{"id":9099,"date":"2025-06-09T10:39:12","date_gmt":"2025-06-09T13:39:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/?p=9099"},"modified":"2025-06-09T10:39:12","modified_gmt":"2025-06-09T13:39:12","slug":"jardim-sonoro-celebra-a-voz-em-sua-segunda-edicao-no-inhotim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/2025\/06\/09\/jardim-sonoro-celebra-a-voz-em-sua-segunda-edicao-no-inhotim\/","title":{"rendered":"Jardim Sonoro celebra a voz em sua segunda edi\u00e7\u00e3o no Inhotim"},"content":{"rendered":"<p><em>Festival de m\u00fasica ser\u00e1 realizado nos dias 11, 12 e 13 de julho com shows em palcos in\u00e9ditos integrados ao acervo do museu<\/em><\/p>\n<p>O Instituto Inhotim realiza a segunda edi\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>Jardim Sonoro<\/strong>, festival que integra m\u00fasica \u00e0 experi\u00eancia \u00fanica em arte contempor\u00e2nea e natureza. Ap\u00f3s o sucesso da estreia em 2024, o evento retorna nos dias\u00a0<strong>11, 12 e 13 de julho,\u00a0<\/strong>com curadoria centrada em uma pesquisa sobre a voz em suas dimens\u00f5es musicais, pol\u00edticas e po\u00e9ticas. O acesso \u00e9 gratuito para quem est\u00e1 no parque (mediante o pagamento do ingresso para entrar no Inhotim).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-9100\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2025\/06\/unnamed.jpg\" alt=\"\" width=\"1066\" height=\"1600\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2025\/06\/unnamed.jpg 1066w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2025\/06\/unnamed-200x300.jpg 200w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2025\/06\/unnamed-682x1024.jpg 682w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2025\/06\/unnamed-768x1153.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2025\/06\/unnamed-1023x1536.jpg 1023w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2025\/06\/unnamed-67x100.jpg 67w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2025\/06\/unnamed-300x450.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-content\/uploads\/sites\/28\/2025\/06\/unnamed-800x1200.jpg 800w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 1066px) 100vw, 1066px\" \/><\/p>\n<p>Este ano, o festival mergulha na tem\u00e1tica da voz como instrumento poliss\u00eamico, que n\u00e3o se limita apenas ao seu som, mas se expande como manifesto, ativismo, fala, ritmo, instrumento, canto e express\u00e3o. A programa\u00e7\u00e3o destaca artistas com vozes marcantes, diversas e, sobretudo, pessoas que vocalizam narrativas de nosso tempo, conectadas ao interesse da institui\u00e7\u00e3o de promover debates no \u00e2mbito da arte, natureza e da educa\u00e7\u00e3o. O resultado \u00e9 um territ\u00f3rio plural de sons, instigante e imersivo, que contar\u00e1 com\u00a0<strong>Djuena Tikuna (AM)<\/strong>,\u00a0<strong>Luiza Brina (MG)<\/strong>,\u00a0<strong>M\u00f4nica Salmaso (SP)<\/strong>,\u00a0<strong>C\u00e9cile McLorin Salvant (EUA)<\/strong>,\u00a0<strong>Josyara (BA)<\/strong>,\u00a0<strong>Tet\u00ea Esp\u00edndola (MS)<\/strong>, o grupo\u00a0<strong>Il\u00ea Aiy\u00ea (BA)\u00a0<\/strong>e a multiartista\u00a0<strong>Brisa Flow (MG)<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNesta edi\u00e7\u00e3o, temos um foco n\u00e3o exclusivo, mas muito dirigido, para a ideia do canto. Trouxemos vozes que est\u00e3o presentes no campo da m\u00fasica e da arte e conectadas com a nossa programa\u00e7\u00e3o do ano. Estamos falando de uma voz que n\u00e3o s\u00f3 l\u00edrica, da cr\u00f4nica ou da narrativa, mas de uma pesquisa em torno da voz e o dizer do canto, que pode existir de muitas