Até os mais sisudos devem ter rido da entrevista de Marinho após o empate do Ceará diante do Santa Cruz, neste sábado, no Castelão. Nem é preciso explicar que o jogador falou uma saraivada de palavrões, mostrou sinceridade, carisma e espontaneidade ao saber que estava suspenso do próximo jogo do alvinegro – contra o Oeste, fora de casa – por ter recebido o terceiro cartão amarelo.
Principal atleta do time na Série B, Marinho também demonstrou o outro lado, bem menos engraçado, especialmente para o torcedor do Ceará. Primeiro, porque entrou em campo sem saber que estava pendurado, total falta de atenção do profissional e também de orientação por parte da comissão técnica e da diretoria de futebol. O mínimo que se espera é uma conversa antes do jogo sobre isso, como todo o elenco. Depois, por ter tirado a camisa na hora de comemorar o terceiro gol da equipe, o de empate, já nos acréscimos da partida.
Um jogador neste nível de profissionalismo, por mais que a regra do cartão por tirar a camisa seja tola para alguns, não pode se dar o direito de assim ser punido. Não faz qualquer sentido que a equipe seja prejudicada em função de um ato irresponsável e impensado e, no caso de Marinho, cometido duas vezes no acúmulo de cartões.
A comissão técnica e a diretoria têm que arrumar uma forma de controlar essa situação. Uma conversa definitiva é necessária ou então atingir o bolso do atleta.
