as, inclusive de ritmo. Acho que o M\u00e1rcio brincou dizendo que era o primeiro &#8220;prog\u00f3tico&#8221; da hist\u00f3ria (risos). Eu gosto. Tem um qu\u00ea de Sisters of Mercy no riff, mas eu j\u00e1 buscava cantar fora da regi\u00e3o do Eldritch, inconscientemente puxando pro Moorings, talvez, algo mais nasal&#8230;&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>M\u00e1rcio<\/strong>: &#8220;Desenterrada a segunda composi\u00e7\u00e3o que bolei pra come\u00e7armos \u2013 \u00e0 base de sonhos e cacha\u00e7a &#8211; a banda em 2005. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o de letra ultrarrom\u00e2ntica amparada numa musicalidade sombria de mid-tempo, bem dentro dos clich\u00eas basilares da cultura g\u00f3tica\/dark. \u201cSofr\u00eancia nas trevas\u201d &#8211; mas com punch e propriedade. \u201c\u00c9pico f\u00fanebre\u201d seria o ep\u00edteto desta carta suicida musicada em v\u00e1rios climas instrumentais \u2013 da r\u00e9cita fatalista ao disparo p\u00f3s-punk\/coldwave&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Plastique Noir - Desire Or Disease\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zzVEWnyAl80?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Desire Or Disease<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Airton<\/strong>: &#8220;Lembro que a compusemos e, na mesm\u00edssima noite e ocasi\u00e3o, j\u00e1 gravamos em v\u00eddeo pra sentir como ficou, aproveitando que o Danyel tinha uma c\u00e2mera ali do lado dando sopa. Era a \u00fanica maneira dentre as mais imediatas de se faz\u00ea-lo numa \u00e9poca sem smartphones. \u00c9 at\u00e9 o caso de saber se ele ainda tem essa grava\u00e7\u00e3o, porque eu mesmo queria muito ouvir. Deu uma empolga\u00e7\u00e3o da porra, porque ali mesmo a gente sentiu que &#8220;estava acontecendo!&#8221; Batida 4&#215;4, baixo pulsante, guitarra dedilhada que o M\u00e1rcio j\u00e1 trazia de seus devaneios criativos em casa&#8230; Naquela noite voltamos eu e ele do ensaio juntos e, no \u00f4nibus, com a impress\u00e3o ainda fresca da m\u00fasica na alma, eu meio me sentia num desses filmes obscuros dos 80s com neons, asfalto molhado, desola\u00e7\u00e3o&#8230; Foda&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>M\u00e1rcio<\/strong>: &#8220;A primeira m\u00fasica\/letra parida pra um projeto, a gente nunca esquece \u2013 tanto \u00e9 que estou resgatando-a com o Black Knight Frequency, com novos arranjos e comigo cantando. \u00c9 resultante da \u00e9poca em que eu ouvia muito flamboyant (elo perdido entre o dark, o new romantic e a farofa), como The Cult, The Mission, Gene LovesJezebel, mas tamb\u00e9m a ent\u00e3o novidade finlandesa do glamgoth rock de HIM, 69 Eyes, Charon etc. A tem\u00e1tica ultrarrom\u00e2ntica se repete aqui, contudo sob ausp\u00edcios de psicopatia e submiss\u00e3o, com uma pegada \u201cviril\u201d. \u00c9 uma m\u00fasica que transborda: o presente das trevas \u00e9 sexy, mas voc\u00ea dan\u00e7a triste&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>In Thorns And Blades<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Airton<\/strong>: &#8220;Essa eu nem tive muito trabalho, o M\u00e1rcio j\u00e1 trouxe praticamente toda pronta de uma parceria que ele fez com o David Pantera, nosso broth\u00e3o, hoje tatuador dos mais conhecidos na cidade. Era pra ser um hard rock, algo nessa linha, talvez um stoner metal porque, na \u00e9poca, o David estava quase pra formar o Roadsider, eu acho. A composi\u00e7\u00e3o ficou pra gente. Tem aquela palhetada &#8220;com freio&#8221; que caracteriza o g\u00eanero. Eu nunca gostei muito desses lances quando aplicados ao g\u00f3tico, tipo 69 Eyes etc. Mas sei l\u00e1, naquela situa\u00e7\u00e3o, quando ainda n\u00e3o t\u00ednhamos quase nada pra mostrar e um prazo correndo at\u00e9 o show de estr\u00e9ia &#8211; que o Babu\u00ea, louco como sempre, j\u00e1 tinha se apressado em marcar &#8211; pareceu uma boa id\u00e9ia manter na track list&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>M\u00e1rcio<\/strong>: &#8220;Creio que, junto \u00e0s faixas anteriores, contempla a primeira tr\u00edade de can\u00e7\u00f5es mais rockers (com guitarr\u00f5es, v\u00e1rios riffs e licks) do PN e de letras que celebram o romantismo decadente e a perversidade coroada (temas que manter\u00edamos, por\u00e9m sob nova chave). Na verdade, essa m\u00fasica surgiu de uma parceria minha com o David Pantera (ex-Roadsider) num projeto voltado ao supramencionadoglamgothic rock (uma vertente mais pesada, com toques de hard rock 80\u2019s e doom metal) &#8211; que acabou nunca rolando. Assim como \u201cSixFeetUnder\u201d, \u00e9 uma faixa longa e com v\u00e1rias partes, que tamb\u00e9m saiu dos sets \u2013 ali\u00e1s, foi a primeira a rodar, pois \u00e9 meio destoante do resto do repert\u00f3rio. A influ\u00eancia de Sisters of Mercy \u00e9 evidente, apesar