{"id":1019,"date":"2017-07-21T16:47:39","date_gmt":"2017-07-21T19:47:39","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/?p=1019"},"modified":"2018-08-04T22:30:31","modified_gmt":"2018-08-05T01:30:31","slug":"leituras-da-bel-entrevista-nina-rizzi-e-ayla-andrade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/2017\/07\/21\/leituras-da-bel-entrevista-nina-rizzi-e-ayla-andrade\/","title":{"rendered":"Leituras da Bel entrevista: Nina Rizzi e Ayla Andrade"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_983\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-983\" class=\"size-large wp-image-983\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/07\/ayla-andrade-624x413.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"364\" \/><p id=\"caption-attachment-983\" class=\"wp-caption-text\">Ayla Andrade, integrante do Leituras P\u00fablicas<\/p><\/div>\n<p>A<strong> Pra\u00e7a dos Le\u00f5es<\/strong>, no Centro de Fortaleza, vai viver dois dias de literatura. S\u00e1bado e domingo, 22 e 23 de julho, acontece a Fresta Liter\u00e1ria &#8211; evento que reunir\u00e1 escritores, poetas, cronistas, fot\u00f3grafos e produtores culturais. A entrada \u00e9 gratuita! O<strong> Leituras da Bel<\/strong> conversou com as escritoras <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Nina Rizzi<\/strong> <\/span>e <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Ayla Andrade<\/strong><\/span>, que participam da programa\u00e7\u00e3o de s\u00e1bado. Ao lado de <strong>Tet\u00ea Macambira<\/strong>, <strong>Talles Azigon<\/strong> e <strong>Sara S\u00edntique<\/strong>, elas formam o grupo <strong>Leituras<\/strong> P\u00fablicas. Na entrevistas, as duas refletem sobre a literatura, os espa\u00e7os da cidade, a leitura e as formas de ocupa\u00e7\u00e3o das letras. Confira entrevista:<!--more--><\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Como a literatura pode encontrar a cidade em espa\u00e7os como a Pra\u00e7a dos Le\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000\">Ayla Andrade &#8211;<\/span> <\/strong>A princ\u00edpio, a <strong>Fresta Liter\u00e1ria<\/strong> se prop\u00f5e a descobrir espa\u00e7os na cidade, frestas mesmo, que nos possibilite enxergar outras maneiras de viver a pr\u00f3pria cidade que n\u00e3o as estabelecidas. \u00c1s vezes o buraco da fechadura, o v\u00e3o, a ranhura, s\u00e3o espa\u00e7os para perceber os objetos, os desejos, o que se mira de outra forma. E assim tamb\u00e9m outras formas para a literatura na cidade. N\u00e3o sabemos se encontraremos, mas o fato \u00e9 que estamos olhando pelas frestas ou no escuro, ou na<strong> Pra\u00e7a dos Le\u00f5es<\/strong>, sentidos outros para a palavra, para a cidade e com aqueles que julgamos tamb\u00e9m ter esse interesse pela palavra, pela literatura e pela constru\u00e7\u00e3o de uma cidade outra.<br \/>\nA Pra\u00e7a dos Le\u00f5es tem sido um espa\u00e7o de organiza\u00e7\u00e3o de alguns grupos da cidade, seja de m\u00fasica, de festas, de interven\u00e7\u00f5es urbanas, al\u00e9m de ser um espa\u00e7o primoroso no centro e contar ainda com a presen\u00e7a da ilustre Rachel de Queiroz. Ent\u00e3o, porque n\u00e3o come\u00e7ar de l\u00e1 essa busca por frestas liter\u00e1rias para a cidade?<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000\">Nina Rizzi &#8211;<\/span> <\/strong>A literatura est\u00e1 em todos os lugares, inclusive na pra\u00e7a dos le\u00f5es, onde, ali\u00e1s, tem tantos boxes de livros n\u00e3o apenas did\u00e1ticos. \u00c9 equivocado pensar a literatura como uma inst\u00e2ncia distante das pessoas comuns, restrita \u00e0s escolas, universidades, bibliotecas&#8230; a literatura \u00e9 coisa viva que se se faz e acontece todos os dias, quando os pais contam hist\u00f3rias para os filhos em casa, quando as pessoas inventam hist\u00f3rias ao sentar ao lado da est\u00e1tua da Rachel de Queiroz \u2013 ou quando contam hist\u00f3rias verdadeiras, como o fato dela, Rachel, ter apoiado a ditadura&#8230; a literatura \u00e9 coisa viva e temos, todos n\u00f3s, as pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua que vivem e moram ali, os passantes todos; o direito de vivenci\u00e1-la em todos lugares e sentidos que se abre. A literatura \u00e9 o infinito, e \u00e9 pra l\u00e1 que vamos.<\/p>\n<div id=\"attachment_984\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-984\" class=\"size-large wp-image-984\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/07\/leituras-publicas-624x351.