{"id":901,"date":"2017-05-31T06:00:21","date_gmt":"2017-05-31T09:00:21","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/leiturasdabel\/?p=901"},"modified":"2017-05-31T06:00:21","modified_gmt":"2017-05-31T09:00:21","slug":"coletivo-natora-um-palco-aberto-as-diversas-artes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/2017\/05\/31\/coletivo-natora-um-palco-aberto-as-diversas-artes\/","title":{"rendered":"Coletivo Natora: um palco aberto \u00e0s diversas artes"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_902\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-902\" class=\"size-large wp-image-902\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/leiturasdabel\/wp-content\/uploads\/sites\/48\/2017\/05\/coletivo-natora-sarau-natorart-624x416.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"367\" \/><p id=\"caption-attachment-902\" class=\"wp-caption-text\">Vit\u00f3ria Maria, artes\u00e3, Alexandre Fernandes, DJ Pi\u00e1, Aliny Dayani, articuladora comunit\u00e1ria, Matheus Oliveira, DJ Dom Gord\u00e3o, Al\u00e9cio Fernandes, educador. (Foto: Mateus Dantas \/ O POVO)<\/p><\/div>\n<p><em><strong>Renato Ab\u00ea (renatoabe@opovo.com.br)*<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Jovens das periferias da Capital se re\u00fanem para reinventar a no\u00e7\u00e3o de \u201cpol\u00edticas p\u00fablicas\u201d. Mesmo sem apoio de institui\u00e7\u00f5es, eles v\u00eam ampliando a\u00e7\u00f5es e j\u00e1 levaram experi\u00eancia para o Rio de Janeiro<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Na marra. Na poita. Na gambiarra. Na tora. \u201cMesmo sem recurso nenhum, a gente quis pensar um coletivo para atuar em rede com outros projetos do Pa\u00eds. A gente faz tudo assim, quase \u00e0 for\u00e7a, da\u00ed veio o nome: <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Natora<\/strong><\/span>\u201d, explica Al\u00e9cio Fernandes, o D\u2019leste. H\u00e1 seis meses, o educador de 23 anos vem se reunindo com outros jovens, que est\u00e3o organizados a partir de duas palavras: vinculo e afeto. \u201cSe tem essas duas coisas dentro do coletivo e com a comunidade, a gente consegue tudo\u201d. Com 14 membros fixos e um grande n\u00famero de parceiros, o coletivo realiza hoje, a partir das 18 horas, a terceira edi\u00e7\u00e3o do <strong><span style=\"color: #ff0000\">Sarau Natorart<\/span><\/strong>, um palco aberto \u00e0s diversas artes.<!--more--><\/p>\n<p>O evento acontece na Pra\u00e7a da Castanhola, situada no \u201cPirulito\u201d, intercess\u00e3o entre os bairros Pirambu e Carlito Pamplona. \u201cTinha uma demanda muito grande entre os jovens que era de ocupar os espa\u00e7os. A gente viu esse espa\u00e7o, que nem era uma pra\u00e7a ainda, estava toda acabada, com entulho em cima, e resolveu ocupar\u201d, afirma D\u2019leste, explicando que essa a\u00e7\u00e3o deu origem ao coletivo. Eles come\u00e7aram a cuidar da pra\u00e7a, fizeram interven\u00e7\u00e3o com grafite e iniciaram oficinas. \u201cCom a revitaliza\u00e7\u00e3o da pra\u00e7a, a gente come\u00e7ou o lance de educa\u00e7\u00e3o ambiental com as crian\u00e7as daqui do Pirulito e n\u00e3o parou mais\u201d, conta. E assim o coletivo come\u00e7ou a crescer e aparecer. Eles realizam a\u00e7\u00f5es como o <strong><span style=\"color: #ff0000\">Cine Natora<\/span><\/strong>, com exibi\u00e7\u00f5es gratuitas de filmes em espa\u00e7os alternativos, e o baile da Castanhola, festa com rap, trap e v\u00e1rios outros estilos ocupando a pra\u00e7a.<\/p>\n<p>Tem ainda o <strong><span style=\"color: #ff0000\">Natora Champions League<\/span><\/strong>, torneio de \u201ctravinha\u201d, que re\u00fane crian\u00e7as e jovens em torno do futebol e o Leste Limpa, com a\u00e7\u00f5es de limpeza na praia. J\u00e1 o <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Sarau Natorart<\/strong> <\/span>\u00e9 o carro-chefe das a\u00e7\u00f5es. \u201cEu sabia que v\u00e1rias pessoas escreviam <strong>poesias<\/strong> no bairro e ningu\u00e9m nunca lan\u00e7ava. A gente veio com o sarau e come\u00e7ou a descobrir os talentos que tem aqui\u201d, aponta Matheus Oliveira, o poeta e rapper Don Gord\u00e3o, de 18 anos.