{"id":19040,"date":"2017-06-17T16:01:49","date_gmt":"2017-06-17T19:01:49","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=19040"},"modified":"2017-06-17T16:01:49","modified_gmt":"2017-06-17T19:01:49","slug":"haddad-e-as-desventuras-com-a-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2017\/06\/17\/haddad-e-as-desventuras-com-a-midia\/","title":{"rendered":"Haddad e as desventuras com a m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Menu Pol\u00edtico&#8221;, caderno &#8220;People&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 18\/6\/2017 do <strong>O POVO<\/strong>.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/06\/Menu..jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-19045\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/06\/Menu..jpg\" alt=\"\" width=\"276\" height=\"547\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/06\/Menu..jpg 276w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/06\/Menu.-120x238.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 276px) 100vw, 276px\" \/><\/a>Haddad e as desventuras com a m\u00eddia<\/strong><\/p>\n<p>Depois de tr\u00eas colunas seguidas, nas quais abordei problemas relativos aos meios de comunica\u00e7\u00e3o, parecia que o assunto estava de bom tamanho, por ora. Por\u00e9m, um artigo do ex-prefeito de S\u00e3o Paulo, Fernando Haddad (PT), na revista piau\u00ed &#8211; \u201cVivi na pele o que aprendi nos livros\u201d &#8211; complementa, com exemplos reais, os temas que venho tratando: os malef\u00edcios da concentra\u00e7\u00e3o da propriedade e da falta de diversidade na m\u00eddia brasileira &#8211; e como isso concorre para solapar a democracia.<\/p>\n<p>Para Haddad, \u201cos grandes grupos de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o geridos<br \/>\npor fam\u00edlias que pensam da mesma forma e t\u00eam a mesma agenda para o pa\u00eds, com varia\u00e7\u00f5es m\u00ednimas. Em momentos cruciais de nossa hist\u00f3ria, como em 1964 e 2016, atuam em bloco\u201d. Falando do cerco que sofreu da imprensa paulistana, Haddad narra v\u00e1rias casos do tratamento desproporcionalmente negativo dirigido \u00e0 sua administra\u00e7\u00e3o pelos principais jornais e emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p>Ao comentar o que ele considera uma guinada do PSDB para a vertente do \u201cconservadorismo regressivo em rela\u00e7\u00e3o dos costumes e direitos civis\u201d, o ex-prefeito afirma: \u201cCuriosamente, o ve\u00edculo que mais respaldou essa pauta foi aquele de quem menos se esperava uma aproxima\u00e7\u00e3o com o obscurantismo: o jornal Folha de S.Paulo\u201d. Como exemplo, cita o caso do suposto \u201ckit gay\u201d, que Haddad foi acusado, equivocadamente, de querer distribu\u00ed-los nas escolas, quando ministro da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Folha adotou \u201ckit gay\u201d como \u201cretranca\u201d (palavra ou express\u00e3o destacada) para abrir suas mat\u00e9rias sobre o<br \/>\nassunto. Agindo assim, \u201co jornal deu dignidade a uma abordagem que contribuiu para que o debate sobre direitos civis atrasasse cinquenta anos no pa\u00eds\u201d, afirma o ex-prefeito.<\/p>\n<p>Do jornal O Estado de S. Paulo, Haddad diz ter colecionado 413 editoriais contra a sua gest\u00e3o. Em um deles (2016), o jornal apostava que, sendo ele um \u201cdemagogo\u201d, jamais reajustaria a tarifa de \u00f4nibus em ano eleitoral. Quando o aumento foi concedido, o jornal escreveu um \u201cduro editorial\u201d com o t\u00edtulo \u201cCada vez mais caro e ruim\u201d.<\/p>\n<p>A revista Veja S\u00e3o Paulo afirmou (6\/2\/2015) que as ciclovias da Prefeitura eram as mais caras na compara\u00e7\u00e3o com outras nove cidades estrangeiras. Segundo Haddad, a revista desconsiderou a necessidade de enterrar a fia\u00e7\u00e3o, a reforma de canteiros e outros servi\u00e7os. Ele diz ter levado mais de um ano para desmentir o fato. E, quando o Tribunal de Contas do Estado denunciou que uma ciclovia provis\u00f3ria do Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo havia custado \u201cseis vezes mais que as ciclovias da prefeitura\u201d, a informa\u00e7\u00e3o teria sido publicada na revista Exame, tamb\u00e9m da editora Abril, mas de tiragem menor que a Veja.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 Globo, Haddad diz que o Fant\u00e1stico fez uma s\u00e9rie de<br \/>\nmat\u00e9rias sobre um programa municipal chamado FabLab &#8211; laborat\u00f3rios de impressoras 3D &#8211; para fomentar o empreendedorismo. \u201cN\u00e3o me lembro de que tenham feito (no Fant\u00e1stico) men\u00e7\u00e3o \u00e0 Prefeitura de S\u00e3o Paulo\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, esse tratamento, diz, n\u00e3o o incomodava; o pior era quando a mat\u00e9ria jornal\u00edstica \u201cafetava negativamente a vida dos benefici\u00e1rios de pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, fazendo crescerem \u201co preconceito e a intoler\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o aos mais vulner\u00e1veis\u201d. Ele atribui \u00e0 Folha de S. Paulo \u201cgrande parte\u201d da responsabilidade pelo fim do programa \u201cDe Bra\u00e7os<br \/>\nAbertos\u201d, que, em um ano, segundo ele, reduziu o fluxo de<br \/>\nmoradores em situa\u00e7\u00e3o de rua na Cracol\u00e2ndia, de 1.500 para 500 pessoas, atestado por pesquisa independente da Open Society Foundations.<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff\"><strong>NOTAS<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>PATRIMONIALISMO<\/strong><br \/>\nO t\u00edtulo completo do artigo de Fernando Haddad \u00e9 \u201cVivi na<br \/>\npele o que aprendi nos livros &#8211; Um encontro com o patrimonialismo brasileiro\u201d. Ele diz que a corrup\u00e7\u00e3o no Brasil n\u00e3o \u00e9 \u201csist\u00eamica\u201d, pois, se fosse, seria poss\u00edvel pensar um patrimonialismo sem corrup\u00e7\u00e3o. Para ele, a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9<br \/>\n\u201ccorol\u00e1rio\u201d (consequ\u00eancia) do patrimonialismo, a captura do Estado e de suas institui\u00e7\u00f5es para atender a interesses privados, a \u201cant\u00edtese da Rep\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p><strong>JUSTI\u00c7A SEM PARTIDO<\/strong><br \/>\n\u201cO problema \u00e9 que institui\u00e7\u00f5es que deveriam funcionar para,<br \/>\nna forma da lei, dar respaldo a quem ganha as elei\u00e7\u00f5es para executar seu plano de governo agem, muitas vezes, de forma facciosa. Hoje a bandeira a empunhar talvez fosse a da \u201cjusti\u00e7a sem partido\u2019\u201d. (F. Haddad)<\/p>\n<p><strong>CR\u00c9DITO<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/materia\/vivi-na-pele-o-que-aprendi-nos-livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A \u00edntegra do artigo na piau\u00ed<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Menu Pol\u00edtico&#8221;, caderno &#8220;People&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 18\/6\/2017 do O POVO. 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