{"id":1072,"date":"2017-08-15T06:00:54","date_gmt":"2017-08-15T09:00:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/?p=1072"},"modified":"2017-08-15T06:00:54","modified_gmt":"2017-08-15T09:00:54","slug":"coluna-rubrica-nada-no-estado-de-sitio-de-albert-camus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/2017\/08\/15\/coluna-rubrica-nada-no-estado-de-sitio-de-albert-camus\/","title":{"rendered":"Coluna Rubrica: Nada no \u201cEstado de S\u00edtio\u201d"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1080\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1080\" class=\"size-large wp-image-1080\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/08\/albert-camus-624x391.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"345\" \/><p id=\"caption-attachment-1080\" class=\"wp-caption-text\">Albert Camus<\/p><\/div>\n<p><em><strong>Por Tet\u00ea Macambira*<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Camus n\u00e3o \u00e9 &#8220;Um Homem do Teatro&#8221;<\/strong><\/em><br \/>\nEmbora o fil\u00f3sofo, romancista, ensa\u00edsta e dramaturgo argelino <strong>Albert Camus<\/strong> tenha constru\u00eddo textos teatrais plenos, dirigido, atuado e coordenado encena\u00e7\u00f5es com empenho e crit\u00e9rio, h\u00e1 a cr\u00edtica de que seu <strong>teatro<\/strong> n\u00e3o apresente nada de inovador, de que sua dramaturgia \u00e9 uma sucess\u00e3o sensaborona de lugares-comum.<!--more--><\/p>\n<p>Verdade, seu <strong>teatro<\/strong> &#8211; cenicamente falando &#8211; nada apresenta de novo. Mas\u2026 como se sobressair \u00e0 mesma \u00e9poca em que surgia Antonin Artaud e seu <strong>Teatro da Crueldade<\/strong>? Como ser um \u201chomem do teatro\u201d se o interesse de <strong>Camus<\/strong> focava-se na mensagem do texto teatral, portanto &#8211; sem desmerecer a encena\u00e7\u00e3o &#8211; o texto era o \u201cprato principal\u201d da pe\u00e7a teatral. E levemos ainda em conta que <strong>Camus<\/strong> era t\u00e3o afeito a essa ideia de usar a manifesta\u00e7\u00e3o <strong>teatral<\/strong> como um suporte para suas ideias e filosofia, que suas \u201ctroupes\u201d receberam os nomes de \u201cTeatro do Trabalho\u201d e \u201cTeatro de Equipe\u201d. Os nomes dos grupos j\u00e1 denunciavam seu objetivo: levar a mensagem ao operariado.<\/p>\n<p><strong>\u201cE se n\u00e3o podemos suportar tal mundo, devemos denunci\u00e1-lo. E, precisamente, a primeira coisa a ser feita \u00e9 lan\u00e7ar um grito de revolta. Pois pelo menos metade do terror e da fatalidade \u00e9 feita da in\u00e9rcia e da fatiga de indiv\u00edduos frente a princ\u00edpios est\u00fapidos ou m\u00e1s a\u00e7\u00f5es com as quais continuam a envenenar o mundo&#8221;<br \/>\n(Albert Camus)<\/strong><\/p>\n<p>Portanto, se ele quis usar o teatro como um ve\u00edculo para o seu discurso ser melhor e mais facilmente compreendido, s\u00f3 se pode dizer que SIM!, ele foi perfeito.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1081\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/08\/albert-camus-teatro-624x425.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"375\" \/><\/p>\n<p><strong>Sobre a pe\u00e7a<\/strong> <strong><em>Estado de S\u00edtio<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Estado de S\u00edtio<\/em><\/strong> \u00e9 atual\u00edssima. E um texto que dever\u00edamos, todos, estar lendo neste momento pol\u00edtico t\u00e3o controverso, <strong>Camus<\/strong> &#8211; em parceria com Jean-Louis Barrault &#8211; fez essa pe\u00e7a tomando como base seu romance <strong>A peste<\/strong>. Em ambos os trabalhos, h\u00e1 a supress\u00e3o de direitos e a coer\u00e7\u00e3o, notadamente imposta pelo poder p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong><em>Estado de s\u00edtio<\/em><\/strong> apresenta uma abordagem de uma cidade, C\u00e1diz, Espanha, estar \u00e0 merc\u00ea de uma epidemia. Epidemia esta que vai al\u00e9m da f\u00edsica, \u00e9 um mal pol\u00edtico refor\u00e7ado pela figura ditatorial da personagem <strong>Peste<\/strong>. <strong>Camus<\/strong> queria generalizar qualquer ditador nessa personagem e, por isso, desaprovou que a encena\u00e7\u00e3o em Paris dessa personagem viesse com um uniforme nazista.