{"id":1383,"date":"2009-07-10T17:22:44","date_gmt":"2009-07-10T22:22:44","guid":{"rendered":"http:\/\/blog4.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=1383"},"modified":"2009-07-10T17:22:44","modified_gmt":"2009-07-10T22:22:44","slug":"abraji-cerimonia-de-abertura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2009\/07\/10\/abraji-cerimonia-de-abertura\/","title":{"rendered":"Abraji: cerim\u00f4nia de abertura"},"content":{"rendered":"<p>Com um pouco de atraso, informo sobre a abertura do Congresso da Abraji [Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo], ocorrido ontem, no audit\u00f3rio da Universidade Morumbi-Anhembi, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Como acontece todo ano, dois jornalistas,\u00a0com contribui\u00e7\u00e3o fundamental ao jornalismo, s\u00e3o homegeados.<\/p>\n<p>Este ano, os dois homenageados foram L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto, editor do <strong><a href=\"http:\/\/www.lucioflaviopinto.com.br\/\" target=\"_blank\">Jornal Pessoal<\/a><\/strong>, e Paulo Totti, que come\u00e7ou na profiss\u00e3o aos 14 anos de idade e nela est\u00e1 h\u00e1 mais de 50 anos, a maior parte exercendo a atividade como rep\u00f3rter. Fun\u00e7\u00e3o que faz hoje no jornal Valor Econ\u00f4mico. Veja mais sobre Paulo Totti e L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto: <strong><a href=\"http:\/\/abraji.org.br\/?id=90&amp;id_noticia=937\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Em seu discurso, Paulo Totti disse ter &#8220;horror a rep\u00f3rter que faz tudo em aspas, tudo em cita\u00e7\u00e3o&#8221;, o chamado &#8220;jornalismo declarat\u00f3rio&#8221;. Disse tamb\u00e9m que &#8220;um texto bom faz com que o leitor leia uma p\u00e1gina inteira; um texto ruim n\u00e3o se l\u00ea cinco linhas&#8221; e que &#8220;a apura\u00e7\u00e3o \u00e9 o segredo de um bom texto&#8221;.<\/p>\n<p>Defendendo-se de um processo devido a uma mat\u00e9ria publicada no Jornal Pessoal, L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto n\u00e3o pode comparecer ao congresso. Seu filho, L\u00edvio Cunha Pinto leu um discuso escrito pelo pai.<\/p>\n<p>Veja o discurso se L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto e entenda a situa\u00e7\u00e3o pela qual ele est\u00e1 passando, por fazer um jornalismo independente e voltado para o interesse p\u00fablico.<!--more-->\u00a0<\/p>\n<p><strong>Discurso escrito por L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto, lido pelo seu filho L\u00edvio Cunha Pinto na abertura do Congresso da Abraji:<\/strong><\/p>\n<p>Dois anos atr\u00e1s eu devia ir a Nova York para receber um pr\u00eamio do Comit\u00ea de Prote\u00e7\u00e3o aos Jornalistas. Fui escolhido para a honraria como represente do continente americano, numa premia\u00e7\u00e3o que abrange todos os quatro continentes. \u00c0 \u00faltima, hora tive que mandar minha filha para me representar. Audi\u00eancias na justi\u00e7a do Par\u00e1, marcadas para a mesma \u00e9poca, n\u00e3o me permitiram me afastar de Bel\u00e9m.<br \/>\nOutras dessas &#8220;coincid\u00eancias&#8221; aconteceram em v\u00e1rios momentos, como neste agora. Felizmente, tenho uma fam\u00edlia numerosa, para os nossos padr\u00f5es de classe m\u00e9dia, e aqui fala em meu lugar outro filho, o L\u00edvio. No s\u00e1bado, estarei representado pelo mais novo, o Angelim. Espero n\u00e3o ter que continuar a aumentar a fam\u00edlia, \u00e0 maneira da B\u00edblia, para dar oportunidade a todos de falarem em meu nome para os colegas de profiss\u00e3o e todos os que se encontram reunidos em solenidades como esta.<br \/>\nEla deveria ser simplesmente festiva. Um momento de tr\u00e9gua para saudarmos o mais longo per\u00edodo democr\u00e1tico em toda a nossa hist\u00f3ria de 120 anos da nossa rep\u00fablica. T\u00e3o pouca rep\u00fablica para democracia ainda menor. H\u00e1 24 anos n\u00e3o temos viola\u00e7\u00f5es constitucionais. O recorde anterior, da Quarta Rep\u00fablica, fora de 19 anos. Mas estamos realmente na plenitude do estado democr\u00e1tico de direito? Temos, de fato, mais do que uma democracia formal? Ou est\u00e3o nos entretendo com fogos de artif\u00edcio de liberdade disparados aos c\u00e9us, enquanto, c\u00e1 embaixo, pisam nos nossos calos (ou num ponto mais sens\u00edvel acima).