{"id":16432,"date":"2013-11-07T00:03:03","date_gmt":"2013-11-07T03:03:03","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=16432"},"modified":"2013-11-07T00:03:03","modified_gmt":"2013-11-07T03:03:03","slug":"medicos-e-pacientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2013\/11\/07\/medicos-e-pacientes\/","title":{"rendered":"M\u00e9dicos e pacientes"},"content":{"rendered":"<p>Meu artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de hoje (7\/11\/\/2013) do <strong>O POVO<\/strong>.<\/p>\n<div id=\"attachment_16433\" style=\"width: 377px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2013\/11\/Drawlio-Joca.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-16433\" class=\" wp-image-16433 \" alt=\"Foto: Drawlio Joca (clique para ampliar)\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2013\/11\/Drawlio-Joca-550x366.jpg\" width=\"367\" height=\"244\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-16433\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Drawlio Joca (clique para ampliar)<\/p><\/div>\n<p><strong>M\u00e9dicos e pacientes<\/strong><br \/>\nPl\u00ednio Bortolotti<\/p>\n<p>Conversando com um m\u00e9dico, com experi\u00eancia no servi\u00e7o p\u00fablico, ele me disse que um colega seu, atendendo em posto de sa\u00fade, havia pregado a cadeira do paciente ao ch\u00e3o, de modo que ele n\u00e3o pudesse aproximar-se muito de sua mesa.<\/p>\n<p>Lembrei-me dessa conversa, ocorrida h\u00e1 alguns anos, ao ler a reportagem da jornalista Isabel Costa, que visitou algumas cidade do interior do Cear\u00e1, nas quais foram alocados profissionais do programa Mais M\u00e9dicos, do governo federal.<\/p>\n<p>Alguns m\u00e9dicos cubanos est\u00e3o deslocando a cadeira da frente do bir\u00f4 para o lado da sua, para tocar o paciente a cada etapa da consulta. \u201cComo fazer medicina sem ficar perto das pessoas?\u201d, pergunta a m\u00e9dica Ivia Avia Aguilera, em Amontada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da aproxima\u00e7\u00e3o no consult\u00f3rio, alguns deles est\u00e3o visitando os pacientes em suas casas, para melhor acompanh\u00e1-los.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo, menino, eu estava sendo consultado. Minha m\u00e3e quis dizer alguma coisa sobre o que entendia ser a origem de minhas mazelas, quando foi interrompida pelo doutor:<\/p>\n<p>&#8211; O m\u00e9dico aqui sou eu ou \u00e9 a senhora?<\/p>\n<p>Essa lembran\u00e7a veio-me ao ler outro trecho da declara\u00e7\u00e3o de Ivia \u00e0 rep\u00f3rter, dizendo ela achar \u201cesquisito\u201d o fato de as pessoas que ela atende n\u00e3o fazerem nenhum tipo de questionamento quanto ao diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>\u00c9 que, no Brasil (com as devidas exce\u00e7\u00f5es) o m\u00e9dico comporta-se como Deus, portanto n\u00e3o admite ser questionado. (Se serve de consolo, muitos jornalistas tamb\u00e9m.)<\/p>\n<p>Quanto aos pacientes, esses se espantam com a aten\u00e7\u00e3o recebida, com a quantidade de perguntas que os m\u00e9dicos fazem, e com o tempo dedicado \u00e0 consulta: em torno de 40 minutos. (De causar inveja at\u00e9 para quem paga consulta particular.)<\/p>\n<p>Essa modesta, por\u00e9m significativa, evolu\u00e7\u00e3o no atendimento aos mais pobres, por \u00f3bvio, n\u00e3o resolve tudo &#8211; e nem dispensa o governo de melhorar a prec\u00e1ria estrutura da sa\u00fade. Por\u00e9m, \u00e9 bom come\u00e7o.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o Conselho Federal de Medicina contra-ataca com propaganda nas televis\u00f5es, tentando superar o desgaste sofrido pelas cr\u00edticas ao Mais M\u00e9dicos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de hoje (7\/11\/\/2013) do O POVO. 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