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"309\" \/><p id=\"caption-attachment-984\" class=\"wp-caption-text\">Da esquerda para direita: Tet\u00ea Macambira, Nina Rizzi, Sara Sint\u00edque, Ayla Andrade e Talles Azigon<\/p><\/div>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Como nasceu o grupo Leituras P\u00fablicas e como ser\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o no evento?<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000\">Ayla Andrade &#8211;<\/span> <\/strong>O grupo de leituras p\u00fablicas nasceu de uma vontade de ler. De ler para n\u00f3s mesmas e para os outros, aqueles que desejem ouvir.<br \/>\nSomo amigas e um amigo e compartilhamos esse furor pela leitura e pelo livro. Al\u00e9m disso, somos escritoras e temos nesse exerc\u00edcio da palavra um grande aliado.<br \/>\nNossas primeiras leituras iniciaram na maravilhosa Livraria Lua Nova e desde ent\u00e3o j\u00e1 visitamos outros lugares como o Espa\u00e7o O Povo de Cultura e Arte e a Bienal do Livro desse ano.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/leia-a-cronica-o-ontem-amarrotado-da-escritora-ayla-andrade\/\">Leia a cr\u00f4nica \u2018O ontem amarrotado\u2019, da escritora Ayla Andrade<\/a><\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/leia-cronica-olhar-com-olhos-de-quem-ve-da-escritora-ayla-andrade\/\">Leia a cr\u00f4nica \u2018Olhar com olhos de quem v\u00ea\u2019, da escritora Ayla Andrade<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000\">Nina Rizzi &#8211;<\/span><\/strong> Nasceu de uma ideia do <strong>Talles Azigon<\/strong>, que lembrou que leituras p\u00fablicas aconteciam desde a antiguidade, quando pessoas se encontravam para ler e ouvir a literatura, sem qualquer outro interm\u00e9dio, como a m\u00fasica ou o a dramatiza\u00e7\u00e3o, a literatura simplesmente, como fazemos quando estamos sozinhos e lemos e a hist\u00f3ria vai se nos contanto dentro da cabe\u00e7a, sugerindo imagens e sons muito pr\u00f3prios. Ent\u00e3o ele nos convidou \u2013 eu, <strong>Ayla<\/strong>, <strong>Sara<\/strong> e <strong>Tet\u00ea<\/strong> para nos permitir, experimentar, vivenciar momentos assim, de imers\u00e3o no texto e na voz que salta das leituras.<br \/>\nA cada vez que lemos publicamente, cada um de n\u00f3s de maneira muito independente e aut\u00f4noma escolhemos o que vamos ler, compartilhamos entre n\u00f3s e uma linha de leitura se constr\u00f3i pelos pr\u00f3prios textos. No evento, escolhemos de antem\u00e3o uma linha textual mais espec\u00edfica: a literatura feita por mulheres, sobretudo negras, ind\u00edgenas, e de comunidades; tanto porque pessoalmente todas gostamos, como pela import\u00e2ncia de se deixar ouvir essas vozes que tem tanto a nos dizer, e t\u00eam dito.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/veja-programacao-completa-da-fresta-literaria\/\">Veja a programa\u00e7\u00e3o completa da Fresta Liter\u00e1ria<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Quais estrat\u00e9gias n\u00f3s podemos adotar para ocupar espa\u00e7os p\u00fablicos &#8211; como as pra\u00e7as e os parques &#8211; quando n\u00e3o h\u00e1 eventos espec\u00edficos no calend\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000\">Ayla Andrade &#8211;<\/span> <\/strong>Correria, sangue no olho, peito aberto e parcerias diversas (risos). Infelizmente \u00e9 not\u00f3rio que as pol\u00edticas p\u00fablicas de cultura cada vez mais se afastam do que seria o \u00f3bvio: promover a cultura de forma democr\u00e1tica e alcan\u00e7ando espa\u00e7os da cidade que contumazmente s\u00e3o relegados a meros espectadores, mas que tamb\u00e9m executam muito bem seus pap\u00e9is de representantes da cultura local, como no caso das periferias ou dos coletivos que possuem todas essas estrat\u00e9gias de cultura de guerrilha para desenvolver o b\u00e1sico.<br \/>\nAfora isso \u00e9 preciso cobrar dos gestores (v\u00e1rios de n\u00f3s, em Fortaleza, estamos especialistas nisso) mais e melhores pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00e1rea da cultura e um calend\u00e1rio mais s\u00f3lido voltado para a literatura. Poucos s\u00e3o os editais ou ainda programas e projetos voltados para a literatura, h\u00e1 poucos equipamentos da cidade que se interessam em promover a leitura ou os escritores e seus escritos. Mas, as estrat\u00e9gias, as frestas, est\u00e3o a\u00ed pra gente enxergar, se esgueirar e entrar na roda.