{"id":268,"date":"2017-04-01T12:33:49","date_gmt":"2017-04-01T15:33:49","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/jocelioleal\/?p=268"},"modified":"2017-04-01T12:33:49","modified_gmt":"2017-04-01T15:33:49","slug":"o-dia-esta-colonial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/jocelioleal\/2017\/04\/01\/o-dia-esta-colonial\/","title":{"rendered":"O Dia est\u00e1 colonial"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Hoje o dia est\u00e1 colonial&#8221;. A express\u00e3o popular \u00e9 a cara do Cear\u00e1 em dias de chuva. Pelo menos para quem tem mais de 40 anos. Sugere o calor da cacha\u00e7a para tempo de \u00e1gua caindo (para n\u00f3s, mais frios), como este s\u00e1bado. Colonial \u00e9 uma das mais tradicionais marcas do Cear\u00e1. O Blog foi em busca da origem da express\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<div id=\"attachment_269\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-269\" class=\"size-large wp-image-269\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/jocelioleal\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/jocelioleal\/wp-content\/uploads\/sites\/63\/2017\/04\/IMG_1244-624x624.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"550\" \/><p id=\"caption-attachment-269\" class=\"wp-caption-text\">Aterro da Praia de Iracema: dia super colonial em Fortaleza (Foto: Nely de Carvalho)<\/p><\/div><\/blockquote>\n<p>Express\u00f5es populares n\u00e3o t\u00eam dono. Neste caso, nem autoria muito clara. Teria sido o cartunista Mino Castelo Branco, que tantas vezes a difundiu em suas revistas? Ou o saudoso radialista Jurandir Mitoso? Nem Cl\u00e1udio Targino tem certeza. \u00a0Ele \u00e9 quem comanda a Colonial, hoje uma marca de nicho. &#8220;A gente s\u00f3 envasa o estoque remanescente&#8221;, d\u00e1 de ombros.<\/p>\n<p>E olha o que aconteceu hoje cedo. Cl\u00e1udio estava numa concession\u00e1ria pegando o carro quando algu\u00e9m mandou essa, sem saber quem era ele, olhando a chuva (para n\u00f3s cearenses, paisagem): &#8220;eita que o dia t\u00e1 colonial&#8221;. Ele riu a be\u00e7a e sacou uma garrafa do porta-mala de presente.<\/p>\n<p>Mas em breve os dias nem estar\u00e3o t\u00e3o coloniais assim. A quarta gera\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Targino, os filhos de Cl\u00e1udio, preferem um neg\u00f3cio, digamos, mais saud\u00e1vel. Tocam um parque de entretenimento infantil em Aquiraz, o Engenhoca.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, os fundadores da principal marca do Cear\u00e1 tamb\u00e9m. A Fam\u00edlia Telles, ap\u00f3s vender a Ypi\u00f3ca para os ingleses da Diageo, manteve o Ipark em Maranguape. Detalhe: era Ypark, mas por contrato, sorveram todas as refer\u00eancias \u00e0 marca m\u00e3e.<\/p>\n<p>Em passado nem t\u00e3o distante assim, o Cear\u00e1 j\u00e1 teve 113 marcas catalogadas, diz Cl\u00e1udio. Hoje, lamenta:&#8221; N\u00e3o completam os dedos da m\u00e3o&#8221;. Foram saindo da prateleira ou sendo compradas em talagadas pela Ypi\u00f3ca.<\/p>\n<p>Foi bom para gerar uma &#8220;campe\u00e3 nacional&#8221;, mas ruim para o Cear\u00e1, pela perda da diversidade. Minas Gerais editou anos atr\u00e1s um decreto determinando a cacha\u00e7a local em eventos oficiais do estado. Pol\u00eamico, mas determinante para a &#8220;marca mineira&#8221;.<\/p>\n<p>Antes, recorda Cl\u00e1udio, era comum pedirem a viajantes por terras cearenses uma cacha\u00e7a como souvenir. Hoje at\u00e9 se pede. Mas em doses bem menores. Deixamos de seguir o exemplo escoc\u00eas. Quem n\u00e3o pede um puro malte a quem vai l\u00e1?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Hoje o dia est\u00e1 colonial&#8221;. A express\u00e3o popular \u00e9 a cara do Cear\u00e1 em dias de chuva. 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