{"id":1138,"date":"2017-08-28T05:00:08","date_gmt":"2017-08-28T08:00:08","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/?p=1138"},"modified":"2017-08-28T05:00:08","modified_gmt":"2017-08-28T08:00:08","slug":"leia-artigo-de-goreth-albuquerque-a-tradicao-oral-vai-a-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/2017\/08\/28\/leia-artigo-de-goreth-albuquerque-a-tradicao-oral-vai-a-escola\/","title":{"rendered":"Leia artigo de Goreth Albuquerque: a tradi\u00e7\u00e3o oral vai \u00e0 escola"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1139\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1139\" class=\"size-large wp-image-1139\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/08\/WhatsApp-Image-2017-08-27-at-6.12.33-PM-1-624x416.jpeg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"367\" \/><p id=\"caption-attachment-1139\" class=\"wp-caption-text\">Goreth Albuquerque<\/p><\/div>\n<p><em><strong>Por Goreth Albuquerque*<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Se tem coisa que <strong>contador de hist\u00f3ria<\/strong> tem, seja pescador ou n\u00e3o, \u00e9 imagina\u00e7\u00e3o criativa. Fico imaginando uma conversa entre Ren\u00e9 Descartes e C\u00e2mara Cascudo. E bem que o professor de direito Internacional P\u00fablico da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Lu\u00eds da C\u00e2mara Cascudo, seria muito bem vindo como consultor jur\u00eddico \u2013 fun\u00e7\u00e3o que desempenhou para seu estado -, para a proposta de lei 7.232\/2017. Para quem n\u00e3o sabe, o pesquisador, etn\u00f3grafo e folclorista \u00e9 carinhosamente chamado S\u00e3o Cascudo pelos narradores orais urbanos do Brasil. Como surgiu essa alcunha? Ah, isso \u00e9 outra hist\u00f3ria!<!--more--><\/p>\n<p>Cascudo, introduz o livro<strong><em> Literatura Oral<\/em> <\/strong>declarando que: \u201cTodos os anos vividos no alto sert\u00e3o do Rio Grande do Norte e Para\u00edba foram cursos naturais de literatura oral\u201d. Meu curso natural foi a voz de Dona Rita \u2013 mulher semianalfabeta -, que desfiava o fio da narrativa passando roupa em um ferro a brasa no qual me mostrava os personagens das hist\u00f3rias pela min\u00fascula porta em que se via a queima do carv\u00e3o.<\/p>\n<p>E eu, menina, cora\u00e7\u00e3o palpitando, jurava que os via. Foram tamb\u00e9m os s\u00e1bios prov\u00e9rbios de minha m\u00e3e que faziam a lei da fam\u00edlia \u2013 Nessa casa todo mundo merece confian\u00e7a at\u00e9 provar ao contr\u00e1rio: mentira tem perna curta! Ou ainda; \u201cantes s\u00f3 do que mal acompanhado\u201d, quando uma amizade em seu parecer n\u00e3o me convinha. Foram tamb\u00e9m as cantigas de pastoril ensaiados por minha av\u00f3 materna, enquanto eu sonhava ser a borboleta. E, por fim, as m\u00fasicas e os ritmos das rodas de S\u00e3o Gon\u00e7alo nos festejos de S\u00e3o Bento e das muitas e muitas festas juninas que vivi em minha primeira inf\u00e2ncia quando morei no interior do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Para finalizar, \u00e9 inevit\u00e1vel n\u00e3o tomar de empr\u00e9stimo do padroeiro dos contadores a afirma\u00e7\u00e3o de que este foi \u201co primeiro leite alimentar da minha literatura\u201d e se estabelecia atrav\u00e9s de m\u00faltiplas vozes na tessitura do cotidiano. Parto desta refer\u00eancia para dizer que a hist\u00f3ria da <strong>narra\u00e7\u00e3o<\/strong> de <strong>hist\u00f3rias<\/strong> do Brasil nos aponta o fato de que a forma de transmiss\u00e3o na qual se apoia a <strong>cultura erudita<\/strong> difere substancialmente do modo de acesso ao saber da<strong> cultura oral<\/strong> em todas as formas de saberes as quais apresenta e estes s\u00e3o a legitimidade da express\u00e3o do modo de pensar de grupos populares.