{"id":12626,"date":"2011-05-26T00:01:32","date_gmt":"2011-05-26T03:01:32","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=12626"},"modified":"2011-05-26T00:01:32","modified_gmt":"2011-05-26T03:01:32","slug":"a-superacao-do-complexo-de-vira-lata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2011\/05\/26\/a-superacao-do-complexo-de-vira-lata\/","title":{"rendered":"A supera\u00e7\u00e3o do complexo de vira-lata"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_12627\" style=\"width: 320px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/05\/H\u00e9lio-R\u00f4la2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12627\" class=\"size-full wp-image-12627 \" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/05\/H\u00e9lio-R\u00f4la2.jpg\" alt=\"\" width=\"310\" height=\"286\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/05\/H\u00e9lio-R\u00f4la2.jpg 443w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/05\/H\u00e9lio-R\u00f4la2-300x277.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/05\/H\u00e9lio-R\u00f4la2-120x111.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 310px) 100vw, 310px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-12627\" class=\"wp-caption-text\">Arte de H\u00e9lio R\u00f4la (clique para ampliar)<\/p><\/div>\n<p>Meu artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de hoje (26\/5\/2011) no O POVO.<\/p>\n<p><strong>A supera\u00e7\u00e3o do complexo de vira-lata<\/strong><br \/>\nPl\u00ednio Bortolotti<\/p>\n<p>O \u201ccomplexo de vira-lata\u201d era explicado pelo autor da frase, o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, como \u201ca inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo\u201d &#8211; ou mais ao seu estilo: \u201cO brasileiro \u00e9 um narciso \u00e0s avessas, que cospe na pr\u00f3pria imagem\u201d.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o resta d\u00favida, o pa\u00eds vem superando tal complexo. O Brasil \u00e9 hoje um dos principais atores no cen\u00e1rio internacional. Faz parte do poderoso Bric (Brasil, R\u00fassia e China)<span style=\"color: #ff0000\"><strong>*<\/strong><\/span>, pa\u00edses que puxam o desenvolvimento mundial, ganhando cada vez mais poder nas decis\u00f5es globais.<\/p>\n<p>E n\u00e3o se trata apenas de prest\u00edgio econ\u00f4mico, o desenvolvimento \u2013 ao contr\u00e1rio do que ocorria at\u00e9 passado recente &#8211; vem alcan\u00e7ando setores antes exclu\u00eddos dos benef\u00edcios do crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Se isso \u00e9 indiscut\u00edvel, quando se trata de Brasil, dentro do pa\u00eds, o Nordeste vem deixando para tr\u00e1s velhos conceitos negativos que lhe perseguiam. Em julho do ano passado escrevi artigo para este jornal no qual afirmava que Nordeste deixava de ser \u201cideia-for\u00e7a\u201d negativa para se tornar \u201cideia-for\u00e7a\u201d positiva. (Veja abaixo)<\/p>\n<p>Neste m\u00eas de maio, a revista brit\u00e2nica \u201cThe Economist\u201d, publica\u00e7\u00e3o com tiragem de quatro milh\u00f5es de exemplares &#8211; respeitada no mundo inteiro, \u00e0 direita e \u00e0 esquerda -, apresentou o Nordeste como <strong><a href=\"http:\/\/www.economist.com\/node\/18712379\" target=\"_blank\">\u201ca estrela econ\u00f4mica do Brasil\u201d<\/a><\/strong>. Anotou que seu PIB cresce mais do que o do Brasil, mostrou o fortalecimento de sua infraestrutura, entre outros dados positivos. Mas registrou uma de suas \u201cfraquezas\u201d: a baixa escolaridade.<\/p>\n<p>Esse, de fato, \u00e9 um problema que leva tempo para ser superado, mas creio que se est\u00e3o buscando caminhos, em todos os n\u00edveis de escolaridade. Um desses exemplos \u00e9 a Universidade de Integra\u00e7\u00e3o Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em cuja aula inaugural compareci ontem, na cidade de Reden\u00e7\u00e3o, para testemunhar um fato hist\u00f3rico.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"color: #000000\">[<\/span><strong>*<\/strong><span style=\"color: #000000\">Cometi alguns equ\u00edvocos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sigla, veja em &#8220;Coment\u00e1rios&#8221; as observa\u00e7\u00f5es do colega do O POVO, Marcos Rob\u00e9rio, a quem agrade\u00e7o.]<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #888888\">Veja o artigo &#8220;Sim, o Nordeste existe&#8221;.<!