{"id":6509,"date":"2015-01-27T16:40:22","date_gmt":"2015-01-27T19:40:22","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/imae\/?p=6509"},"modified":"2015-01-27T16:40:22","modified_gmt":"2015-01-27T19:40:22","slug":"gritar-com-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/2015\/01\/27\/gritar-com-criancas\/","title":{"rendered":"Coluna Mam\u00e3e \u00e9 psic\u00f3loga: das coisas que dizemos, das marcas que deixamos!"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Das coisas que dizemos, das marcas que deixamos!<br \/>\nPor Raisa Arruda, psic\u00f3loga e m\u00e3e do Hugo.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Esses dias encontrei um texto&#8221;<a href=\"http:\/\/www.contioutra.com\/7-frases-que-destruirao-seus-filhos\/\" target=\"_blank\">Sete frases que destruir\u00e3o seus filhos<\/a>&#8220;, e achei incr\u00edvel como na lista das frases (e todas as varia\u00e7\u00f5es que podem surgir delas) est\u00e3o em discursos de viol\u00eancia psicol\u00f3gica com crian\u00e7as, que muitas vezes perduram na vida de quem sofre esse tipo de viol\u00eancia, e, muitas vezes, continuam ouvindo dos companheiros, amigos, etc., sem se dar conta da repeti\u00e7\u00e3o na qual est\u00e3o vivendo.<\/p>\n<div id=\"attachment_6518\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2015\/01\/177789754-750x410.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6518\" class=\"size-medium wp-image-6518\" alt=\"gritar com filhos\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2015\/01\/177789754-750x410-300x164.jpg\" width=\"300\" height=\"164\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2015\/01\/177789754-750x410-300x164.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2015\/01\/177789754-750x410-740x405.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2015\/01\/177789754-750x410-120x66.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2015\/01\/177789754-750x410.jpg 750w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6518\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Blog Play Kids<\/p><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Tudo o que dizemos vai ficar marcado, talvez a crian\u00e7a n\u00e3o lembre exatamente quando ouviu ou o que ouviu exatamente, mas o significado daquilo que foi dito, ficar\u00e1 marcado em suas a\u00e7\u00f5es futuras, principalmente se for algo que veio de algu\u00e9m que ela ama.<\/p>\n<p>Imagina que um pai ou uma m\u00e3e diz para o filho que ele n\u00e3o deveria ter nascido, ou que por conta de ele ter riscado a parede, vai deixar de am\u00e1-lo. Essa crian\u00e7a que tem os pais como primeiros objetos de amor, aprende que n\u00e3o \u00e9 digna de amor, porque n\u00e3o merecia ter nascido, porque n\u00e3o foi e n\u00e3o \u00e9 desejada; e n\u00e3o \u00e9 digna de amor porque pelo menor erro que cometer, ser\u00e1 o suficiente para ser deixada.<\/p>\n<p>Quantos temem ser deixados a todo e a qualquer momento? Quantos n\u00e3o vivem na desconfian\u00e7a de que ser\u00e3o abandonados a qualquer instante, se fizer algo que o outro desaprove, seja l\u00e1 o que for esse &#8220;algo&#8221; o outro vai embora? Quantos n\u00e3o medem os passos, por medo, que aquele que amam deixem de am\u00e1-los? Quantos n\u00e3o aceitam a viol\u00eancia como toque, agress\u00e3o como rela\u00e7\u00e3o, porque, por alguma raz\u00e3o, acredita que \u00e9 isso que merece, e \u00e9 s\u00f3 isso que pode ter?