{"id":4829,"date":"2017-12-02T17:27:16","date_gmt":"2017-12-02T20:27:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/reporterentrelinhas\/?p=4829"},"modified":"2017-12-02T17:27:16","modified_gmt":"2017-12-02T20:27:16","slug":"criancas-refugiadas-no-brasil-publicam-livros-contando-suas-historias-e-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/2017\/12\/02\/criancas-refugiadas-no-brasil-publicam-livros-contando-suas-historias-e-sonhos\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as refugiadas no Brasil publicam livros contando suas hist\u00f3rias e sonhos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_4830\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4830\" class=\"size-medium wp-image-4830\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/foradaordem\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/reporterentrelinhas\/wp-content\/uploads\/sites\/68\/2017\/12\/crian\u00e7as-refugiadas-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" \/><p id=\"caption-attachment-4830\" class=\"wp-caption-text\">Projeto lan\u00e7a livro de crian\u00e7as refugiadas no Brasil. Entre as autoras est\u00e3o as irm\u00e3s s\u00edrias Shahad Al Saiddaoud, Yasmin Al Saiddaoud, e Razan Al Saiddaoud (Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Os sonhos, pensamentos e desenhos de 22 crian\u00e7as refugiadas no Brasil agora viraram livro. Entre as autoras est\u00e1 a s\u00edria Shahad Al Saiddaoud, de 12 anos. &#8220;A paz come\u00e7a com um sorriso no rosto. Quero meu pa\u00eds, a S\u00edria, feliz, sem guerras&#8221;, deseja ela. Suas irm\u00e3s Yasmin, 7, e Razan, 5, tamb\u00e9m participam da cole\u00e7\u00e3o, mas com desenhos que ilustram a alegria de estar no Brasil, longe da guerra civil que devasta a S\u00edria h\u00e1 seis anos. Segundo o Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (Acnur), 5 milh\u00f5es de s\u00edrios deixaram sua terra natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Refugiadas junto com seus pais no Brasil, Shahad, Yasmin e Razan e tamb\u00e9m outras 19 crian\u00e7as, de 5 a 13 anos, puseram seus sonhos no papel e a partir de agora compartilham suas hist\u00f3rias e emo\u00e7\u00f5es na primeira cole\u00e7\u00e3o de livros infantis escritos por crian\u00e7as refugiadas lan\u00e7ada no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cNo livro falo sobre meu sonho, sobre a S\u00edria, sobre meus parentes, eu queria todo mundo feliz na S\u00edria, n\u00e3o queria guerra. Esse \u00e9 meu sonho, queria todo mundo em paz\u201d, emociona-se Shahad, que est\u00e1 h\u00e1 pouco mais de um ano no Brasil. J\u00e1 as irm\u00e3s falam pouco o portugu\u00eas ainda, mas afirmam que gostaram de participar da cole\u00e7\u00e3o. J\u00e1 Shahad, quer escrever outro livro. \u201cQuero fazer uma fic\u00e7\u00e3o agora\u201d, adianta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O projeto \u00e9 resultado da parceria da AlphaGraphics, empresa de impress\u00e3o digital, com o Instituto de Reintegra\u00e7\u00e3o do Refugiado (Adus) e a Estante M\u00e1gica, que atua com projetos editoriais pedag\u00f3gicos voltados a crian\u00e7as. \u201cVirou mais do que um projeto, virou um sonho&#8221;, conta um dos idealizadores da cole\u00e7\u00e3o de livros, Rodrigo Abreu, conselheiro do Adus e CEO da AlphaGraphics Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ele conta que a ideia surgiu depois que ele se tornou conselheiro do instituto e quis unir os dois projetos. &#8220;Pedimos para que as crian\u00e7as nos contassem os seus sonhos e o resultado foi incr\u00edvel, mostrando que o que falta para elas \u00e9 uma simples oportunidade&#8221;, completa Abreu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A AlphaGraphics foi a respons\u00e1vel pela impress\u00e3o dos livros e a sele\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as ficou por conta do