{"id":45,"date":"2016-07-21T14:49:12","date_gmt":"2016-07-21T17:49:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/?p=45"},"modified":"2016-07-21T14:49:12","modified_gmt":"2016-07-21T17:49:12","slug":"apos-60-anos-de-grande-sertao-veredas-distrito-mineiro-respira-guimaraes-rosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/2016\/07\/21\/apos-60-anos-de-grande-sertao-veredas-distrito-mineiro-respira-guimaraes-rosa\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 60 anos de Grande Sert\u00e3o: Veredas, distrito mineiro respira Guimar\u00e3es Rosa"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_47\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-47\" class=\"wp-image-47 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2016\/07\/guimaraes-rosa-grande-sertao-veredas-300x201.jpg\" alt=\"Foto: L\u00e9o Rodrigues\" width=\"300\" height=\"201\" \/><p id=\"caption-attachment-47\" class=\"wp-caption-text\">Foto: L\u00e9o Rodrigues<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #808080\"><strong>(Texto e fotos: L\u00e9o Rodrigues \u2013 Enviado Especial\/Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Do Cine Manuelz\u00e3o, passando pelo restaurante Veredas at\u00e9 a Pra\u00e7a Uma Est\u00f3ria de Amor, a obra de <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong> (1908-1967) preenche cada esquina de Andrequic\u00e9. No pequeno distrito do munic\u00edpio de Tr\u00eas Marias (MG), a 280 quil\u00f4metros de Belo Horizonte, mesmo aqueles que nunca leram <strong><span style=\"color: #ff0000\">Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/span><\/strong> sabem relatar algum detalhe da aventura entre Riobaldo e Diadorim. Sobre Manuelz\u00e3o, o protagonista de <em><strong>Uma Est\u00f3ria de Amor<\/strong><\/em>, contam muito al\u00e9m do que diz a literatura roseana. \u00c9 que justamente em Andrequic\u00e9 viveu Manuel Nardi, o Manuelz\u00e3o de carne e osso, inspirador de um dos personagens mais famosos do universo de <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong>.<\/p>\n<p>A diversidade cultural do distrito foi apresentada na XV Semana Cultural Festa de Manuelz\u00e3o. Ao longo de oito dias, shows, filmes, quadrilha, conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, teatro, dan\u00e7a de ciganos, folia de reis, cavalgada e cortejo de carros de boi ilustraram a riqueza do sert\u00e3o eternizado por <strong><span style=\"color: #800080\">G<\/span><span style=\"color: #800080\">uimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong>. Uma visita a locais citados pelo escritor levou os presentes a se sentir nas p\u00e1ginas dos livros. Duas jovens encenaram, \u00e0s margens do rio De-janeiro, o primeiro encontro entre Riobaldo e Diadorim.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nn9YMb6S7VQ[\/youtube]\n<p>A hist\u00f3ria de <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong> com o sert\u00e3o mineiro tem na boiada de 1952 um de seus mais importantes marcos. O escritor decidiu reunir um grupo de vaqueiros para realizar um percurso de 240 quil\u00f4metros em dez dias, da Fazenda Sirga, a 60 quil\u00f4metros de Andrequic\u00e9, at\u00e9 Ara\u00e7a\u00ed (MG), munic\u00edpio vizinho a Cordisburgo (MG). Ao longo do trajeto, o escritor fez anota\u00e7\u00f5es sobre lugares e pessoas. \u00c9 dessa realidade que <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong> vai extrair a mat\u00e9ria-prima para lan\u00e7ar, h\u00e1 exatos 60 anos, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/strong><\/span> e <strong><span style=\"color: #000080\">Corpo de Baile<\/span><\/strong>, que posteriormente seria desmembrado em tr\u00eas volumes: <em><strong>Manuelz\u00e3o e Miguilim<\/strong><\/em>, <em><strong>No Urubuquaqu\u00e1<\/strong><strong>, no Pinh\u00e9m<\/strong><\/em> e <em><strong>Noites do Sert\u00e3o<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>A boiada tamb\u00e9m permitiu a <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong> observar atentamente o linguajar sertanejo. &#8220;Ele anotou muitos termos, muitos &#8216;causos&#8217; e muitos voc\u00e1bulos sertanejos que v\u00e3o ganhar vida na sua literatura. \u00c9 atrav\u00e9s dessa linguagem que ele vai apresentar para o Brasil um pa\u00eds ainda desconhecido de si mesmo&#8221;, analisa Telma Borges, professora de literatura da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).