<\/p>\n<p>Quando se amea\u00e7a uma crian\u00e7a de tirar o investimento amoroso por uma quest\u00e3o banal, ela n\u00e3o entende que foi uma brincadeira, e vai acreditar que por alguma raz\u00e3o boba, perder\u00e1 esse amor, e isso pode levar a construir seu caminho e suas rela\u00e7\u00f5es no medo, e na inseguran\u00e7a. Sempre achando que a qualquer momento perder\u00e1 esse amor, sem raz\u00e3o alguma.<\/p>\n<p>Como tamb\u00e9m ao comparar uma crian\u00e7a ou dizer que ela \u00e9 o seu comportamento errado, como ela vai conseguir compreender que \u00e9 capaz de mudar aquilo que n\u00e3o est\u00e1 bom?! Quando nos dizem algo, dizem que somos algo, aquela imagem que o outro tem de n\u00f3s, acaba sendo a imagem que nos colamos, e acreditamos ser nossa, mesmo que n\u00e3o seja condizente com a realidade. Ao gritar &#8220;vai dormir, cacete!&#8221; para uma crian\u00e7a pequena, o que voc\u00ea est\u00e1 dizendo para ela? Cacete \u00e9 ela, e cacete \u00e9 a palavra que voc\u00ea mais usa quando algo ruim acontece&#8230;<\/p>\n<p>Vivemos num mundo onde os afetos positivos foram substitu\u00eddos por outras coisas, que nem mesmo sei dizer o que \u00e9, porque ora s\u00e3o objetos que substituem, ora s\u00e3o posturas violentas, ora o pr\u00f3prio abandono, e a dist\u00e2ncia. E principalmente a dist\u00e2ncia, entre os adultos e as crian\u00e7as, cada vez maior, cria um espa\u00e7o para que a crian\u00e7a preencha com aquilo que ela escuta e v\u00ea, que n\u00e3o \u00e9 explicado pelo outro, e deixa margem para que ela pr\u00f3pria crie suas teorias sobre si mesma e sobre o mundo.<\/p>\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil estar consciente desses dizeres cotidianos, pois se dizemos \u00e9 porque tamb\u00e9m ouvimos, e passaram a ser dizeres naturais do dia a dia. S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel dar aquilo que tivemos, e muitas vezes \u00e9 necess\u00e1rio primeiro cuidar de si mesmo, aprender a amar a si mesmo, e assim, ser capaz de dar amor ao outro, principalmente aos filhos. Muitas vezes levamos as crian\u00e7as para terapia, para cuidar de algo que \u00e9 nosso. Estar atento que as crian\u00e7as refletem os pais \u00e9 perceber que elas tamb\u00e9m pedem ajuda pelos pais (que nem sempre t\u00eam coragem de pedir, ou percebem que precisam) em seus comportamentos de ansiedade, medo, ang\u00fastia, agressividade, ou adoecimento frequente. Ouvir os filhos \u00e9 tamb\u00e9m ouvir a si mesmo!<\/p>\n<p><strong>Contatos:<\/strong><br \/>\nRaisa Arruda<br \/>\nPsic\u00f3loga Clinica\/Escolar<br \/>\nCRP 11\/07646<br \/>\nraisaarrudapsi@gmail.com<br \/>\n(85) 99221192<br \/>\n<a href=\"http:\/\/mamaepsicologa.wordpress.com\/\">http:\/\/mamaepsicologa.wordpress.com<br \/>\n<\/a><a href=\"http:\/\/facebook.com\/raisaarrudapsi\">facebook.com\/raisaarrudapsi<\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\">&#x2665;\u00a0\u00a0&#x2665;\u00a0\u00a0&#x2665;<\/span><\/p>\n<p><strong>iM\u00e3e nas redes sociais:<\/strong><br \/>\nFacebook:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/imaeblog\" target=\"_blank\">facebook.com\/imaeblog<\/a><br \/>\nInstagram:\u00a0<a href=\"http:\/\/instagram.com\/blogimae\" target=\"_blank\">@blogimae<\/a><br \/>\nTwitter: @<a href=\"https:\/\/twitter.com\/imamaeblog\" target=\"_blank\">imamaeblog<\/a><br \/>\nPinterest:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pinterest.com\/imaeblog\/\" target=\"_blank\">www.pinterest.com\/imaeblog<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Das coisas que dizemos, das marcas que deixamos! 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