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Nina Rizzi &#8211;<\/strong><\/span> Os espa\u00e7os de um modo ou outro j\u00e1 s\u00e3o ocupados, quando penso \u2018vamos ocupar as ruas\u2019, n\u00e3o posso deixar de me pensar numa condi\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio e pretens\u00e3o, porque as ruas j\u00e1 est\u00e3o ocupadas por pessoas que n\u00e3o se veem, ou que fingimos n\u00e3o ver: pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua, trabalhadores que mesmo apressados ora e outra param, ambulantes, gente que l\u00ea nos bancos em seu sil\u00eancio gritante, e tantas outras as vidas que est\u00e3o pulsando nas ruas e fazem da rua a \u201crua\u201d em si, e n\u00e3o s\u00f3 estrada.<br \/>\nA nossa estrat\u00e9gia \u00e9 se aproximar dessas pessoas e fazer o que elas j\u00e1 fazem, compartilhar a rua, fazer da rua o lugar da pol\u00edtica, da arte, da beleza, do feio (porqu\u00ea n\u00e3o?), da vida, porque sim, ela \u00e9 de todas e todos.<\/p>\n<div id=\"attachment_985\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-985\" class=\"size-large wp-image-985\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/07\/nina-rizzi-624x840.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"740\" \/><p id=\"caption-attachment-985\" class=\"wp-caption-text\">Nina Rizzi, integrante do Leituras P\u00fablicas<\/p><\/div>\n<h2>Conhe\u00e7a as leituras<\/h2>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Qual a import\u00e2ncia de criar eventos que saiam do calend\u00e1rio de a\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico e ultrapassem os espa\u00e7os?<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000\">Ayla Andrade &#8211;<\/span> <\/strong>Acho que a maior import\u00e2ncia \u00e9 de burlar o \u00f3bvio, os mesmos ou a mesmice que encontramos nos equipamentos, projetos e editais da cidade. Construir na cena local o interesse diverso e democr\u00e1tico com aqueles e para aqueles que se interessam, desenvolvem, criam e inovam a cultura e arte da cidade, sem isso, a cidade \u00e9 morta, est\u00e1tica e dominada por grupelhos que se apropriam da cultura e da arte como se essas fossem meros projetos de governo.<\/p>\n<p>Penso que criar eventos, se organizar em coletivos \u00e9 uma forma e uma for\u00e7a de apropria\u00e7\u00e3o da cidade, do fazer e at\u00e9 das diverg\u00eancias entre n\u00f3s, mas somo n\u00f3s, aqueles que constru\u00edmos, que levantamos o debate e que criamos as frestas para essas e outras ocupa\u00e7\u00f5es. Veja que n\u00e3o descarto o poder p\u00fablico e as pol\u00edticas p\u00fablicas, mas mais do que nunca \u00e9 necess\u00e1rio empoderar-se de fazeres e saberes outros, para al\u00e9m da desgovernan\u00e7a que existe hoje na pol\u00edtica cultural da cidade.<br \/>\nNo mais, \u00e9 estar atento ao que olho e o cora\u00e7\u00e3o se habituaram a n\u00e3o ver, buscar a estranheza, o outro, os espa\u00e7os, o &#8220;porque n\u00e3o?&#8221; e construir o porvir.<\/p>\n<p><strong>Leia mais<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/coluna-cartas-poetas-nosso-tempo-patricia-alves\/\">Coluna Cartas as poetas do nosso tempo: Patr\u00edcia Alves<\/a><\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/coluna-cartas-as-poetas-nosso-tempo-micheliny-verunschk\/\">Coluna Cartas as poetas do nosso tempo: Micheliny Verunschk<\/a><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600\"><strong>Nina Rizzi &#8211;<\/strong> <\/span>Cada evento tem uma curadoria que sempre vai trazer um olhar muito espec\u00edfico, segundo escolhas pessoais e pol\u00edticas. Todo evento \u00e9 importante, toda curadoria \u00e9 importante porque traz justamente essa pluralidade de olhares; da\u00ed a m\u00e1xima import\u00e2ncia de eventos que nas\u00e7am de todos os lugares. A Fresta \u00e9 um deles, mas j\u00e1 h\u00e1 bastante tempo existem muitos outros com uma puls\u00e3o criadora muito forte em Fortaleza, e em todo pa\u00eds, tanto na m\u00fasica, dan\u00e7a e teatro, quanto especificamente na literatura: pipocam saraus, todas as semanas, em diversas periferias da cidade sem qualquer apoio do Estado ou quaisquer \u00f3rg\u00e3os, o povo sozinho se articulando e fazendo a \u2018curadoria\u2019 de arte da sua rua, da sua pra\u00e7a, da sua casa que se abre para falar e ouvir as diversas vozes e olhares da cidade. Todo mundo pode fazer literatura, e faz.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br \/>\n<strong>Fresta Liter\u00e1ria<\/strong><br \/>\nOnde: Pra\u00e7a dos Le\u00f5es (Centro)<br \/>\nQuando: s\u00e1bado e domingo, 22 e 23 de julho, a partir das 14 horas<br \/>\nOutras informa\u00e7\u00f5es:\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LiterariaFresta\/\">https:\/\/www.facebook.com\/LiterariaFresta\/<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pra\u00e7a dos Le\u00f5es, no Centro de Fortaleza, vai viver dois dias de literatura. 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