{"id":18983,"date":"2017-04-01T16:00:11","date_gmt":"2017-04-01T19:00:11","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=18983"},"modified":"2017-04-01T16:00:11","modified_gmt":"2017-04-01T19:00:11","slug":"empresas-tem-de-ser-transparentes-se-quiserem-a-confianca-do-consumidor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2017\/04\/01\/empresas-tem-de-ser-transparentes-se-quiserem-a-confianca-do-consumidor\/","title":{"rendered":"Empresas t\u00eam de ser transparentes se quiserem a confian\u00e7a do consumidor"},"content":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Menu Pol\u00edtico&#8221;, caderno &#8220;People&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 2\/4\/2017 do <strong>O POVO<\/strong>.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/04\/mENU.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18984\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/04\/mENU-300x746.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"746\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/04\/mENU-300x746.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/04\/mENU-120x298.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/04\/mENU.jpg 317w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Empresas t\u00eam de ser transparentes<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo se a considere exagerada, a opera\u00e7\u00e3o Carne Fraca levantou questionamento sobre o que o brasileiro p\u00f5e \u00e0 mesa. A \u201cind\u00fastria de prote\u00edna animal\u201d diz que segue todas as normas legais; que mant\u00e9m padr\u00f5es \u00e9ticos; que vende aos clientes os mesmos produtos oferecidos \u00e0s suas pr\u00f3prias fam\u00edlias (ou \u00e0s estrelas da TV, turbinadas com cach\u00eas milion\u00e1rios).<\/p>\n<p>Apesar disso, no mundo real, o que move o neg\u00f3cio \u00e9 o lucro: e nada contra, desde que n\u00e3o seja faturado em cima da sa\u00fade alheia.<\/p>\n<p>Quando acontecem irregularidades, a dire\u00e7\u00e3o das empresas alega ser problema \u201cpontual\u201d, culpando subordinados. Mas os executivos escondem que os empregados s\u00e3o espremidos at\u00e9 os ossos para \u201ccumprir metas\u201d, com os superiores fechando os olhos para os m\u00e9todos usados para atingir o mister.<\/p>\n<p>Por outra vista, tamb\u00e9m n\u00e3o adianta embarcar na utopia naturista, como se fosse poss\u00edvel voltar ao tempo supostamente id\u00edlico do homem ca\u00e7ador-coletor ou vivendo em pequenas comunidades autossuficientes. A agricultura org\u00e2nica e a permacultura, mesmo sendo importantes, n\u00e3o conseguir\u00e3o suprir as necessidade humanas. (Ainda que a fome n\u00e3o seja decorrente da falta de alimentos, por\u00e9m de sua injusta distribui\u00e7\u00e3o, mas esse \u00e9 outro debate.)<\/p>\n<p>Assim, temos de conviver com as grandes ind\u00fastrias de alimentos, sem demoniz\u00e1-las; mas sem deix\u00e1-las impor os seus ditames.<!--more--><\/p>\n<p>A cadeia produtiva do agroneg\u00f3cio est\u00e1 longe de ser um exemplo, pois nela se observa desde o sofrimento brutal dos animais ao desmatamento, passando pelo trabalho escravo.<\/p>\n<p>Se os frigor\u00edficos e outras grandes empresas est\u00e3o mesmo preocupadas com o meio ambiente e com seus clientes, deveriam cuidar para que isso melhore, rastreando com mais rigor os produtos que chegam \u00e0s suas f\u00e1bricas, obrigando seus fornecedores a fazerem um servi\u00e7o limpo.<\/p>\n<p>Dizer que cumprem todas as regras oficiais, como sempre fazem, \u00e9 apenas a obriga\u00e7\u00e3o. Melhorem, caso queiram reconhecimento p\u00fablico.<\/p>\n<p>Tomemos o caso dos transg\u00eanicos, hoje consumidos por milh\u00f5es de brasileiros, que nem devem saber que organismos geneticamente modificados est\u00e3o no seu prato. Deixando de lado a pol\u00eamica sobre serem prejudiciais ou n\u00e3o \u00e0 sa\u00fade &#8211; e mesmo por isso &#8211; ningu\u00e9m discordaria de que o consumidor tem o direito de saber se o que compra cont\u00e9m transg\u00eanicos.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias da Alimenta\u00e7\u00e3o (Abia) lutou o quanto p\u00f4de contra a Lei de Biosseguran\u00e7a. Aprovada, tornou-se obrigat\u00f3ria a rotulagem indicando a presen\u00e7a de transg\u00eanicos nos produtos.<\/p>\n<p>Perdida a primeira batalha, a Abia come\u00e7ou a questionar o s\u00edmbolo dos transg\u00eanicos: um \u201cT\u201d aposto no centro de um tri\u00e2ngulo amarelo para alimentos que contenham pelo menos 1% de transg\u00eanicos. A associa\u00e7\u00e3o quer aumentar o percentual para 4% e mudar o s\u00edmbolo, que lhe parece alertar para uma coisa \u201cperigosa\u201d.<\/p>\n<p>Talvez o leitor ainda n\u00e3o tenha observado, mas boa parte dos \u00f3leos de cozinha &#8211; entre muitos outros produtos &#8211; cont\u00e9m o tri\u00e2ngulo amarelo no r\u00f3tulo. Isto \u00e9, foi produzido com vegetal geneticamente modificado, milho ou soja, por exemplo. Os produtos podem ser seguros, como afirmam seus defensores, mas o consumidor tem o direito de saber o que est\u00e1 levando para casa, com informa\u00e7\u00f5es claras e objetivas.<\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 tempo de dirigir as queixas \u00e1cidas que costumamos reservar aos servi\u00e7os p\u00fablicos tamb\u00e9m \u00e0 iniciativa privada e aos seus representantes.<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff\"><strong>NOTAS<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Transg\u00eanicos<\/strong><br \/>\nAlguns produtos que cont\u00eam transg\u00eanicos: aspartame, \u00f3leo de cozinha, milho, amido de milho, xarope de milho, margarina, leite, salsicha, p\u00e3es, bolos, biscoitos, soja e lectina.<\/p>\n<p><strong>Cerveja<\/strong><br \/>\nA prop\u00f3sito, as cervejas mais populares, tipo Skol, Brahma, Antarctica, Original e outras, todas cont\u00eam \u201ccereais n\u00e3o maltados\u201d em sua f\u00f3rmula, como anotado no r\u00f3tulo, em letras mi\u00fadas. Cereais n\u00e3o maltados, normalmente, \u00e9 sin\u00f4nimo para milho, possivelmente transg\u00eanico, pois esse tipo de cultura responde por 85% da produ\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p><strong>Feij\u00e3o<\/strong><br \/>\nA Embrapa deve lan\u00e7ar este ano o primeiro feij\u00e3o transg\u00eanico do mundo, desenvolvido pela empresa. A semente ser\u00e1 resistente a duas doen\u00e7as que atacam a produ\u00e7\u00e3o: o v\u00edrus do mosaico dourado e o carlavirus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Menu Pol\u00edtico&#8221;, caderno &#8220;People&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 2\/4\/2017 do O POVO. 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