{"id":8719,"date":"2024-08-29T09:55:10","date_gmt":"2024-08-29T12:55:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/?p=8719"},"modified":"2024-08-29T09:56:16","modified_gmt":"2024-08-29T12:56:16","slug":"leituras-da-bel-entrevista-o-cearense-pedro-juca-autor-de-amanha-tardara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/2024\/08\/29\/leituras-da-bel-entrevista-o-cearense-pedro-juca-autor-de-amanha-tardara\/","title":{"rendered":"Leituras da Bel entrevista o cearense Pedro Juc\u00e1, autor de Amanh\u00e3 Tardar\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>O escritor cearense Pedro Juc\u00e1 lan\u00e7a o livro Amanh\u00e3 Tardar\u00e1. Na narrativa, o jovem Marcelo deixa os Estados Unidos e volta \u00e0 casa onde nasceu e passou parte da vida. A obra teve lan\u00e7amento em Fortaleza, Rio de Janeiro, Curitiba e tamb\u00e9m ser\u00e1 lan\u00e7ada em S\u00e3o Paulo. Ao Leituras da Bel, Pedro Juc\u00e1 falou sobre escrita, perspectivas, fam\u00edlia e estudo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8720\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2024\/08\/Pedro-Juca-Coisa-Amor-819x1024-1.jpg\" alt=\"\" width=\"819\" height=\"1024\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2024\/08\/Pedro-Juca-Coisa-Amor-819x1024-1.jpg 819w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2024\/08\/Pedro-Juca-Coisa-Amor-819x1024-1-240x300.jpg 240w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2024\/08\/Pedro-Juca-Coisa-Amor-819x1024-1-768x960.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2024\/08\/Pedro-Juca-Coisa-Amor-819x1024-1-80x100.jpg 80w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2024\/08\/Pedro-Juca-Coisa-Amor-819x1024-1-360x450.jpg 360w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;O livro, que marca a estreia do autor no g\u00eanero, \u00e9 um romance de forma\u00e7\u00e3o sobre as complexidades das rela\u00e7\u00f5es familiares, da pot\u00eancia inesgot\u00e1vel do trauma e, acima de tudo, das inapag\u00e1veis marcas da inf\u00e2ncia sobre a concep\u00e7\u00e3o do desejo, da sexualidade e da pr\u00f3pria passagem do tempo. Em uma narrativa cuidadosamente constru\u00edda e com refer\u00eancias \u00e0 psican\u00e1lise, Pedro aborda na obra temas como comportamento humano, viv\u00eancias, traumas e cotidiano&#8221;, explica a Editora Planeta em material de divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Amanh\u00e3 Tardar\u00e1<\/strong> \u00e9 publica\u00e7\u00e3o do selo Tusquets\/Editora Planeta. Criado em 1969, na Espanha, e presente no Brasil desde 2016, onde j\u00e1 publicou nomes como Camila Sosa Villada, Jos\u00e9 Eduardo Agualusa, Pedro Almod\u00f3var, Xico S\u00e1, Javier Cercas, Marguerite Duras, \u00c9douard Louis e Leila Slimani, o selo passa a investir tamb\u00e9m em autores considerados promessas da literatura contempor\u00e2nea nacional. Esse \u00e9 o caso de Pedro Juc\u00e1, escritor nascido em Fortaleza, no Cear\u00e1, que lan\u00e7a o romance <strong>Amanh\u00e3 Tardar\u00e1<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; O livro Amanh\u00e3 Tardar\u00e1 \u00e9 um mergulho em processos familiares. Como aconteceu o desenrolar para a produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n<strong>Pedro Juc\u00e1 &#8211;<\/strong> Eu acho que tudo o que eu escrevo parte sempre de uma quest\u00e3o familiar. Como diria o Marcelo, protagonista e narrador do Amanh\u00e3 Tardar\u00e1: \u201cfam\u00edlia \u00e9 brutal\u201d. \u00c9 dela que eu acredito que se origina toda a dor e a del\u00edcia de sermos quem somos \u2013 nossos afetos, nossos bem-quereres, nossos tormentos, nossas faltas e culpas. Nossos traumas, nosso sonho, nossa recorda\u00e7\u00e3o. \u00c9 a partir da fam\u00edlia, em suma, que n\u00f3s nos fazemos humanos \u2013 que n\u00f3s aprendemos a ser gente.