<br \/>\nTornei-me jornalista profissional quando a ditadura de 1964 tinha dois anos. Acompanhei de perto seus rastros at\u00e9 o seu fim, em 1985. Durante esse per\u00edodo, fui levado \u00e0s barras dos tribunais apenas uma vez, enquadrado na terr\u00edvel Lei de Seguran\u00e7a Nacional. Mas a Auditoria Militar de Bel\u00e9m desqualificou o suposto delito (de opini\u00e3o) e a justi\u00e7a comum, ao inv\u00e9s de me condenar, como queriam os perseguidores, reconheceu que eu cumpria meu dever de jornalista e me absolveu, com elogios.<br \/>\nDe 1992 at\u00e9 o dia de hoje, no per\u00edodo de mais ampla democracia da hist\u00f3ria brasileira, j\u00e1 fui processado 33 vezes e condenado quatro. A quinta condena\u00e7\u00e3o me apanhou com um p\u00e9 a caminho de S\u00e3o Paulo, nesta segunda-feira, e me derrubou da escada do avi\u00e3o. Tive que ficar em Bel\u00e9m para tratar da minha defesa contra a decis\u00e3o do juiz da 4\u00aa vara c\u00edvel da capital paraense. Ele quer que eu pague 30 mil reais de indeniza\u00e7\u00e3o, mais juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, al\u00e9m de custas judiciais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios, que arbitrou pelo m\u00e1ximo, de 20% do valor da causa (ou seja, seis mil reais). O juiz n\u00e3o ficou por a\u00ed: tamb\u00e9m me proibiu de voltar a falar de Romulo Maiorana pai, o fundador do maior imp\u00e9rio de comunica\u00e7\u00f5es do Norte do Brasil, afiliado \u00e0 Rede Globo de Televis\u00e3o, cuja mem\u00f3ria eu teria ofendido com um artigo publicado no meu Jornal Pessoal. SE depender do juiz, n\u00e3o poderei mais falar n\u00e3o apenas do pai, que morreu em 1986, mas dos seus dois filhos, que propuseram a a\u00e7\u00e3o c\u00edvel de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral, embora Ronaldo Maiorana e Romulo Maiorana J\u00fanior n\u00e3o tenham feito tal pedido na pe\u00e7a inicial do processo. E me imp\u00f4s a publica\u00e7\u00e3o de uma carta, que os dois nunca escreveram, como exerc\u00edcio do direito de resposta.<br \/>\nDepois da leitura da senten\u00e7a, eu podia ir para o espelho da madrasta da Branca de Neve e me perguntar: sou mesmo um jornalista s\u00e9rio ou achincalho a honra alheia, como disse de mim o juiz Raimundo das Chagas Filho, usando essa express\u00e3o, t\u00e3o pouco judiciosa? Meu jornal integra a imprensa marrom ou amarela? Falo do que n\u00e3o conhe\u00e7o? Informo sem apurar? N\u00e3o tenho escr\u00fapulos? Ent\u00e3o, por que os senhores me homenageiam hoje? Est\u00e3o consagrando um farsante?<br \/>\nNum dia como o de hoje, em 1997, eu estava ao lado do f\u00f3rum romano. Era o primeiro cidad\u00e3os das Am\u00e9ricas a receber o Colombe d&#8217;Oro per La Pace, um trof\u00e9u at\u00e9 ent\u00e3o distribu\u00eddo apenas entre europeus, tr\u00eas deles ao meu lado naquele dia. Comigo, foi distinguido o deputado federal irland\u00eas John Humme, de nome inspirador, que no ano seguinte receberia outro pr\u00eamio, o Nobel da Paz. Ao abrir a sess\u00e3o, o senador Luigi Anderlini, presidente da institui\u00e7\u00e3o que criou o pr\u00eamio, destacou um fato inusitado: no audit\u00f3rio sentavam-se, vizinhos, pela primeira vez, os embaixadores da Inglaterra e da Irlanda do Norte, unidos no reconhecimento pela luta do deputado Humme em favor da paz naquela conturbada regi\u00e3o. O p\u00fablico, emocionado, aplaudiu em p\u00e9.<br \/>\nO embaixador brasileiro foi o \u00fanico a n\u00e3o levar o calor oficial ao representante do seu pa\u00eds. Um funcion\u00e1rio da embaixada tentou se explicar, meio sem jeito. O embaixador Pires do Rio estava ocupado demais. Mas, ao testemunhar a relev\u00e2ncia da solenidade, quis consertar, me convidando para almo\u00e7ar no bel\u00edssimo Pal\u00e1cio Pamphili. N\u00e3o fui, \u00e9 claro. Soube depois que o embaixador se informara com o Itamaraty sobre a minha pessoa e recebera recomenda\u00e7\u00e3o de fazer-se ausente. Eu n\u00e3o era confi\u00e1vel ao governo do ex-professor Fernando Henrique Cardoso, nosso pr\u00edncipe soci\u00f3logo, embora os italianos me considerassem em condi\u00e7\u00f5es de receber a honrosa distin\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio, quebrando o unitarismo europeu.