<\/p>\n<div id=\"attachment_1140\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1140\" class=\"wp-image-1140 size-large\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/08\/WhatsApp-Image-2017-08-27-at-6.12.33-PM-624x410.jpeg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"361\" \/><p id=\"caption-attachment-1140\" class=\"wp-caption-text\">(:<\/p><\/div>\n<p>Na pr\u00e1tica social da oralidade, a transmiss\u00e3o e a recep\u00e7\u00e3o do conto se d\u00e1 como parte da vida, preenchendo de experi\u00eancia est\u00e9tica o dia-a-dia, sem que haja um m\u00e9todo preciso, um estudo sistem\u00e1tico a partir de um conjunto de prescri\u00e7\u00f5es que confira autoridade a quem profere a palavra. \u00c9 um experi\u00eancia est\u00e9tica ancorada no campo relacional, acontece e se nutre do encontro, na sociabilidade e na comunica\u00e7\u00e3o entre quem fala e quem escuta e s\u00e3o os ouvintes da comunidade quem legitimam a grandeza daqueles que se emprestam \u00e0 <strong>narra\u00e7\u00e3o<\/strong>. Estes s\u00e3o os mestres e mestras <strong>narradores<\/strong> tradicionais, org\u00e2nicos ou naturais, como queiram, que ainda coexistem em todo o Brasil, lado a lado com os novos <strong>narradores<\/strong> e seguem mantendo essa liga\u00e7\u00e3o entre o ser humano a palavra.<\/p>\n<p>Confrontar este cen\u00e1rio da tradi\u00e7\u00e3o com o cen\u00e1rio do surgimento de um campo de atua\u00e7\u00e3o de profissionais que se exprimem artisticamente como <strong>contadores<\/strong> de hist\u00f3rias, \u00e9 fundamental para afirmar que qualquer pol\u00edtica p\u00fablica de reconhecimento profissional deve come\u00e7ar pelo considera\u00e7\u00e3o daqueles que nos precedem, inclusive para dialogar com outras pol\u00edticas voltadas para o patrim\u00f4nio imaterial e para o fortalecimento da <strong>cultural<\/strong> oral conforme previsto no plano nacional de <strong>cultura<\/strong>.<\/p>\n<p>Partindo deste ponto, ent\u00e3o podemos falar das novas formas da arte da narrativa que v\u00eam surgindo e se reafirmando no cen\u00e1rio art\u00edstico <strong>cultural<\/strong> a partir dos anos 1980 no Brasil. Quem \u00e9 o novo <strong>contador<\/strong> de hist\u00f3rias? \u00c9 poss\u00edvel definir uma identidade? Como se d\u00e1 sua pr\u00e1tica social de contar hist\u00f3rias? Como se apropria do conto? Atrav\u00e9s de outras fontes orais ou do texto? Quais suas principais dificuldades? Estes e outros questionamentos \u2013 e as respostas dadas -, contribuem para a reflex\u00e3o individual e coletiva; fala da constru\u00e7\u00e3o da po\u00e9tica de cada narrador e do lugar social que ocupamos.<\/p>\n<div id=\"attachment_1141\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1141\" class=\"wp-image-1141 size-large\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/08\/WhatsApp-Image-2017-08-27-at-6.12.29-PM-624x416.jpeg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"367\" \/><p id=\"caption-attachment-1141\" class=\"wp-caption-text\">Goreth Albuquerque<\/p><\/div>\n<p>O lugar social dessa arte nos dias atuais e seus modos de apropria\u00e7\u00e3o passam necessariamente por pensar qual refer\u00eancia de <strong>cultura<\/strong> estamos adotando. Se s\u00f3 acreditamos na vis\u00e3o iluminista de conhecimento, origin\u00e1ria de apenas uma das tr\u00eas matrizes b\u00e1sicas que nos origina \u2013 europeu, branco, elitista e elitizado -, cujo modo de ver e organizar o mundo difere das outras duas, precisaremos mesmo da transmiss\u00e3o escolarizada, academicista.