{"id":19166,"date":"2017-11-04T16:01:12","date_gmt":"2017-11-04T19:01:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=19166"},"modified":"2017-11-04T16:01:12","modified_gmt":"2017-11-04T19:01:12","slug":"carne-sintetica-devera-chegar-logo-aos-supermercados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2017\/11\/04\/carne-sintetica-devera-chegar-logo-aos-supermercados\/","title":{"rendered":"Carne sint\u00e9tica dever\u00e1 chegar logo aos supermercados"},"content":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Menu Pol\u00edtico&#8221;, caderno &#8220;People&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 5\/11\/2017 do <strong>O POVO<\/strong>.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/11\/Menu.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-19168\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/11\/Menu-300x770.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"770\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/11\/Menu-300x770.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/11\/Menu-120x308.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2017\/11\/Menu.jpg 317w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Carne sint\u00e9tica dever\u00e1 chegar logo aos supermercados<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro hamb\u00farguer de carne sint\u00e9tica foi produzido em 2013, mas ainda n\u00e3o est\u00e1 na prateleira dos supermercados devido ao custo, por enquanto, proibitivo. O autor da fa\u00e7anha foi o professor Mark J. Post e sua equipe da Maastricht University (Holanda), que passaram sete anos pesquisando o assunto. Post afirma que a produ\u00e7\u00e3o em escala far\u00e1 o custo cair e estima que o produto estar\u00e1 no mercado em cinco anos.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 revista Brasileiros, ele explicou que t\u00e9cnica consiste em extrair c\u00e9lulas de um m\u00fasculo da vaca e depois expandi-las em laborat\u00f3rio, \u201cdesenvolvendo o tecido por auto-organiza\u00e7\u00e3o\u201d. Essas fibras musculares s\u00e3o muito semelhantes, \u201cse n\u00e3o iguais, \u00e0s fibras de m\u00fasculo fresco proveniente de uma vaca\u201d.<\/p>\n<p>O processo n\u00e3o exige o sacrif\u00edcio nem maltrata o animal, e as c\u00e9lulas cultivadas podem render \u201ctoneladas de carne\u201d. Segundo o professor, o bife sint\u00e9tico ter\u00e1 o aspecto do original, com m\u00fasculos, sangue e fibras, e sabor parecido. O m\u00e9todo pode ser aplicado para obter o mesmo resultado em qualquer outro animal.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com o tipo e a quantidade de alimenta\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel sempre esteve presente na hist\u00f3ria da humanidade, desde os prim\u00f3rdios. No s\u00e9culo XVIII, o economista Thomas Malthus afligia-se observando que a popula\u00e7\u00e3o mundial crescia em progress\u00e3o geom\u00e9trica, enquanto a produ\u00e7\u00e3o de alimentos progredia aritmeticamente, o que terminaria em cat\u00e1strofe, se n\u00e3o houvesse controle da natalidade. A tecnologia cuidou de resolver o problema.<!--more--><\/p>\n<p>O problema de hoje n\u00e3o \u00e9 a falta de alimentos &#8211; pois a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente para alimentar todos os habitantes do mundo -, por\u00e9m a distribui\u00e7\u00e3o desequilibrada, ou seja, a desigualdade social. Atualmente, outras quest\u00f5es se imp\u00f5em, como o esgotamento dos recursos naturais do planeta, a polui\u00e7\u00e3o e a busca de um relacionamento mais \u00e9tico com os animais.<\/p>\n<p>Desde 1969, a Global Footprint Network calcula o chamado Dia de Sobrecarga da Terra. Avaliando, a cada ano, o quanto a popula\u00e7\u00e3o terrestre consome de recursos e a capacidade de regenera\u00e7\u00e3o da natureza. Em 1987, pela primeira vez, a data caiu antes do fim do ano, em 9 de dezembro.