<br \/>\nContinuo a n\u00e3o ser confi\u00e1vel ao poder estabelecido. Tenho o indesejado mau h\u00e1bito de tamb\u00e9m n\u00e3o confiar nos poderosos. S\u00f3 que vou conferir o que eles fazem, a partir da premissa de que fazem mais por si do que pelo povo, que, de alguma maneira, lhes deu o poder que usam &#8211; e do qual, em regra, abusam. Tenho feito isso desde que comecei no jornalismo, 43 anos atr\u00e1s. Busco a verdade, aquela verdade que \u00e9 relevante para os cidad\u00e3os, os mesmos cidad\u00e3os que tamb\u00e9m me conferiram um tantinho de poder, do qual, apesar disso, jamais abusei.<br \/>\nMeu poder deriva da minha intelig\u00eancia, maior ou menor, o mais democr\u00e1tico dos poderes. O que sei digo por inteiro aos que me l\u00eaem ou ouvem. Mas se o que eu disser n\u00e3o corresponder \u00e0 verdade, ou \u00e0 sua aproxima\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima (se me permitem o pleonasmo), podem me dizer, da forma que acharem conveniente, que estou errado. E eu assumirei a nova verdade. Desde, \u00e9 claro, que seja convencido sobre essa verdade.<br \/>\nH\u00e1 quase 22 anos meu Jornal Pessoal tem sido um espa\u00e7o da verdade. Espa\u00e7o modesto, artesanal, paup\u00e9rrimo, apesar de o juiz, abusando da m\u00e1 f\u00e9, ter atribu\u00eddo ao meu quinzen\u00e1rio uma riqueza tal, em condi\u00e7\u00f5es de poder arcar com o valor indenizat\u00f3rio. Esse valor equivale a um ano e meio de faturamento bruto do Jornal Pessoal. Se a senten\u00e7a fosse aplicada a O Liberal, valeria, no m\u00ednimo, 30 milh\u00f5es de reais. Desse tamanho, seria um golpe de morte, tanto ao jornal rico quanto ao jornal pobre, o que d\u00e1 uma medida mais exata da inten\u00e7\u00e3o dos promotores da a\u00e7\u00e3o e do juiz que a acolheu, de forma t\u00e3o vergonhosa, desonrosa para a institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<br \/>\nO Jornal Pessoal tem apenas doze p\u00e1ginas, em formato of\u00edcio. N\u00e3o usa cor nem fotografia. \u00c9 uma massa de texto. Por t\u00e3o pouco, custa relativamente caro, tr\u00eas reais. O pre\u00e7o n\u00e3o \u00e9 suficiente porque sua tiragem \u00e9 de apenas dois mil exemplares. Mas n\u00e3o \u00e9 suficiente principalmente porque o jornal nunca aceitou publicidade, oficial ou privada, expl\u00edcita ou disfar\u00e7ada. Nem compadrio, nem nepotismo. Sua diretriz \u00e9: n\u00e3o aceitamos embroma\u00e7\u00e3o. Pouco importa se quem fale seja o governador, o empres\u00e1rio, o dono da comunica\u00e7\u00e3o ou a bela atriz: tudo que disserem e fizerem ser\u00e1 checado, comparado, submetido a teste de consist\u00eancia e interpretado. Se n\u00e3o gostarem do produto final, podem se manifestar. O Jornal Pessoal \u00e9 das rar\u00edssimas publica\u00e7\u00f5es a reproduzir todas as cartas que lhe s\u00e3o enviadas, na \u00edntegra, mesmo aquelas que ofendem o \u00fanico funcion\u00e1rio da empresa, que sou eu. Mesmo que a ofensa venha na forma de palavr\u00f5es, como j\u00e1 aconteceu. A carta sai, sempre.<br \/>\nPequeno, circulando apenas em bancas e livrarias, sem glamour, sem capital, ainda assim o Jornal Pessoal repercute. Outro dia mereceu mat\u00e9ria de p\u00e1gina inteira no Los Angeles Times, com chamada de capa. Est\u00e1 no clipping de empresas poderosas, com a Vale do Rio Doce, que \u00e9 tema constante das suas p\u00e1ginas, sem nunca ter sido desmentido. O Jornal Pessoal erra, mas at\u00e9 agora s\u00f3 errou em pequenas coisas, na maioria das vezes pelo excesso de trabalho do seu redator solit\u00e1rio, que tirou suas \u00faltimas f\u00e9rias em 1984, para escrever, nos Estados Unidos, um livro contra um dos \u00eddolos do pa\u00eds naquela \u00e9poca, o milion\u00e1rio Daniel Ludwig, que foi dono de um imp\u00e9rio na Amaz\u00f4nia, o Projeto Jari.