{"id":13283,"date":"2011-08-18T00:01:48","date_gmt":"2011-08-18T03:01:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=13283"},"modified":"2011-08-18T00:01:48","modified_gmt":"2011-08-18T03:01:48","slug":"vlt-duas-perguntas-sobre-remocoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2011\/08\/18\/vlt-duas-perguntas-sobre-remocoes\/","title":{"rendered":"VLT: duas perguntas sobre &#8220;remo\u00e7\u00f5es&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Meu artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de hoje (18\/8\/2011) do <strong>O POVO<\/strong>.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_13284\" style=\"width: 377px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/08\/H\u00e9lio-R\u00f4la1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13284\" class=\"size-large wp-image-13284 \" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/08\/H\u00e9lio-R\u00f4la1-550x403.jpg\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"268\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13284\" class=\"wp-caption-text\">Arte: H\u00e9lio R\u00f4la (clique para ampliar)<\/p><\/div>\n<p><strong>Duas perguntas sobre &#8220;remo\u00e7\u00f5es&#8221;<\/strong><br \/>\nPl\u00ednio Bortolotti<\/p>\n<p>Bilh\u00f5es est\u00e3o sendo gastos nos preparativos para a Copa do Mundo, boa parte em recursos p\u00fablicos para constru\u00e7\u00f5es privadas (como \u00e9 o caso de est\u00e1dios de propriedade de clubes).<\/p>\n<p>\u00c9 fato, parte desses gastos, s\u00e3o para obras de \u201cmobilidade urbana\u201d, que \u00a0ficar\u00e3o como benef\u00edcio para os moradores das cidades onde haver\u00e1 jogos da Copa, isto \u00e9, se forem bem planejadas.<\/p>\n<p>Mas quando se trata de indenizar as pessoas pobres, que ter\u00e3o de deixar as suas casas devido \u00e0s obras, come\u00e7a-se a regatear sobre o valor que elas merecem receber. Querem pagar-lhes um valor que indenize materialmente as suas resid\u00eancias simples, como se o local onde moram n\u00e3o dispusesse tamb\u00e9m de um valor imaterial: os la\u00e7os de solidariedade formados aos longos dos anos, o suor que desprenderam para arrancharem-se em locais antes ermos e desprezados pelo \u201cmercado\u201d. Sem falar na proximidade do com\u00e9rcio, das escolas, do transporte p\u00fablico, equipamentos de sa\u00fade e de outras facilidades que todo mundo gosta de ter por perto.<\/p>\n<p>Em artigo neste espa\u00e7o, na edi\u00e7\u00e3o de s\u00e1bado, o presidente da CUT-CE, Jer\u00f4nimo do Nascimento anotou: \u201cGrandes obras somente se justificam casos as fam\u00edlias atingidas forem tratadas com respeito, dignidade e justi\u00e7a\u201d. N\u00e3o parece ser o tratamento que v\u00eam recebendo as comunidades ao longo da linha por onde passar\u00e1 o Ve\u00edculo Leve sobre Trilho (Paragaba-Mucuripe). Pois, ap\u00f3s a \u201cindeniza\u00e7\u00e3o\u201d, o segundo passo ser\u00e1 \u201cremover\u201d essas pessoas \u2013 como se objetos fossem &#8211; para a periferia da cidade.<\/p>\n<p>A primeira pergunta que fa\u00e7o (sabendo que nenhuma autoridade se dar\u00e1 ao trabalho de responder) \u00e9 a seguinte: por que, com tanto dinheiro envolvido, n\u00e3o se pode acomodar as pessoas nas proximidades dos locais onde moram hoje?<\/p>\n<p>A segunda (que tamb\u00e9m tende a ficar sem resposta): onde anda uma certa milit\u00e2ncia de esquerda que, por muito menos, costumava ocupar as ruas e tribunas do parlamento para fazer discursos eloquentes, exigindo respeito das \u201celites\u201d para com os trabalhadores, que dizia representar?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de hoje (18\/8\/2011) do O POVO. 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