{"id":10758,"date":"2010-11-26T16:18:40","date_gmt":"2010-11-26T19:18:40","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=10758"},"modified":"2010-11-26T16:18:40","modified_gmt":"2010-11-26T19:18:40","slug":"um-novo-nordeste-entra-em-cena-nesta-quarta-feira-no-dialogos-o-povo-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2010\/11\/26\/um-novo-nordeste-entra-em-cena-nesta-quarta-feira-no-dialogos-o-povo-cultura\/","title":{"rendered":"Um novo Nordeste entra em cena, nesta quarta-feira, no Di\u00e1logos O POVO &amp; Cultura"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_10763\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-10763\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/um-novo-nordeste-entra-em-cena-nesta-quarta-feira-no-dialogos-o-povo-cultura\/ronaldo\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10763\" class=\"size-thumbnail wp-image-10763\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2010\/11\/Ronaldo-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10763\" class=\"wp-caption-text\">Ronaldo Correia de Brito, m\u00e9dico e escritor (clique para ampliar)<\/p><\/div>\n<p>O projeto Di\u00e1logos O POVO &amp; Cultura, em seu \u00faltimo encontro este ano, chama o Nordeste para um bate-papo. Convidou para a conversa o escritor Ronaldo Correia de Brito e o poeta, pesquisador da Cultura Popular Oswald Barroso. O Nordeste para cada um deles \u00e9 mundo diferente a ser explorado e conhecido.<\/p>\n<p>Falar sobre um \u201cnovo Nordeste\u201d carrega bastante atualidade, depois da onde de preconceitos que se seguiu \u00e0 elei\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff \u00e0 Presid\u00eancia.<\/p>\n<p>O que uma nova gera\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos, cineastas, dramaturgos e escritores tem a dizer sobre esse territ\u00f3rio de conflitos e encontros? Como esse novo modo de ver as coisas se reflete nas obras nas arte e na literatura?<\/p>\n<p><strong>Ronaldo<\/strong><\/p>\n<p>Ronaldo Correia de Brito nasceu no Ceara e mora em Pernambuco (Recife), onde tem a medicina como of\u00edcio. \u00c9 escritor e dramaturgo. Escreveu os livros &#8220;As noites e os dias&#8221;, &#8220;Faca&#8221;, &#8220;Livro dos homens&#8221;. Com o romance &#8220;Galileia&#8221; ganhou o Premio S\u00e3o Paulo de Literatura em 2009. Para o teatro, escreveu &#8220;Baile do Menino Deus&#8221;, &#8220;Bandeira de S\u00e3o Jo\u00e3o&#8221; e &#8220;Arlequim&#8221;. Este ano, lan\u00e7ou na Flip (Feira de Literatura de Parati, RJ) o livro de contos &#8220;Retratos imorais&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Oswald<\/strong><\/p>\n<p>Oswald Barroso \u00e9 jornalista, professor da Universidade Estadual do Ceara (Uece), dramaturgo, pesquisador da cultura popular nordestina. Escreveu v\u00e1rios livros voltados para a cultura popular e de estudos sobre o folclore. \u00c9 poeta. Escreveu &#8220;O riso brincante&#8221;, &#8220;Os reis do Congo&#8221;, &#8220;Teatro como encantamento&#8221;, &#8220;Memorial do caminho&#8221;, &#8220;Dormir, talvez sonhar&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Convite<\/strong><\/p>\n<p><strong>O qu\u00ea?<\/strong> Di\u00e1logos O POVO &amp; Cultura &#8211; Projeto do O POVO com a Livraria Cultura, com realiza\u00e7\u00e3o de encontros quinzenais para debate de temas pertinentes \u00e0 cidade e \u00e0 cultura.<br \/>\n<strong>Quando? <\/strong>1\u00ba de dezembro (quarta-feira), \u00a0com o tema &#8220;Um novo Nordeste entra em cena&#8221;<br \/>\n<strong>A que horas?<\/strong> 19h30min (chegue cedo para receber uma senha, pois o audit\u00f3rio tem limite de lota\u00e7\u00e3o)<br \/>\n<strong>Onde?<\/strong> Livraria Cultura (av. Dom Lu\u00eds esquina com av. Virg\u00edlio T\u00e1vora).