--more--><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><strong>Sim, o Nordeste existe<\/strong><br \/>\nPl\u00ednio Bortolotti<br \/>\nO POVO \u2013 edi\u00e7\u00e3o de 24\/7\/2010<\/p>\n<p>Sei que pode ser temer\u00e1rio, mas vou me atrever a debater com o professor Eduardo Diatahy B. de Menezes, a partir do ensaio que ele publicou no Anu\u00e1rio do Cear\u00e1 deste ano, sob o t\u00edtulo Existe o Nordeste? Hist\u00f3rico da inven\u00e7\u00e3o de uma regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Fa\u00e7o-o animado pelo pr\u00f3prio professor que, vez ou outra, elogia os modestos artigos que publico nestas p\u00e1ginas. Sei que, desta vez, em vez de elogios, arrisco-me a levar umas lambadas, mas faz parte dos riscos da profiss\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o vou \u2013 nem poderia \u2013 contestar o profundo levantamento que ele fez para mostrar como foi a \u201cconstru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica\u201d da regi\u00e3o que se convencionou chamar de Nordeste. O que vou fazer \u00e9 indagar algumas das conclus\u00f5es a que ele chega a partir de seu estudo.<\/p>\n<p>Para ele, essa \u201cconstru\u00e7\u00e3o\u201d foi feita com a \u201cideia-for\u00e7a\u201d de um Nordeste sob uma realidade \u201cnegativa, discriminat\u00f3ria, que o concebe como o espa\u00e7o do passado, do atraso, da viol\u00eancia do fanatismo, da mis\u00e9ria persistente, etc.; e da imagem de um Sudeste e Sul valorizada positivamente como o lugar do futuro, do progresso, da abund\u00e2ncia, da racionalidade, da modernidade, etc.\u201d<\/p>\n<p>Segundo os estudos do professor, o Nordeste \u201cn\u00e3o existia\u201d at\u00e9, pelo menos, 1870 \u2013 e que a sua constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, do modo reproduzido acima, teria se dado entre essa data at\u00e9 o ano de 1930.<br \/>\nDiatahy se pergunta: \u201cQue faz, por exemplo, com que hoje a produ\u00e7\u00e3o de um historiador sudestino seja nacional e a de um nordestino regional? Ou que uma mentalidade mediana pense, e \u00e0s vezes explicite, que fora do eixo Rio-S\u00e3o Paulo n\u00e3o existe vida mental no pa\u00eds?\u201d<\/p>\n<p>Acrescenta o professor: \u201c\u00c9 preciso, contudo, sublinhar que tanto as elites quanto os intelectuais da \u2018regi\u00e3o\u2019 n\u00e3o apenas se deixaram envolver no mesmo c\u00edrculo hermen\u00eautico e semi\u00f3tico, fazendo-se nordestinizados, como ainda tornando-se entusiasmados produtores desse imagin\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p>Ao fim de seu texto, o professor Diatahy faz uma exorta\u00e7\u00e3o para que nos livremos das \u201crepresenta\u00e7\u00f5es excludentes\u201d, lamentando que \u201cpensar automaticamente em algo que \u00e9 representando pela fixidez de imagens estereotipadas \u2013 o mart\u00edrio secular de Vidas Secas, Rachel de Queiroz e Graciliano Ramos, Jo\u00e3o Ubaldo e baianidade, belas praias investidas pela ind\u00fastria tur\u00edstica, carne seca e pa\u00e7oca, canga\u00e7o e fanatismo, mulatas de Jorge Amado e Deus e o Diabo na Terra do Sol, flagelados e romeiros, jangadas e coqueiros, narrativa popular em verso e forr\u00f3 p\u00e9-de-serra, rendas e labirintos, artesanato e folclore, etc. \u2013 \u00e9 querer congelar essa \u2018realidade\u2019 ou refor\u00e7ar a mesmice de uma inven\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o de dispositivos de poder e de saber, \u2018superiores\u2019 e \u2018modernos\u2019\u201d.<\/p>\n<p><strong>Aos argumentos<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> Na verdade, tudo o que \u00e9 humano \u00e9 constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica \u2013 para o bem e para o mal \u2013 e isso \u00e9 inescap\u00e1vel. \u00c9 bom lembrar que existem outros regionalismos, como o do Sul, por exemplo \u2013 do \u201chomem da fronteira\u201d, etc.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Os estere\u00f3tipos \u2013 h\u00e1 os \u201cbons\u201d e os \u201cmaus\u201d \u2013 quando n\u00e3o viram simples caricatura podem ajudar (veja bem: podem ajudar) a compreender algumas caracter\u00edsticas de um povo ou de uma regi\u00e3o. O estere\u00f3tipo surge, muitas vezes, de uma base \u201creal\u201d. A hospitalidade, por exemplo, \u00e9 um estere\u00f3tipo que se aplica aos cearenses (como tamb\u00e9m de que o cearense \u00e9 o \u201cjudeu do Brasil\u201d). Pense se isso n\u00e3o explica um pouco: quantas vezes um amigo seu, paulista, foi apanh\u00e1-lo no aeroporto? E, quantas vezes voc\u00ea fez isso pelos seus amigos que aqui chegam?