{"id":14201,"date":"2018-11-15T18:23:08","date_gmt":"2018-11-15T20:23:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/layout\/?p=14201"},"modified":"2018-11-15T18:23:08","modified_gmt":"2018-11-15T20:23:08","slug":"medley-lanca-campanha-nacional-de-conscientizacao-sobre-depressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/layout\/2018\/11\/15\/medley-lanca-campanha-nacional-de-conscientizacao-sobre-depressao\/","title":{"rendered":"Medley lan\u00e7a campanha nacional de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre depress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A Medley apresenta a campanha nacional de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a depress\u00e3o a partir da empatia. Com o mote #PodeContar, o movimento levar\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sob uma abordagem mobilizadora e com embasamento cient\u00edfico. O objetivo \u00e9 estimular a quebra do paradigma da doen\u00e7a relacionado aos seus estigmas e preconceitos.<\/p>\n<p>De acordo com dados da Federa\u00e7\u00e3o Mundial para a Sa\u00fade Mental mais de 70% dos indiv\u00edduos com depress\u00e3o n\u00e3o falam ou conversam sobre a doen\u00e7a porque sentem vergonha de serem julgados e receio de sofrerem preconceitos. A campanha #PodeContar procura engajar as pessoas a contarem sobre a depress\u00e3o para algu\u00e9m de confian\u00e7a, ressaltando tamb\u00e9m a import\u00e2ncia do papel de podermos contar com um amigo, companheiro, familiar ou colega de trabalho que pratica a empatia e est\u00e1 disposto a se colocar no lugar do outro. Este pode ser o primeiro passo nesta jornada para que as pessoas com depress\u00e3o se sintam empoderadas a buscar ajuda m\u00e9dica.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos t\u00eam vergonha de expor o que est\u00e3o sentindo. Sentem vontade de falar sobre suas dores ou problemas, mas t\u00eam medo de serem considerados fracos. Esse comportamento tem rela\u00e7\u00e3o com a qualidade das nossas intera\u00e7\u00f5es. Estamos hiperconectados pelas redes sociais, mas n\u00e3o cultivamos rela\u00e7\u00f5es reais. O v\u00ednculo com o outro \u00e9 extremamente importante&#8221;, afirma T\u00e1ki Cord\u00e1s, coordenador da assist\u00eancia cl\u00ednica do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP.<\/p>\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), mais de 300 milh\u00f5es de pessoas vivem com depress\u00e3o no mundo todo. Menos da metade dos pacientes deprimidos procuram ajuda ou s\u00e3o tratados. Nos pa\u00edses em desenvolvimento, como \u00e9 o caso do Brasil, a taxa \u00e9 menor do que 10%, o que \u00e9 um ponto que merece aten\u00e7\u00e3o, pois cerca de 11,5 milh\u00f5es de brasileiros sofrem com a doen\u00e7a, sendo o maior n\u00famero de casos na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>&#8220;Entender que a depress\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a \u00e9 o primeiro passo para buscar ajuda e receber o diagn\u00f3stico. A depress\u00e3o \u00e9 provocada por um desequil\u00edbrio qu\u00edmico no c\u00e9rebro, o qual vai necessitar de algumas medidas terap\u00eauticas para voltar ao seu funcionamento normal. Saber disso \u00e9 extremamente \u00fatil, tanto para o deprimido quanto \u00e1s pessoas pr\u00f3ximas. O paciente deixa de se culpar, favorecendo que familiares e amigos encarem a depress\u00e3o numa perspectiva mais solid\u00e1ria&#8221;, explica Carmita Abdo, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria.<\/p>\n<p>A\u00a0empatia \u00e9 a capacidade de sentir as emo\u00e7\u00f5es das outras pessoas, imaginando o que elas poderiam estar pensando ou sentindo em determinada situa\u00e7\u00e3o. Psicoterapeutas com frequ\u00eancia a usam para compreender as motiva\u00e7\u00f5es, afetos e comportamentos do paciente para poder ajud\u00e1-lo. Mas este recurso n\u00e3o precisa ser usado apenas por eles, especialmente na hora de ajudar algu\u00e9m pr\u00f3ximo e que est\u00e1 passando por um problema ou precisando de ajuda, pode ser tamb\u00e9m aplicado por qualquer indiv\u00edduo em um processo de apoio e transforma\u00e7\u00e3o com aqueles que est\u00e3o ao seu redor. