{"id":15164,"date":"2012-06-01T17:58:53","date_gmt":"2012-06-01T20:58:53","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=15164"},"modified":"2012-06-01T17:58:53","modified_gmt":"2012-06-01T20:58:53","slug":"foto-historica-da-guerra-do-vietna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2012\/06\/01\/foto-historica-da-guerra-do-vietna\/","title":{"rendered":"Foto hist\u00f3rica da guerra do Vietn\u00e3"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_15165\" style=\"width: 534px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2012\/06\/Vietn\u00e3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-15165\" class=\"size-large wp-image-15165 \" title=\"Vietn\u00e3\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2012\/06\/Vietn\u00e3-550x291.jpg\" alt=\"\" width=\"524\" height=\"277\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-15165\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia de Huynh Cong &#039;Nick&#039; Ut (clique para ampliar)<\/p><\/div>\n<p>Texto reproduzido na \u00edntegra.<\/p>\n<p>Do <strong><a href=\"http:\/\/noticias.uol.com.br\/internacional\/ultimas-noticias\/2012\/06\/01\/sempre-quis-escapar-daquela-menina-diz-personagem-de-foto-historica-da-guerra-do-vietna.htm\" target=\"_blank\">portal Uol<\/a><\/strong> (1\u00ba\/6\/2012)<\/p>\n<p><strong>\u00ab&#8221;Sempre quis escapar dessa imagem&#8221;, diz personagem de foto hist\u00f3rica da Guerra do Vietn\u00e3\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Poucas vezes uma foto simbolizou t\u00e3o bem o horror de uma guerra. Era 8 de junho de 1972, no Vietn\u00e3, e o fot\u00f3grafo<\/p>\n<p>viu algumas crian\u00e7as correndo, tentando escapar de seguidas explos\u00f5es na vila de Trang Bang, na prov\u00edncia de Tay Ninh.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o pensou duas vezes antes de fotografar a cena, que trazia uma personagem que entraria para a hist\u00f3ria: uma garotinha de 9 anos, nua, gritando &#8220;muito quente, muito quente&#8221;, enquanto tentava escapar das bombas.<br \/>\nA imagem tornou-se um dos s\u00edmbolos da Guerra do Vietn\u00e3 e agora est\u00e1 perto de completar 40 anos.  Hoje, a personagem da foto est\u00e1 com 49 anos e diz que a foto a perseguiu a vida inteira.<!--more--><\/p>\n<p>&#8220;Eu realmente quis escapar daquela menina&#8221;, diz Phan Thi Kim Phuc. &#8220;Eu queria escapar dessa imagem, mas parece que a foto n\u00e3o me deixou escapar&#8221;, disse ela, que hoje comanda uma funda\u00e7\u00e3o para ajudar crian\u00e7as v\u00edtimas da guerra.<\/p>\n<p>&#8220;Eu fui queimada e me tornei uma v\u00edtima da guerra, mas crescendo, tornei-me outro tipo de v\u00edtima&#8221;, completa ela. Ao relembrar o momento em que a foto foi tirada, ela diz ter ouvido fortes explos\u00f5es e que o ch\u00e3o &#8220;tremeu&#8221;.<br \/>\n&#8220;Eu vou ficar feia, n\u00e3o serei mais normal. As pessoas v\u00e3o me ver de um jeito diferente&#8221;, ela diz ter pensado na hora, ao perceber que sua m\u00e3o e bra\u00e7o esquerdos estavam queimados.<\/p>\n<p>Em choque, ela correu atr\u00e1s seu irm\u00e3o mais velho e n\u00e3o se lembra de reparar nos jornalistas estrangeiros reunidos enquanto corria na dire\u00e7\u00e3o deles, gritando. Depois disso, ela perdeu a consci\u00eancia.<br \/>\n&#8220;Eu chorei quando a vi correndo&#8221;, diz Ut, que cobria a guerra pela Associated Press. &#8220;Se eu n\u00e3o a ajudasse e alguma coisa acontecesse que a levasse a morte, acho que eu me mataria depois&#8221;, comenta o fot\u00f3grafo, que nunca mais deixou de falar com Phuc. Ele a deixou em um pequeno hospital e fez os m\u00e9dicos garantirem que tomariam conta da garota.<\/p>\n<p>A foto foi publicada e, alguns dias depois, outro jornalista, Christopher Wain, um correspondente brit\u00e2nico que tinha dado \u00e1gua de seu cantil a Phuc, descobriu que ela tinha sobrevivido. A garota tinha sido transferida para uma unidade americana em Barsky, \u00fanica instala\u00e7\u00e3o em Saigon equipada para lidar com ferimentos graves.<br \/>\n&#8220;Eu n\u00e3o tinha ideia do que tinha acontecido comigo&#8221;, diz Phuc. &#8220;Acordei no hospital com muita dor e com enfermeiras ao meu redor. Acordei com um medo terr\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Toda manh\u00e3, \u00e0s 8 horas, as enfermeiras me colocavam em uma banheira com \u00e1gua quente para cortar toda a minha pele morta. Eu s\u00f3 chorava e quando eu n\u00e3o aguentava mais, desmaiava&#8221;, relembra ela que hoje vive com o filho e o marido, Bui Huy Toan, no Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Depois de v\u00e1rios enxertos de pele e cirurgias, Phuc foi finalmente autorizada a deixar o hospital, 13 meses ap\u00f3s o bombardeio. Ela tinha visto foto de Ut, que at\u00e9 ent\u00e3o tinha ganhado o Pr\u00eamio Pulitzer, mas ainda n\u00e3o sabia do alcance e poder da imagem.<\/p>\n<p>&#8220;Fico muito feliz em saber que ajudei Kim&#8221;, disse Ut, que ainda \u00e9 fot\u00f3grafo da Associated Press. &#8220;Eu a chamo de minha filha&#8221;, brinca.<\/p>\n<p>&#8220;A maioria das pessoas conhece minha foto, mas sabe pouco sobre minha hist\u00f3ria&#8221;, diz Phuc. \u201cFico agradecida por poder aceitar essa foto como um presente. Com ela, eu posso us\u00e1-la para a paz.&#8221; (Com Associated Press)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto reproduzido na \u00edntegra. 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