<\/p>\n<p>O texto de <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong> mostra uma forma peculiar de escrita, recheada de recursos lingu\u00edsticos, que faz com que muitos leitores considerem a leitura dif\u00edcil. Segundo Telma, ele criou uma linguagem original, mas com correspond\u00eancia na linguagem sertaneja. A professora explica que o escritor mineiro usa a gram\u00e1tica, mas n\u00e3o a normativa e tradicional. &#8220;Ele desloca os termos da ora\u00e7\u00e3o e se sente um estranhamento. O leitor trope\u00e7a nas palavras. \u00c9 mais f\u00e1cil entender o texto lendo devagar, voltando atr\u00e1s para recuperar o sentido das frases, ou lendo em voz alta. Da\u00ed \u00e9 interessante como a leitura em voz alta produz uma significa\u00e7\u00e3o muito mais acelerada. A literatura de <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong> tem uma marca de oralidade, que permite a identifica\u00e7\u00e3o com o sertanejo&#8221;.<\/p>\n[vimeo]https:\/\/vimeo.com\/175308788[\/vimeo]\n<p>Ao longo do evento, Telma conduziu alguns passeios e ministrou oficinas para alunos do ensino fundamental. Ela destaca o conhecimento que as crian\u00e7as j\u00e1 t\u00eam de <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong>. &#8220;Eles preparam ao longo de todo o ano atividades para a Semana Cultural, como teatro e conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria. \u00c9 muito expl\u00edcito como a forma\u00e7\u00e3o dessas crian\u00e7as se d\u00e1 a partir da literatura e sobretudo sobre a literatura de <span style=\"color: #800080\"><strong>Guimar\u00e3es Rosa<\/strong><\/span>&#8220;, diz.<\/p>\n<p>No distrito de 400 casas e 2 mil habitantes, o gosto pela literatura foi calejado pelo tempo. &#8220;Eu nunca gostei muito de ler. No meu tempo, as escolas faziam uma press\u00e3o muito grande pela leitura e acho que criei uma avers\u00e3o. N\u00e3o era prazeroso, era obrigado. Depois de muito tempo, come\u00e7aram a organizar as rodas de leitura. A cada 15 dias, nos reunimos por duas horas para ler trechos de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/span><\/strong>. Decidi ir a primeira vez por curiosidade e tomei gosto. \u00c9 legal porque \u00e9 uma linguagem complexa, mas lendo em grupo, fica mais f\u00e1cil entender&#8221;, conta a moradora Maria Borges de Souza.<\/p>\n<p>Esta linguagem complexa e particular atrai tamb\u00e9m o interesse de estrangeiros, e a obra tem dezenas de tradu\u00e7\u00f5es. Com a cultura de quem dominava seis idiomas e tinha algum conhecimento em pelo menos outros cinco, <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong> foi bem duro com algumas vers\u00f5es, como a inglesa de 1963. &#8220;N\u00e3o viram, principalmente, que o livro \u00e9 tanto um romance, quanto um poema grande, tamb\u00e9m. \u00c9 poesia ou pretende ser, pelo menos&#8221;, escreve ele em uma carta datada de 17 de junho de 1963.<\/p>\n<p>Presente na XV Semana Cultural Festa de Manuelz\u00e3o, o alem\u00e3o radicado no Brasil Berthold Zilly anunciou que ir\u00e1 encarar o desafio de fazer uma nova tradu\u00e7\u00e3o de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/span><\/strong>. Professor e cr\u00edtico liter\u00e1rio, seu objetivo \u00e9 justamente oferecer um relato mais fiel \u00e0 linguagem de <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong>. A \u00fanica vers\u00e3o alem\u00e3 da obra, lan\u00e7ada em 1964, narra os acontecimentos sem transmitir a originalidade da escrita do autor mineiro.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ysqtc8VUtIc[\/youtube]\n<p>A linguagem de <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong> tamb\u00e9m foi levada para as telas. <strong><span style=\"color: #ff0000\">Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/span> <\/strong>virou uma s\u00e9rie produzida pela Rede Globo em 1985, dirigido por Walter Avancini e com a atua\u00e7\u00e3o de Tony Ramos, Tarc\u00edsio Meira e Bruna Lombardi. A cena de abertura foi rodada em Andrequic\u00e9, \u00e0s margens do rio De-janeiro. Mais tarde, o distrito foi novamente palco de uma grande produ\u00e7\u00e3o: o filme Mutum, dirigido pela cineasta Sandra Kogut. \u00danica pel\u00edcula brasileira selecionada para o Festival de Cannes de 2007, a obra adapta o conto <strong><em>Campo Geral<\/em><\/strong> presente no livro <strong><em>Manuelz\u00e3o e Miguilim<\/em><\/strong>. O conto apresenta a hist\u00f3ria de Miguilim, um garoto pobre que vivencia alguns eventos tr\u00e1gicos na inf\u00e2ncia at\u00e9 que desenvolve uma amizade com um m\u00e9dico e \u00e9 levado para estudar na cidade.