maneiras\u201d, comenta a diretora art\u00edstica do Inhotim, J\u00falia Rebou\u00e7as, que divide a curadoria com Marilia Loureiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o objetivo de aprofundar a integra\u00e7\u00e3o entre a m\u00fasica e o acervo art\u00edstico e bot\u00e2nico do museu, o Jardim Sonoro ser\u00e1 em dois novos espa\u00e7os: o\u00a0<strong>Palco Desert Park<\/strong>, localizado junto \u00e0 obra\u00a0<em>Desert Park\u00a0<\/em>(2010), de Dominique Gonzalez-Foerster, em meio \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o exuberante do parque, pr\u00f3ximo \u00e0 Galeria Adriana Varej\u00e3o, Galeria Galp\u00e3o e ao Vand\u00e1rio; e o\u00a0<strong>Palco Piscina<\/strong>, posicionado nas proximidades da obra\u00a0<em>Piscina\u00a0<\/em>(2009), de Jorge Macchi, que oferece uma atmosfera mais intimista e contemplativa, que conta, em seu entorno, com as obras de Chris Burden, Maril\u00e1 Dardot e Rirkrit Tiravanija. Essas \u00e1reas, nunca antes utilizadas para shows, proporcionam uma viv\u00eancia nova aos visitantes e est\u00e3o diretamente ligadas ao prop\u00f3sito do festival, que \u00e9 o de complementar a experi\u00eancia da pessoa visitante com m\u00fasica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cDesta vez, apresentamos palcos em \u00e1reas descentralizadas do Inhotim, para que a pessoa visitante tenha uma experi\u00eancia diferente do ano passado. Os palcos Piscina e Desert Park oferecem a possibilidade de outros percursos f\u00edsicos e sens\u00edveis, que integram a curadoria musical do festival a um entorno espec\u00edfico de obras, arquitetura e natureza.&#8221;\u201d, complementa J\u00falia Rebou\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Programa\u00e7\u00e3o musical<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para abrir o Jardim Sonoro, na\u00a0<strong>sexta-feira (11)<\/strong>, a \u201cvoz manifesto\u201d de\u00a0<strong>Djuena Tikuna,\u00a0<\/strong>cantora e ativista ind\u00edgena, do povo Tikuna, no Alto Solim\u00f5es, com uma trajet\u00f3ria marcada pela valoriza\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o dos cantos tradicionais de seu povo. Sua obra se conecta diretamente \u00e0s quest\u00f5es levantadas ao longo do ano pelo Inhotim, especialmente \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o recente da Galeria Claudia Andujar | Maxita Yano e \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de Edgar Calel, anunciada para o segundo semestre. Seu show Tor\u00fc Wiyaeg\u00fc \u00e9 um verdadeiro ritual que nos conecta ao universo cultural do povo Tikuna. O espet\u00e1culo \u00e9 dividido em \u201cCantos da Origem\u201d; \u201cWorec\u00fctchiga\u201d (can\u00e7\u00f5es referentes ao ritual Worec\u00fc); \u201cCantoria dos Bu\u2019e\u201d (das crian\u00e7as) e, por fim, os \u201cCantos de Resist\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No\u00a0<strong>s\u00e1bado (12),\u00a0<\/strong>a m\u00fasica come\u00e7a com a vibrante\u00a0<strong>Luiza Brina<\/strong>, cantora, compositora e arranjadora. Por ser mineira, ela traz forte conex\u00e3o com o territ\u00f3rio do Inhotim e apresenta o show de seu disco \u201cPrece\u201d, que tem uma natureza coletiva, de muitas vozes. No palco, Luiza leva can\u00e7\u00f5es que s\u00e3o como ora\u00e7\u00f5es em busca do sagrado.