{"id":14882,"date":"2012-04-15T22:34:45","date_gmt":"2012-04-16T01:34:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=14882"},"modified":"2012-04-15T22:34:45","modified_gmt":"2012-04-16T01:34:45","slug":"steve-jobs-criou-uma-nova-seita-minha-intervencao-no-encontro-de-tuiteiros-culturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2012\/04\/15\/steve-jobs-criou-uma-nova-seita-minha-intervencao-no-encontro-de-tuiteiros-culturais\/","title":{"rendered":"Steve Jobs criou uma nova seita: minha interven\u00e7\u00e3o no Encontro de Tuiteiros Culturais"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_14883\" style=\"width: 377px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2012\/04\/Drawlio-Joce.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-14883\" class=\"size-large wp-image-14883 \" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2012\/04\/Drawlio-Joce-550x366.jpg\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"244\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-14883\" class=\"wp-caption-text\">Uma foto de Drawlio Joca para: brinde para quem aqui chegou (http:\/\/www.flickr.com\/photos\/drawliojoca). Clique para ampliar<\/p><\/div>\n<p>Participei como debatedor do <a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/etc-encontro-de-tuiteiros-culturais-no-webfor\/\" target=\"_blank\">7\u00ba Encontro de Tuiteiros Culturais<\/a>, ao lado de <a href=\"https:\/\/twitter.com\/#!\/gloriadioge\" target=\"_blank\">Gl\u00f3ria Di\u00f3genes<\/a>, <a href=\"https:\/\/twitter.com\/#!\/jlgoldfarb\" target=\"_blank\">Jos\u00e9 Luiz Goldfarb<\/a> e de <a href=\"https:\/\/twitter.com\/#!\/carpinejar\" target=\"_blank\">Fabr\u00edcio Carpinejar<\/a>.<\/p>\n<p>O extrato abaixo foi o que falei ao concluir minha interven\u00e7\u00e3o. Quem se dispuser a l\u00ea-la na \u00edntegra, por favor, v\u00e1 em frente.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00edticas e, principalmente elogios, ser\u00e3o bem recebidos pela casa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00ab<\/strong>No mais, meus amigos, eu vejo a cultura \u2013 no seu sentido amplo e tamb\u00e9m no seu sentido estrito \u2013 como uma \u00c1gora, uma feira livre de ideiais, nas quais essas ideias t\u00eam validade pelo argumento que as sustenta, e n\u00e3o pela qualifica\u00e7\u00e3o de quem as emite. Assim como se faz agora neste Encontro de Tuiteiros Culturais. N\u00e3o sendo assim, em vez de \u00c1gora teremos um Coliseu Romano e, se for desse modo, o mal estar\u00e1 feito, seja ele de direita ou de esquerda.<strong>\u00bb<\/strong><\/p>\n<p><strong>Veja tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/twitter-facebook-google-apple-clubpenguin-e-tantos-outros-nao-tem-compromisso-algum-com-a-internet\/\" target=\"_blank\">Twitter, Facebook&#8230; n\u00e3o t\u00eam compromisso com a Internet<\/a><strong>. <\/strong><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #888888\">Minha interven\u00e7\u00e3o no encontro de tuiteiros<\/span>.<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><!--more--><\/p>\n<p>7\u00ba Econtro dos Tuiteiros Culturais<br \/>\n<strong>Steve Jobs \u00e9 o Che Guevara das seitas tecnol\u00f3gicas<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><br \/>\nQuando a Albanisa L\u00facia, do Armaz\u00e9m da Cultura, me convidou para participar desse Encontro de Tuiteiros Culturais, fiquei pensando se eu era um \u201ctuiteiro cultural\u201d. Sou meio avesso a r\u00f3tulos, mas fui rever meus posts para conferir se n\u00e3o era apenas uma gentileza da Albanisa, a quem, a prop\u00f3sito, agrade\u00e7o o convite.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m fiquei em d\u00favida \u2013 sinceramente &#8211; se eu deveria ficar em companhia de t\u00e3o destacados tuiteiros, com meus m\u00edseros tr\u00eas mil e poucos seguidores: perto do Fabr\u00edcio Carpinejar, por exemplo, com mais de 145 mil seguidores; da professora, soci\u00f3loga e escritora Gl\u00f3ria Di\u00f3genes; e de Jos\u00e9 Lu\u00eds Goldfaber, o tipo de pessoa que se pode chamar de \u201cagitador cultural\u201d.