{"id":19716,"date":"2018-12-13T00:01:43","date_gmt":"2018-12-13T02:01:43","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=19716"},"modified":"2018-12-12T18:52:33","modified_gmt":"2018-12-12T20:52:33","slug":"pedagio-ou-rachadinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2018\/12\/13\/pedagio-ou-rachadinha\/","title":{"rendered":"Ped\u00e1gio ou rachadinha?"},"content":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o do artigo publicado na editoria de Opini\u00e3o, <strong>O POVO<\/strong> edi\u00e7\u00e3o de 13\/12\/2018.<\/p>\n<p><strong>Ped\u00e1gio ou rachadinha?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 momentos em que o sil\u00eancio, o toureio, as frases interrompidas, os engasgos e os n\u00f3s de l\u00edngua, falam <strong>mais alto<\/strong> do que uma l\u00edmpida explana\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um \u201cmotorista\u201d sumido; um futuro chefe da <strong>Casa Civil<\/strong> que tergiversa, deixando entrevistadores sem respostas; um nomeado Ministro da Justi\u00e7a sinalizando a <strong>jornalistas<\/strong> que vai se calar, mas, logo depois, apresenta-se com declara\u00e7\u00f5es t\u00edbias; um presidente rec\u00e9m-diplomado justificando-se de forma <strong>estapaf\u00fardia<\/strong>.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o resumo, at\u00e9 agora, do caso envolvendo o deputado estadual <strong>Fl\u00e1vio Bolsonaro<\/strong> (PSL-RJ), senador eleito, cujo motorista-assessor foi flagrado pelo Coaf com <strong>movimenta\u00e7\u00e3o<\/strong> \u201cat\u00edpica\u201d em sua conta banc\u00e1ria. Ele movimentou R$ 1,2 milh\u00e3o em um ano, tendo emitido cheque de R$ 24 mil para a futura <strong>primeira-dama<\/strong>. (O sal\u00e1rio de R$ 9 mil para um \u201cmotorista\u201d j\u00e1 deveria ser objeto de esc\u00e2ndalo, mas deixa para l\u00e1.)<\/p>\n<p>Como se sabe, desde que o caso veio a lume, o assessor est\u00e1 <strong>desaparecido<\/strong> e Onyx Lorenzoni abandonou uma entrevista, quando perguntado sobre o assunto. <strong>S\u00e9rgio Moro<\/strong>, primeiro recusou-se a falar, depois deu um \u201cok\u201d para a explica\u00e7\u00e3o desafinada do chefe: \u201cO sr. presidente eleito j\u00e1 esclareceu a parte que lhe cabe no epis\u00f3dio\u201d, pontificou. Disse, ainda, que a ele, como <strong>ministro<\/strong>, seria \u201cinapropriado\u201d <strong>opinar<\/strong> em \u201ccasos concretos\u201d. Depois pediu, fracamente, a \u201capura\u00e7\u00e3o\u201d do caso, o que j\u00e1 \u00e9 alguma coisa, por\u00e9m atitude um tanto diferente do <strong>inflex\u00edvel<\/strong> juiz anticorrup\u00e7\u00e3o, que vai ter o Coaf subordinado a ele.<\/p>\n<p>Mas a melhor desculpa foi de Jair Bolsonaro, por\u00e9m, apropriada, no julgamento de Moro. O <strong>presidente eleito<\/strong> disse que o cheque &#8211; suposto pagamento de um empr\u00e9stimo que fizera ao motorista &#8211; fora depositado na <strong>conta<\/strong> da mulher, pois ele \u00e9 muito ocupado para ir a bancos. Mas, tente lembrar-se, <strong>caro leitor<\/strong>: quantas vezes voc\u00ea foi a uma ag\u00eancia banc\u00e1ria este ano? O deslocamento tornou-se desnecess\u00e1rio desde que os bancos tornaram-se digitais.<\/p>\n<p>Tomaram tamb\u00e9m ch\u00e1 de sumi\u00e7o os <strong>cruzados<\/strong> da luta contra a corrup\u00e7\u00e3o das <strong>redes sociais<\/strong>. Talvez estejam tentando entender o que \u00e9 \u201cped\u00e1gio\u201d ou \u201crachadinha\u201d, como se diz no <strong>Cear\u00e1<\/strong>: quando o parlamentar sequestra parte do sal\u00e1rio de \u201cassessores\u201d para embols\u00e1-lo. \u00c9 a forma mais <strong>tosca<\/strong> de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o do artigo publicado na editoria de Opini\u00e3o, O POVO edi\u00e7\u00e3o de 13\/12\/2018. Ped\u00e1gio ou rachadinha? 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