{"id":20033,"date":"2019-06-20T00:02:54","date_gmt":"2019-06-20T03:02:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=20033"},"modified":"2019-06-19T19:06:20","modified_gmt":"2019-06-19T22:06:20","slug":"dallagnol-tem-a-resposta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2019\/06\/20\/dallagnol-tem-a-resposta\/","title":{"rendered":"Dallagnol tem a resposta"},"content":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o do artigo publicado no <strong>O POVO<\/strong>, editoria de Opini\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o de 20\/6\/2019.<\/p>\n<p><strong>Dallagnol tem a resposta<\/strong><\/p>\n<p>O depoimento do ministro da Justi\u00e7a, <strong>S\u00e9rgio Moro<\/strong>, \u00e0 Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a do Senado baseou-se nos seguintes pilares: na tentativa de desqualificar o trabalho do portal <strong>The Intercept Brasil<\/strong>, confundindo o m\u00e9todo jornal\u00edstico com a a\u00e7\u00e3o de um suposto grupo criminoso, que teria invadido telefones de autoridades; em dizer que n\u00e3o podia ratificar a <strong>autenticidade<\/strong> dos di\u00e1logos; mas, contraditoriamente, mesmo admitindo as mensagens como verdadeiras, disse nada haver nelas que pudesse comprometer a sua imparcialidade como <strong>juiz<\/strong>.<\/p>\n<p>Sim, o ministro tamb\u00e9m foi acometido de uma tremenda falta de <strong>mem\u00f3ria<\/strong>, que o ajudou a escapar das perguntas mais inc\u00f4modas. Uma delas, a que se referia \u00e0 sua recomenda\u00e7\u00e3o ao procurador Deltan Dallagnol para n\u00e3o \u201cmelindrar\u201d algu\u00e9m \u201ccujo apoio \u00e9 importante\u201d, o ex-presidente <strong>Fernando Henrique Cardoso<\/strong>, que poderia ser investigado.<\/p>\n<p>Tanto o <strong>esquecimento<\/strong> do ministro, quanto a d\u00favida dele em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 veracidade dos di\u00e1logos, poderia ser sanada &#8211; sugeriu um senador &#8211; caso ele autorizasse o <strong>Telegram<\/strong> a divulgar seus arquivos. Moro respondeu que fazia mais de dois anos que deixara de usar o dispositivo, n\u00e3o tendo como recuperar as conversas. <strong>Consultei<\/strong> o site oficial do Telegram e, de fato, as mensagens est\u00e3o perdidas, caso ele tenha apagado a <strong>sua conta<\/strong> ou deixado de usar o aplicativo por mais de seis meses. Nos dois casos, a empresa destr\u00f3i os arquivos.<\/p>\n<p>No entanto, as mensagens trocadas entre Moro e Dallagnol est\u00e3o intactas na conta do <strong>procurador<\/strong>, sendo poss\u00edvel recuperar os di\u00e1logos. Portanto, caso Dallegnol disponha-se a abrir seus dados, haver\u00e1 a possibilidade de <strong>confront\u00e1-los<\/strong> com os divulgados pelo Intercept.<\/p>\n<p>Assim, est\u00e1 nas m\u00e3os de Dallagnol a oportunidade de p\u00f4r as cartas na mesa, acabando com a <strong>pendenga<\/strong>. Se ele recusar-se, estar\u00e1 autorizando a todos a acreditarem que os di\u00e1logos divulgados pelo Intercept s\u00e3o verdadeiros, ainda que <strong>inofensivos<\/strong>, como quer Moro. O que se espera, <strong>no m\u00ednimo<\/strong>, \u00e9 que Dallagnol n\u00e3o se sinta compelido agora a apagar a sua conta no Telegram.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o do artigo publicado no O POVO, editoria de Opini\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o de 20\/6\/2019. 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