<\/p>\n<p>Por\u00e9m somos muito mais do que s\u00f3 os europeus como povo, e, assim sendo, temos que dar o devido valor e lugar as nossas matrizes africanas e ind\u00edgenas e ao modelo de transmiss\u00e3o de saberes da oralidade, ainda que o ponto de partida do narrador atual seja o texto, a palavra escrita, a palavra fixada no papel, sem vincula\u00e7\u00e3o com uma comunidade; mesmo que a elabora\u00e7\u00e3o po\u00e9tica de seu trabalho aconte\u00e7a na interface com outras formas expressivas, como as artes c\u00eanicas, a m\u00fasica, o mamulengo.<\/p>\n<p>Dizer isto, me parece n\u00e3o s\u00f3 importante, mas absolutamente fundamental para questionar a legitimidade da exig\u00eancia de obrigatoriedade de um curso, como requisito para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de <strong>contador<\/strong>\/<strong>contadora<\/strong> de hist\u00f3rias, no texto da proposta de lei 7.232\/2017. A necessidade de acesso \u00e0 pol\u00edticas p\u00fablicas de <strong>cultura<\/strong> n\u00e3o pode justificar uma pol\u00edtica de forma\u00e7\u00e3o de profissionais da arte de <strong>contar<\/strong> hist\u00f3rias que reafirme o conflito de poder instaurado no campo do conhecimento por se fundamentar em uma compreens\u00e3o de modelo de mundo que desmerece, desvaloriza, desconsidera, todo o saber que n\u00e3o \u00e9 aprendido em um modelo cartesiano de transmiss\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso lembrar, antes de tudo, que n\u00e3o cabe \u00e0s institui\u00e7\u00f5es do poder pol\u00edtico e <strong>cultural<\/strong>, por uma dimens\u00e3o \u00e9tica, reafirmar modos de profissionaliza\u00e7\u00e3o cujo desenvolvimento, n\u00e3o s\u00f3 desconsidere a diversidade epistemol\u00f3gica de modos de conceber e organizar a vida, como ainda por cima colabore para a elitiza\u00e7\u00e3o e segrega\u00e7\u00e3o de muitos desse campo de atua\u00e7\u00e3o. Por todos o contexto exposto \u00e9 que a apropria\u00e7\u00e3o da arte de <strong>contar<\/strong> hist\u00f3rias n\u00e3o se caracteriza por um saber t\u00e9cnico que possa ser garantido em uma escola de narradores e por nenhum c\u00f3digo regulamentar. Aos que aceitarem o desafio de tornarem-se <strong>contadores<\/strong> de hist\u00f3rias, aviso da longa e incerta jornada cuja aprendizagem n\u00e3o poder\u00e1 ser encontra em nenhuma bibliografia e nem atestada por nenhum mestre, embora ter um mestre possa ser de grande ajuda para buscar pistas.<\/p>\n<p>Sem perder de vista que respondo ao questionamento da necessidade de um curso a partir do<strong> projeto de lei<\/strong>, \u00e9 importante apontar outro problema e|m sua proposi\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m no artigo 2\u00ba, que \u00e9 o uso instrumental da narrativa, quando prop\u00f5e a \u201c(&#8230;) <strong>conta\u00e7\u00e3o<\/strong> de hist\u00f3rias como instrumentos did\u00e1tico-pedag\u00f3gicos do processo de aprendizagem (&#8230;)\u201d. Assim proposta, estabelece limite est\u00e9tico aos que fazem da transmiss\u00e3o do conto atrav\u00e9s da oralidade seu trabalho art\u00edstico, inclusive contrariando o fen\u00f4meno de renova\u00e7\u00e3o do conto nos grandes centros urbanos que, conforme j\u00e1 mencionei, vai traz consigo novos modos de transmiss\u00e3o e a aproxima\u00e7\u00e3o com outras linguagens. Tamb\u00e9m fragiliza do ponto de vista financeiro pela restri\u00e7\u00e3o do campo de atua\u00e7\u00e3o reservado ao espa\u00e7o escolar, muito embora a escola tenha sido um dos principais espa\u00e7os de acolhimento do novo <strong>contador<\/strong> de hist\u00f3rias, n\u00e3o podemos nos manter circunscritos a ele.