Por Alexandre Gonzaga *
Autor convidado
O Fortaleza poderia ter garantido a classificação para as quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro neste domingo, mas empatou por 1 a 1 com o CSA-AL em razão de alguns vícios táticos enraizados no time.
Escalado para jogar pelas faixas do terreno – com Felipe e Jô na direita, e Bruno Melo e Hiago na esquerda -, o Leão afunilou o seu jogo e abusou dos passes longos, o que criou muitas dificuldades aos meias Adenílson e Pablo, que apareciam quase sempre atrasados para atacarem as segundas bolas.
O técnico Antônio Carlos Zago viu no Castelão que (mais uma vez) o Leão entrou jogando com as linhas demasiado separadas. Aliás, sempre que o Fortaleza jogava um pouco mais compactado, a infiltração dos meias causava desiquilíbrios no organizado time alagoano. Pablo teve algumas boas iniciativas de ataque no primeiro tempo, o que deixa a ideia de que se Leandro Lima tivesse entrado mais cedo a dinâmica do jogo poderia ter sido diferente.
Zago terá oito dias para corrigir o posicionamento do time para a partida diante do Confiança-AL, no Batistão, e repensar a utilização de Adenílson ou Leandro Lima, mais ágil e experiente para jogar entre as linhas adversárias. O técnico não poderá contar com os laterais Bruno Melo e Felipe (suspensos) e deverá recuar Pablo para a lateral direita.
Mas independentemente da escalação ou do desenho tático, o Fortaleza terá que mudar o chip: nenhum time é capaz de jogar com competência se os seus setores permanecerem tão distantes uns dos outros. A intensidade diminui e o desgaste aumenta.
*Alexandre Gonzaga é jornalista e chegou ao Ceará em 1999. Trabalhou com produção de TV e imprensa em Portugal. É um apaixonado por futebol.