de nossos arranjos serem personalizados e mais trampados \u2013 destaque para os synthsfantasm\u00e1ticos de nosso saudoso Max (in memoriam)&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Plastique noir - In Thorns and Blades\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gEuwWQWp3CQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Creep Show<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Airton<\/strong>: &#8220;Essa \u00e9 obrigat\u00f3ria em shows at\u00e9 hoje. A ventania na entrada deve ter sido ideia do Max, putz, eu n\u00e3o admitiria um neg\u00f3cio desses hoje em dia numa m\u00fasica nunquinha (risos), mas \u00e9 engra\u00e7ado como faz todo sentido que essa id\u00e9ia deliciosamente boba esteja l\u00e1 em Creep Show. A gente n\u00e3o era muito ligado em death rock nesse momento inicial da banda, curt\u00edamos uma coisa ou outra, mas certamente n\u00e3o tava na mira preferencial. Estou falando isso porque h\u00e1 quem enquadre Creep Show nesse estilo. Pode ser. Tem uma vibe joker e uma refer\u00eancia real de horror, um tema delicado, at\u00e9 &#8211; sem tripudiar, mas na real for\u00e7ando uma dicotomia, um rasgo ing\u00eanuo entre \u00e9tica e est\u00e9tica, coisa que j\u00e1 n\u00e3o far\u00edamos hoje&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>M\u00e1rcio<\/strong>: &#8220;Se bobear, esse, que foi o nosso primeiro death rock (vertente g\u00f3tica mais voltada ao terror, com certo humor &#8211; obviamente negro), foi tamb\u00e9m o primeiro \u201chino\u201d da banda, at\u00e9 hoje pedido e tocado nos shows Brasil afora. A letra sinistra (retorno do infame Menguele com experimentos \u00e0 la Re-Animator) \u00e9 do Airton e a m\u00fasica (que possui uma atmosfera bem sarc\u00e1stica) \u00e9 minha \u2013 e nela eu encontrava alguns momentos oportunos pra performances demon\u00edacas no palco; afinal, caras-e-bocas fazem (ou faziam) parte daquele zumbi chamado rock&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Plastique Noir - Creepshow\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Jc9mHnJ_82Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Silent Shout<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Airton<\/strong>: &#8220;Foi minha favorita por muitos anos. N\u00e3o sei exatamente onde o M\u00e1rcio mirou: se no Cure, no Smiths&#8230; A forma \u00e9 bem simples, os acordes etc mas o baixo \u00e9 intricada\u00e7o, Danyel bolou quase um solo, acho at\u00e9 que ele \u00e9 quem &#8220;ataca&#8221; e conduz a composi\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o a guita. Outra letra minha, como em Creep Show, tempos em que eu era letrista quase secund\u00e1rio&#8230; Naquele papo de &#8220;factory town&#8221;, eu citei Bauhaus. E a id\u00e9ia de prolongar o instrumental a perder de vista, eu acho que n\u00f3s roubamos do Elegia em &#8220;Typhoon Eye&#8221;, como tamb\u00e9m foi deles que roubei a id\u00e9ia dos claps em &#8220;In Thorns and Blades&#8221; tal qual eles fizeram em &#8220;Escravos&#8221;. N\u00e3o tenho a menor vergonha de dizer isso, foram influ\u00eancia &#8211; e nacional, que interessante!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Voltando um pouco, estou lembrando agora tamb\u00e9m que a id\u00e9ia de fazer um vocal todo emendado em Creep Show, quase sem respirar, eu roubei de &#8220;Mortal Remains&#8221; do Das Projekt. J\u00e1 falei isso na cara deles (risos). Enfim, na real tudo isso \u00e9 muito maravilhoso, eu vejo como um momento bacana do gothic rock brasileiro, chegamos um pouco atrasados em rela\u00e7\u00e3o aos citados, mas na mesma \u00e9poca que muita coisa que era nova naquele momento e que era massa tamb\u00e9m, tipo Jardim do Sil\u00eancio, Luiza Fria, Escarlatina Obsessiva, Days Are Nights&#8230; Gosto de pensar que o Offering se insere bem naquele saudoso contexto&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>M\u00e1rcio<\/strong>: &#8220;Outra letra do Airton e outro hino obrigat\u00f3rio at\u00e9 hoje; demonstra uma faceta mais \u201cagridoce\u201d e menos sombria da banda, com direito a viol\u00f5es folk do Danyel e ambi\u00eancias que remetem a outras grandes inspira\u00e7\u00f5es nossas: The Cure e The Smiths. Pop melanc\u00f3lico (a minha vers\u00e3o primitiva era mais agressiva, com guitarras distorcidas, vocais gritados), versos existencialistas (uma ontologia da dor que gera reflex\u00f5es cinzentas)&#8221;. Concebemos a ordem das faixas meticulosamente e essa foi a melhor conclus\u00e3o que achamos para este EP.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Plastique Noir - Silent Shout\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GYKhMNY2EmA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Formada em outubro de 2005, h\u00e1 exatos 12 anos, a Plastique Noir firmou seu nome na m\u00fasica g\u00f3tica. 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