\u00a0Em seguida, o p\u00fablico poder\u00e1 ouvir\u00a0<strong>M\u00f4nica Salmaso<\/strong>, uma das mais respeitadas int\u00e9rpretes da m\u00fasica brasileira, pesquisadora do cancioneiro nacional, que transita com naturalidade entre diferentes estilos da m\u00fasica brasileira. Encerrando o dia, a premiada cantora norte-americana\u00a0<strong>C\u00e9cile McLorin Salvant,\u00a0<\/strong>considerada \u201cuma voz \u00fanica sustentada por intelig\u00eancia e musicalidade plena\u201d, representa uma cena contempor\u00e2nea e experimental do jazz e apresentar\u00e1 um show minimalista de voz e piano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>domingo (13)<\/strong>\u00a0abre com a baiana\u00a0<strong>Josyara<\/strong>, cantora, compositora, instrumentista e produtora musical, que traz em suas composi\u00e7\u00f5es um olhar sens\u00edvel sobre seu cotidiano, construindo uma voz potente e singular dentro da nova gera\u00e7\u00e3o da m\u00fasica brasileira. Al\u00e9m da banda, Josyara sobe ao palco com seu viol\u00e3o percussivo, a base e o diferencial tanto das can\u00e7\u00f5es autorais, como das releituras de outras compositoras rearranjadas e interpretadas por ela. Em seguida, sobe ao palco\u00a0<strong>Tet\u00ea Esp\u00edndola<\/strong>, figura j\u00e1 consagrada e que mant\u00e9m uma pesquisa sobre a m\u00fasica do cerrado, cuja sonoridade transita entre a arte e a natureza. A apresenta\u00e7\u00e3o do grupo\u00a0<strong>Il\u00ea Aiy\u00ea<\/strong>, o primeiro bloco afro do Brasil, marca um momento de celebra\u00e7\u00e3o da for\u00e7a, da ancestralidade e da luta das vozes negras, com seu repert\u00f3rio de afirma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e cultural. No palco, elementos da ancestralidade africana, guardados pelos Terreiros de Candombl\u00e9, sustentam a dan\u00e7a afro do Il\u00ea, fundamentada no Ijex\u00e1. Para fechar o festival, a multiartista ind\u00edgena\u00a0<strong>Brisa Flow<\/strong>. Seu mais recente \u00e1lbum, Janequeo, fala de amor, coragem e autonomia. No Jardim Sonoro, ela apresenta uma discotecagem contempor\u00e2nea, experimental e pensada para o Inhotim.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre o Jardim Sonoro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jardim Sonoro \u00e9 um festival que celebra a fus\u00e3o entre a arte, a natureza e a m\u00fasica. \u00c9 realizado desde 2024 e prop\u00f5e oferecer \u00e0s pessoas visitantes novas camadas de experi\u00eancia pelos espa\u00e7os do museu. Por n\u00e3o ser um festival de um g\u00eanero espec\u00edfico, responde a muitas linguagens musicais e, a cada ano, busca singularidades que enriquecem a experi\u00eancia da institui\u00e7\u00e3o. O projeto reafirma o Inhotim como um espa\u00e7o de encontro, cria\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o e se conecta, em suas edi\u00e7\u00f5es, ao prop\u00f3sito do programa art\u00edstico da Institui\u00e7\u00e3o no ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA nossa ideia \u00e9 que este festival se conecte ao Inhotim de modo radical. Isso acontece, em um primeiro momento, com o line-up de vozes em meio \u00e0 arte e \u00e0 natureza, mas tamb\u00e9m h\u00e1 um desejo de que ele reverbere os debates atuais, a pesquisa curatorial, o programa de educa\u00e7\u00e3o e os di\u00e1logos que estamos promovendo ao longo do ano. Em 2025, temos falado, enquanto institui\u00e7\u00e3o, de territ\u00f3rio, de povos origin\u00e1rios e da reinven\u00e7\u00e3o de nossas rela\u00e7\u00f5es com a natureza. As vozes do festival tamb\u00e9m ressoam esses caminhos e a urg\u00eancia desses temas\u201d, finaliza J\u00falia.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>O Festival Jardim Sonoro tem a Vale como Mantenedora Master, Parceria Estrat\u00e9gica da Cemig, Patroc\u00ednio Master da Shell, Patroc\u00ednio Prata da B3 e Patroc\u00ednio Bronze do Banco Mercantil por meio da Lei Estadual de Incentivo \u00e0 Cultura de Minas Gerais e da Lei Federal de Incentivo \u00e0 Cultura.