{"id":4784,"date":"2017-12-01T00:01:52","date_gmt":"2017-12-01T03:01:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/reporterentrelinhas\/?p=4784"},"modified":"2017-12-01T00:01:52","modified_gmt":"2017-12-01T03:01:52","slug":"faixa-faixa-nacao-zumbi-comenta-o-album-de-releituras-radiola-nz-vol-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/2017\/12\/01\/faixa-faixa-nacao-zumbi-comenta-o-album-de-releituras-radiola-nz-vol-1\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa | Na\u00e7\u00e3o Zumbi comenta o \u00e1lbum de releituras &#8216;Radiola NZ, Vol. 1&#8217;"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_4786\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4786\" class=\"size-large wp-image-4786\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/reporterentrelinhas\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/11\/Na\u00e7\u00e3o-Zumbi-1-cr\u00e9dito-Dovil\u00e9-Babraviciut\u00e9-624x416.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"367\" \/><p id=\"caption-attachment-4786\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Dovil\u00e9 Babraviciut\u00e9)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 s\u00e3o 23 anos desde que a banda pernambucana <strong>Na\u00e7\u00e3o Zumbi<\/strong> surgiu com <strong>Chico Science<\/strong> e o \u00e1lbum <strong>Da Lama ao Caos<\/strong>. O registro entrou para a hist\u00f3ria da m\u00fasica brasileira, seguido do sucessor <strong>Afrociberdelia<\/strong> (1996), estabelecendo o <strong>manguebeat<\/strong> como g\u00eanero.\u00a0Ap\u00f3s 10 discos lan\u00e7ados, a Na\u00e7\u00e3o entrega <strong>Radiola NZ<\/strong>, composto de vers\u00f5es pessoais de m\u00fasicas que marcaram a trajet\u00f3ria do grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O disco conta com releituras de <strong>Gilberto Gil<\/strong>, <strong>Tim Maia<\/strong>, <strong>Secos &amp; Molhados\u00a0<\/strong>&#8211; na \u00f3tima parceria com <strong>Ney Matogrosso<\/strong>, <strong>Roberto Carlos<\/strong>, e uma vers\u00e3o surpreendente de <strong>Marvin Gaye<\/strong>. Para fechar o <strong>Radiola<\/strong>, o grupo escolheu &#8220;Ashes to Ashes&#8221;, lan\u00e7ada pelo imortal <strong>David Bowie<\/strong> no \u00e1lbum Scary Monsters (and Super Creeps), de 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A m\u00fasica de Bowie, ali\u00e1s, reflete um momento importante para o grupo, segundo o guitarrista L\u00facio Maia. Ele destaca que, aos 26 anos de banda, \u00e9 preciso representar a \u00e9poca em que a banda despontou. &#8220;N\u00e3o \u00e9 que seja saudosismo ou repeti\u00e7\u00e3o de padr\u00e3o. \u00c9 muito mais uma releitura com a nossa vis\u00e3o, demonstrando que \u00e9 essa a nossa maneira de se expressar&#8221;, pondera.\u00a0Jorge Du Peixe (voz), Dengue (baixo), Pupillo (bateria), Toca Ogan (percuss\u00e3o) e Da Lua e Tom Rocha (afaias) completam a atual forma\u00e7\u00e3o do ic\u00f4nico grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dispon\u00edvel em todas as plataformas digitais, Radiola foi lan\u00e7ado pelo selo Babel Sunset. L\u00facio Maia comentou as 10 faixas do disco, relembrando n\u00e3o apenas o processo de produ\u00e7\u00e3o do <strong>Radiola NZ<\/strong>, mas a rela\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum com o Rock in Rio &#8211; festival que a Na\u00e7\u00e3o tocou neste ano &#8211; e como esses nomes foram presentes nessas mais de duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Faixa a faixa: Radiola NZ (2017) \u2013 Na\u00e7\u00e3o Zumbi<\/strong><br \/>\n<strong>Por L\u00facio Maia<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-4785\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/reporterentrelinhas\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/11\/capa-RADIOLA-NZ-624x624.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"550\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;<strong>Refazenda<\/strong>, de <strong>Gilberto Gil<\/strong>, foi uma sugest\u00e3o acho que partiu de Pupilo. Por coincid\u00eancia, a gente acabou fazendo no mesmo instante em que o Gil t\u00e1 relembrando o <strong>Refavela<\/strong>. <strong>Refazenda<\/strong> pra gente tem uma caracter\u00edstica muito musical, incr\u00edvel, porque em termos t\u00e9cnicos o Gil criou um acorde \u00fanico pra can\u00e7\u00e3o. Ela tem uma ondula\u00e7\u00e3o, assim, ela modula do tom maior para o menor apenas com a melodia da voz. Foi muito incr\u00edvel esse momento que a gente descobriu isso. O <strong>Gil \u00e9 