Adus. &#8220;Desde 2010, temos como miss\u00e3o no Adus atuar em parceria com refugiados e pessoas em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga ao ref\u00fagio para sua reintegra\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade. Buscamos a valoriza\u00e7\u00e3o e inser\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica, cultural para que se reconhe\u00e7am e exer\u00e7am a cidadania novamente&#8221;, explica Marcelo Haydu, diretor executivo da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dois educadores da Estante M\u00e1gica prepararam o ambiente, conversaram com os pequenos autores, ouvindo as hist\u00f3rias e trajet\u00f3rias de cada um. Imersos num mundo da imagina\u00e7\u00e3o e criatividade, cada uma das crian\u00e7as se permitiu pensar nos seus maiores sonhos e ent\u00e3o colocaram no papel todas as suas fantasias e expectativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo Abreu, nesta primeira etapa os livros n\u00e3o ser\u00e3o vendidos. \u201cA primeira edi\u00e7\u00e3o foi para as fam\u00edlias das crian\u00e7as, para o Adus, e a imprensa, e agora vamos entregar para escolas e bibliotecas\u201d. Futuramente, as vendas ser\u00e3o revertidas \u00e0s fam\u00edlias das crian\u00e7as e a projetos que apoiam refugiados no Brasil. Para o idealizador, o projeto ainda n\u00e3o terminou. \u201cVamos dar oportunidade para novas crian\u00e7as e as que participaram poder\u00e3o fazer novas edi\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os sonhos das jovens autoras v\u00e3o longe &#8211; de princesas a astronautas. No f\u00e9rtil imagin\u00e1rio infantil, bosques, arco-\u00edris, helic\u00f3pteros, Chapeuzinho Vermelho e a paz s\u00e3o alguns dos personagens e refer\u00eancias que d\u00e3o vida \u00e0s hist\u00f3rias e ilustra\u00e7\u00f5es de seus primeiros livros, agora eternizados. Acima de tudo, os pequenos sobreviventes compartilham suas hist\u00f3rias de resili\u00eancia e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Meu nome \u00e9 Bader Munir Bader. Tenho 5 anos. Gosto do sol. Dos p\u00e1ssaros. E das cores bonitas&#8221;, escreve Bader, 5 anos, nascido na Ar\u00e1bia Saudita. Na hist\u00f3ria, ele conta que adora futebol, pular e sua cor preferida \u00e9 verde-claro.&#8221;As pessoas n\u00e3o t\u00eam cora\u00e7\u00e3o para fazer o bem para outras pessoas&#8221;, conta a s\u00edria Hebra, f\u00e3 de hist\u00f3ria, geografia, artes e educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Crian\u00e7as refugiadas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo o Comit\u00ea Nacional para os Refugiados (Conare), mais de 9 mil refugiados de 82 nacionalidades vivem no Brasil, principalmente vindos da S\u00edria, Angola, Col\u00f4mbia, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e Palestina. Do total acumulado de refugiados entre 2010 e 2015 (4.456), 599 eram crian\u00e7as entre 0 e 12 anos, compondo 13,2% da popula\u00e7\u00e3o refugiada no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para a legisla\u00e7\u00e3o brasileira, a crian\u00e7a refugiada \u00e9 aquela que foi obrigada a deixar seu pa\u00eds devido a um temor de persegui\u00e7\u00e3o por motivos de ra\u00e7a, religi\u00e3o, nacionalidade, grupo social, opini\u00f5es pol\u00edticas de seus familiares, conflitos armados, viol\u00eancia e viola\u00e7\u00e3o generalizada de direitos humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No mundo todo, 91% das crian\u00e7as est\u00e3o matriculadas na escola prim\u00e1ria, enquanto que entre as crian\u00e7as refugiadas esse \u00edndice \u00e9 de apenas 61%, segundo dados do Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (Unesco).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os sonhos, pensamentos e desenhos de 22 crian\u00e7as refugiadas no Brasil agora viraram livro. 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