{"id":826,"date":"2017-05-09T06:00:47","date_gmt":"2017-05-09T09:00:47","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/?p=826"},"modified":"2017-05-09T06:00:47","modified_gmt":"2017-05-09T09:00:47","slug":"o-guarda-roupas-de-frida-kahlo-com-a-jornalista-izabel-gurgel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/2017\/05\/09\/o-guarda-roupas-de-frida-kahlo-com-a-jornalista-izabel-gurgel\/","title":{"rendered":"O guarda-roupas de Frida Kahlo"},"content":{"rendered":"<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-827\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/05\/frida-kahlo-624x430.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"379\" \/><\/p>\n<p>Quando a artista mexicana <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Frida Kahlo<\/strong> <\/span>morreu, em 1954, parte dos seus pertences foi guardada em um banheiro. Vestidos, \u00f3culos, xales, coletes, joias e at\u00e9 a famosa pr\u00f3tese que ela mesma desenhou quando teve a perna amputada foram trancafiados ali. Naquele ano, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Diego Rivera<\/strong><\/span>, parceiro de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Frida<\/span> <\/strong>na pintura e no amor, sentenciou que o acervo da esposa s\u00f3 deveria voltar \u00e0 luz do sol 15 anos ap\u00f3s a morte dele. Assim, instruiu uma amiga \u00edntima, Dolores Olmedo, a manter o acervo em sigilo. <!--more--><\/p>\n<p>O mexicano morreu tr\u00eas anos depois, em 1957, mas Dolores manteve as pe\u00e7as no claustro por quase 50 anos. O pedido foi encarado com tanto apre\u00e7o e seriedade que apenas em 2004, ap\u00f3s a morte dela, o local foi, enfim, aberto.<\/p>\n<p>No m\u00edtico banheiro da<span style=\"color: #3366ff\"><strong> Casa Azul<\/strong> <\/span>&#8211; resid\u00eancia do casal que mais tarde se tornaria um museu dedicado \u00e0 vida e \u00e0 obra de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Frida<\/strong> <\/span>&#8211; estavam 300 roupas e objetos pessoais carregados com mem\u00f3rias da pintora, da produ\u00e7\u00e3o artesanal da \u00e9poca, e da arte mexicana. Dezenas de pessoas aguardavam o momento no qual as pe\u00e7as seriam, finalmente, vistas. Memorialistas, pesquisadores, estilistas. No grupo estava a fot\u00f3grafa Graciela Iturbide. Inspirada na est\u00e9tica do tamb\u00e9m fot\u00f3grafo Manoel Alvarez Bravo, ela fez um ensaio com as pe\u00e7as. As imagens integram o livro <span style=\"color: #ff0000\"><em><strong>El ropero de Frida<\/strong><\/em><\/span>, ainda sem tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas, e que ser\u00e1 tema do projeto <strong>Literatura em Revista<\/strong> hoje, \u00e0s 17h30min, no <strong>Centro Cultural Banco do Nordeste<\/strong>.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993366\"><strong>Izabel Gurgel<\/strong><\/span>, jornalista e convidada do evento, viajou ao M\u00e9xico e l\u00e1 conheceu o acervo e os corredores da<span style=\"color: #3366ff\"><strong> Casa Azul<\/strong><\/span>. Daquele pa\u00eds, trouxe duas edi\u00e7\u00f5es do livro. Uma est\u00e1 dispon\u00edvel no Plebeu Gabinete de Leitura e a outra \u00e9 fonte de inspira\u00e7\u00e3o e descobertas para Izabel. Com a obra em m\u00e3os, ela faz conex\u00f5es entre a est\u00e9tica de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Frida Kahlo<\/strong><\/span>, o cen\u00e1rio art\u00edstico mexicano do s\u00e9culo passado e a a produ\u00e7\u00e3o t\u00eaxtil.<\/p>\n<div id=\"attachment_795\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-795\" class=\"size-large wp-image-795\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/04\/frida-frida-kahlo-624x400.