um g\u00eanio vivo, uma lenda viva<\/strong>. Com todo respeito que a gente tem por ele, por todas as coisas que a gente j\u00e1 fez juntos tamb\u00e9m, j\u00e1 era mais que uma obriga\u00e7\u00e3o nossa gravar alguma coisa do Gil&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;<strong>Balan\u00e7o<\/strong>, de <strong>Tim Maia<\/strong>, \u00e9 um cl\u00e1ssico absoluto entre a banda. Eu lembro da gente ouvir muito esse disco do Tim, um dos primeiros dele. Da \u00e9poca ainda l\u00e1 de Santa Tereza, <strong>Afrociberdelia<\/strong>, em 1996. Tim Maia e <strong>Jorge Ben<\/strong> era um bom dia e um boa noite pra gente que morava l\u00e1 no Rio de Janeiro. <strong>Balan\u00e7o<\/strong> sempre foi um grande hit pra gente. Quase ponto certo que a gente ia gravar. Ela j\u00e1 estava no repert\u00f3rio muito tempo antes do disco existir&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;O <strong>Amor<\/strong> foi o seguinte, cara. Partiu tudo em 2015 quando a gente participou do show do Lenine no <strong>Rock in Rio<\/strong>. O Z\u00e9 Ricardo (curador do palco Sunset) cantou a bola pra gente naquela \u00e9poca: pr\u00f3ximo Rock in Rio voc\u00eas v\u00e3o fazer com o <strong>Ney Matogrosso<\/strong>. E a gente: uau! No final do ano passado a gente entrou no est\u00fadio da Red Bull, aqui em S\u00e3o Paulo, com o Ney e a gente decidiu regravar <strong>Amor<\/strong> porque o repert\u00f3rio que foi decidido pra esse show do Rock in Rio seria Secos &amp; Molhados e Na\u00e7\u00e3o Zumbi. Quando pintou a oportunidade de gravar uma m\u00fasica junto com ele pra promo\u00e7\u00e3o do festival foi meio que uma unanimidade. Todo mundo escolheu <strong>Amor<\/strong>. O Ney tamb\u00e9m opinou bastante. A gente falou pra eles que tava gravando um disco de vers\u00f5es. E quando a gente terminou de gravar essa m\u00fasica, tanto o Ney como o Z\u00e9 Ricardo falaram que se a gente quisesse coloc\u00e1-la no disco seria um prazer. E pra gente tamb\u00e9m foi um grande prazer&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"AMOR - Ney Matogrosso e Nacao Zumbi\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WniTemSEWA8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;<strong>N\u00e3o H\u00e1 Dinheiro<\/strong> \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o muito antiga, do <strong>Roberto Carlos<\/strong>, da fase <em>soul<\/em> dele. Quando ele teve contato com o Tim Maia. \u00c9 uma das vers\u00f5es mais legais, que eu mais curti fazer. Basicamente, n\u00e3o tem percuss\u00e3o nenhuma, ent\u00e3o ela quebra todos os paradigmas da Na\u00e7\u00e3o Zumbi. Acho que Jorge t\u00e1 muito bem na voz. A gente tentou fazer um funk abrazucado, que tem a participa\u00e7\u00e3o do Maur\u00edcio Fleury, que tocou em v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es desse disco, mais da metade. O Fleury \u00e9 tecladista do Bexiga 70, toca com a Gal Costa. Uma felicidade geral o resultado dela porque era um desafio pra gente fazer essa releitura. Sem contar o sample dela, n\u00e9? Foi basicamente uma obriga\u00e7\u00e3o samplear&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;<strong>Do Nothing<\/strong>, do <strong>Specials<\/strong>, \u00e9 uma balada dessa gera\u00e7\u00e3o ska ingl\u00eas ali do final dos anos 70 com atitude punk. Specials foi uma das bandas seminais mais importantes da hist\u00f3ria. \u00c9 uma balada muito bonita, que tem toda aquela linguagem um tanto quanto niilista, sabe? Fala muito da gera\u00e7\u00e3o que era alienada, que n\u00e3o fazia nada, violenta. O Specials sempre criticou esse life style ingl\u00eas. Tentamos fazer uma balada com a nossa caracter\u00edstica. N\u00e3o somos uma banda de ska e muito menos a gente tava pensando em copiar formatos. Fizemos do nosso jeito. Permaneceu uma balada ainda, por\u00e9m com um corpo bem s\u00f3lido, com as guitarras fazendo papel percussivo&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Do Nothing - Radiola NZ ( Vol.1) - Na\u00e7\u00e3o Zumbi\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oY8PBel0JdE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;<strong>Dois Animais<\/strong> foi muito inusitada. Escolhemos dentro do est\u00fadio. Tipo, &#8216;gravamos uma do Roberto, n\u00e3o seria legal a gente fazer uma do Erasmo?