<\/p>\n<p>\u201cO que a gente faz \u00e9 pol\u00edtica p\u00fablica. Tanto pra dar voz como tamb\u00e9m como uma forma de resist\u00eancia muito grande\u201d, \u00e9 direta a artes\u00e3 Vit\u00f3ria Maria, 18. Apesar do pouco tempo de atua\u00e7\u00e3o, ela celebra as vit\u00f3rias do grupo, que acaba de voltar do Rio de Janeiro, onde foi realizado o interc\u00e2mbio Periferia e o Escambau. Eles se juntaram com os coletivos Aqui Tem Sinal de Vida, da Barra do Cear\u00e1, e Servilost, do Serviluz, e conseguiram por meio de financiamento coletivo viajar para o Sudeste. \u201cA gente foi para para pegar experi\u00eancias coma galera das comunidades do Alem\u00e3o e da Rocinha\u201d, conta.<\/p>\n<p>\u201cO <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Natora<\/strong> <\/span>quer essa liga\u00e7\u00e3o por rede n\u00e3o s\u00f3 no Estado, mas no Pa\u00eds. A ideia \u00e9 mostrar cultura, arte e fortalecer ainda mais o movimento\u201d, firma Alexandre Fernandes, o DJ Pi\u00e1, destacando que o foco \u00e9 fazer um mapeamento local de grupos com trabalho semelhante na Capital. Essa experi\u00eancia no Rio vai dar origem a um document\u00e1rio, que ser\u00e1 lan\u00e7ado em julho.<\/p>\n<p><strong>Cultura de paz<\/strong><br \/>\n\u201cA gente trabalha a pot\u00eancia das comunidades integradas, at\u00e9 mesmo por conta dessa s\u00e9rie de divis\u00f5es de conflitos territoriais. Aqui \u00e9 cultura de paz atrav\u00e9s do encontro. A gente est\u00e1 pensando a seguran\u00e7a p\u00fablica de outra forma, n\u00e3o a seguran\u00e7a armada\u201d, aponta Al\u00e9cio. Sobre a falta de amparo de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, ele completa: \u201cSe a gente tivesse um apoio maior, poderia fazer um trabalho muito melhor\u201d, conta, dizendo que j\u00e1 entrou em contato com diferentes \u00f3rg\u00e3os da Prefeitura e do Governo do Estado e que est\u00e3o esperando respostas. Para conseguir dinheiro, o coletivo vende camisetas, copos e chaveiros personalizados.<\/p>\n<p>Produtora do <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Natora<\/strong><\/span>, Aliny Dayane, 19, define o trabalho do grupo: \u201cA nossa ess\u00eancia \u00e9 mostrar a arte de cada um. \u00c9 mostrar que a comunidade tem brilho, tem luz e que tem que se espalhar por todo o Pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br \/>\n<strong>III Sarau Natorart<\/strong><br \/>\nQuando: hoje, das 18h \u00e0s 21h30min<br \/>\nOnde: Pra\u00e7a da Castanhola (rua Cruzeiro do Sul, sem n\u00famero, Carlito Pamplona)<br \/>\nPrograma\u00e7\u00e3o gratuita<\/p>\n<p><strong><em>*Renato Ab\u00ea \u00e9 jornalista e dramaturgo. P\u00f3s-graduado em Dire\u00e7\u00e3o Teatral na Casa das Artes das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. \u00c9 graduado em Comunica\u00e7\u00e3o Social com habilita\u00e7\u00e3o em Jornalismo na Universidade Federal do Cear\u00e1. Formado como ator no Curso de Inicia\u00e7\u00e3o Teatral Acontece (Cita).\u00a0Hoje \u2013 al\u00e9m de ser rep\u00f3rter no Vida&amp;Arte, suplemento de cultura do jornal O Povo \u2013 ministra o m\u00f3dulo de montagem da 27\u00aa turma do Cita e cumpre o Percurso de Artes C\u00eanicas 2017 do Porto Iracema das Artes.<br \/>\n<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Renato Ab\u00ea (renatoabe@opovo.com.br)* Jovens das periferias da Capital se re\u00fanem para reinventar a no\u00e7\u00e3o de \u201cpol\u00edticas p\u00fablicas\u201d. 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