{"id":1258,"date":"2017-09-28T11:35:03","date_gmt":"2017-09-28T14:35:03","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/?p=1258"},"modified":"2019-07-24T10:15:28","modified_gmt":"2019-07-24T13:15:28","slug":"angelica-freitas-poesia-extrema-e-potente-do-cotidiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/2017\/09\/28\/angelica-freitas-poesia-extrema-e-potente-do-cotidiano\/","title":{"rendered":"Ang\u00e9lica Freitas: Poesia extrema do cotidiano"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ang\u00e9lica Freitas, as influ\u00eancias e as alegrias da escrita\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3V16R6wfxS4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Ang\u00e9lica Freitas<\/strong> \u00e9 uma das escritoras mais potentes da atualidade. Vers\u00e1til, perceptiva e atenta aos pequenos detalhes do cotidiano, ela alcan\u00e7ou proje\u00e7\u00e3o nacional com o livro <em><strong>Um \u00fatero \u00e9 do tamanho de um punho<\/strong><\/em>. S\u00e1bado, 30, ela participa de dois eventos em Fortaleza. Na programa\u00e7\u00e3o da Festa Liter\u00e1ria 7, a <strong>Fli7<\/strong>, <strong>Ang\u00e9lica<\/strong> fala aos lados dos poetas Talles Azigon e Nina Rizzi sobre<strong><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/coluna-a-procura-da-poesia-pra-que-poesia-em-tempos-de-penuria\/\"> \u201cPara que poesia em tempos de pen\u00faria\u201d<\/a><\/strong>. Mais tarde, \u00e0s 18h30min, a poeta pisar\u00e1 no Jangurussu para participa\u00e7\u00e3o no Sarau da B1, um dos coletivos de literatura mais atuantes de Fortaleza. \u00c9 a primeira vez que Ang\u00e9lica ir\u00e1 a um sarau na periferia.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cEu acho que a escrita de um poema pode surgir por causa de diversos fatores. Por exemplo, o fato da gente ouvir uma frase na rua. Ou mesmo dizer alguma coisa. O fato de refletir sobre um assunto, sobre um tema, e sentir necessidade de dizer algo sobre aquilo. E mesmo de comunicar algo e perceber o mundo. Ent\u00e3o, muitos poemas que eu escrevi t\u00eam isso\u201d, diz.<\/p>\n<div id=\"attachment_1253\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1253\" class=\"size-large wp-image-1253\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/09\/Foto-Bianca-de-S\u00e1-Papel\u00edcula-1-624x416.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"367\" \/><p id=\"caption-attachment-1253\" class=\"wp-caption-text\">Ang\u00e9lica Freitas (foto: Bianca de S\u00e1\/divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>E essa \u00e9 a escrita de <strong>Ang\u00e9lica<\/strong>: pautada em insignific\u00e2ncias e aleatoriedades do cotidiano, mas cheia de for\u00e7a e pot\u00eancia. Partindo de elementos simples, ela consegue desdobrar sentimentos e criar imagens. Ela cita como exemplo o texto feito a partir de uma faixa vista na rua: fam\u00edlia vende tudo. \u201cFiquei pensando como seria se uma fam\u00edlia resolve vender tudo &#8211; at\u00e9 os membros da pr\u00f3pria fam\u00edlia. Desde os m\u00f3veis at\u00e9 o cachorro! E fiz um poema sobre isso\u201d, explica a escritora, que tamb\u00e9m tem na bibliografia os livros <em><strong>Guadalupe<\/strong> <\/em>(2012, Companhia das Letras) e <em><strong>Rilke Shake<\/strong><\/em> (2007, Cosac Naify).