&#8217; (Risos). A gente quis fugir do clich\u00e9 e o Pupillo mostrou essa m\u00fasica. Ela soava meio estranha pra gente no in\u00edcio e quando tentamos fazer a vers\u00e3o, foi uma das que mais puxou pro lado Na\u00e7\u00e3o Zumbi, da forma de se comunicar, do que as outras can\u00e7\u00f5es que a gente teve um certo cuidado de n\u00e3o perder tanto o v\u00ednculo com o artista principal. Essa sim \u00e9 uma m\u00fasica que deu uma entortada, no sentido do arranjo, sabe? N\u00e3o foi uma coisa proposital. Ela simplesmente aconteceu dessa forma. O disco inteiro aconteceu de um jeito muito espont\u00e2neo. Para mim, ela soa com uma pegada meio final dos anos 70, come\u00e7o dos anos 80. Teve a participa\u00e7\u00e3o do Carlos Trilha, que virou um parceiro muito grande da gente na constru\u00e7\u00e3o desse disco, e tamb\u00e9m na finaliza\u00e7\u00e3o. Mesmo finalizado, o Trilha foi um cara que se envolveu muito. Foi muito importante nesse processo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;<strong>Tomorrow Never Knows<\/strong> \u00e9 uma m\u00fasica muito antiga no nosso repert\u00f3rio. A gente j\u00e1 toca ela h\u00e1 mais de 15 anos, a gente costumava fazer interven\u00e7\u00e3o em programas de TV. Sempre tivemos essa m\u00fasica na manga como um cover que a gente pirava muito. Tinha alguns covers que a gente sempre tocou ao longo da vida. Da\u00ed foi, basicamente, &#8216;vamo ali no arquivo buscar&#8217;. Ela tem esse car\u00e1ter bem psicod\u00e9lico, bem a nossa vis\u00e3o abrazucada da psicodelia no sentido mais literal poss\u00edvel. As percuss\u00f5es t\u00eam uma cad\u00eancia meio baque de maracatu (faz o batuque com a voz). Era uma coisa super cadenciada, voltada pra esse setor mais psicod\u00e9lico da r\u00edtmica&#8221;.<\/p>\n<div id=\"attachment_4794\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4794\" class=\"size-large wp-image-4794\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/reporterentrelinhas\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/11\/na\u00e7\u00e3o-zumbi-ney-matogrosso-credito-olivia-leite-624x624.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"550\" \/><p id=\"caption-attachment-4794\" class=\"wp-caption-text\">Na\u00e7\u00e3o e Ney Matogrosso, em est\u00fadio, gravando &#8220;Amor&#8221;, de Secos &amp; Molhados (Foto: Olivia Leite)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Puts, <strong>Sexual Healing<\/strong>\u00a0foi o desafio de todos os desafios. Al\u00e9m de ser um grande cl\u00e1ssico, \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o linda e imex\u00edvel. Praticamente sacril\u00e9gio tentar fazer vers\u00e3o dessa m\u00fasica. A auto-cr\u00edtica tava no talo, sabe? Volume 10. A gente tentou, ao m\u00e1ximo, criar nossa vis\u00e3o de um jeito respeitoso e ao mesmo tempo puxar pra nossa identidade. A gente curtiu muito o resultado, a gente ficou feliz. Achei que representou Na\u00e7\u00e3o Zumbi em sua ess\u00eancia, de forma respeitosa, e virou meio que uma levada de guitarras, viol\u00f5es e percuss\u00f5es. N\u00e3o tem bateria. A gente fez meio que uma levadona bem praiana, sabe? Enfim, <strong>Sexual Healing<\/strong>. <strong>Marvin Gaye<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;E pra finalizar, o <strong>todo poderoso, magn\u00edfico, g\u00eanio da m\u00fasica: David Bowie<\/strong>. A gente j\u00e1 vinha flertando com v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es dele. A gente j\u00e1 tinha feito o cover, no passado, de China Girl. S\u00f3 que a gente decidiu regravar <strong>Ashes to Ashes<\/strong> porque Jorge tinha uma identifica\u00e7\u00e3o muito forte com essa letra. Pra gente valeu muito mais a pena ter investido em uma m\u00fasica em que Jorge tava super \u00e0 vontade pra cantar, sabe? Ele t\u00e1 muito bem nessa m\u00fasica, exatamente por isso. Talvez melhor que todas as outras porque houve uma identifica\u00e7\u00e3o muito forte. Em <strong>Refazenda<\/strong> tamb\u00e9m ele falou que tava se sentindo bem \u00e0 vontade. O disco inteiro, esse \u00e9 o melhor dele, sem d\u00favida. Em <strong>Ashes to Ashes<\/strong> ele se supera dentro do seu hist\u00f3rico vocal. \u00c9 uma m\u00fasica dif\u00edcil de cantar. Todo cantor sabe que \u00e9 um desafio. A gente s\u00f3 teve o trabalho de acompanhar ele, o que n\u00e3o foi muito bem um trabalho, n\u00e9? Foi mais uma curti\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: Radiola NZ, Vol. 1\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/1NaByszwra7HvxLAqAgR2i?utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 s\u00e3o 23 anos desde que a banda pernambucana Na\u00e7\u00e3o Zumbi surgiu com Chico Science e o \u00e1lbum Da Lama ao Caos. 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