{"id":6786,"date":"2019-08-18T06:00:43","date_gmt":"2019-08-18T09:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/?p=6786"},"modified":"2019-08-15T16:14:28","modified_gmt":"2019-08-15T19:14:28","slug":"ryane-leao-autora-de-tudo-nela-brilha-e-queima-participa-de-debate-na-bienal-do-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/2019\/08\/18\/ryane-leao-autora-de-tudo-nela-brilha-e-queima-participa-de-debate-na-bienal-do-livro\/","title":{"rendered":"Ryane Le\u00e3o, autora de Tudo nela brilha e queima, participa de debate na Bienal do Livro"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Nat\u00e1lia Coelho*<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSigo apaixonada pela mulher que batalhei para ser\u201d. Esse \u00e9 um dos versos da escritora cuiabana Ryane Le\u00e3o, 30, poeta que resgata a identidade, principalmente de mulheres e negras. A autora ganhou notoriedade por pequenos poemas, divulgados em sua conta de Instagram (@ondejazzmeucoracao). Foi convidada para publicar seu livro Tudo nela brilha e queima (2017) pela editora Planeta quando a obra ainda estava em produ\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca, a ideia era public\u00e1-la pelo Catarse, site de financiamento coletivo em que recebeu R$ 15 mil em contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com versos curtos, assim\u00e9tricos e sem rimas em sua maioria, a poesia de Ryane Le\u00e3o adota caracter\u00edsticas similares da autora canadense Rupi kaur, conhecida pelos livros \u201cOutros jeitos de usar a boca\u201d e \u201cO que o sol faz com as flores\u201d. Ryane Le\u00e3o \u00e9 presen\u00e7a confirmada na XIII Bienal Internacional do Livro do Cear\u00e1, que acontece entre 16 e 25 de agosto em 2019 em Fortaleza, e compartilhou sua trajet\u00f3ria e os objetivos de sua poesia em entrevista. Ela participa de conversa na pr\u00f3xima quarta-feira, 21 de agosto, que tamb\u00e9m ter\u00e1 Nina Rizzi e J\u00e9ssica Balbino.<\/p>\n<div id=\"attachment_6772\" style=\"width: 693px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6772\" class=\"size-large wp-image-6772\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2019\/08\/ryane-leao-740x1110.jpg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"1024\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2019\/08\/ryane-leao-740x1110.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2019\/08\/ryane-leao-300x450.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2019\/08\/ryane-leao-768x1152.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2019\/08\/ryane-leao-120x180.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><p id=\"caption-attachment-6772\" class=\"wp-caption-text\">Ryane Le\u00e3o \u00e9 presen\u00e7a confirmada na Bienal do Livro do Cear\u00e1<\/p><\/div>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Qual foi o seu primeiro contato com a poesia?<br \/>\n<\/strong>Ryane Le\u00e3o &#8211; Eu escrevo desde pequena e sempre gostei muito de literatura. Meus pais liam muita poesia, como Fernando Pessoa, Pablo Neruda, Cec\u00edlia Meireles&#8230; Mas eu n\u00e3o me encontrava nessa narrativa. Eu digo que tive na verdade dois primeiros contatos: o primeiro quando eu era pequena e o segundo, em que a poesia renasceu pra mim em S\u00e3o Paulo, quando eu conheci saraus e a poesia escrita por das mulheres negras. Eu descobri um outro tipo de poesia que falava das minhas viv\u00eancias. Ent\u00e3o eu comecei a ler Mel Duarte, Lu Ribeiro e Jenyffer Nascimento&#8230;<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211;\u00a0Como sua identidade \u00e9 refletida na sua obra?<br \/>\n<\/strong>Ryane Le\u00e3o &#8211; Acho que tudo que eu escrevo \u00e9 uma forma de protesto, de identifica\u00e7\u00e3o, de relato e de den\u00fancia. Eu escrevo textos autobiogr\u00e1ficos, ainda que n\u00e3o saiba com certeza se quando voc\u00ea passa para o papel, ele continua autobiogr\u00e1fico&#8230; A identidade \u00e9 minha escrita e a escrita \u00e9 minha identidade. Eu conto minhas hist\u00f3rias para que outras mulheres fa\u00e7am o mesmo.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Como a escrita lhe ajuda a reafirmar sua identidade como mulher negra?