<\/p>\n<p>Enquanto o romance pretende ser um mergulho no pr\u00f3prio medo do protagonista, tornando deliberadamente a leitura um tanto quanto mon\u00f3tona, a pe\u00e7a foi na contram\u00e3o, adotando &#8211; a fim de atribuir um maior dinamismo &#8211; a farsa e o coro.<\/p>\n<p><strong>Camus<\/strong> baseou-se no modelo de auto sacramental espanhol, representado durante a Idade M\u00e9dia nas igrejas e levando ao p\u00fablico alegorias da virtudes crist\u00e3s.<\/p>\n<p>Composta por tr\u00eas partes &#8211; a primeira traz a vinda do cometa e o medo da popula\u00e7\u00e3o, facilitando regras governamentais inc\u00f4modas, a segunda parte \u00e9 o Absurdo desse totalitarismo pol\u00edtico, e a terceira apresenta a derrota final da <strong>Peste<\/strong> &#8211; mas n\u00e3o sem perdas por parte do lado vitorioso.<\/p>\n<p>Em toda a pe\u00e7a permeia a ideia do medo, o que esse medo provoca e o que a falta do amor prejudica; \u00e9 um hino \u00e0 liberdade &#8211; e a obra que o pr\u00f3prio <strong>Camus<\/strong> mais achava parecida consigo mesmo.<\/p>\n<p>A primeira parte da pe\u00e7a demonstra toda uma estrutura da cidade e perfil de seus habitantes, h\u00e1 o alvoro\u00e7o em torno do cometa e, para aquietar a popula\u00e7\u00e3o e domin\u00e1-la, leis v\u00e3o sendo estabelecidas no intuito de conter o povo:<\/p>\n<p><strong>&#8220;Enfim &#8211; e ser\u00e1 o resumo. A fim de evitar qualquer cont\u00e1gio pela comunica\u00e7\u00e3o do ar, uma vez que as pr\u00f3prias palavras poder\u00e3o ser ve\u00edculos da infec\u00e7\u00e3o, \u00e9 ordenado, a cada um dos habitantes, que traga, constantemente, na boca um tamp\u00e3o embebido em vinagre, que o preserve do mal e, ao mesmo tempo, o conduza \u00e0 discri\u00e7\u00e3o e ao sil\u00eancio&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o vai-se tornando insustent\u00e1vel. O povo \u00e9 calado; seus direitos, suprimidos; \u201ca absurdidade reina\u201d, chega-se ao cl\u00edmax na metade da pen\u00faltima parte, a II. Retomando a ideia dos gregos antigos, <strong>Camus<\/strong> resume a \u00f3pera, eventualmente, atrav\u00e9s do \u201cCoro\u201d &#8211; que n\u00e3o somente serve como um resumo pontual mas tamb\u00e9m transmite a sensa\u00e7\u00e3o geral do povo e fornece uma \u201cquebra\u201d na narrativa dram\u00e1tica, oferecendo uma certa pausa ao p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>&#8220;\u00c9ramos um povo e, agora, apenas massa! Convidavam-nos e, hoje, nos convocam. Permut\u00e1vamos o p\u00e3o e o leite e, agora, somos abastecidos! Pisamos. (&#8230;) Pisemos! Pisemos! Ah! Que dor! \u00c9 a n\u00f3s mesmos que estamos pisando! Sufocamos, nesta cidade fechada! Ah, se o vento viesse&#8230;&#8221;<br \/>\n<\/strong><br \/>\nA Secret\u00e1ria, personagem pertencente ao sistema, \u00e9 quem entrega a f\u00f3rmula salvadora ao final do Ato II: \u201cDo mais distante que eu me recordo, sempre bastou que um homem ven\u00e7a seu medo e se revolte, para que sua m\u00e1quina comece a ranger.\u201d O que confere eco \u00e0 filosofia camusiana, cuja obra foi dividida pelo pr\u00f3prio autor em tr\u00eas ciclos: o do Absurdo, seguido pelo da Revolta e seria finalizado &#8211; n\u00e3o fosse a morte precoce do autor &#8211; pelo ciclo do Amor. Mas continuemos com a sequ\u00eancia dram\u00e1tica, porque neste momento, espera-se ardentemente por uma reviravolta, por uma retomada de poder pela parte do povo; o leitor\/p\u00fablico j\u00e1 se sente &#8211; ele tamb\u00e9m &#8211; preso em um estado de s\u00edtio no decorrer da trama da pe\u00e7a. E vamos, esperan\u00e7osos, \u00e0 \u00faltima e terceira parte de <strong><em>Estado de s\u00edtio<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1082\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/08\/camus-624x774.