<\/p>\n<p><span style=\"color: #888888\">Veja entrevista que a jornalista Regina Ribeiro fez com Ronaldo Correia de Brito, publicada na edi\u00e7\u00e3o de 15\/10\/2010 do <strong>O POVO<!--more--><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>CONTOS DE LIBERDADE<\/strong><br \/>\nREGINA RIBEIRO<br \/>\nO POVO &#8211; edi\u00e7\u00e3o de 15\/10\/2010<\/p>\n<p><em> Duas mulheres em preto e branco<\/em> \u00e9 o conto que abre a colet\u00e2nea que comp\u00f5e <em>Retratos Imorais<\/em>. Amigas desde o tempo em que eram estudantes de medicina em Recife, as duas encontram-se, agora, trancadas num quarto, onde uma planeja, com detalhes, a morte da outra enquanto refaz as pegadas do caminho trilhado por elas, anos a fio. Quando o leitor imagina que tudo se encaminha para o fim, eis que o narrador d\u00e1 outro rumo \u00e0 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Uma mistura que inclui uma boa dose de surpresa e uma pitada de inc\u00f4modo, causados pela exposi\u00e7\u00e3o de personagens m\u00faltiplos, que carregam consigo uma mem\u00f3ria que quer libertar-se a todo custo, est\u00e1 presente nos 22 contos divididos em retratos: dispersos, de m\u00e3es, de homens.<\/p>\n<p>Ronaldo Correia de Brito, m\u00e9dico e escritor, diz que arrumou os textos do novo livro como um curador monta uma exposi\u00e7\u00e3o de obras de arte. Experi\u00eancia pr\u00f3pria. Entre a medicina e a literatura, Ronaldo faz teatro e curadoria de exposi\u00e7\u00f5es e s\u00f3 n\u00e3o faz cinema porque tem que dar expediente em dois empregos. Na d\u00e9cada de 70 fez um document\u00e1rio (<em>Cavaleiro Reisado<\/em>) e dirigiu um longa para TV Cultura (<em>Lua Cambar\u00e1<\/em>).<\/p>\n<p>Nada impede, por\u00e9m, que seus textos tenham uma velocidade tal que se assemelham a imagens em movimento. Seja quando imagina acertos de contas de uma vida inteira, seja quando cria um novo J\u00f3 \u00e0s voltas com perguntas que Deus teima em n\u00e3o responder, como \u00e9 o caso do conto que d\u00e1 origem ao nome do livro.<\/p>\n<p><em>Retratos Imorais<\/em> \u00e9 uma esp\u00e9cie de livro de liberdade, segundo conta o autor. Ele diz que depois de <em>Galileia<\/em> rompeu com a \u201cmorda\u00e7a do universo sertanejo\u201d e chegou \u00e0s cidades. \u201cAgora estou mais solto para escrever o que bem quiser e transitar por onde quiser\u201d, afirma. At\u00e9 mesmo deixar de lado o sert\u00e3o, tema que Ronaldo deu vida nova nos livros anteriores \u2013 <em>As Noites e os Dias<\/em>,<em> Faca<\/em> e <em>O Livro dos Homens<\/em> &#8211; e que reconstruiu com maestria no primeiro romance, <em>Galileia<\/em>, com o qual arrebatou o pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura, no ano passado.<\/p>\n<p>O sert\u00e3o, com seus personagens que transitam entre a valentia da mem\u00f3ria e os segredos inconfessos &#8211; al\u00e9m de ser o palco dos tormentos distribu\u00eddos democraticamente entre ricos e pobres, homens e mulheres &#8211; d\u00e1 lugar, em Retratos Imorais ao urbano, \u00e0 cidade, mesmo que os dilemas humanos permane\u00e7am intactos sob o asfato.<\/p>\n<p>Em entrevista ao <strong>O POVO<\/strong>, Ronaldo Correia de Brito fala sobre o novo livro e revela como todas as artes o levam \u00e0 escrita que ele escreve com \u201cos olhos\u201d.<\/p>\n<p><strong>O POVO<\/strong> &#8211;  Retrato \u00e9 algo que fica congelado. Um momento da vida que se faz est\u00e1tico. A literatura, pelo contr\u00e1rio, se move ao longo do tempo. Como voc\u00ea junta retrato e literatura?<\/p>\n<p><strong>Ronaldo<\/strong> \u2013 Sempre fa\u00e7o curadorias para exposi\u00e7\u00f5es de pintores, aquarelistas, gravadores e escolho as obras de arte que vou expor a partir de um conceito. Quando expus o gravador Gilvan Samico, o conceito da mostra era a exatid\u00e3o. Usei essa mesma t\u00e9cnica para selecionar os 22 contos desse novo livro. Todos eles reproduzem imagens, retratos variados, mas sempre em movimento.