<\/p>\n<p>Pois bem, mas eu dizia que fui rever meus posts e descobri que h\u00e1 muita coisa que pode ser enquadrado nessa categoria \u201ccultural\u201d: por exemplo, resenha de livros que eu leio, indica\u00e7\u00e3o de cursos e eventos na \u00e1rea cultural, uma p\u00e1gina na qual eu indico livros virtuais, principalmente de jornalismo, que podem ser baixados gratuitamente. Eu uso o blog para desenvolver as ideiais, postando os links no Twitter.<\/p>\n<p>Quero dizer que eu uso o Twitter profissionalmente, para dar informa\u00e7\u00f5es que considero \u00fateis. Com certeza, mais de 90% dos meus posts cont\u00e9m link para alguma reportagem ou algum assunto que considero importante.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sigo \u201ccelebridades\u201d, nem artistas; nem pessoas que postam banalidades, ou aqueles que querem me converter para um partido, para uma religi\u00e3o ou para um time de futebol; tamb\u00e9m n\u00e3o sigo pessoas que gostam de dar conselhos, reproduzir frases estilo \u201cautoajuda\u201d. E tamb\u00e9m n\u00e3o sigo as pessoas que me pedem para segui-las.<\/p>\n<p>Portanto, se eu n\u00e3o tenho muitos seguidores, do modo como eu ajo, voc\u00eas podem deduzir, sobra pouca gente que eu possa seguir. Acompanho exatamente 289 pessoas [Aumentei um pouco, desde ent\u00e3o, com pessoas que conheci no pr\u00f3prio encontro.]\n<p>Se eu publicasse posts naquele estilo \u201cme siga que eu tamb\u00e9m te sigo\u201d, provavelmente teria mais seguidores, mas esse n\u00e3o \u00e9 meu objetivo. Procuro seguir pessoas que tenham alguma coisa relevante para dizer ou que possam me indicar assuntos interessantes.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m, n\u00e3o vejo como poderia acompanhar posts de um n\u00famero muito grande de pessoas, seguir, por exemplo, duas, tr\u00eas mil pessoas, me parece que \u00e9 o mesmo que n\u00e3o seguir ningu\u00e9m, pois n\u00e3o haveria como ter um m\u00ednimo de aten\u00e7\u00e3o para aqueles a quem voc\u00ea segue.<\/p>\n<p>Bom, essas s\u00e3o as \u00fanicas desculpas para a minha rala popularidade no Twiiter.<\/p>\n<p>Mas eu queria ampliar um pouco a conversa, olhando a cultura em um sentido um pouco mais amplo. E isso remete ao que eu disse no come\u00e7o sobre r\u00f3tulos.<\/p>\n<p>No ano passado, eu fui convidado ao WebFor pelo Daniel Bezerra. E o evento, como voc\u00eas sabem, come\u00e7ou com o nome de \u201cEncontro de Blogueiros Progressistas\u201d. Ent\u00e3o, eu disse ao Daniel que n\u00e3o era \u201cblogueiro progressista\u201d, que me considerava apenas um jornalista, sem adjetiva\u00e7\u00f5es, mas que teria prazer em comparecer ao evento, se n\u00e3o houvesse problema para os organizadores. Quanto se trata de ter\u00e7ar argumentos \u2013 argumentos, quero deixar bem claro &#8211; eu n\u00e3o escolho terreno e nem armas.<\/p>\n<p>Disse ainda ao Daniel das minhas v\u00e1rias diverg\u00eancias com os blogueiros progressistas, entre elas, a quest\u00e3o do m\u00e9todo jornal\u00edstico. O Daniel, gentilmente, manteve o convite. Mas eu sei que n\u00e3o foi sem contratempos internos.<\/p>\n<p>Eu penso que, tanto a esquerda quanto a direita, em casos assim, padecem do mesmo mal: eles s\u00f3 gostam de falar para convertidos. Ent\u00e3o, em um evento da chamada \u201cdireita\u201d, eles s\u00f3 chamam quem pensa igual a eles. Em um evento de partidos ou agrupamentos de esquerda, acontece a mesma coisa.<\/p>\n<p>Eu concordo com o jornalista e te\u00f3rico americano Walter Lippmnamm, que dizia o seguinte: \u201cQuando todo mundo est\u00e1 pensando igual, ningu\u00e9m est\u00e1 pensando\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para me considerar \u201cblogueiro progressista\u201d eu teria de aceitar alguns pressupostos, como, por exemplo, achar que os meios de comunica\u00e7\u00e3o formam o PIG \u2013 o tal suposto partido da imprensa golpista.