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"682\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1, evidentemente, uma agita\u00e7\u00e3o inicial, um jeito de n\u00e3o se saber o como fazer uma revolu\u00e7\u00e3o, por onde come\u00e7ar\u2026 h\u00e1 discuss\u00e3o &#8211; o que traz como resposta imediata do poder mais repress\u00e3o; repress\u00e3o essa que, est\u00e1 mais que claro, ir\u00e1 gerar confabula\u00e7\u00e3o (finalmente! \u00eaba! por que sempre parece ser necess\u00e1rio atacar o povo at\u00e9 o limite para que o povo reaja?) e &#8211; espera-se ardente e ansiosamente &#8211; a revolta.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Est\u00e3o fugindo. O ver\u00e3o termina em vit\u00f3ria! E acontece, assim, que o homem triunfa! E a vit\u00f3ria tem, ent\u00e3o, o corpo de nossas mulheres, sob a chuva do amor . Eis a carne feliz, luzidia e quente, cacho de ver\u00e3o, onde os vesp\u00f5es palpitam. Sobre as eiras do ventre caem as colheitas da vinha. As vindimas flamejam nos bicos dos seios \u00e9brios! Oh, meu amor! O desejo arrebenta, como um fruto maduro, a gl\u00f3ria dos corpos jorra, enfim. Em todos os cantos do c\u00e9u, m\u00e3os misteriosas estendem suas flores e um vinho dourado escorre de inesgot\u00e1veis fontes. \u00c9 a festa da vit\u00f3ria: vamos buscar nossas mulheres&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>Tudo lindo, tudo po\u00e9tico, tudo maravilhoso &#8211; mas <strong>Camus<\/strong> nunca seria t\u00e3o \u00f3bvio assim, e a pe\u00e7a continua depois dessa euforia de vit\u00f3ria. E o final n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o \u201calegrinho\u201d quanto se esperaria, ali\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 nem um pouco alegre &#8211; e a nota final talvez seja acionada pelo suic\u00eddio de Nada, personagem que merece ganhar uma an\u00e1lise \u00e0 parte.<\/p>\n<p><strong>NADA<\/strong><br \/>\n<strong> Viva o Nada! Ningu\u00e9m se compreende mais: atingimos o instante perfeito.<br \/>\n<\/strong><br \/>\nNada \u00e9 a personagem ic\u00f4nica e, embora o pr\u00f3prio <strong>Camus<\/strong> n\u00e3o quisesse que suas personagens fossem atreladas a alguma tipologia, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o absorver essa figura enquanto uma representa\u00e7\u00e3o falante dos anseios gerais. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a primeira interven\u00e7\u00e3o de reconhecimento da personagem em cena venha seguida do termo l\u2019idiot (idiota). Nada \u00e9 o buf\u00e3o, o palha\u00e7o, o idiota, o d\u00e9bil, aquele que a tudo \u00e9 permitido dizer, porquanto n\u00e3o esteja consciente do que diz, ali\u00e1s, n\u00e3o esteja atento \u00e0s consequ\u00eancias do que diz, \u00e9 a v\u00e1lvula de escape do povo, imbecil que tudo pode lhe ser aceito por n\u00e3o ter a lucidez. Porque acabamos nos sentindo, em um processo de catarse, \u201cvingados\u201d pela expressividade oral de Nada.<\/p>\n<p>Nada, o niilista b\u00eabado toma a contram\u00e3o do desejo de viver que anima toda uma coletividade, Nada \u00e9 ant\u00edtese da vida, \u00e9 a for\u00e7a da morte. O que vai ao encontro da corrente do existencialismo que resumidamente e a grosso modo diria que a vida n\u00e3o tem sentido, cabendo, ent\u00e3o, a cada um de criar o pr\u00f3prio sentido para a vida. Mas o que acontece se voc\u00ea se julga um nada e n\u00e3o espera nada? que sentido pode ser criado? o que se esperar da vida? Nada, na primeira cena, diz a Diego que a morte est\u00e1 na vida e que a vida \u00e9 crueldade.