<\/p>\n<p><strong>Leia mais<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/www.opovo.com.br\/jornal\/vidaearte\/2017\/07\/projeto-de-lei-quer-regulamentar-a-atividade-de-contador-de-historias.html\">Projeto de Lei quer regulamentar a atividade de contador de hist\u00f3rias<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Percebo que a restri\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de trabalho e a aus\u00eancia de pol\u00edticas <strong>culturais<\/strong> para oralidade faz do aspecto financeiro um dos principais desafios dentre os quais o contador de hist\u00f3rias tem que se deparar, talvez t\u00e3o complexo quanto o repert\u00f3rio de saberes o qual precisa, experimentar, pesquisar e se apropriar. Por\u00e9m a instabilidade econ\u00f4mico-financeira da categoria n\u00e3o pode torna-se argumento que aponta como solu\u00e7\u00e3o uma regulamenta\u00e7\u00e3o elaborada sem ampla participa\u00e7\u00e3o popular e cuja pressa de aprova\u00e7\u00e3o aponta a institucionaliza\u00e7\u00e3o do repasse de como fundamento essencial ao trabalho notadamente porque contraria a tend\u00eancia mundial de que qualquer emprego que se exerce de forma remunerada pode ser considerado trabalho, salvo as pr\u00e1ticas que p\u00f5em em risco a vida de terceiros.<\/p>\n<p>Essa discuss\u00e3o sobre a profissionaliza\u00e7\u00e3o do narrador oral e a necessidade de um c\u00f3digo que a regulamente vem acontecendo em diferentes momentos em v\u00e1rios pa\u00edses, da Europa \u00e0 Am\u00e9rica do Norte. Em comum, a reinvindica\u00e7\u00e3o de que no c\u00f3digo de ocupa\u00e7\u00f5es passe a ter defini\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, saindo do guarda-chuva das artes c\u00eanica \u2013 n\u00e3o, n\u00e3o somos atrizes ou atores -, muito embora haja muitos deles tamb\u00e9m na narrativa oral. Isso sim, seria um avan\u00e7o, desde que seja fruto de uma discuss\u00e3o ampla com o segmento.<br \/>\nAmadou Hamp\u00e2t\u00e9 B\u00e2, escritor e etn\u00f3logo malin\u00eas, profundo conhecedor da tradi\u00e7\u00e3o oral, em seu texto cl\u00e1ssico A Tradi\u00e7\u00e3o Viva, diz da fala humana como poder de cria\u00e7\u00e3o, explica que fala \u00e9 for\u00e7a e, por isso, vida e cria\u00e7\u00e3o. Essa concep\u00e7\u00e3o me remete ao precioso Manuel de Barros com o verso sobre repetir, repetir, repetir at\u00e9 ficar diferente. N\u00f3s, <strong>contadores<\/strong> de hist\u00f3rias, criadores de mundo com a palavra, repetidores fecundos, vamos repetir sobre o desprop\u00f3sito dessa escolariza\u00e7\u00e3o at\u00e9 ficar diferente, porque a did\u00e1tica do mesmo poeta j\u00e1 nos ensina que \u201co esplendor da manh\u00e3 n\u00e3o se abre com faca\u201d.<\/p>\n<p><strong>*Goreth Albuquerque<\/strong>\u00a0\u00e9 narradora oral, pedagoga, arte terapeuta, professora da Escola de Narradores de Fortaleza.<\/p>\n<p><strong>**Os artigos<\/strong> n\u00e3o refletem necessariamente a opini\u00e3o do blog.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Goreth Albuquerque* Se tem coisa que contador de hist\u00f3ria tem, seja pescador ou n\u00e3o, \u00e9 imagina\u00e7\u00e3o criativa. 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