<\/p>\n<p>O jornalista Pedro Fonseca, que recebeu uma comitiva da equipe de produ\u00e7\u00e3o, lembra que alguns defenderam que o filme fosse rodado no estado de Goi\u00e1s, argumentando que o sert\u00e3o mineiro n\u00e3o seria mais o mesmo retratado por <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong>. Ele levou-os para uma passeio, inclusive a pontos citados pelo escritor, o que teria convencido a produ\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, o jornalista lamenta a falta de preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. &#8220;Os eucaliptos tomaram a paisagem. Para mim, est\u00e1 provado que a falta de \u00e1gua na regi\u00e3o se deve ao eucalipto. N\u00e3o chove. Andrequic\u00e9 est\u00e1 com problemas de abastecimento. As veredas est\u00e3o secas e devastadas. D\u00e1 uma tristeza muito grande e um sentimento de impot\u00eancia&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p><strong>60 anos de Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_46\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-46\" class=\"wp-image-46 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2016\/07\/guimaraes-rosa-grande-sert\u00e3o-veredas-minas-gerais-300x201.jpg\" alt=\"Foto: L\u00e9o Rodrigues\" width=\"300\" height=\"201\" \/><p id=\"caption-attachment-46\" class=\"wp-caption-text\">Foto: L\u00e9o Rodrigues<\/p><\/div>\n<p>O evento \u00e9 organizado pela Sociedade dos Amigos do Memorial Manuelz\u00e3o e de Revitalizac\u00e3o de Andrequic\u00e9 (Samarra) e conta com o apoio do Minist\u00e9rio da Cultura. Nesta edi\u00e7\u00e3o, a festa celebrou seus 15 anos e lembrou os 60 anos dos livros<strong><span style=\"color: #ff0000\"> Grande: Sert\u00e3o Veredas<\/span><\/strong> e de <em><strong>Manuelz\u00e3o e Miguilim<\/strong><\/em>, que re\u00fane os contos <strong><em>Uma Est\u00f3ria de Amor<\/em><\/strong> e <strong><em>Campo Geral<\/em><\/strong>. O anivers\u00e1rio das obras lan\u00e7adas em 1956 \u00e9 motivo para um sert\u00e3o em festa. A data foi tamb\u00e9m celebrada na semana passada durante o FestiVelhas 2016, em Morro da Gar\u00e7a (MG), e na 28\u00aa Semana Roseana, em Cordisburgo (MG), cidade natal do escritor.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Samarra, Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Vicente de Souza, a festa coroa o engajamento da cidade em torno da preserva\u00e7\u00e3o da obra de <span style=\"color: #800080\"><strong>Guimar\u00e3es Rosa<\/strong><\/span> e do legado de Manuelz\u00e3o. &#8220;A gente percebia que o distrito precisava de cuidados, ao mesmo tempo que t\u00ednhamos o desejo de preservar a hist\u00f3ria de Manuelz\u00e3o. Da\u00ed surge a Samarra. Para revitalizar o Andrequic\u00e9 atrav\u00e9s da cultura. Olha que legal, n\u00e3o \u00e9 uma coisa bacana?&#8221;, explica Jos\u00e9 Ant\u00f4nio, que \u00e9 tamb\u00e9m sobrinho da ex-mulher de Manuelz\u00e3o.<\/p>\n<p>A Samarra conta cada vez com mais instrumentos para estimular o mergulho na literatura roseana. Durante o evento, o Memorial Manuelz\u00e3o, sediado na casa onde morou Manuel Nardi, ganhou um refor\u00e7o: o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de S\u00e3o Paulo (IEB\/USP) entregou ao memorial uma vers\u00e3o digital das cadernetas de Guimar\u00e3es Rosa. Elas cont\u00eam as anota\u00e7\u00f5es que serviram de base para a publica\u00e7\u00e3o de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/span><\/strong>.<\/p>\n<p>Um dos pontos altos da XV Semana Cultural Festa de Manuelz\u00e3o foi o desfile das roupas produzidas pelas bordadeiras de Andrequic\u00e9. O grupo, que foi formado na primeira edi\u00e7\u00e3o do evento com o apoio de Furnas, faz reuni\u00f5es semanais. At\u00e9 ent\u00e3o, elas trabalhavam em pain\u00e9is, capas de almofadas e colchas, sempre inspiradas em frases extra\u00eddas da obra de <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong>. Para produzir as roupas, elas realizaram encontros desde o in\u00edcio do ano onde receberam orienta\u00e7\u00e3o do designer de moda Marcos Pessoa Morais, de Belo Horizonte.<\/p>\n<p>M\u00e1rcia Alves, de 56 anos, \u00e9 dona de um bar em Andrequic\u00e9 e integra o grupo. &#8220;Bordo nas horinhas de descuido, como dizia <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong>&#8220;, se diverte. &#8220;Cada dia que eu bordo uma frase de <strong><span style=\"color: #800080\">Guimar\u00e3es Rosa<\/span><\/strong>, eu me sinto na faculdade. Acho que estou aprendendo mais&#8221;, acrescenta. Ela conta que a cole\u00e7\u00e3o de roupas apresentada foi toda inspirada no romance de Riobaldo e Diadorim e se emociona com o resultado. &#8220;N\u00e3o pensava nunca que ir\u00edamos chegar nesse patamar&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Texto e fotos: L\u00e9o Rodrigues \u2013 Enviado Especial\/Ag\u00eancia Brasil) Do Cine Manuelz\u00e3o, passando pelo restaurante Veredas at\u00e9 a Pra\u00e7a Uma Est\u00f3ria de Amor, a obra&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[315,539,546,799],"class_list":["post-45","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-literatura-brasileira","tag-corpo-de-baile","tag-grande-sertao-veredas","tag-guimaraes-rosa","tag-minas-gerais"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}