<\/p>\n<p><strong>OP-<\/strong> Recife \u00e9 o cen\u00e1rio comum de muitos dos retratos que voc\u00ea registra no seu livro.  Como o lugar dita a ordem das hist\u00f3rias que voc\u00ea conta?<\/p>\n<p><strong>Ronaldo<\/strong> \u2013 Acho que desde o romance Galileia rompi com a morda\u00e7a do universo sertanejo e cheguei \u00e0s cidades, uma trajet\u00f3ria que tamb\u00e9m \u00e9 a de minha vida. Nesse novo livro a paisagem predominante \u00e9 o Recife, cidade onde moro h\u00e1 41 anos. Se os meus personagens em paisagens de sert\u00e3o j\u00e1 eram neuroticamente urbanos, agora estou mais solto para escrever o que bem quiser e transitar por onde quiser. \u00c9 mais f\u00e1cil refletir sobre quest\u00f5es atuais do mundo, na perspectiva de uma cidade grande e complexa como o Recife, do que preso a uma paisagem cristalizada, que nem mais existe.<\/p>\n<p><strong>OP &#8211;<\/strong> O cinema e a fotografia s\u00e3o refer\u00eancias constantes nos seus contos, assim como a psican\u00e1lise e o teatro. Quando l\u00ea os seus contos, como voc\u00ea observa essas refer\u00eancias criadas e recriadas?<\/p>\n<p><strong>Ronaldo <\/strong> \u2013 Eu sempre vi muito cinema, escutei novelas de r\u00e1dio, vi teatro e escrevi para o teatro. Acho que faria cinema, mas n\u00e3o tenho mobilidade para isso, pois sou m\u00e9dico e trabalho em empregos fixos. Fui psicanalisado durante dez anos e fiz forma\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica. \u00c0s vezes esque\u00e7o que estou escrevendo um romance ou conto e penso num roteiro de um curta metragem, como na narrativa Homem Sapo. Misturo as linguagens e por isso meus contos s\u00e3o impregnados de teatro, cinema, cat\u00e1logos de exposi\u00e7\u00f5es, imagens, muitas imagens. Escrevo com os olhos. Quanto \u00e0 psican\u00e1lise, n\u00e3o existe literatura que n\u00e3o seja psicanalisada, desde Freud, ou desde Dostoievski.<\/p>\n<p><strong>OP &#8211;<\/strong> Por falar em recria\u00e7\u00e3o, muitos dos contos haviam sido escritos h\u00e1 anos e voc\u00ea os refez ou os atualizou. Como se deu esse reencontro com o texto?<\/p>\n<p><strong>Ronaldo \u2013<\/strong> Reescrever \u00e9 bem pior do que escrever. D\u00e1 mais trabalho, d\u00f3i revisitar textos guardados. Reescrever \u00e9 escrever duas vezes. No conto <em>Romeiros com sacos pl\u00e1sticos<\/em>, bem antigo, narro a trajet\u00f3ria de uma romeira de Juazeiro do Norte, assunto que conhe\u00e7o e ao qual sempre volto. Vivi no Crato e no Juazeiro e fiz algumas romarias viajando em pau de arara. A primeira hist\u00f3ria se limitava a uma narrativa linear, sem muitas intromiss\u00f5es do autor. Senti necessidade, depois de trinta e dois anos, de trazer a a\u00e7\u00e3o para um novo contexto, um Juazeiro do Norte desfigurado por sacos pl\u00e1sticos e motos. Um fot\u00f3grafo franc\u00eas, Patrick Bogner, teve a mesma impress\u00e3o que eu. Nas fotos dele, os romeiros est\u00e3o sempre com sacos pl\u00e1sticos nas m\u00e3os. O meu reencontro com os textos se d\u00e1 num presente desfigurado, n\u00e3o sei se melhor ou pior do que eu vira antes.<\/p>\n<p><strong>OP &#8211;<\/strong> O conto <em>Toyotas azuis e vermelhas<\/em> traz consigo um discurso metaliter\u00e1rio que compreende a escrita, a morte, o autor. Como voc\u00ea, como autor, lida com a ideia de que a escrita mata o pr\u00f3prio autor?