{"id":297,"date":"2016-10-31T08:00:55","date_gmt":"2016-10-31T11:00:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/?p=297"},"modified":"2016-10-31T08:00:55","modified_gmt":"2016-10-31T11:00:55","slug":"poeta-geraldo-carneiro-e-eleito-para-a-academia-brasileira-de-letras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/2016\/10\/31\/poeta-geraldo-carneiro-e-eleito-para-a-academia-brasileira-de-letras\/","title":{"rendered":"Poeta Geraldo Carneiro \u00e9 eleito para a Academia Brasileira de Letras"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-298 size-large\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2016\/10\/geraldo-carneiro-academia-brasileira-de-letras-624x918.jpg\" alt=\"geraldo-carneiro-academia-brasileira-de-letras\" width=\"550\" height=\"809\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #808080\"><strong><em>Da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>O poeta e compositor<span style=\"color: #0000ff\"> <strong>Geraldo Carneiro<\/strong> <\/span>\u00e9 o mais novo membro da <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Academia Brasileira de Letras<\/strong><\/span> (ABL). Ele foi eleito na tarde de quinta-feira, 27, por 33 votos, para a cadeira n\u00famero 24 da ABL, vaga desde 14 de julho com a morte do cr\u00edtico teatral e ensa\u00edsta S\u00e1bato Magaldi. No total, votaram 34 acad\u00eamicos, sendo 21 presencialmente e 13 por cartas.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Mineiro de Belo Horizonte, nascido em 11 de junho de 1952, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Geraldo Eduardo Ribeiro Carneiro<\/strong><\/span> \u00e9 poeta, letrista e roteirista de televis\u00e3o, teatro e cinema. Ele come\u00e7ou a manifestar interesse pela arte ainda jovem, influenciado pelos muitos escritores e m\u00fasicos que frequentavam a casa dos seus pais \u2013 entre eles, o poeta Paulo Mendes Campos e os compositores Jacob do Bandolim e Tom Jobim.<\/p>\n<p>Em 1968, <strong>Geraldo Carneiro<\/strong> iniciou uma parceria com o m\u00fasico Egberto Gismonti que durou 12 anos e rendeu mais de 60 m\u00fasicas. Tamb\u00e9m produziu o primeiro disco de Gismonti, <strong><em>\u00c1gua e Vinho<\/em><\/strong>, lan\u00e7ado em 1972. Ao longo da carreira, foi parceiro de v\u00e1rios outros m\u00fasicos, como Tom Jobim, Wagner Tiso e Francis Hime e o argentino Astor Piazolla.<\/p>\n<p>Na TV, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Carneiro<\/strong> <\/span>estreou em 1976, como colaborador do escritor Br\u00e1ulio Pedroso na miniss\u00e9rie <strong><em>Parab\u00e9ns pra voc\u00ea<\/em><\/strong>, exibida pela TV Globo. Depois de um per\u00edodo na TV Manchete, voltou \u00e0 Globo em 1989, onde escreveu roteiros de especiais, seriados e novelas. Entre outros trabalhos para a emissora, ele dividiu com Walther Negr\u00e3o a autoria da miniss\u00e9rie <strong><em>O sorriso do lagarto<\/em><\/strong>, adaptada do livro de Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro e dirigida por Roberto Talma, em 1991.<\/p>\n<p>No ano seguinte, escreveu o roteiro de <strong><em>Elas por ela<\/em><\/strong>, musical estrelado por Mar\u00edlia P\u00eara, com dire\u00e7\u00e3o musical de Gonzaguinha. Foi tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela adapta\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias obras liter\u00e1rias para as faixas de programa\u00e7\u00e3o <strong><em>Ter\u00e7a Nobre<\/em><\/strong> e <strong><em>Brasil Especial<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>No teatro, estreou em 1979, com o musical <strong><em>Lola Moreno<\/em><\/strong>, escrito em parceria com Br\u00e1ulio Pedroso. Entre outras pe\u00e7as, escreveu <strong><em>Folias do cora\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>, <em><strong>Apenas bons amigos<\/strong> <\/em>(ambas com Miguel Falabella), <em><strong>A bandeira dos cinco mil r\u00e9is<\/strong><\/em> e <em><strong>Manu \u00c7aru\u00ea<\/strong><\/em>. Tamb\u00e9m assinou as tradu\u00e7\u00f5es de mais de uma dezena de pe\u00e7as, incluindo duas obras de William Shakespeare: <em><strong>A tempestade<\/strong><\/em> (The tempest) e<strong><em> Uma pe\u00e7a como voc\u00ea gosta<\/em><\/strong> (As you like it).<\/p>\n<p>No cinema, assinou os roteiros dos filmes <strong><em>Eternamente Pagu<\/em><\/strong> (1987), de Norma Bengell, e <strong><em>O judeu<\/em> <\/strong>(1996), escrito com Mill\u00f4r Fernandes, Gilvan Pereira e o diretor do filme, Jom Tob Azulay.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><strong>Carneiro<\/strong> <\/span>\u00e9 autor dos livros de poesia <strong><em>Em busca do Sete-Estrelo<\/em><\/strong>,<strong><em> Ver\u00e3o vagabundo<\/em><\/strong>, <em><strong>Piquenique em Xanadu<\/strong><\/em>, <strong><em>Pandem\u00f4nio<\/em><\/strong>, <strong><em>Folias metaf\u00edsicas<\/em><\/strong>, <strong><em>Por mares nunca dantes<\/em><\/strong>, <strong><em>Lira dos cinquent\u2019anos<\/em> <\/strong>e <strong><em>Balada do impostor<\/em><\/strong>. Com Carlito Azevedo, lan\u00e7ou <strong><em>Sonhos da ins\u00f4nia<\/em><\/strong>, com a tradu\u00e7\u00e3o de sonetos de Shakespeare, e publicou, em prosa, os livros <em><strong>Vin\u00edcius de Moraes: a fala da paix\u00e3o<\/strong><\/em> e <strong><em>Leblon: a cr\u00f4nica dos anos loucos<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Em novembro, haver\u00e1 elei\u00e7\u00f5es para mais duas cadeiras da <strong><span style=\"color: #ff0000\">Academia Brasileira de Letras<\/span><\/strong>. Na pr\u00f3xima quinta-feira, 3, para a de n\u00famero 40, vaga desde a morte, em 22 de julho, do jurista Evaristo de Morais Filho, e no dia 24 ser\u00e1 escolhido o novo ocupante da cadeira 22, que era do cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico e escritor Ivo Pitanguy, falecido em 6 de agosto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da Ag\u00eancia Brasil O poeta e compositor Geraldo Carneiro \u00e9 o mais novo membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). 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