{"id":16881,"date":"2014-05-08T00:01:49","date_gmt":"2014-05-08T03:01:49","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=16881"},"modified":"2014-05-08T00:01:49","modified_gmt":"2014-05-08T03:01:49","slug":"o-pt-e-a-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2014\/05\/08\/o-pt-e-a-midia\/","title":{"rendered":"O PT e a m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Pol\u00edtica&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 8\/5\/2014, do <strong>O POVO<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>O PT e a m\u00eddia<\/strong><br \/>\nPl\u00ednio Bortolotti<\/p>\n<p>Documento assinado por Rui Falc\u00e3o, presidente nacional do PT, classifica os meios de comunica\u00e7\u00e3o como \u201cm\u00eddia monopolizada, que funciona como verdadeiro partido de oposi\u00e7\u00e3o\u201d. Reconhe\u00e7a-se que a imprensa brasileira &#8211; principalmente r\u00e1dio e TV, que s\u00e3o concess\u00f5es p\u00fablicas &#8211; teria de ser mais diversa, tanto em suas equipes de colunistas como nos assuntos que cobrem. A programa\u00e7\u00e3o de uma TV \u00e9, basicamente a repeti\u00e7\u00e3o de outra; ouvir um comentarista \u00e9 como ouvir todos eles.<\/p>\n<p>Por outra vista, a imprensa n\u00e3o \u00e9 o \u201clocus do mal\u201d, feita apenas defeitos e nenhuma qualidade. \u00c9 preciso p\u00f4r na balan\u00e7a suas falhas e seus acertos, de modo a se fazer uma avalia\u00e7\u00e3o equilibrada, que nunca deve levar \u00e0 gritaria pelo \u201ccontrole\u201d do notici\u00e1rio ou \u00e0 censura. O limite da cr\u00edtica \u00e0 imprensa \u00e9 o mesmo da cr\u00edtica \u00e0 democracia: n\u00e3o se pode viver sem elas. N\u00e3o existe democracia sem imprensa livre e nem imprensa livre sem democracia. A mais, o per\u00edodo eleitoral \u00e9 pior momento de fazer esse tipo de debate. Os \u00e2nimos se acirram, as acusa\u00e7\u00f5es agravam-se, a algazarra aumenta &#8211; e n\u00e3o se chega a lugar nenhum.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, duas coisas: 1) por que a esquerda, que vive se queixando da \u201cimprensa burguesa\u201d, nunca teve a capacidade de construir um jornal de grande circula\u00e7\u00e3o, que pudesse emparelhar-se com os meios de comunica\u00e7\u00e3o \u201ccomerciais\u201d?; 2) por que, em oito anos de governo, o PT n\u00e3o investiu com intensidade na proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o da m\u00eddia (n\u00e3o confundir com censura, nem com \u201ccontrole\u201d), de modo que se pudesse estabelecer um estatuto mais democr\u00e1tico, do mesmo modo que foi feito com a internet?<\/p>\n<p>Culpar a imprensa \u00e9 f\u00e1cil, alvo sempre dispon\u00edvel; admitir os pr\u00f3prios erros \u00e9 um pouco mais dif\u00edcil.<!--more--><\/p>\n<p><strong>UMA CORRE\u00c7\u00c3O&#8230;<\/strong><br \/>\nNa nota principal na coluna de ontem, \u201cInjusti\u00e7a tribut\u00e1ria\u201d, cometi imprecis\u00e3o, ao n\u00e3o avisar que a corre\u00e7\u00e3o da tabela do Imposto de Renda em 4,5% valeria apenas para o ano de 2015. O ajuste foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff, que enviou uma medida provis\u00f3ria com a proposta ao Congresso. Portanto, para o ano-base corrente, prevalece a tabela antiga, que come\u00e7a a tributar sal\u00e1rios de R$ 1.787,78 em 7,5%, indo at\u00e9 o percentual de 27,5% para vencimentos a partir de de R$ 4.463,81. Ou seja, a injusti\u00e7a da tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 maior do que anunciei ontem.<\/p>\n<p><strong>\u2026 E UM ACR\u00c9SCIMO<\/strong><br \/>\nPositiva para o contribuinte, pois o ajuste no \u00edndice faz cair o imposto a recolher, a oposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m quer tirar a sua casquinha. O senador A\u00e9cio Neves (PSDB) disse que vai propor uma emenda para que a tabela seja corrigida em 6%. A medida, lan\u00e7ada por Dilma no \u201cpacote de bondades\u201d pr\u00e9-eleitoral, junto com o aumento do Bolsa Fam\u00edlia, pode virar uma armadilha: se a bancada situacionista votar contra a proposta de A\u00e9cio, arcar\u00e1 com o \u00f4nus de uma atitude impopular; se votar a favor, o b\u00f4nus da aprova\u00e7\u00e3o ser\u00e1 do senador, pr\u00e9-candidato a presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>O PREFERIDO<\/strong><br \/>\nSimula\u00e7\u00e3o do Valor Econ\u00f4mico mostra o senador A\u00e9cio Neves (PSDB) como candidato preferido dos empres\u00e1rios. Consulta com 103 executivos de grandes empresas apresentou 70% dos votos a favor do senador mineiro; Eduardo Campos (PSB-PE) ficou com 16,5%; e a presidente Dilma Rousseff (PT) com 3%.<\/p>\n<p><strong>L\u00cdDER<\/strong><br \/>\nEm uma \u00e9poca em que pol\u00edticos deixam-se guiar por pesquisas de opini\u00e3o e submetem-se docemente a marqueteiros, o presidente do Uruguai, Jos\u00e9 Mujica, mostra como deve agir um l\u00edder. Reconhecer sua coragem pol\u00edtica, independe de concordar-se ou n\u00e3o com ele. Enfrentando a opini\u00e3o da maioria, Mujica prop\u00f4s e conseguiu legalizar a maconha, sob severa regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ele mesmo recomenda cautela, considerando a aprova\u00e7\u00e3o de lei um experimento, que precisar\u00e1 ser avaliado mais \u00e0 frente. A certeza dele \u00e9 que o caminho da repress\u00e3o n\u00e3o deu certo, sendo necess\u00e1rio buscar alternativas. A prop\u00f3sito, 60% dos uruguaios manifestavam-se contra a legaliza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, pesquisas recentes indicam que 51% deles preferem manter a lei como est\u00e1 para ver se funciona, antes de pedir sua revoga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Pol\u00edtica&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 8\/5\/2014, do O POVO. 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