<\/strong><\/p>\n<p>Ryane Le\u00e3o &#8211; Acho que n\u00e3o \u00e9 sobre reafirmar, mas sobre resgatar essa identidade. Como eu s\u00f3 conhecia a literatura de homens brancos, quando eu comecei a ler mulheres negras, sinto que resgatei minha vontade de falar, de ser eu, de me erguer e de dizer quem sou. A literatura das mulheres ainda tem que ser expandida, porque j\u00e1 falamos h\u00e1 muito tempo, mas ningu\u00e9m parava para ouvir. \u00c9 um registro para que nossas hist\u00f3rias n\u00e3o fiquem s\u00f3 na oralidade. A gente vive num mundo da import\u00e2ncia do registro. Ele legitima a nossa literatura, apesar de j\u00e1 acreditar que a oralidade j\u00e1 \u00e9 legitimada. Mas onde a gente vive, precisa ser escrito.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Por que a poesia foi escolhida como o g\u00eanero do livro Tudo nela brilha e queima?<\/strong><\/p>\n<p>Ryane Le\u00e3o &#8211; N\u00e3o me prendo a nenhum g\u00eanero. A poesia para mim n\u00e3o tem formata\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, nem a categorizo. N\u00e3o n\u00e3o tem formata\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o acho que tem que ter rima nem m\u00e9trica. Mas acredito no lirismo, na abertura que ela [a poesia] d\u00e1. Como eu conheci a poesia \u2018marginal\u2019 em S\u00e3o Paulo, vi que as possibilidades do que pode ser dito eram amplas. A poesia, no caso, foi o g\u00eanero que veio primeiro e que me encantou mais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"LIVROS DE POESIA S\u00c3O REALMENTE DIF\u00cdCEIS DE VENDER? | EPIS\u00d3DIO 06 - Letras&amp;Livros\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/x1s4iuM7kCo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Voc\u00ea usa bastante o instagram como forma de divulga\u00e7\u00e3o de textos e trabalhos. Como as ferramentas virtuais d\u00e3o propuls\u00e3o aos escritos de jovens escritores?<\/strong><\/p>\n<p>Ryane Le\u00e3o &#8211; Acredito que o Instagram \u00e9 uma plataforma de divulga\u00e7\u00e3o do meu trabalho. Foi \u00f3timo quando eu colava lambe-lambe na rua, porque voc\u00ea podia tirar foto, publicar, colocar hashtags\u2026 Possibilita que muitas pessoas tenham acesso a esse texto, tanto no Brasil, quanto fora. Quando um poeta independente teria essa possibilidade? Entendo que a internet pode ser ca\u00f3tica, mas aprendendo a us\u00e1-la bem, a gente pode dividir poesia, arte, revolu\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Como foi seu processo de crescimento dentro da escrita?<\/strong><\/p>\n<p>Ryane Le\u00e3o &#8211; Sempre fui poeta independente. Colava lambe-lambe na rua, tinha blog, depois fui para o facebook e para o instagram. Primeiro fiz um financiamento coletivo do meu livro pelo Catarse, para public\u00e1-lo de forma independente. Mas escrevendo, eu fui chamada pela Editora Planeta para publicar l\u00e1. A editora estava buscando uma escritora que abordasse os mesmos temas da Rupi Kaur, autora do livro \u201cOutros jeitos de usar a boca\u201d. Me indicaram e fui chamada.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Voc\u00ea fez uma campanha de financiamento coletivo no site Catarse. Como as novas formas de financiamento ajudam os jovens escritores?<\/strong><\/p>\n<p>Ryane Le\u00e3o &#8211; Acredito que expandem as possibilidade, porque os novos escritores sempre conseguem fazer algo,seja juntando pessoas na comunidade, fazendo um sarau, uma vaquinha, mas essas novas formas de financiamento ajudam especialmente a poesia independente. Eu estou numa grande editora agora, mas eu sei as dificuldades de chegar em uma grande editora. De precisar de indica\u00e7\u00e3o, de todo processo.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211;\u00a0Como foi a experi\u00eancia de publicar em uma grande editora, a Planeta?<\/strong><\/p>\n<p>Ryane Le\u00e3o &#8211; \u00c9 uma abertura de possibilidade, n\u00e3o s\u00f3 para mim, mas para outras mulheres negras que querem divulgar seu trabalho. Quero que outras mulheres estejam l\u00e1, porque, se n\u00e3o, nada faz sentido. Saiu o livro \u201cQuerem nos calar &#8211; poemas para serem lidos em voz alta\u201d ap\u00f3s uma conversa minha na Flip de 2018. Como o meu livro vendeu bastante, eles juntaram tamb\u00e9m mulheres que nunca tinham sido publicadas e que talvez nunca pudessem ser divulgadas em uma grande editora. Penso que, indo para S\u00e3o Paulo, talvez eu consiga abrir portas para outras mulheres.