<br \/>\nO Jornal Pessoal nunca errou sobre o essencial. E muito menos errou deliberadamente. Ele se arrisca sempre, tentando encontrar a verdade, sobretudo a \u00faltima verdade, a mais recente, a mais importante, a mais inc\u00f4moda, aquela que n\u00e3o pode faltar na agenda dos cidad\u00e3os, para que eles saibam o que lhes interessa e decidam da melhor maneira poss\u00edvel. Mirando o cotidiano, fa\u00e7am a hist\u00f3ria. Mesmo que para isso o jornal precise comprar brigas, e brigas enormes e extensas, com aqueles que gostam de manipular a sociedade e fazer de sua vontade e de suas suscetibilidades e veleidades fontes de arb\u00edtrio, da verdade manipulada.<br \/>\nA quantidade de processos e de condena\u00e7\u00f5es que acumulo desde 1992 \u00e9 um indicador da raz\u00e3o da exist\u00eancia do jornal, que \u00e9 uma raz\u00e3o essencial, a exigir que a democracia seja mais do que um retrato decorativo na parede da rep\u00fablica, exclusivista e excludente. Mais sintom\u00e1tico ainda \u00e9 o fato de que dos 33 processos que sofri, 19 sejam da autoria dos donos do grupo Liberal, que se consideravam os donos da informa\u00e7\u00e3o no Par\u00e1, senhores de bara\u00e7o e cutelo da verdade utilit\u00e1ria. Nunca um jornalista foi t\u00e3o perseguido por uma empresa jornal\u00edstica, acho eu.<br \/>\nNa origem dessa corpora\u00e7\u00e3o est\u00e1 um cidad\u00e3o filho de italianos, Romulo Maiorana, que foi meu amigo e que jamais faria o que seus sucessores est\u00e3o fazendo, apesar de nossas grandes diferen\u00e7as, que provocaram certos atritos durante os 13 anos em que trabalhei no jornal dele, ao mesmo tempo em que era correspondente de O Estado de S. Paulo em Bel\u00e9m. Como a It\u00e1lia \u00e9 meu segundo pa\u00eds, por afetividade, tenho-a sempre na mem\u00f3ria. Ao receber o pr\u00eamio em Roma, recitei trecho da Divina Com\u00e9dia, de Dante, de onde tirei uma express\u00e3o para definir a Amaz\u00f4nia pelo que ela se tornou com sua ocupa\u00e7\u00e3o irracional e destrutiva: a selva selvaggia aspra e forte. No grande poema me inspiro para definir tamb\u00e9m o que \u00e9 que pretendem meus perseguidores, aliados a esta inst\u00e2ncia do poder que precisa da nossa aten\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o: a justi\u00e7a.<br \/>\nNa entrada do inferno, Dante vislumbrou uma advert\u00eancia:<br \/>\n&#8220;Deixai a esperan\u00e7a, v\u00f3s que entrais&#8221;.<br \/>\n\u00c9 a placa que os donos do poder querem impor a Bel\u00e9m, ao Par\u00e1 e \u00e0 Amaz\u00f4nia, da qual pretendem se assenhorear pelo exerc\u00edcio da viol\u00eancia, da coa\u00e7\u00e3o e da irracionalidade. Por isso tenho sido t\u00e3o processado e t\u00e3o perseguido, a ponto de n\u00e3o poder estar aqui, como pretendia, entre pares e amigos. Mas esses potentados n\u00e3o conseguir\u00e3o o que pretendem. A verdade nos libertar\u00e1. Como antes. E como sempre.<br \/>\nMuito obrigado pela generosa lembran\u00e7a do meu nome e piedosa paci\u00eancia com as minhas palavras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com um pouco de atraso, informo sobre a abertura do Congresso da Abraji [Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo], ocorrido ontem, no audit\u00f3rio da Universidade Morumbi-Anhembi,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":85,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[96,1428,1769],"class_list":["post-1383","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eventos-premios","tag-abraji","tag-lucio-flavio-pinto","tag-paulo-totti"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1383","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/users\/85"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1383"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1383\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1383"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1383"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}