{"id":19019,"date":"2017-05-21T09:01:49","date_gmt":"2017-05-21T12:01:49","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=19019"},"modified":"2017-05-21T09:01:49","modified_gmt":"2017-05-21T12:01:49","slug":"reforma-trabalhista-e-a-grande-batalha-dos-bancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2017\/05\/21\/reforma-trabalhista-e-a-grande-batalha-dos-bancos\/","title":{"rendered":"Reforma trabalhista \u00e9 a grande batalha dos bancos"},"content":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Menu Pol\u00edtico&#8221;, caderno &#8220;People&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 21\/5\/2017 do <strong>O POVO<\/strong>.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/05\/Menu-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-19024\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/05\/Menu-1-300x670.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"670\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/05\/Menu-1-300x670.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/05\/Menu-1-120x268.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/05\/Menu-1.jpg 330w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Reforma trabalhista \u00e9 a grande batalha dos bancos<\/strong><\/p>\n<p>Por meio de post no Twitter, em coment\u00e1rio do jornalista Mauro Malin, cheguei ao texto de Raquel Balarin no jornal Valor Econ\u00f4mico, com o t\u00edtulo \u201cJuros? N\u00e3o. Banco quer reforma trabalhista\u201d (24\/8\/2016). No artigo, ela sustenta que uma poss\u00edvel queda nos juros &#8211; que poderia drenar-lhes lucratividade &#8211; n\u00e3o \u00e9 hoje a preocupa\u00e7\u00e3o central dos bancos.<\/p>\n<p>Sem entrar no debate sobre o m\u00e9rito do tema, a jornalista diz que defender a reforma trabalhista \u00e9 a grande batalha (express\u00e3o minha) do sistema banc\u00e1rio. Para ela, esse \u00e9 um dos assuntos que \u201cmais t\u00eam dado dor de cabe\u00e7a \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras\u201d. Balarin cita \u201cum grande banco\u201d no qual o n\u00famero de a\u00e7\u00f5es trabalhistas corresponde a tr\u00eas quartos do total de funcion\u00e1rios. E, segundo a queixa dos banqueiros, escreve a jornalista, \u201ca Justi\u00e7a tem sido solid\u00e1ria aos assalariados que enfrentam os gigantes e lucrativos bancos\u201d.<\/p>\n<p>Altamente lucrativos, sem d\u00favida, os bancos s\u00e3o, independentemente da conjuntura econ\u00f4mica. Estudo feito com base em dados do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) mostra que o lucro somado de quatro dos principais bancos brasileiros (2013) &#8211; Banco do Brasil, Ita\u00fa, Bradesco e Santander &#8211; foi maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) de 83 pa\u00edses. Mesmo o lucro tendo recuado quase 20% neste primeiro trimestre de 2017, em compara\u00e7\u00e3o com o ano passado, o lucro l\u00edquido dos quatro grandes bancos somou R$ 50,29 bilh\u00f5es.<!--more--><\/p>\n<p>Em meio \u00e0 crise, qual outro setor da economia pode apresentar n\u00fameros t\u00e3o lustrosos? Ou seja, com ou sem reforma, com crise ou sem crise, os bancos passam o rodo em cima do pano verde. Al\u00e9m disso, estudo do Departamento Intersindical de Estat\u00edsticas e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) mostra que somente com tarifas banc\u00e1rias, cobradas dos clientes, os bancos arrecadam valor superior ao que despendem em suas respectivas folhas de pagamento.<\/p>\n<p>Por coincid\u00eancia, no domingo passado, falando no Brazil Forum UK 2017, em Oxford (Reino Unido), o dono do Ita\u00fa Unibanco, Roberto Setubal, confirmou as palavras da jornalista, ao fazer a defesa intransigente da reforma trabalhista, alegando que a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) \u00e9 \u201cmuito detalhista, burocr\u00e1tica e intervencionista ao extremo\u201d.<\/p>\n<p>O bilion\u00e1rio ensinou: \u201cSe n\u00e3o criarmos uma legisla\u00e7\u00e3o trabalhista equilibrada, que d\u00ea condi\u00e7\u00f5es para as empresas aumentarem a produ\u00e7\u00e3o e gerarem riqueza, enfrentaremos um problema s\u00e9rio. Nunca teremos como resolver nossos problemas sociais\u201d. Para Setubal, a reforma vai gerar retomada do crescimento econ\u00f4mico e favorecer a cria\u00e7\u00e3o de empregos.<\/p>\n<p>O neg\u00f3cio \u00e9 que, mesmo com uma legisla\u00e7\u00e3o \u201cdetalhista\u201d, com a economia em frangalhos, os bancos continuam lucrando. E demitindo empregados em massa. Por que ainda atacam a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista? Amor ao pa\u00eds ou amor ao dinheiro?<\/p>\n<p>\u00c9 fato que, reduzindo encargos e \u201cflexibilizando\u201d exig\u00eancias legais, o \u201ccusto\u201d ao contratar empregados ficar\u00e1 mais baixo. No entanto &#8211; do mesmo modo que aconteceu com a \u201cdesonera\u00e7\u00e3o\u201d de impostos concedida por Dilma Rousseff -, n\u00e3o h\u00e1 autom\u00e1tica redu\u00e7\u00e3o do desemprego devido a isso. O mais prov\u00e1vel \u00e9 que banqueiros e empres\u00e1rios optem por dilatar a carga de trabalho e embolsar o lucro adicional, em vez de contratar mais empregados.<\/p>\n<p>Os bancos sabem direitinho como fazer isso; v\u00eam fazendo h\u00e1 muito tempo. E a perspectiva \u00e9 que &#8211; com ou sem reforma trabalhista &#8211; continuem a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff\"><strong>NOTAS<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>REFORMAS<\/strong><br \/>\nO presidente Michel Temer avalia que as reformas trabalhista e previdenci\u00e1ria s\u00e3o importantes para a retomada do crescimento da economia, mas nega que o sucesso de seu governo dependa disso. (\u00c9 duvidoso, pois essas duas reformas s\u00e3o exigidas pelo \u201cmercado\u201d, a sua \u00fanica \u201cbase\u201d de sustenta\u00e7\u00e3o; se fracassar nisso, estar\u00e1 sozinho.)<\/p>\n<p><strong>DESEMPREGO<\/strong><br \/>\nPara o presidente, a quest\u00e3o central \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o do desemprego, que ele diz que vai ceder em 2018, com ou sem reformas. \u201cO meu principal objetivo \u00e9 combater o desemprego. Se n\u00e3o conseguir, a\u00ed sim voc\u00ea pode dizer que o governo n\u00e3o deu certo\u201d. (Estado de S. Paulo, 13\/5\/2017)<\/p>\n<p><strong>CR\u00c9DITOS<\/strong><br \/>\nMauro Malin: <a href=\"https:\/\/twitter.com\/mauromalin\/status\/863849408328237056\" target=\"_blank\">Temer agora liga seu destino ao desemprego<\/a>; Valor Econ\u00f4mico: <a href=\"http:\/\/www.valor.com.br\/brasil\/4684805\/juro-nao-banco-quer-reforma-trabalhista\" target=\"_blank\">Juros? N\u00e3o. Banco quer reforma trabalhista<\/a>; BBC Brasil: <a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-39914278\" target=\"_blank\">CLT \u00e9 &#8220;detalhista, burocr\u00e1tica e intervencionista ao extremo&#8221; diz dono do Ita\u00fa-Unibanco ao defender reforma trabalhista<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Menu Pol\u00edtico&#8221;, caderno &#8220;People&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 21\/5\/2017 do O POVO. 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