<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7O Jardim Sonoro \u2013 Festival de M\u00fasica Inhotim (2\u00aa edi\u00e7\u00e3o) Datas<\/strong>: 11, 12 e 13 de julho de 2025 Acesso gratuito para quem estiver no Inhotim (mediante pagamento de entrada no Parque).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Programa\u00e7\u00e3o Musical<\/strong><\/p>\n<p><em>Sexta-feira, 11 de julho<\/em><\/p>\n<p>15h \u2013 Djuena Tikuna<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>S\u00e1bado, 12 de julho<\/em><\/p>\n<p>11h \u2013 Luiza Brina<\/p>\n<p>13h \u2013 M\u00f4nica Salmaso<\/p>\n<p>15h \u2013 C\u00e9cile McLorin Salvant<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Domingo, 13 de julho<\/em><\/p>\n<p>11h \u2013 Josyara<\/p>\n<p>13h \u2013 Tet\u00ea Esp\u00edndola<\/p>\n<p>15h \u2013 Il\u00ea Aiy\u00ea<\/p>\n<p>16h \u2013 Brisa Flow<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>SOBRE OS ARTISTAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>BRISA FLOW\u00a0<\/strong>Brisa Flow \u00e9 artista ind\u00edgena multifacetada: cantora, produtora musical, performer, MC e arte-educadora. Filha de artes\u00e3os araucanos, desenvolve seu trabalho a partir de viv\u00eancias corporais e territoriais, conectando o hip hop com pr\u00e1ticas ancestrais e saberes origin\u00e1rios. Sua trajet\u00f3ria se consolidou em palcos como MASP, Ita\u00fa Cultural, SESC e festivais como Lollapalooza, FIG e Burning Man. Em sua m\u00fasica, mistura rap, jazz, eletr\u00f4nico e neo-soul com cantos ind\u00edgenas e poesia cr\u00edtica. Brisa tamb\u00e9m \u00e9 ativista cultural e defensora da m\u00fasica ind\u00edgena contempor\u00e2nea, tratando temas como amor, autonomia, epistemic\u00eddio e aquilombamento urbano. Sua obra mais recente \u00e9 o \u00e1lbum\u00a0<em>Janequeo\u00a0<\/em>(2022), inspirado em uma guerreira Mapuche, com participa\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais. O disco mistura rap com vertentes eletr\u00f4nicas e foi apresentado em importantes palcos como Casa Natura Musical e Virada Cultural. A artista segue lan\u00e7ando clipes e participando de projetos voltados \u00e0 resist\u00eancia origin\u00e1ria nas artes.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C\u00c9CILE MCLORIN SALVANT\u00a0<\/strong>C\u00e9cile McLorin Salvant \u00e9 compositora, cantora e artista visual. Desenvolveu uma paix\u00e3o por contar hist\u00f3rias e por encontrar conex\u00f5es entre o vaudeville, o blues, as tradi\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas de diversas partes do mundo, o teatro, o jazz e a m\u00fasica barroca. Salvant \u00e9 uma curadora ecl\u00e9tica, desenterrando can\u00e7\u00f5es raramente gravadas, esquecidas, com narrativas fortes, din\u00e2micas de poder interessantes, reviravoltas inesperadas e humor. Venceu a competi\u00e7\u00e3o Thelonious Monk em 2010. Recebeu o Grammy de Melhor \u00c1lbum Vocal de Jazz por tr\u00eas \u00e1lbuns consecutivos:\u00a0<em>The Window<\/em>,\u00a0<em>Dreams and Daggers\u00a0<\/em>e\u00a0<em>For One To Love<\/em>. Ela lan\u00e7ou seu \u00e1lbum de estreia pelo selo Nonesuch Records,\u00a0<em>Ghost Song<\/em>, em 2022; o \u00e1lbum recebeu duas indica\u00e7\u00f5es ao Grammy.\u00a0<em>M\u00e9lusine<\/em>, um \u00e1lbum cantado majoritariamente em franc\u00eas, al\u00e9m de faixas em occitano, ingl\u00eas e crioulo haitiano, foi lan\u00e7ado em 2023 e tamb\u00e9m recebeu duas indica\u00e7\u00f5es ao Grammy.