{"id":6870,"date":"2015-06-05T17:26:37","date_gmt":"2015-06-05T20:26:37","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/imae\/?p=6870"},"modified":"2015-06-05T17:26:37","modified_gmt":"2015-06-05T20:26:37","slug":"cantinho-da-reflexao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/2015\/06\/05\/cantinho-da-reflexao\/","title":{"rendered":"Mam\u00e3e \u00e9 Psic\u00f3loga: Para aprender a acertar, primeiro \u00e9 necess\u00e1rio errar"},"content":{"rendered":"<p>A Coluna Mam\u00e3e \u00e9 Psic\u00f3loga de hoje trata de um assunto muito discutido atualmente:\u00a0castigos e cantinho da reflex\u00e3o. Vem ler o que a nossa colunista Raisa Arruda tem a dizer sobre isso!<br \/>\n<a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2015\/06\/dunce.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6874\" alt=\"cantinho do pensamento\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2015\/06\/dunce.jpg\" width=\"320\" height=\"241\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2015\/06\/dunce.jpg 320w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2015\/06\/dunce-300x226.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/imae\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2015\/06\/dunce-120x90.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Estamos em constante processo de aprendizagem, inclusive n\u00f3s adultos estamos o tempo inteiro aprendendo algo, seja t\u00e9cnico, seja cultural, seja uma mudan\u00e7a de ideal, valor ou f\u00e9, mas as transforma\u00e7\u00f5es ocorrem atrav\u00e9s do conhecimento e da aprendizagem. Ent\u00e3o, as crian\u00e7as, que s\u00e3o novas nesse mundo, tamb\u00e9m est\u00e3o num processo de aprendizagem constante. Talvez o processo das crian\u00e7as seja muito mais intenso, tendo em vista que tudo, T-U-D-O \u00e9 novo para elas e elas s\u00f3 passam a ter conhecimento sob determinado objeto ou conduta quando isso \u00e9 apresentado \u00e0 ela algumas vezes at\u00e9 que haja assimila\u00e7\u00e3o do que foi visto e vivido. E isso n\u00e3o se aplica apenas \u00e0s quest\u00f5es de cogni\u00e7\u00e3o, comportamento tamb\u00e9m \u00e9 aprendido. Durante todo esse per\u00edodo que a crian\u00e7a n\u00e3o fala, ela est\u00e1 assimilando a cultura da fam\u00edlia e todos os est\u00edmulos que ela \u00e9 exposta, por isso cansamos de repetir que a crian\u00e7a \u00e9 um reflexo do ambiente em que ela vive.<\/p>\n<p>Se com dois ou tr\u00eas anos uma crian\u00e7a demonstra determinado comportamento \u00e9 bastante prov\u00e1vel que ela foi exposta a situa\u00e7\u00f5es que ela aprendesse que tal comportamento \u00e9 o correto (mesmo que n\u00e3o o seja de fato), ent\u00e3o, quando se questiona a conduta de uma crian\u00e7a, e ela \u00e9 punida por tal conduta, a culpa \u00e9 apenas dela ou existe parcelas de responsabilidade de quem convive com a crian\u00e7a?<\/p>\n<p>Questionar o comportamento de uma crian\u00e7a \u00e9 questionar o pr\u00f3prio comportamento. Quando se diz que ter filhos \u00e9 uma oportunidade \u00edmpar de autoconhecimento \u00e9 porque, em \u00faltima inst\u00e2ncia, lidar com filhos \u00e9 lidar o tempo inteiro com si mesmo, j\u00e1 que eles reproduzem da maneira mais clara, aquilo que muitas vezes os adultos fazem com met\u00e1foras e disfarces. Mas quem quer lidar com aquilo que \u00e9 \u201cerrado\u201d em si mesmo? A sociedade prefere punir a crian\u00e7a, do que olhar para o adulto que a ensinou a ser o que ela \u00e9, apesar de todos saberem que somos um eterno vir a ser, e que condutas e atitudes podem ser transformadas atrav\u00e9s da aprendizagem, ou