{"id":17571,"date":"2015-01-24T16:01:03","date_gmt":"2015-01-24T19:01:03","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=17571"},"modified":"2015-01-24T16:01:03","modified_gmt":"2015-01-24T19:01:03","slug":"os-politicos-os-filhos-e-a-parentela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2015\/01\/24\/os-politicos-os-filhos-e-a-parentela\/","title":{"rendered":"Os pol\u00edticos, os filhos e a parentela"},"content":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o do artigo publicado na coluna &#8220;Menu Pol\u00edtico&#8221;, caderno &#8220;People&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 25\/1\/2015, do <strong>O POVO<\/strong>.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2015\/01\/Carlus.11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-17597\" alt=\"Carlus.1\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2015\/01\/Carlus.11.jpg\" width=\"315\" height=\"604\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2015\/01\/Carlus.11.jpg 315w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2015\/01\/Carlus.11-300x575.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2015\/01\/Carlus.11-120x230.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/a>Os pol\u00edticos, os filhos e a parentela<\/strong><br \/>\nPl\u00ednio Bortolotti<\/p>\n<p>Na guerra da elei\u00e7\u00e3o presidencial do ano passado vieram \u00e0 tona algumas informa\u00e7\u00f5es da biografia do candidato A\u00e9cio Neves (PSDB) que ele preferia n\u00e3o ostentar. Pegaria mal para um defensor intransigente da \u201cmeritocracia\u201d lembrar que ele fora nomeado, aos 25 anos de idade, diretor de Loterias da Caixa Econ\u00f4mica Federal, sem nenhum indicador de que tivesse compet\u00eancia para o cargo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, antes de chegar \u00e0 Caixa, A\u00e9cio j\u00e1 vinha sendo premiado com cargos p\u00fablicos desde os 17 anos, por influ\u00eancia do pai e do av\u00f4, Tancredo Neves. Havia ainda o agravante de que eram fun\u00e7\u00f5es que deveriam ser exercidas na capital federal, mas ele morava no Rio. O lament\u00e1vel \u00e9 que A\u00e9cio nunca foi exce\u00e7\u00e3o, mas a regra na hist\u00f3ria p\u00e1tria, que nem a lei antinepotismo conseguiu extirpar.<\/p>\n<p>Os novos governadores, que assumiram no dia 1\u00ba de janeiro, deram sequ\u00eancia a essa lament\u00e1vel tradi\u00e7\u00e3o patrimonialista, entranhada nos costumes pol\u00edticos brasileiros, mal que acomete todos os partidos. Atendo-se somente \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o de filhos de pol\u00edticos, este jornal publicou (19\/1\/2015) que pelo menos \u201c12 jovens sem experi\u00eancia em gest\u00e3o p\u00fablica\u201d ganharam cargos p\u00fablicos importantes em seis estados.<!--more--><\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, o deputado federal eleito Marco Ant\u00f4nio Cabral (PMDB-RJ), 23 anos, filho do ex-governador S\u00e9rgio Cabral, foi nomeado para a secretaria estadual de Esportes. \u00c0s v\u00e9speras da Olimp\u00edada, ele ter\u00e1 garantida ampla visibilidade. O Rio \u00e9 governado por Luiz Fernando Pez\u00e3o, do PMDB.<\/p>\n<p>A Bahia, comandada por Rui Costa (PT), garantiu a nomea\u00e7\u00e3o de quatro filhos de aliados ou de partidos que o governador quer atrair para o seu lado. Entre eles, o filho do senador Otto Alencar (PSD) para a ag\u00eancia de fomento do estado e o filho de Guilherme Bonfim, ex-deputado federal, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas.<\/p>\n<p>No Paran\u00e1, o cargo de na companhia de saneamento, passou de m\u00e3e para filho, sai Em\u00edlia Belinatti e assume o filho Antonio Carlos, cujo pai j\u00e1 foi prefeito de Londrina pelo PP. O governador \u00e9 Beto Richa (PSDB).<\/p>\n<p>No Piau\u00ed, governado por Wellington Dias (PT), o filho do ex-deputado federal Nazareno Fonteles, do mesmo partido do governador, assume a secretaria da Fazenda. Soraya Castelo Branco, filha do ex-prefeito de Parna\u00edba (PTB), ser\u00e1 ouvidora-geral do estado.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, Gabriela Markus, ex-Miss Brasil, filha do vereador Wilson Marques (PMDB), assume como secret\u00e1ria-adjunta de Turismo e Lazer. O estado \u00e9 governado por Jos\u00e9 Ivo Sartori (PMDB)<\/p>\n<p>Mas quem caprichou mesmo na caneta amiga da parentela foi a governadora Suely Campos (PP), de Roraima, nomeando 19 pessoas da fam\u00edlia, contagem feita pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, entre eles duas filhas, presenteadas com secretarias de destaque.<\/p>\n<p>Muito provavelmente, se o levantamento fosse mais extensivo, muito mais se encontraria. Imaginem as Assembleias Legislativas das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o; pensem nas prefeituras dos mais de cinco mil munic\u00edpios brasileiros, com suas respectivas C\u00e2maras Municipais. Tantas hist\u00f3rias, tantos parentes, tantos amigos e aderentes.<\/p>\n<p><strong>NOTAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Minha casa&#8230;<\/strong><br \/>\nO jornal O Estado de S. Paulo (17\/1\/2015 ) publicou reportagem mostrando que cinco ministros do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), cinco do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e quatro integrantes do Conselho Superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico, propriet\u00e1rios de im\u00f3veis &#8220;nos bairros mais caros de Bras\u00edlia\u201d, est\u00e3o recebendo aux\u00edlio-moradia de R$ 4,3 mil por m\u00eas.<\/p>\n<p><strong>&#8230;meu aluguel<\/strong><br \/>\nO fato \u00e9 que eles est\u00e3o rigorosamente dentro da lei, pois o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar decidindo pelo benef\u00edcio ao Judici\u00e1rio, privil\u00e9gio que depois foi estendido ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e \u00e0 Defensoria P\u00fablica. Legal est\u00e1; por\u00e9m, \u00e9 justo? O assunto vai ser analisado pelo pleno do STF, ainda sem data marcada.<\/p>\n<p><strong>Corre\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNo artigo da semana passada \u201cDe burca na praia, com Charlie Hebdo\u201d atribu\u00ed a autoria do texto, objeto de minha cr\u00edtica, ao padre Antonio Piber, seguindo anota\u00e7\u00e3o do blog de Leonardo Boff, <a href=\"https:\/\/leonardoboff.wordpress.com\/2015\/01\/10\/eu-nao-sou-charlie-je-ne-suis-pas-charlie-pe-antonio-piber\/\" target=\"_blank\">que o reproduziu<\/a>. Depois, o pr\u00f3prio Boff fez a corre\u00e7\u00e3o, anotando que o texto era de <a href=\"https:\/\/leonardoboff.wordpress.com\/2015\/01\/10\/je-ne-suis-pas-charlie-el-rafo-saldanha-verdadeiro-autor\/\" target=\"_blank\">Rafo Saldanha, com \u201cacr\u00e9scimos\u201d do padre<\/a>. Quando tomei ci\u00eancia da corre\u00e7\u00e3o, o artigo j\u00e1 havia sido editado. De qualquer modo, n\u00e3o altera as cr\u00edticas que fiz no meu texto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o do artigo publicado na coluna &#8220;Menu Pol\u00edtico&#8221;, caderno &#8220;People&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 25\/1\/2015, do O POVO. 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