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211;\u00a0Qual a expectativa de vir ao Cear\u00e1? \u00c9 a sua primeira vez no Estado?<\/strong><\/p>\n<p>Ryane Le\u00e3o &#8211; Eu estive no Cear\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas semanas, porque encontrei minha namorada, tamb\u00e9m poeta, em um evento. Me encantei. Estou ansiosa para fazer parte de alguma forma com a minha literatura, para n\u00e3o s\u00f3 falar, mas tamb\u00e9m ouvir. Vai ser um momento importante, pol\u00edtico, para a gente lembrar da literatura como ferramenta de revolu\u00e7\u00e3o social e tamb\u00e9m uma forma de motim,diante de tudo que temos passado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"POESIA COMO LUTA: 5 ESCRITORES QUE LEVANTAM BANDEIRAS EM VERSOS | EPIS\u00d3DIO 05 - Letras&amp;Livros\" width=\"668\" height=\"376\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2X1zIvHLS60?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; \u00c9 verdade que o brasileiro n\u00e3o l\u00ea? E \u00e9 verdade que poesia n\u00e3o vende no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Ryane Le\u00e3o &#8211; Acho que as pessoas est\u00e3o come\u00e7ando a se expandir, falando de poesia. Acredito que seja a mesma situa\u00e7\u00e3o que passei. Se a pessoa n\u00e3o se v\u00ea, ela n\u00e3o compra. Acredito que a poesia que nos foi apresentada, a gente n\u00e3o se identificava. Agora, por causa do instagram, tem muita gente escrevendo poesia, virando poeta. As pessoas est\u00e3o come\u00e7ando a se identificar e a pensar sobre o que \u00e9 poesia. N\u00e3o exatamente defini-la, mas come\u00e7ando a pensar que a poesia pode falar diretamente com elas. \u00c9 sobre identifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o mercado.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211;\u00a0O que \u00e9 que brilha e queima?<\/strong><\/p>\n<p>Ryane Le\u00e3o &#8211; Acredito que n\u00f3s somos, principalmente as mulheres, uma constela\u00e7\u00e3o. E como constela\u00e7\u00e3o, temos nossas partes que brilham muito e queimam muito. Todas as hist\u00f3rias ter\u00e3o muitos lados, ent\u00e3o temos que estar dispostas a contar nossos lados e a ouvir. Para que a gente esteja disposta a falar, contar, ouvir e nos entender como constela\u00e7\u00f5es e mulheres grandiosas, que nossos processos de identifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o processos que v\u00e3o permear a dor, mas s\u00e3o mais celebrativos que dolorosos.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211;\u00a0Quem \u00e9, afinal, a Ryane Le\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Ryane Le\u00e3o &#8211; Sou os textos que escrevo. Sou muitas em uma, todas que vieram antes, e as que vir\u00e3o depois. Sou minha fam\u00edlia, minha m\u00e3e, que n\u00e3o teve a oportunidade de contar sua hist\u00f3ria, sou minhas ancestrais. Sou muitas coisas, n\u00e3o d\u00e1 para definir numa coisa s\u00f3.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br \/>\n<strong>Caf\u00e9 Liter\u00e1rio Mulher de Palavra <\/strong><br \/>\nCom Nina rizzi e Ryane Le\u00e3o<br \/>\nMedia\u00e7\u00e3o: J\u00e9ssica Balbino<br \/>\nOnde: Sala A Rua e o Mundo &#8211; mezanino 2<br \/>\nHor\u00e1rio: 19 horas<br \/>\nQuando: quarta-feira, 21 de agosto<\/p>\n<p><strong>XIII Bienal Internacional do Livro do Cear\u00e1<\/strong><br \/>\nQuando: de 16 a 25 de agosto<br \/>\nOnde: Centro de Eventos do Cear\u00e1 (avenida Washington Soares, 999 \u2013 Edson Queiroz)<br \/>\nEntrada gratuita<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Nat\u00e1lia Coelho \u00e9 estudante de jornalismo e integrante da equipe do Vida&amp;Arte<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>https:\/\/open.spotify.com\/episode\/3wSbJUx61smgZhmYXmJ4F1?context=spotify%3Ashow%3A31cuxJC9XQXX0Xh8j1P1TC&#038;si=utglWaUtS3yXUXx39keHNw<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Nat\u00e1lia Coelho* \u201cSigo apaixonada pela mulher que batalhei para ser\u201d. 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