<br \/>\nSendo assim, seria imposs\u00edvel que a hist\u00f3ria do Amanh\u00e3 Tardar\u00e1, meu primeiro romance, n\u00e3o contasse justamente a hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia, que, se \u00e9 mesmo verdadeira a frase de abertura de Anna Kari\u00eanina, \u00e9 feliz igual \u00e0s outras, mas \u00e9 infeliz \u00e0 pr\u00f3pria maneira. \u00c9 um drama universal, com o qual muita gente vai se identificar, mas \u00e9 tamb\u00e9m muito particular a essas personagens atreladas umas \u00e0s outras por la\u00e7os familiares: Marcelo, In\u00eas, sua irm\u00e3, Hilde e Joca, seus pais, e at\u00e9 Tobby e Mima, o c\u00e3ozinho e a gatinha da fam\u00edlia. Na narrativa, que cobre mais de trinta anos, eu quis trabalhar tamb\u00e9m os temas da inf\u00e2ncia, da mem\u00f3ria, do trauma e da sexualidade. Trata-se de um romance de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; A obra tamb\u00e9m tem muitas refer\u00eancias \u00e0 psican\u00e1lise. Gostaria que voc\u00ea comentasse sobre os estudos que vem fazendo da \u00e1rea.<\/strong><br \/>\n<strong>Pedro Juc\u00e1 &#8211;<\/strong> A psican\u00e1lise sempre me encantou \u2013 eu acho que fui freudiano antes mesmo de ler Freud, no come\u00e7o da vida adulta. O meu processo de an\u00e1lise fez surgir em mim um interesse pelo Inconsciente, do que comecei a estudar a mat\u00e9ria e logo me vinculei a uma escola de psican\u00e1lise em Fortaleza (j\u00e1 n\u00e3o fa\u00e7o mais Forma\u00e7\u00e3o).<br \/>\nMeu processo de an\u00e1lise foi muito importante, porque, a rigor, um psicanalista se forma mesmo \u00e9 no div\u00e3. Ocorreu, no entanto, que a vida me levou para outras paragens. Achei que fosse sair da an\u00e1lise me tornando um analista. Estava errado: sa\u00ed escritor. Parece distante, mas, no fundo, s\u00e3o of\u00edcios muito parecidos \u2013 num e noutro, \u00e9 da palavra que se trata; \u00e9 a palavra que se move de um lugar para o outro, deslocando sentidos; \u00e9 a palavra que, na caneta ou no div\u00e3, ressignificamos e remoldamos.<br \/>\nAinda tenho uma paix\u00e3o pela psican\u00e1lise, claro, ainda me dedico a estudos na \u00e1rea (atualmente estou cursando uma P\u00f3s em Psican\u00e1lise, Arte e Literatura), mas n\u00e3o sou um analista. E, \u00e0s vezes, fico de mal da psican\u00e1lise (risos). Por outro lado, n\u00e3o consigo escapar das minhas pr\u00f3prias refer\u00eancias, e aquilo que sou sempre vaza para o que eu escrevo. Por mais que eu tente escapar, a psican\u00e1lise sempre comparece na literatura que eu produzo.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Viv\u00eancias e traumas s\u00e3o duas marcas fortes de Amanh\u00e3 Tardar\u00e1. Como manter a leveza da escrita ao tratar de quest\u00f5es t\u00e3o complexas?<\/strong><br \/>\n<strong>Pedro Juc\u00e1 &#8211;<\/strong> N\u00e3o mantendo (risos).<br \/>\nEu acredito que o <strong>Amanh\u00e3 Tardar\u00e1<\/strong> consegue, sobretudo no texto, transmitir uma delicadeza para contrabalancear o peso do que est\u00e1 sendo narrado. H\u00e1 riso, h\u00e1 carinho, h\u00e1 encontro, mas tamb\u00e9m h\u00e1 rancor, inveja, vingan\u00e7a. Estamos, afinal, tratando da hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia, com todas as suas complexidades, nuances, contradi\u00e7\u00f5es. \u00c9 um drama familiar e psicol\u00f3gico.