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"353\" \/><p id=\"caption-attachment-795\" class=\"wp-caption-text\">Frida Kahlo<\/p><\/div>\n<p>\u201cO acervo \u00e9 um documento sobre os saberes do M\u00e9xico oriundos de m\u00e3os an\u00f4nimas, pois grande parte do guarda-roupa de <strong><span style=\"color: #ff0000\">Frida Kahlo<\/span> <\/strong>\u00e9 formado por pe\u00e7as feitas por artes\u00e3os mexicanos desconhecidos\u201d, explica <span style=\"color: #993366\"><strong>Izabel<\/strong><\/span>. No evento, a jornalista vai conversar sobre o legado deixado pela pintora mexicana atrav\u00e9s do vestu\u00e1rio. Com a abertura do banheiro, os estudiosos se perguntaram como a pintora chegava at\u00e9 as pe\u00e7as e como as pe\u00e7as chegavam at\u00e9 ela.<\/p>\n<p>Convivendo lado a lado, no \u201cropero\u201d de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Frida<\/strong><\/span>, est\u00e3o as roupas artesanais, os itens de alta costura e tecidos vindos do Oriente. \u201cEsse movimento est\u00e1 mais presente no nosso cotidiano do que percebemos. Quando uma pessoa morre, um mundo de coisas resiste e quem fica deve dar um destino. \u00c0s vezes, isso demora duas, tr\u00eas ou at\u00e9 quatro gera\u00e7\u00f5es. O gesto do Diego, de separar parte do acervo e guardar, nos fala sobre isso. \u00c9 um absurdo os objetos sobreviverem a gente\u201d, elucida <span style=\"color: #993366\"><strong>Izabel Gurgel<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br \/>\n<strong>O guarda-roupa de Frida Kahlo. Acervo, arquivo, edi\u00e7\u00e3o <\/strong><br \/>\nQuando: hoje, 9 , \u00e0s 17h30min<br \/>\nOnde: Centro Cultural do Banco do Nordeste (rua Conde d\u2019Eu, 560 \u2013 Centro)<br \/>\nConvidada: Izabel Gurgel<br \/>\nMedia\u00e7\u00e3o: Talles Azigon<br \/>\nOutras informa\u00e7\u00f5es: (85) 3464 3108<br \/>\nEntrada gratuita<\/p>\n<p><strong>Saiba mais<\/strong><br \/>\nO livro<span style=\"color: #ff0000\"><strong> El ropero de Frida<\/strong> <\/span>tem coordena\u00e7\u00e3o editorial de Denise e Magdalena Rosenzweig. A primeira edi\u00e7\u00e3o foi publicada h\u00e1 dez anos, por iniciativa dos museus Dolores Olmedo e <strong><span style=\"color: #ff0000\">Frida Kahlo<\/span><\/strong>, do Conselho para a Cultura e para as Artes de Nuevo Le\u00f3n (Conarte) e da<br \/>\nZweig Editoras.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Frida Kahlo<\/strong><\/span> \u00e9 mexicana e ficou conhecida pelos autorretratos. Desde crian\u00e7a, teve uma sa\u00fade debilitada, aos 18 anos sofreu um acidente grave e passou por mais de 30 cirurgias.<br \/>\nAntes de morrer, Diego Rivera separou objetos para transformar a<span style=\"color: #3366ff\"><strong> Casa Azul<\/strong> <\/span>no <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Museu Frida Kahlo<\/strong><\/span>, inaugurado em 1958. Parte do acervo ficou guardado em um banheiro da casa.<\/p>\n<p>Quando as pe\u00e7as sa\u00edram do claustro, originaram estudos e publica\u00e7\u00f5es sobre <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Frida<\/strong><\/span>, a arte mexicana e outros aspectos. Uma sele\u00e7\u00e3o das mais de seis mil fotos encontradas, por exemplo, gerou o livro <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Frida Kahlo<\/strong><\/span> \u2013 Suas fotos. Do acervo de vestu\u00e1rio foi elaborado o livro <em><strong>El ropero de Frida.<\/strong><\/em> Para saber mais sobre a vida e a obra de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Frida<\/strong><\/span>, <span style=\"color: #993366\"><strong>Izabel Gurgel<\/strong> <\/span>recomenda o material dispon\u00edvel no Plebeu Gabinete de Leitura, na sede da Associa\u00e7\u00e3o Cearense de Imprensa (rua Floriano Peixoto, 735, 5\u00ba andar &#8211; Centro). L\u00e1, h\u00e1 revistas, livros e cat\u00e1logos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando a artista mexicana Frida Kahlo morreu, em 1954, parte dos seus pertences foi guardada em um banheiro. 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