seja, da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, dessa forma, os castigos surgem como uma forma de o adulto n\u00e3o precisar encarar sua pr\u00f3pria fragilidade e seu erro, muito mais do que ensinar a crian\u00e7a qual a maneira correta de fazer ou se comportar em determinada situa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de n\u00e3o proporcionar um momento de escuta e di\u00e1logo, entre pais e filhos, momento fundamental para estreitar la\u00e7os, amadurecer a rela\u00e7\u00e3o e torn\u00e1-la um porto seguro e n\u00e3o uma rela\u00e7\u00e3o pautada no medo. Muito se fala (e muito se utiliza) o tal<strong> &#8220;cantinho da reflex\u00e3o&#8221;<\/strong> como uma forma de castigo, muda-se o nome, mas a utiliza\u00e7\u00e3o do termo \u00e9 a mesma e aqui convoco para uma reflex\u00e3o: Quando se castiga uma pessoa colocando-a para pensar, o que estamos ensinando \u00e0 ela? E vou mais al\u00e9m, uma crian\u00e7a at\u00e9 mais ou menos oito anos ainda n\u00e3o tem maturidade cognitiva, emocional, neurol\u00f3gica que d\u00ea subs\u00eddios o suficiente para fazer o racioc\u00ednio de vai-e-volta, ou seja, causa-e-conseq\u00fc\u00eancia, ent\u00e3o, como o cantinho da reflex\u00e3o far\u00e1 seu papel, se a crian\u00e7a n\u00e3o entende porque est\u00e1 ali de fato &#8211; ela responde o que os adultos querem, para que n\u00e3o precise ficar mais tempo afastada e por medo de perder o afeto; como a crian\u00e7a vai construir uma rela\u00e7\u00e3o com autoconhecimento, e reflex\u00e3o, se o lugar direcionado para isso era o lugar do castigo?<\/p>\n<p>A puni\u00e7\u00e3o por si s\u00f3, n\u00e3o educa, pois ela n\u00e3o muda condutas, n\u00e3o apresentar exemplos e novas possibilidades de a\u00e7\u00e3o, ela causa uma quebra, mas como a crian\u00e7a vai aprender o que \u00e9 certo, se ela n\u00e3o pode errar? Se seu erro \u00e9 severamente punido sem que haja alguma explica\u00e7\u00e3o que ela compreenda? Se, n\u00f3s adultos, buscarmos na nossa inf\u00e2ncia nossos momentos de desamparo e inseguran\u00e7a, encontraremos tamb\u00e9m outras formas de lidar com os erros dos nossos filhos. Para aprender a acertar, primeiro \u00e9 necess\u00e1rio errar.<\/p>\n<div><strong>Raisa Pinheiro Arruda<\/strong><\/div>\n<div>Psic\u00f3loga Cl\u00ednica\/Assessoria em Psicologia Escolar<\/div>\n<div>(85)99221192<\/div>\n<div><a href=\"mailto:raisaarrudapsi@gmail.com\" target=\"_blank\">raisaarrudapsi@gmail.com<\/a><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/mamaepsicologa.com\/\" target=\"_blank\">http:\/\/mamaepsicologa.com<\/a><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/facebook.com\/raisaarrudapsi\" target=\"_blank\">facebook.com\/raisaarrudapsi<\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p><span style=\"color: #33cccc\">&#x2665;\u00a0\u00a0&#x2665;\u00a0\u00a0&#x2665;<\/span><\/p>\n<p><strong>iM\u00e3e nas redes sociais:<\/strong><br \/>\nFacebook:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/imaeblog\" target=\"_blank\">facebook.com\/imaeblog<\/a><br \/>\nInstagram:\u00a0<a href=\"http:\/\/instagram.com\/blogimae\" target=\"_blank\">@blogimae<\/a><br \/>\nTwitter: @<a href=\"https:\/\/twitter.com\/imamaeblog\" target=\"_blank\">imamaeblog<\/a><br \/>\nPinterest:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pinterest.com\/imaeblog\/\" target=\"_blank\">www.pinterest.com\/imaeblog<\/a><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Coluna Mam\u00e3e \u00e9 Psic\u00f3loga de hoje trata de um assunto muito discutido atualmente:\u00a0castigos e cantinho da reflex\u00e3o. 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