{"id":13878,"date":"2011-11-03T00:07:56","date_gmt":"2011-11-03T03:07:56","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=13878"},"modified":"2011-11-03T00:07:56","modified_gmt":"2011-11-03T03:07:56","slug":"sete-bilhoes-malthus-x-marx","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2011\/11\/03\/sete-bilhoes-malthus-x-marx\/","title":{"rendered":"&#8220;Sete bilh\u00f5es&#8221;: Malthus x Marx"},"content":{"rendered":"<p>Meu artigo, publicado na edi\u00e7\u00e3o de 3\/11\/2011 (quinta-feira), do <strong>O POVO<\/strong>.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_13879\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/11\/Drawlio-Joca1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13879\" class=\"size-medium wp-image-13879 \" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/11\/Drawlio-Joca1-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/11\/Drawlio-Joca1-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/11\/Drawlio-Joca1-120x80.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2011\/11\/Drawlio-Joca1.jpg 648w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13879\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Drawlio Joca. Veja mais em: http:\/\/www.flickr.com\/photos\/drawliojoca (clique para ampliar)<\/p><\/div>\n<p><strong>Sete bilh\u00f5es<\/strong><br \/>\nPl\u00ednio Bortolotti<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito da marca de sete bilh\u00f5es de habitantes, ao qual o planeta Terra chegou esta semana, volto a falar de um assunto que j\u00e1 ocupou a paci\u00eancia dos eventuais leitores, em tr\u00eas artigos que j\u00e1 escrevi: a defesa, por alguns economistas, de que chegou a hora de fazer a economia parar de crescer ou mesmo a necessidade de faz\u00ea-la decrescer, posto que os recursos naturais estariam \u00e0 beira do colapso.<\/p>\n<p>Divulguei aqui essas ideais, por ach\u00e1-las provocativas, pois na contram\u00e3o do discurso de qualquer grupo ideol\u00f3gico (pelo menos dos que empalmam o poder): \u00e0 direita ou \u00e0 esquerda &#8211; todos eles adeptos do crescimento da economia.  Ou seja, n\u00e3o concordo, necessariamente com a tese, mas ela me faz pensar.<\/p>\n<p>E, quanto reflito sobre o assunto, me vem \u00e0 cabe\u00e7a dois personagens bastante distintos: o economista ingl\u00eas Thomas Malthus (1766-1834) e o tamb\u00e9m economista, soci\u00f3logo e militante comunista, o alem\u00e3o Karl Marx (1818-1883).<\/p>\n<p>Malthus foi o primeiro a afirmar que a superpolu\u00e7\u00e3o na terra poderia ser um problema. Ele via incompatibilidade entre crescimento demogr\u00e1fico e a disponibilidade de recursos naturais: a popula\u00e7\u00e3o cresce em propor\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica e a produ\u00e7\u00e3o de alimentos em propor\u00e7\u00e3o aritm\u00e9tica, escreveu.<\/p>\n<p>Falando sobre as condi\u00e7\u00f5es para a supera\u00e7\u00e3o do capitalismo, Marx anotou \u201c(&#8230;) a humanidade s\u00f3 se prop\u00f5e as tarefas que pode resolver, pois, se se considera mais atentamente, se chegar\u00e1 \u00e0 conclus\u00e3o de que a pr\u00f3pria tarefa s\u00f3 aparece onde as condi\u00e7\u00f5es materiais de sua solu\u00e7\u00e3o j\u00e1 existem, ou, pelo menos, s\u00e3o captadas no processo de seu devir\u201d*.<\/p>\n<p>Por enquanto, vence Marx, pois, contrariando Malthus, o homem encontrou, solu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e t\u00e9cnicas para fazer crescer a produ\u00e7\u00e3o. Mas ter\u00edamos chegado ao ponto degenerativo em que o momento atual n\u00e3o traria mais em seu ventre a solu\u00e7\u00e3o para o futuro?<\/p>\n<p><strong>Outros textos sobre o assunto:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/senador-cristovam-buarque-defende-o-decrescimento-feliz\/\" target=\"_blank\">Decrescimento feliz.<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/pequeno-tratado-do-decrescimento-sereno-de-serge-latouche\/\" target=\"_blank\"> Tratado do decrescimento sereno.<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/quem-sao-os-lunaticos-os-que-pedem-decrescimento-ou-os-que-defendem-o-crescimento-infinito-da-economia\/\" target=\"_blank\"> Quem s\u00e3o os lun\u00e1ticos?<\/a><\/p>\n<p>*<strong>A frase completa de Marx \u00e9 a seguinte:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Uma forma\u00e7\u00e3o social nunca perece antes que estejam desenvolvidas todas as for\u00e7as produtivas para as quais ela \u00e9 suficientemente desenvolvida, e novas rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o mais adiantadas jamais tomar\u00e3o o lugar, antes que suas condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia tenham sido geradas no seio da mesma velha sociedade. \u00c9 por isso que a humanidade s\u00f3 se prop\u00f5e as tarefas que pode resolver, pois, se se considera mais atentamente, se chegar\u00e1 \u00e0 conclus\u00e3o de que a pr\u00f3pria tarefa s\u00f3 aparece onde as condi\u00e7\u00f5es materiais de sua solu\u00e7\u00e3o j\u00e1 existem, ou, pelo menos, s\u00e3o captadas no processo de seu devir.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu artigo, publicado na edi\u00e7\u00e3o de 3\/11\/2011 (quinta-feira), do O POVO. 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