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, essa data chega cada vez mais cedo; este ano os recursos haviam sido consumidos no dia 2 de agosto. Com essa pegada, a humanidade precisaria de 1,7 planeta Terra para regenerar os recursos consumidos. Ou seja, a humanidade vive de um empr\u00e9stimo do ecossistema, que n\u00e3o ter\u00e1 como pagar &#8211; e nos levar\u00e1 \u00e0 cat\u00e1strofe, se a ci\u00eancia e tecnologia n\u00e3o vierem nos socorrer.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de carne sint\u00e9tica tamb\u00e9m pode ser \u00fatil para ajudar a resolver uma parte desse dilema. Estudo revelou que a carne cultivada usa 45% menos de energia; produz 96% menos emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e utiliza 99% menos de terra, em compara\u00e7\u00e3o com a pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Mas a carne cultivada tornou-se um neg\u00f3cio milion\u00e1rio. O pesquisador Mark Post abriu uma companhia, a Mosa Meats, para disputar o mercado. A empresa americana Hampton Creek quer ser a pioneira no mercado, pondo o produto \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do consumidor at\u00e9 o fim do ano. Dezenas de start ups, as novas empresas de tecnologia, est\u00e3o investindo no ramo, tanto no cultivo de carne a partir de c\u00e9lulas-tronco quanto em alternativas vegetais, que imitem o gosto de um bife.<\/p>\n<p>Portanto, a guerra de prote\u00ednas, livre do sofrimento animal, est\u00e1 apenas come\u00e7ando e pode levar \u00e0 extin\u00e7\u00e3o de dinossauros do tipo JBS.<\/p>\n<p>E ser\u00e1 que veganos, que n\u00e3o consomem carne por quest\u00f5es ideol\u00f3gicas, a defesa dos animais, aceitar\u00e3o comer um bife sint\u00e9tico?<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff\"><strong>NOTAS<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>BISCOITO SINT\u00c9TICO<\/strong><br \/>\nA prop\u00f3sito, a carne cultivada nada tem a ver com o biscoito sintetizado a partir de alimentos descart\u00e1veis que o prefeito de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Doria, queria distribuir \u00e0 popula\u00e7\u00e3o pobre da cidade. O granulado de Doria, pelo uso que o prefeito queria fazer dele, se parece mais com <em>Soylent Green.<\/em><\/p>\n<p><strong>SOYLENT GREEN<\/strong><br \/>\nNo filme de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u201cNo ano de 2020\u201d (1973), um detetive, interpretado por Charlton Heston, investiga o assassinato do executivo de uma empresa produtora de comida sint\u00e9tica, o biscoito <em>Soylent Green<\/em>, distribu\u00eddo para alimentar a popula\u00e7\u00e3o pobre. A investiga\u00e7\u00e3o leva \u00e0 descoberta chocante sobre os ingredientes usados na sua composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>CR\u00c9DITO<\/strong><br \/>\nRevista Brasileiros: <a href=\"http:\/\/www.paginab.com.br\/inovacao\/bife-file-de-peixe-ate-costelinha-voce-vai-comer-carne-de-laboratorio#.WfoTWo9Sy1t\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Voc\u00ea vai comer carne de laborat\u00f3rio?<\/a>; \u00c9poca Neg\u00f3cios: <a href=\"http:\/\/epocanegocios.globo.com\/Curiosidades\/noticia\/2017\/07\/empresa-dos-eua-promete-lancar-carne-artificial-em-2018.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Empresa dos EUA promete lan\u00e7ar carne artificial em 2018<\/a>; Conex\u00e3o Planeta: <a href=\"http:\/\/conexaoplaneta.com.br\/blog\/dia-da-sobrecarga-da-terra-recursos-naturais-do-planeta-para-2017-se-esgotam-hoje\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dia da Sobrecarga da Terra<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Menu Pol\u00edtico&#8221;, caderno &#8220;People&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 5\/11\/2017 do O POVO. 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