<\/p>\n<p>Seu livro mais famoso, Um \u00fatero \u00e9 do tamanho de um punho, partiu de uma s\u00e9rie de inquieta\u00e7\u00f5es &#8211; sobre o espa\u00e7o, sobre a condi\u00e7\u00e3o feminina, sobre as constru\u00e7\u00f5es coletivas. &#8220;Eu, como leitora, tinha vontade de ler poemas sobre o que \u00e9 ser mulher. E n\u00e3o achava na poesia contempor\u00e2nea brasileira. Sentia necessidade&#8221;, explica Ang\u00e9lica, que enxerga na poesia formas de investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;A poesia \u00e9 um g\u00eanero que d\u00e1 muita liberdade para pensar, para escrever de formas n\u00e3o convencionais&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>\u201cE eu decidi, ent\u00e3o, por meio dessa via dos poemas, investigar o que \u00e9, afinal, ser uma mulher. Meu segundo livro j\u00e1 \u00e9 diferente. N\u00e3o \u00e9 a coisa de ouvir na rua, \u00e9 mais de uma recep\u00e7\u00e3o sobre a mulher e tamb\u00e9m como poeta, de ver o que eu poderia fazer, me propondo a escrever sobre mulheres. Que tipo de poemas eu poderia fazer a partir da minha pr\u00f3pria viv\u00eancia como mulher. Isso pode parecer \u00f3bvio, mas as nossas experi\u00eancias, de sair na rua, por exemplo, s\u00e3o diferentes do que ter um corpo de homem. As nossa experi\u00eancias de sair da rua e ir no mercado \u00e9 diferente de ter um corpo de homem. Acontecem com a gente de forma bem diferente. As pessoas t\u00eam outras expectativas e se comunicam de forma diferente por serem mulheres. E a gente escreve a partir dessas experi\u00eancias\u201d, pontua.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ang\u00e9lica Freitas, suas publica\u00e7\u00f5es e o feminismo\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DDgloKrGbrE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2><strong>Conhe\u00e7a Ang\u00e9lica Freitas<\/strong><\/h2>\n<p>O livro mais famoso de <strong>Ang\u00e9lica Freitas,<\/strong> Um \u00fatero \u00e9 do tamanho de um punho d\u00e1 as li\u00e7\u00f5es que prop\u00f5e para o machismo e a misoginia. \u201cA origem desse t\u00edtulo \u00e9 das pesquisas. Quando eu estava me preparando para escrever, comecei a pesquisar para descobrir mais sobre o corpo da mulher. Cheguei a um site onde era explicado que o \u00fatero \u00e9 do tamanho de um punho fechado e na gravidez vai se expandindo\u201d, explica a poeta, refor\u00e7ando que a imagem do punho foi utilizada por movimentos como as Panteras Negras, nos Estados Unidos. \u201cE o punho fechado \u00e9 a imagem do feminismo, como imagem de luta. E tamb\u00e9m eu nunca tinha pensado nessa imagem do \u00fatero como uma coisa de for\u00e7a mesmo. For\u00e7a da mulher\u201d, diz.<\/p>\n<p>A imagem, ela conta, trouxe uma ilumina\u00e7\u00e3o. Com o semblante do punho na mente durante v\u00e1rios dias, ela buscou o processo de escrita e fez cinco p\u00e1ginas em poucas horas. \u201cSaiu esse poema que titula o livro. Acho que \u00e9 uma imagem que refor\u00e7a a for\u00e7a feminina\u201d, aponta.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br \/>\n<strong>Sarau da B1<\/strong><br \/>\nOnde: pracinha da B1 &#8211; Conjunto S\u00e3o Cristov\u00e3o (avenida Bulevar I, 121 &#8211; Jangurussu)<br \/>\nQuando: s\u00e1bado, 30, a partir das 18h30min<br \/>\nEntrada gratuita<\/p>\n<p><strong>Fli7 \u2013 Roda de conversa: \u201cPra que poesia em tempos de pen\u00faria?\u201d com Ang\u00e9lica Freitas, Nina Rizzi e Talles Azigon<\/strong><br \/>\nOnde: Uni7 (avenida Alm. Maximiano da Fonseca, 1395. Eng. Luciano Cavalcante)<br \/>\nQuando: s\u00e1bado, 30, \u00e0s 15h30min<br \/>\nEntrada gratuita<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"POESIA COMO LUTA: 5 ESCRITORES QUE LEVANTAM BANDEIRAS EM VERSOS | EPIS\u00d3DIO 05 - Letras&amp;Livros\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2X1zIvHLS60?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ang\u00e9lica Freitas \u00e9 uma das escritoras mais potentes da atualidade. 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