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>DJUENA TIKUNA<\/strong><\/p>\n<p>Djuena Tikuna \u00e9 cantora e ativista do povo Tikuna, do Alto Solim\u00f5es, Amazonas. Sua trajet\u00f3ria art\u00edstica \u00e9 marcada pela valoriza\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o dos cantos tradicionais de seu povo, integrando saberes ancestrais com a m\u00fasica contempor\u00e2nea. Em 2017, lan\u00e7ou Tchautchi\u00fc\u00e3ne (\u201cminha aldeia\u201d), seu primeiro \u00e1lbum solo, tornando-se a primeira mulher ind\u00edgena a protagonizar um espet\u00e1culo no Teatro Amazonas em mais de 120 anos de hist\u00f3ria. O disco foi indicado ao Indigenous Music Awards, no Canad\u00e1, projetando sua arte internacionalmente. Djuena realizou turn\u00eas pela Europa e Am\u00e9rica do Norte. Al\u00e9m de apresenta\u00e7\u00f5es em Dubai durante a COP 28. Em 2018, idealizou a Mostra de M\u00fasica Ind\u00edgena \u2013 WIYAE, iniciativa pioneira que valoriza a produ\u00e7\u00e3o musical ind\u00edgena no Brasil. Em 2022, lan\u00e7ou Tor\u00fc Wiyaeg\u00fc, obra multim\u00eddia que inclui \u00e1lbum, livro e document\u00e1rio sobre os cantos\u201dTikuna.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>IL\u00ca AIY\u00ca<\/strong><\/p>\n<p>O Il\u00ea Aiy\u00ea \u00e9 o primeiro bloco afro da Bahia, fundado em 1\u00ba de novembro de 1974, no bairro do Curuzu, Liberdade \u2014 regi\u00e3o com a maior popula\u00e7\u00e3o negra do pa\u00eds. Nasce com o objetivo de preservar, valorizar e expandir a cultura afro-brasileira, promovendo o fortalecimento da identidade \u00e9tnica e a autoestima do povo negro. Desde sua funda\u00e7\u00e3o, o Il\u00ea homenageia pa\u00edses africanos e revoltas negras brasileiras, apropriando-se da hist\u00f3ria africana para reconstruir a trajet\u00f3ria do negro no Brasil. Na d\u00e9cada de 1970, o bloco revolucionou o Carnaval baiano ao introduzir novos ritmos oriundos das tradi\u00e7\u00f5es africanas. Hoje, com mais de 3 mil associados, \u00e9 considerado patrim\u00f4nio cultural da Bahia e s\u00edmbolo da reafricaniza\u00e7\u00e3o do Carnaval. Sua passagem pelo circuito \u00e9 considerada um espet\u00e1culo r\u00edtmico, musical e pl\u00e1stico, aplaudido pelo p\u00fablico. Assistir ao Il\u00ea no Carnaval \u00e9 tido como essencial, compar\u00e1vel a visitar um Terreiro de Candombl\u00e9. O Il\u00ea articula seu trabalho pol\u00edtico-educacional por meio da dan\u00e7a, linguagem e gestualidade, transmitindo a ancestralidade africana e sua conex\u00e3o com a realidade negra baiana. O bloco tamb\u00e9m retoma e adapta movimentos de renascimento negro-africano e afro-americano, fortalecendo a identifica\u00e7\u00e3o entre povos negros do mundo inteiro.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>JOSYARA<\/strong><\/p>\n<p>Josyara, cantora, compositora, instrumentista e produtora musical de Juazeiro (BA), traz em suas composi\u00e7\u00f5es um olhar sens\u00edvel sobre seu cotidiano, embalado por um viol\u00e3o percussivo e potente. Em 2018, lan\u00e7ou seu 1\u00ba disco, Mansa F\u00faria, pelo edital Natura Musical, sendo um dos mais elogiados do ano e rendendo indica\u00e7\u00f5es ao APCA e Pr\u00eamio Multishow. Em 2020, lan\u00e7ou Estreite com Giovani Cidreira (Joia Moderna). Em 2022, saiu seu 2\u00ba disco solo, \u00c0deusdar\u00c1 (Deck), e em 2024 lan\u00e7ou o EP Mandiga Multiplica\u00e7\u00e3o, interpretando m\u00fasicas do Timbalada. Josyara j\u00e1 tocou nos principais festivais do pa\u00eds, como Coala, Rec Beat, SIM-SP, Primavera Sound, Bananada, Dosol, MADA e BR-165. Em 2019, venceu o pr\u00eamio WME como Revela\u00e7\u00e3o em 2018 e o de melhor instrumentista em 2024. Em 2025, acaba de lan\u00e7ar o single Ensacado, com participa\u00e7\u00e3o especial de Pitty. Os singles Corredeiras e Sobre N\u00f3s e o disco AVIA.