<br \/>\nEm geral, o que eu escrevo pode soar desconfort\u00e1vel para muita gente. Mas meu leitor \u00e9 corajoso e sabe que, na vida real, o belo e o grotesco andam juntos. Nem tudo s\u00e3o flores na vida. Eu acho que a Literatura \u00e9, por excel\u00eancia, o lugar da alteridade \u2013 do choque, do espanto, da fric\u00e7\u00e3o com a diferen\u00e7a, com o diferente, com o que incomoda, com o que nos desloca do lugar de um conforto que acaba por nos deixar alienados.<br \/>\nComo diria Belchior: eu quero mesmo \u00e9 que este canto torto feito faca corte a carne de voc\u00eas. Pode doer um pouco, mas encarar de frente as dores da vida sempre nos torna maiores \u2013 e melhores.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Quais livros formaram o escritor que voc\u00ea \u00e9 hoje?<\/strong><br \/>\n<strong>Pedro Juc\u00e1 &#8211;<\/strong> Nossa, muitos! Todos os que j\u00e1 li, para o bem ou para o mal. Eu acho que, como disse a Elena Ferrante, um escritor est\u00e1 sempre profanando t\u00famulos (de quem veio antes). Eu acho que a escrita \u00e9 um tipo de arte eminentemente solit\u00e1ria \u2013 \u00e9 como tocar piano: pode-se at\u00e9 tocar a quatro m\u00e3os, mas nunca fica t\u00e3o bom assim \u2013, mas isso n\u00e3o significa que o of\u00edcio seja autossuficiente. Ali\u00e1s, um escritor s\u00f3 se forma lendo. E lendo muito.<br \/>\nMeu primeiro marco liter\u00e1rio aconteceu ainda na adolesc\u00eancia, com Harry Potter. A cada livro que sa\u00eda, eu me preparava para passar ao menos dois dias (no m\u00e1ximo quatro ou cinco) enfurnado no quarto, me alimentando de sucrilhos e leite ou o que de mais f\u00e1cil estivesse \u00e0 m\u00e3o. Achei que, depois de adulto, nunca mais ia experimentar isso. O prazer com a leitura persistia, claro, mas esse completo arrebatamento \u00e9 raro. Eis que, h\u00e1 alguns anos, eu me deparo com a Tetralogia Napolitana. Foi um terremoto. N\u00e3o cheguei a me alimentar exclusivamente de cereais (risos), mas me vi negociando horas de sono comigo mesmo. \u201cS\u00f3 mais uma horinha&#8230; amanh\u00e3 compenso depois do almo\u00e7o\u201d. Uma loucura. Uma del\u00edcia.<br \/>\nFora isso, passeei, na \u00e9poca do col\u00e9gio, por contos de Clarice, Lygia e Machado. Um pouco mais velho, conheci Milton Hatoum, Philip Roth, Ian McEwan e sobretudo Milan Kundera, que escreveu meu livro favorito da vida, A Insustent\u00e1vel Leveza do Ser. Mais recentemente, me encontrei tamb\u00e9m com o Carr\u00e8re, que j\u00e1 me emocionou muito.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Como a forma\u00e7\u00e3o em escrita criativa realizada em Fortaleza impactou os teus processos de produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n<strong>Pedro Juc\u00e1 &#8211;<\/strong> Foi algo complexo. Mergulhar num assunto a fundo tem sempre um pre\u00e7o: a perda da ingenuidade. Estudar a literatura \u201cpor dentro\u201d, pelo avesso, n\u00e3o foi diferente. \u00c9 valios\u00edssimo aprender a destrinchar estrutura, ritmo e tom do texto, constru\u00e7\u00e3o de personagens, marca\u00e7\u00e3o de estilo. Por outro lado, o gesto da escrita tende a perder a naturalidade, a espontaneidade. \u00c9 preciso muito cuidado para n\u00e3o ficar obcecado com o pr\u00f3prio rastro, como um c\u00e3o seguindo a pr\u00f3pria cauda, autoconsciente, de imediato, a cada linha ou palavra que se escreve. \u00c9 preciso que o texto flua para, s\u00f3 depois, revisar \u2013 e \u00e9 nessa hora que eu acho que o conhecimento t\u00e9cnico em escrita criativa deve vir \u00e0 tona. Aquela coisa: vinho para escrever, caf\u00e9 para revisar.