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Americana de Ansiedade e Depress\u00e3o, abra\u00e7ar a empatia \u00e9 hoje uma das formas de reverter quadros de ansiedade e depress\u00e3o generalizados.<\/p>\n<p>&#8220;Trata-se de uma campanha com uma abordagem que usa o embasamento cient\u00edfico para provocar uma transforma\u00e7\u00e3o nas atitudes das pessoas. A Medley quer ser parte importante da conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre a relev\u00e2ncia da empatia para a desmistifica\u00e7\u00e3o da depress\u00e3o. Acreditamos que a sa\u00fade est\u00e1 nos detalhes e vai al\u00e9m do diagn\u00f3stico m\u00e9dico, por isso, buscamos proporcionar conhecimento por meio de nossas a\u00e7\u00f5es. Ter algu\u00e9m com quem contar pode ser o primeiro passo para um diagn\u00f3stico da depress\u00e3o&#8221;, explica Carlos Aguiar, diretor da Medley.<\/p>\n<p>Com essa proposta, a campanha ter\u00e1 v\u00e1rias iniciativas. Entre elas, a concep\u00e7\u00e3o da plataforma #PodeContar, dispon\u00edvel em coletivopodecontar.com.br. No site s\u00e3o publicados conte\u00fados segmentados entre p\u00e1ginas com informa\u00e7\u00f5es para quem precisa de ajuda e quem est\u00e1 disposto a ajudar, como depoimentos de quem passou pelo tratamento, diferen\u00e7as entre a depress\u00e3o e ansiedade, textos sobre a doen\u00e7a, al\u00e9m da import\u00e2ncia da empatia. Com a curadoria da Medley, especialistas no assunto como a Carmita Abdo, e\u00a0 T\u00e1ki Cord\u00e1s \u2013 al\u00e9m de influenciadores digitais \u2013 elaboram conte\u00fados relevantes sobre assuntos relacionados \u00e0 depress\u00e3o e empatia para diversas plataformas, como podcasts.<\/p>\n<p>Juntos, PC Siqueira, Carol Burgo, Hilan Diener, Juliana Luna, Lua B. Fonseca, Joana Cannabrava, Uyara Torrente e especialistas no tema fazem parte do primeiro coletivo de pessoas dispostas a mudar o cen\u00e1rio da depress\u00e3o no Brasil, o Coletivo #PodeContar. O grupo promover\u00e1 tours com debates e apresenta\u00e7\u00f5es sobre depress\u00e3o e empatia nas cidades de S\u00e3o Paulo, Salvador e Rio de Janeiro em 27 de novembro, 4 e 12 de dezembro, respectivamente.<\/p>\n<p>&#8220;Diferente da simpatia, que refere-se \u00e0 tristeza sentida diante do infort\u00fanio alheio e pode estar intimamente ligada \u00e0 pena, a empatia nos faz cal\u00e7ar o sapato do outro e ver a situa\u00e7\u00e3o por outra perspectiva. As iniciativas da campanha valorizam o ato de contar com algu\u00e9m para aux\u00edlio na jornada da doen\u00e7a. A Medley \u00e9 a marca que pretende ajudar a quebrar o paradigma da depress\u00e3o e levar essa conversa para que as pessoas entendam a import\u00e2ncia dessa abordagem&#8221;, diz Daniele Cunha, gerente de branding da Medley.<\/p>\n<p>Daniele ainda ressalta que a Medley est\u00e1 protagonizando uma mudan\u00e7a na forma de se comunicar com o consumidor no setor farmac\u00eautico, investindo em plataformas digitais, canais de comunica\u00e7\u00e3o e experi\u00eancias diferenciadas para estreitar o relacionamento com os consumidores. &#8220;Estamos apostamos em experi\u00eancia de marca, no \u00e2mbito real e digital, para propor mudan\u00e7as de comportamento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, apresentando tratamentos n\u00e3o farmacol\u00f3gicos e provendo o bem-estar e sa\u00fade&#8221;, conclui a gerente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Medley apresenta a campanha nacional de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a depress\u00e3o a partir da empatia. 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