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>LUIZA BRINA<\/strong><\/p>\n<p>Luiza Brina \u00e9 cantora, compositora, arranjadora, produtora musical e multi-instrumentista, considerada um dos principais nomes da nova m\u00fasica brasileira. H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, iniciou a cria\u00e7\u00e3o de suas \u201ccan\u00e7\u00f5es-ora\u00e7\u00f5es\u201d, um percurso art\u00edstico singular que consolidou sua posi\u00e7\u00e3o na cena contempor\u00e2nea. Em 2024, lan\u00e7ou\u00a0<em>Prece\u00a0<\/em>(dobra discos\/Natura Musical), com participa\u00e7\u00f5es de Silvana Estrada, LvRod, Iara Renn\u00f3, Maur\u00edcio Tizumba, S\u00e9rgio Perer\u00ea e Rainha Isabel Casimira. O \u00e1lbum, elogiado pela Folha de S.Paulo, NPR (Tiny Desk) e listado entre os melhores do ano pela APCA, \u00e9 considerado o mais importante de sua carreira. Com turn\u00eas no Brasil e na Europa, seus discos tamb\u00e9m foram lan\u00e7ados no Jap\u00e3o pelo selo Impartmaint Inc. Como compositora, Brina acumula parcerias com nomes como Ronaldo Bastos, Ceumar, Thiago Amud, Teago Oliveira e Julia Branco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00d4NICA SALMASO<\/strong><\/p>\n<p>M\u00f4nica Salmaso iniciou sua carreira em 1989, na pe\u00e7a \u201cO Conc\u00edlio do Amor\u201d. Em 1995, lan\u00e7ou o disco \u201cAfro-Sambas\u201d com Paulo Bellinati, interpretando a obra de Baden Powell e Vin\u00edcius de Moraes. Dois anos depois, foi indicada ao Pr\u00eamio Sharp como revela\u00e7\u00e3o em MPB. Com os \u00e1lbuns \u201cTrampolim\u201d (1998) e \u201cVoadeira\u201d (1999), ganhou reconhecimento, incluindo um pr\u00eamio APCA. Em 2004 lan\u00e7ou \u201cIAI\u00c1\u201d, seguido por \u201cNoites de Gala\u201d, \u201cSamba na Rua\u201d (2007), dedicado a Chico Buarque. Atuou como solista com orquestras como OSESP e OSB, e participou de um CD da OSESP sob reg\u00eancia de John Neschling. O \u00e1lbum \u201cAlma L\u00edrica Brasileira\u201d (2011), com Teco Cardoso e Nelson Ayres, rendeu-lhe o Pr\u00eamio da M\u00fasica Brasileira como Melhor Cantora. Em 2014, \u201cCorpo de Baile\u201d, com Guinga e Paulo C\u00e9sar Pinheiro, venceu duas categorias do mesmo pr\u00eamio. Caipira (2017) foi novamente aclamado e premiado. Em 2019, lan\u00e7ou um CD gravado no Jap\u00e3o com Guinga e, mais recentemente, \u201cCanto Sedutor\u201d (com Dori Caymmi) e \u201cMilton\u201d (com Andr\u00e9 Mehmari). Entre 2022 e 2023, participou da turn\u00ea \u201cQue Tal Um Samba\u201d, com Chico Buarque. Atualmente est\u00e1 em turn\u00ea com seu novo show solo, \u201cMinha Casa\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>TET\u00ca ESP\u00cdNDOLA<\/strong><\/p>\n<p>Ao longo de seus 45 anos de carreira com mais de 20 discos gravados, a cantora, compositora e instrumentista sul-grossense Tet\u00ea Esp\u00edndola tem o seu trabalho voltado para a experimenta\u00e7\u00e3o e recria\u00e7\u00e3o do universo ecol\u00f3gico brasileiro. Foi aclamada com o Pr\u00eamio Revela\u00e7\u00e3o da ACP\/ 1982, pelo disco \u201cP\u00e1ssaros na Garganta\u201d, marcando presen\u00e7a da vanguarda paulista. Participou de dois importantes festivais brasileiros, MPB Shell 1981\/ Londrina e venceu o Festival dos Festivais \/1985, com \u201cEscrito nas Estrelas\u201d, que em 2023 voltou a ocupar o primeiro lugar entre as m\u00fasicas mais ouvidas no Brasil. Ganhou o pr\u00eamio Funda\u00e7\u00e3o Vitae para desenvolver trabalho de composi\u00e7\u00e3o musical sobre os p\u00e1ssaros brasileiros, que resultou no LP \u201cOuvir\u201d (1991).