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; H\u00e1 vozes da literatura nacional que permeiam a tua escrita?<\/strong><br \/>\n<strong>Pedro Juc\u00e1 &#8211;<\/strong> Sim, muitas! E at\u00e9 cearense. Ainda no ensino m\u00e9dio, eu entrei em contato com a literatura da T\u00e9rcia Montenegro \u2013 que, ali\u00e1s, foi minha professora da Espec\u00edfica de Portugu\u00eas\/Literatura no Terceiro Ano \u2013, da Nat\u00e9rcia Campos (filha do Moreira Campos) e da Angela Guti\u00e9rrez, que tinham livros listados para o Vestibular da UFC (\u201cA Casa\u201d e \u201cO Mundo de Flora\u201d, respectivamente). Acho que herdei delas as quest\u00f5es com a morte, com as repeti\u00e7\u00f5es familiares e com a passagem do tempo.<br \/>\nMilton Hatoum escreveu um dos meus livros favoritos da vida, o Dois Irm\u00e3os. Acho que dele eu bebi esse impulso de desvelar o sexual presente nas entrelinhas das rela\u00e7\u00f5es familiares. Mais recentemente, tomei sustos com o Os Tais Caquinhos, da Nat\u00e9rcia Pontes, e Habitante Irreal, do Paulo Scott, que s\u00e3o livros contemporan\u00edssimos, esquisit\u00edssimos, no melhor sentido do termo. Enfim, tem muita, muita gente. Sei que, nesse momento em que escrevo, estou sendo injust\u00edssimo e me esquecendo de muita gente.<\/p>\n<p><strong>Leituras da Bel &#8211; Depois de Amanh\u00e3 tardar\u00e1, teremos novos livros? Tem algo em mente?<\/strong><br \/>\n<strong>Pedro Juc\u00e1 &#8211;<\/strong> Tomara que sim! (Risos). Antes do <strong>Amanh\u00e3 Tardar\u00e1<\/strong>, eu escrevi o Coisa Amor, um livro de contos que saiu em 2022. Na \u00e9poca, n\u00e3o acreditei que conseguiria escrever um romance \u2013 mas ei-lo aqui, um bich\u00e3o de 320 p\u00e1ginas (mais risos).<br \/>\nNos \u00faltimos dois anos, eu me dediquei \u00e0 escrita de cr\u00f4nicas, ali\u00e1s todas dispon\u00edveis na minha coluna do Curitiba Cult, um portal de cultura aqui de Curitiba. S\u00f3 que, pelo meio do ano passado, me deu vontade de voltar a escrever uma narrativa longa. Emergiram, ent\u00e3o, duas hist\u00f3rias, que foram oscilando na minha cabe\u00e7a: uma primeira sobre uma mulher com transtorno bipolar que, por isso, acaba perdendo as filhas e uma segunda sobre um homem idoso, solit\u00e1rio e \u00e1cido em confronto com vizinhos. J\u00e1 escrevi algumas p\u00e1ginas de cada uma, mas atualmente estou integralmente voltado \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o do <strong>Amanh\u00e3 Tardar\u00e1<\/strong>. Vamos ver se os deuses da literatura me permitem retornar para a escrita at\u00e9 o come\u00e7o do ano que vem. Enquanto n\u00e3o, leiam o <strong>Amanh\u00e3 Tardar\u00e1<\/strong> e venham me contar o que acharam.<\/p>\n<p><strong>FICHA T\u00c9CNICA <\/strong><br \/>\n<strong>T\u00edtulo: Amanh\u00e3 tardar\u00e1<\/strong><br \/>\nAutor: Pedro Juc\u00e1<br \/>\nISBN: 978-85-422-2747-5<br \/>\n320 p\u00e1ginas<br \/>\nR$ 64.90<br \/>\nEditora Planeta | Selo Tusquets<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor cearense Pedro Juc\u00e1 lan\u00e7a o livro Amanh\u00e3 Tardar\u00e1. 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