<\/p>\n<p><strong>Ronaldo \u2013<\/strong> Escrevemos para esquecer, para nos livrarmos da mem\u00f3ria. Quando nos desfazemos de uma narrativa, o que acontece depois que publicamos um livro, sentimo-nos aplacados, em parte aliviados das lembran\u00e7as que nos alucinavam e fustigavam. Al\u00e9m disso, os textos deixam de ser nossos, n\u00e3o nos pertencem mais. S\u00f3 o leitor pode recri\u00e1-los com sua leitura. A mem\u00f3ria azucrinante passa a incomodar o ju\u00edzo de outro. Felizmente.<\/p>\n<p><strong>OP &#8211;<\/strong> Ainda sobre esse conto, o narrador em algum momento fala: \u201cTodas as esp\u00e9cies merecem sobreviver. Os escritores tamb\u00e9m\u201d. Como voc\u00ea analisa a fala do narrador?<\/p>\n<p><strong>Ronaldo \u2013<\/strong> Nem lembrava dessa passagem. Voc\u00ea tem certeza de que a escrevi? Nunca retorno aos meus livros. Uma vez um leitor me mandou um livro todo anotado, para o meu aut\u00f3grafo. Senti verdadeiro constrangimento em abri-lo, pois j\u00e1 n\u00e3o me pertencia, era de outra pessoa, que o estava reescrevendo. Como j\u00e1 falei anteriormente, os escritores sobrevivem apenas atrav\u00e9s dos leitores. N\u00f3s merecemos viver, sendo lidos.<\/p>\n<p><strong>OP <\/strong>&#8211; Como voc\u00ea l\u00ea Borges? Espiando a si pr\u00f3prio, tal qual o personagem do conto Homem borgiano espreitando o lobo?<\/p>\n<p><strong>Ronaldo \u2013<\/strong> Borges, depois da B\u00edblia, foi a melhor descoberta liter\u00e1ria de minha vida. Talvez Borges seja um narrador b\u00edblico, infinito, e por isso eu goste tanto dele. Acho que me filio a essa tradi\u00e7\u00e3o de narradores b\u00edblicos, contidos e ao mesmo tempo exaltados, e olho Borges como o escritor que eu gostaria de ser. Come\u00e7amos a escrever assim, desejando ser como algu\u00e9m que admiramos. Um dia descobrimos nossa voz narrativa, o ritmo pr\u00f3prio. E a\u00ed nos tornamos tamb\u00e9m escritores.<\/p>\n<p><strong>OP &#8211;<\/strong> Eu o ouvi falar sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o do conto <em>Homem folheia \u00e1lbum de retratos imorais<\/em>. No final, voc\u00ea disse que nunca sabe como a hist\u00f3ria vai se desenrolar. Embora, isso seja o mist\u00e9rio da literatura, como voc\u00ea lida com esse mist\u00e9rio?<\/p>\n<p><strong>Ronaldo  \u2013<\/strong> \u00c9 verdade, nunca sei mesmo. Nesse conto que voc\u00ea refere, passei anos pensando na hist\u00f3ria, mas n\u00e3o descobria o ritmo adequado. Emperrei, n\u00e3o sa\u00eda do lugar. J\u00e1 escrevera uma cr\u00f4nica sobre o personagem Claudiney Silva, narrador do conto, para a revista <em>Continente<\/em>. Tanto a cr\u00f4nica como o conto se baseia na hist\u00f3ria real de um paciente meu. A cr\u00f4nica era dura, n\u00e3o agradou e fui demitido da <em>Continente<\/em>. Quando li a hist\u00f3ria de um judeu no gueto de Vars\u00f3via, encontrei o fio narrativo que buscava. Escrever \u00e9 essa loucura, o mesmo que atravessar um rio caudaloso. Pensamos em sair num ponto e chegamos a lugar bem diferente.<\/p>\n<p><strong>OP <\/strong>&#8211; A partir do conto <em>Homem buscando a cura<\/em>, me responde: quem voc\u00ea acha que tem mais poder de curar: a medicina ou a literatura?<\/p>\n<p><strong>Ronaldo<\/strong> \u2013 Eu n\u00e3o acredito em cura definitiva. H\u00e1 um ponto de equil\u00edbrio dos sintomas em que \u00e9 poss\u00edvel tocar a vida. Ou amar e trabalhar, como refere Freud. Tanto a medicina como a literatura pode fazer bem. Embora eu prefira a literatura na perspectiva de Kafka, como causadora de transtornos. A doen\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 um transtorno que a medicina busca equilibrar. Ent\u00e3o, vamos usar as duas panac\u00e9ias: literatura e medicina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto Di\u00e1logos O POVO &amp; Cultura, em seu \u00faltimo encontro este ano, chama o Nordeste para um bate-papo. 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