\u201dA vida vale a morte\u201d &#8211; grita Nada enquanto o Coro entoa uma copla: \u201cN\u00e3o h\u00e1 nada mais verdadeiro que a morte.\u201d<\/p>\n<p>De tal forma Nada n\u00e3o atende a pressupostos, que logo \u00e9 engajado pelo poder como uma marionete (cr\u00edtica feroz mas pertinente, infelizmente).<br \/>\nSua trajet\u00f3ria no decorrer da pe\u00e7a \u00e9 propositadamente err\u00e1tica e falha, v\u00edtima dos prazeres e dos desejos pessoais, Nada parece se comprazer na nega\u00e7\u00e3o; quando come\u00e7amos a amar a personagem pela revolta justa, ela adere ao opressor, quando parece estar galgando os cimos do poder, ei-la na lama para, em seguida, ser ela mesma\u2026 ou n\u00e3o.<br \/>\nSua morte proporciona uma atmosfera de desist\u00eancia e, paradoxalmente, ao mesmo tempo, de resist\u00eancia pac\u00edfica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1083\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/08\/albert-camus-foto-624x415.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" \/><\/p>\n<p>As personagens Nada e Cal\u00edgula partilham um mesmo desprezo nietzschiano por todos aqueles que por conformismo e por pregui\u00e7a escolhem o conforto das conven\u00e7\u00f5es e o ref\u00fagio da moral. Nada clama em alto e bom som: \u201cEu tenho comigo o desprezo at\u00e9 a morte. E nada desta terra, nem rei, nem cometa, nem moral, nunca me dominar\u00e3o!\u201d.<br \/>\nApesar do idealismo de Diego se bater contra o amor por uma mulher (eros) dentro dele, tornando-o um personagem complexo e mais real, ainda \u00e9 a figura tr\u00f4pega e esfarrapada de Nada que nos seduz, quer seja por sua intrepidez ou covardia, quer seja pela sua loucura ou lucidez.<\/p>\n<p>\u00c9 em Nada que nossos olhos se focam porque, mesmo que saibamos que a vida n\u00e3o nos proporcione um mundo de maravilhas, temos que ir al\u00e9m das conven\u00e7\u00f5es muitas e seguidas vezes. Porque resistir ao senso comum \u00e9 in\u00fatil &#8211; e menos que nada.<\/p>\n<p><strong>&#8220;H\u00e1 uma justi\u00e7a, sim: a que fazem \u00e0 minha avers\u00e3o do mundo. Sim, ides recome\u00e7ar. Mas n\u00e3o \u00e9 mais assunto meu. N\u00e3o conteis comigo, para vos fornecer o perfeito culpado: n\u00e3o tenho a virtude da melancolia. \u00d3 velho mundo! \u00c9 preciso partir. Teus carrascos est\u00e3o cansados, seu \u00f3dio torna-se frio demais. Sei muita coisa, o pr\u00f3prio desprezo cumpriu seu tempo. Adeus, brava gente. Um dia, aprendereis que n\u00e3o se pode viver bem sabendo que o homem nada \u00e9 e que a face de Deus \u00e9 horr\u00edvel&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cCamus amava apaixonadamente o teatro, o trabalho cotidiano do teatro com seus ensaios, as discuss\u00f5es com a t\u00e9cnica, as trocas com os atores e principalmente com as atrizes 3:). Ele amava o teatro pelo seu trabalho de equipe. \u201d<\/p>\n<p><strong>*Tet\u00ea Macambira<\/strong> \u00e9 revisora, tradutora, escritora, fot\u00f3grafa, atriz e adestradora. Quer aprender a fazer suco de nuvem e bolo de desejos. Enquanto n\u00e3o acha nem receitas nem consegue os ingredientes, inventa minibiografias que nada dizem dela mesma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Tet\u00ea Macambira* Camus n\u00e3o \u00e9 &#8220;Um Homem do Teatro&#8221; Embora o fil\u00f3sofo, romancista, ensa\u00edsta e dramaturgo argelino Albert Camus tenha constru\u00eddo textos teatrais plenos,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":1080,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[87,285,439,1113],"class_list":["post-1072","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-teatro","tag-albert-camus","tag-coluna","tag-estado-de-sitio","tag-tete-macambira"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1072"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1072\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}