{"id":11731,"date":"2011-02-03T00:01:55","date_gmt":"2011-02-03T03:01:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=11731"},"modified":"2011-02-03T00:01:55","modified_gmt":"2011-02-03T03:01:55","slug":"pequeno-tratado-do-decrescimento-sereno-de-serge-latouche","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2011\/02\/03\/pequeno-tratado-do-decrescimento-sereno-de-serge-latouche\/","title":{"rendered":"&#8220;Pequeno tratado do decrescimento sereno&#8221;, de Serge Latouche"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_11732\" style=\"width: 377px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/02\/Serno.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11732\" class=\"size-large wp-image-11732 \" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/02\/Serno-550x362.jpg\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"241\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11732\" class=\"wp-caption-text\">Clique para ampliar<\/p><\/div>\n<p>Meu artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de hoje (3\/2\/2011), do <strong>O POVO<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Tratado do decrescimento sereno<\/strong><br \/>\nPl\u00ednio Bortolotti<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o de 28\/10\/2010 escrevi o artigo <strong><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/senador-cristovam-buarque-defende-o-decrescimento-feliz\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0000ff\">Decrescimento feliz<\/span><\/a><\/strong>, a partir de um discurso do senador Crist\u00f3vam Buarque (PDT-DF), pois me surpreendera o tema: a defesa de que os principais males atuais da humanidade v\u00eam do crescimento excessivo das economias. E n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Recebi alguns e-mails; um dos leitores, encontrei casualmente. Ele me disse ter lido o artigo, indicando-me um livro: \u201cPequeno tratado do decrescimento sereno\u201d (2009), do economista franc\u00eas Serge Latouche.<\/p>\n<p>Nas suas duas primeiras duas partes o livro apresenta os argumentos que sustentam a tese: \u201cO crescimento infinito \u00e9 incompat\u00edvel com um mundo finito\u201d e que \u201cestamos a bordo de um b\u00f3lido sem piloto, sem marcha a r\u00e9 e sem freio, que vai se arrebentar contra os limites do planeta\u201d. A terceira parte se constitui um programa pol\u00edtico para o decrescimento.<\/p>\n<p>Na sua proposta \u201csubversiva\u201d, Latouche confronta at\u00e9 os ecologistas do \u201ccrescimento sustent\u00e1vel\u201d. Para ele, \u201co desenvolvimento \u00e9 uma palavra t\u00f3xica, qualquer que seja o adjetivo com que a vistam\u201d. No mesmo saco, ele p\u00f5e partidos de esquerda: \u201cO capitalismo e socialismo produtivista s\u00e3o variantes de um mesmo projeto de crescimento\u201d.<\/p>\n<p>Com dados do instituto californiano Redifining Progress e do World Wide Found (WWF), mostra que a humanidade consome quase 30% a mais da capacidade de regenera\u00e7\u00e3o da biosfera\u201d, e que se o padr\u00e3o de consumo da humanidade fosse igual a dos americanos, seria preciso seis outros planetas terra para sustent\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Para Latouche, \u201cquase todo mundo\u201d concorda que se chegou a uma encruzilhada, \u201cmas ningu\u00e9m ousa dar o primeiro passo\u201d, para falar sobre a necessidade do decrescimento.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que se possa pensar, Latouche afirma que reduzir n\u00e3o significa regredir. Com o decrescimento \u2013 e a distribui\u00e7\u00e3o mais equitativa dos recursos \u2013, diz ele, a sociedade viver\u00e1 melhor \u201ctrabalhando e consumindo menos\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 ou n\u00e3o \u00e9 um bom tema para esquentar o sonolento debate entre \u201cdesenvolvimentistas\u201d e \u201cmonetaristas\u201d?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de hoje (3\/2\/2011), do O POVO. 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