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>INHOTIM &#8211; INFORMA\u00c7\u00d5ES GERAIS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>HOR\u00c1RIOS DE VISITA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>De quarta a sexta-feira, das 9h30 \u00e0s 16h30, e aos s\u00e1bados, domingos e feriados, das 9h30 \u00e0s 17h30.<\/p>\n<p><em>Nos meses de janeiro e julho, o Inhotim funciona tamb\u00e9m \u00e0s ter\u00e7as.<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>ENTRADA<\/strong><\/p>\n<p>Inteira: R$ 60,00 | Meia-entrada*: R$ 30,00.<\/p>\n<p><em>*Veja as regras de meia-entrada no site:\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/click.cse360.com.br\/Click\/AddCampaignEmailClick\/209feca2-08f8-4a86-843a-08dd8bfbc49d\/http%253a%252f%252fwww.inhotim.org.br%252fvisite%252fingressos%252f\/d60af80d-a185-4e2c-f5c8-08d7c5ff26d1\/diegojgregorio@gmail.com\/True\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/click.cse360.com.br\/Click\/AddCampaignEmailClick\/209feca2-08f8-4a86-843a-08dd8bfbc49d\/http%25253a%25252f%25252fwww.inhotim.org.br%25252fvisite%25252fingressos%25252f\/d60af80d-a185-4e2c-f5c8-08d7c5ff26d1\/diegojgregorio@gmail.com\/True&amp;source=gmail&amp;ust=1749560910259000&amp;usg=AOvVaw3qHfFFLvDLwA68ZXaO50FG\"><em>www.inhotim.org.br\/visite\/ingressos\/<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>ENTRADA GRATUITA<\/strong><\/p>\n<p>Inhotim Gratuito: acesse o guia especial sobre a gratuidade no Inhotim.<\/p>\n<p>Moradores e moradoras de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim; Amigos do Inhotim; crian\u00e7as de 0 a 5 anos; patronos, patrocinadores e institui\u00e7\u00f5es parceiras do Inhotim n\u00e3o pagam entrada;<\/p>\n<p>Quarta Gratuita Inhotim: todas as quartas-feiras s\u00e3o gratuitas;<\/p>\n<p>Domingo Gratuito: dia 13 de abril e o \u00faltimo domingo do m\u00eas \u00e9 gratuito;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>LOCALIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O Inhotim est\u00e1 localizado no munic\u00edpio de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 \u2013 sentido BH\/SP. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel chegar ao Inhotim pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 \u2013 sentido BH\/Rio, na entrada para o Retiro do Chal\u00e9.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inhotim.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.inhotim.org.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1749560910259000&amp;usg=AOvVaw1AP_QOT1S6FmF94omtPSxX\">https:\/\/www.inhotim.org.br\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Festival de m\u00fasica ser\u00e1 realizado nos dias 11, 12 e 13 de julho com shows em palcos in\u00e9ditos integrados ao acervo do museu O Instituto&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":51,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,3863,3864,3865,3054,3866,3867,3868,3365,3869],"tags":[4232,4233,1533,4235,4234],"class_list":["post-9099","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-agenda","category-health","category-lifestyle","category-music","category-sustentabilidade","category-technology","category-travel","category-uncategorized","category-viagens","category-video","tag-inhotim","tag-jardim-sonoro","tag-musica","tag-o-que-fazer-em-bh","tag-poesia"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/51"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9099"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9099\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9101,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9099\/revisions\/9101"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/homemetc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}