<\/p>\n<p>Eu entendo que o jornalista tem a obriga\u00e7\u00e3o de pensar com independ\u00eancia. Se voc\u00ea se filia a um partido ou a uma corrente, voc\u00ea reduz essa capacidade. Voc\u00ea \u00e9 pressionado \u2013 ou dependendo do partido \u2013 fica obrigado, a seguir uma determinada linha pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Se eu estivesse filiado ao PT, por exemplo, teria que ora classificar um pol\u00edtico como representante do mal, se ele fosse da oposi\u00e7\u00e3o, e evitar incomod\u00e1-lo, se ele aderisse ao governo.<\/p>\n<p>Se estivesse no PCdoB, estaria obrigado a defender o regime norte-coreano. Se estivesse no PSDB ou DEM, eu teria de falar mal do governo, mesmo se considerasse, como considero, corretas as medidas como Bolsa Fam\u00edlia e a proposta de cobran\u00e7a do chamado \u201cimposto do cheque\u201d para a \u00e1rea de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Vejam, eu n\u00e3o condeno os que se filiam a um partido ou a um agrupamento qualquer: \u00e9 um direito democr\u00e1tico que tem de ser respeitado e garantido. Como tamb\u00e9m \u00e9 um direito democr\u00e1tico, e t\u00eam de ser respeitados, aqueles que optam por n\u00e3o se filiar a nenhum partido, a n\u00e3o torcer para nenhum time de futebol e a n\u00e3o seguir nenhuma religi\u00e3o.<\/p>\n<p>O meu modo de ver as coisas n\u00e3o significa, por\u00e9m, que eu me considere uma pessoa \u201cneutra\u201d frente \u00e0 realidade e aos fatos sociais. Eu me considero de esquerda, pois eu entendendo que, na sua ess\u00eancia, os homens s\u00e3o mais iguais do que desiguais e que, portanto, temos o dever de lutar por mais igualdade entre os seres humanos.<\/p>\n<p>Ainda, nesse tema \u201ccultura\u201d, entendida de forma mais ampla, eu queria falar um pouco das chamadas novas m\u00eddias.<\/p>\n<p>Primeiro, deixar claro o seguinte: \u00e9 \u00f3bvio que hoje h\u00e1 preval\u00eancia dos meios eletr\u00f4nicos nas mais diversas formas de comunica\u00e7\u00e3o. Seria idiotice negar ou ter algum tipo de fantasia regressiva achando que o mundo pode prescindir delas.<\/p>\n<p>Esses novos meios vieram para ficar. Ou melhor, n\u00e3o apenas para ficar, mas tamb\u00e9m para serem superados, superados, por outros meios ainda mais avan\u00e7ados.<\/p>\n<p>Voc\u00eas vejam com as coisas cada vez mudam mais rapidamente: o primeiro jornal impresso do mundo surgiu por volta de 1650; a primeira transmiss\u00e3o radiof\u00f4nica em 1906, uma diferen\u00e7a de mais de 250 anos entre o surgimento de uma m\u00eddia e outra. Depois, a tecnologia da informa\u00e7\u00e3o foi mudando em velocidade cada vez mais r\u00e1pida, ao ponto de uma pessoa comum ter dificuldade em acompanhar todas as transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Recentemente eu vi uma entrevista do S\u00edlvio Meira, do Cesar (Centro de Estudos e Sistemas Avan\u00e7ados de Recife), na qual ele diz que j\u00e1 se testa uma lente de contato que far\u00e1 as vezes de um computador, t\u00e3o ou mais poderoso do que esses que usamos. Voc\u00ea tamb\u00e9m devem ter lido sobre o desenvolvimento de telas flex\u00edveis, que se poder\u00e1 usar como pulseiras ou de qualquer outro modo que a criatividade permitir.<\/p>\n<p>E \u00e9 preciso reconhecer, as novas tecnologias, al\u00e9m de inevit\u00e1veis, facilitam muito a nossa vida, sob muitos pontos de vista.<\/p>\n<p>Mas as novas tecnologias tamb\u00e9m trazem alguns problemas e novos desafios \u00e9ticos, inclusive para o jornalismo, mas que n\u00e3o s\u00e3o objeto desta nossa conversa.<\/p>\n<p>E, ainda, quero dizer o seguinte: eu n\u00e3o sou obcecado pelas novas tecnologias: eu procuro us\u00e1-las, ao inv\u00e9s de deixar que elas me usem.<\/p>\n<p>Eu vejo como absolutamente insano o fato de pessoas que se tornam \u201cf\u00e3s\u201d de algumas marcas, a ponto de se entregarem a elas como se fossem uma nova religi\u00e3o. Tem gente que passa dias em uma fila para comprar um novo Iphone, ou outra bugiganga qualquer.