<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Apesar de algumas manifesta\u00e7\u00f5es tradicionais (forr\u00f3, renda, culin\u00e1ria, etc.) n\u00e3o me parece que os que as defendem querem-nas \u201ccongelar\u201d no passado, mas preservar uma manifesta\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, que faz parte da hist\u00f3ria. Isso n\u00e3o impede que as novas gera\u00e7\u00f5es de nordestinos as atualizem. Vejam a beleza do mangue beat, com a sua mistura de ritmos regionais com m\u00fasica eletr\u00f4nica. Os meninos, nordestinos e sudestinos, ficam doidos com os rapazes de Recife. Observem o forr\u00f3 eletr\u00f4nico (que muitos detestam) com sua antropofagia, pondo no liquidificador \u201chits\u201d internacionais para submet\u00ea-los a ritmos dan\u00e7antes \u201ctradicionais\u201d.<\/p>\n<p>O que estou tentando dizer \u00e9 o seguinte: a \u201cconstru\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 nascida com um car\u00e1ter negativo, segundo o estudo de Diatahy \u2013 reverteu esse aspecto passando a ser uma ideia-for\u00e7a positiva. As \u201cconstru\u00e7\u00f5es\u201d podem se alterar e n\u00e3o \u00e9 incomum fugirem da l\u00f3gica de seus construtores.<\/p>\n<p>Hoje, pouca gente se envergonha ou se sente diminu\u00eddo por ser amostrado como nordestino. E isso n\u00e3o \u00e9 pouca coisa, pois d\u00e1 um sentido de identidade aos povos da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Vou dar dois exemplos singelos que acontecerem comigo que mostram \u2013 posso dizer a transcend\u00eancia \u2013 dessa identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira, foi em Bras\u00edlia, alguns anos atr\u00e1s. Estava em um restaurante, tipo self service, e pe\u00e7o ao caixa para guardar a minha pasta de m\u00e3o. Ao me dirigir para o pagamento, ele me devolve a pasta, sorri e afirma: \u201cVoc\u00ea \u00e9 l\u00e1 da terrinha\u201d. Olho-o interrogativamente e ele aponta um bordado, de n\u00e3o mais de dois cent\u00edmetros, na minha pasta: \u201cCear\u00e1\u201d. E pergunta: \u201cEst\u00e1 chovendo por l\u00e1?\u201d<\/p>\n<p>Doutra feita, em um hotel de S\u00e3o Paulo, onde transcorria a reuni\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Jornais (ANJ). Aproximo-me de uma m\u00e1quina de caf\u00e9, onde atendia um rapaz. N\u00e3o havia fila organizada, as pessoas se aglomeravam no balc\u00e3o e ele servia os que estavam mais pr\u00f3ximos. Ao me ver, ele levanta uma x\u00edcara por cima das cabe\u00e7as; eu pego, meio constrangido por furar a fila. E ele, como justificativa, aponta para o meu crach\u00e1 \u2013 no qual, abaixo do meu nome, a inscri\u00e7\u00e3o: O POVO, Fortaleza, Cear\u00e1 \u2013 e diz: \u201cPrimeiro os conterr\u00e2neos\u201d, arrancando algumas risadas simp\u00e1ticas dos que estavam pr\u00f3ximos. Quando o movimento diminui, troco algumas palavras com ele: me diz ser de Morada Nova, como o chefe dos gar\u00e7ons, que dava prefer\u00eancia para contratar moradonovenses, a maioria da equipe.<\/p>\n<p>Agora, me digam: isso ocorreria no encontro de dois \u201csudestinos\u201d?<\/p>\n<p>N\u00f3s, brasileiros, n\u00e3o temos o h\u00e1bito de nos identificarmos como \u201camericanos\u201d e nem mesmo como \u201csul-americanos\u201d, mas consideramos os povos oriundos de qualquer pa\u00eds da \u00c1frica como africanos. E, convenhamos, n\u00e3o existe maior \u201cconstru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica\u201d do que a \u00c1frica.<br \/>\nAgora, vejam como pode adquirir tom positivo essa \u201cconstru\u00e7\u00e3o\u201d africana. Na Copa do Mundo, ao perder a \u00c1frica do Sul, os sul-africanos continuaram a torcer pelos pa\u00edses de seu continente, at\u00e9 cair a resistente sele\u00e7\u00e3o de Gana. Ou seja, mesmo que seja uma identifica\u00e7\u00e3o m\u00ednima, talvez, fugaz, isso deve ter-lhes dito algo: n\u00f3s somos um povo que t\u00eam algo em comum.<\/p>\n<p>Esses exemplos soam positivos ou negativos? Far\u00edamos n\u00f3s o mesmo com a sele\u00e7\u00e3o da Argentina, por exemplo?<br \/>\nO que eu quero dizer \u00e9 que considero equivocado que tomemos como depreciativa a denomina\u00e7\u00e3o de nordestinos ou o sentimento de nordestinidade e de cearensidade (que tamb\u00e9m \u00e9 uma \u201cconstru\u00e7\u00e3o\u201d). Essa tornou-se uma for\u00e7a identit\u00e1ria altamente positiva e impulsionadora de a\u00e7\u00f5es nas mais diversas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Como diz o professor Diatahy, creio que apenas as \u201cmentalidades medianas\u201d, ou abaixo disso, veem o Nordeste com uma terra in\u00f3spita e um lugar \u00e1rido de intelig\u00eancias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de hoje (26\/5\/2011) no O POVO. 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