<\/p>\n<p>Talvez essas pessoas n\u00e3o percebam, mas o fato de produzir poucos aparelhos para o seu lan\u00e7amento \u00e9 uma estrat\u00e9gia de vendas, para fazer o objeto disputado e, por isso, mais desejado. Ou voc\u00eas acham que \u00a0Steve Jobs n\u00e3o poderia apertar ainda mais os parafusos dos oper\u00e1rios chineses para que eles produzissem Iphones aos milh\u00f5es para evitar filas? \u00c9 claro que podia faz\u00ea-lo. Essa \u00e9 apenas uma t\u00e9cnica de vendas, para ati\u00e7ar a vontade das pessoas.<\/p>\n<p>Vejam voc\u00eas que discuss\u00e3o mais bizantina aconteceu nas redes sociais pelo fato de o Instagram deixar de ser um programa apenas do Iphone. Muita gente reclamou, outras pessoas se desesperam, dizendo que o Instagram havia se \u201corkutizado\u201d. Ou seja, o populacho poderia agora us\u00e1-lo, n\u00e3o era mais exclusivo dos bem-nascidos que podiam comprar um Iphone.<\/p>\n<p>Essa t\u00e9cnica de fazer algu\u00e9m sentir-se parte de um clube seleto, voc\u00eas lembram, foi usada no in\u00edcio pelas redes sociais, quando s\u00f3 admitiam algu\u00e9m entrasse nelas convidado por outro integrante do clube. E, como t\u00e9cnica de marketing, funciona muito bem, pois as pessoas acabam se considerando participantes de um clube exclusivo, no qual somente os eleitos podem entrar.<\/p>\n<p>(Bem fazia o Grouxo Marx que dizia: \u201cEu n\u00e3o entro em nenhum clube que me aceite como s\u00f3cio.)<\/p>\n<p>Foi nesse passo que muita gente elegeu Steve Jobs como chefe-supremo de uma esp\u00e9cie de seita. Eu escrevi um artigo dizendo que Henry Ford \u00e9, at\u00e9 hoje, considerado uma esp\u00e9cie de dem\u00f4nio capitalista por ter inventado a linha de produ\u00e7\u00e3o. Steve Jobs explorou a mesma coisa na China e \u00e9 incensado por isso. A diferen\u00e7a entre os dois \u00e9 que Steve Jobs procurava n\u00e3o sujar as m\u00e3os, cuidando de sua apar\u00eancia de profeta da Nova Era, com seus seguidores se ajoelhando diante dele e de seus objetos reluzentes.<\/p>\n<p>As pessoas costumam se queixar do monop\u00f3lio da Rede Globo, muitas vezes com raz\u00e3o, mas n\u00f3s ainda vamos sentir saudades do monop\u00f3lio da Globo frente ao arrasador poder de interven\u00e7\u00e3o na vida das pessoas que t\u00eam o Google ou Facebook, por exemplo. Esses gigantes devassam, esquadrinham a nossa vida e, muitas vezes, nos entregamos alegremente a isso.<\/p>\n<p>Quando vejo o Google e Facebook falando em \u201cliberdade\u201d para se contrapor a leis como a Sopa (Stop Online Piracy: lei contra a pirataria online) e \u00e0 Pipa (Protect Intelectual Property: lei de prote\u00e7\u00e3o da propriedade intelectual) a minha vontade \u00e9 de rir.<\/p>\n<p>Me parece \u00f3bvio que a preocupa\u00e7\u00e3o maior dessas novas gigantes n\u00e3o \u00e9 com a liberdade das pessoas; seu objetivo \u00e9 manter a liberdade que eles t\u00eam de lucrar e de bisbilhotar a vida dos outros. Observem que eles se submetem \u00e0 censura e outros tipos de controle quando algum pa\u00eds assim o exige para liberar o uso alguma dessas ferramentas.<\/p>\n<p>E, mesmo assim, tem muita gente embarcando acriticamente nesse transatl\u00e2ntico; embarcando como passageiro de terceira classe, com poucos ou nenhum direito \u2013 e achando tudo maravilhoso.<\/p>\n<p>No mais, meus amigos, eu veja a cultura \u2013 no seu sentido amplo e tamb\u00e9m no seu sentido estrito \u2013 como uma \u00c1gora, uma feira livre de ideiais, nas quais essas ideias t\u00eam validade pelo argumento que as sustenta, e n\u00e3o pela qualifica\u00e7\u00e3o de quem as emite. Assim como se faz agora neste Encontro de Tuiteiros Culturais.<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo assim, em vez de \u00c1gora teremos um Coliseu Romano e, se for desse modo, o mal estar\u00e1 feito, seja ele de direita ou de esquerda.<\/p>\n<p>Muito agradecido a todos.<\/p>\n<p>(Pl\u00ednio Bortolotti)<br \/>\nFortaleza, 13 de abril de 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Participei como debatedor do 7\u00ba Encontro de Tuiteiros Culturais, ao lado de Gl\u00f3ria Di\u00f3genes, Jos\u00e9 Luiz Goldfarb e de Fabr\u00edcio Carpinejar. 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