{"id":20359,"date":"2019-12-12T00:01:06","date_gmt":"2019-12-12T03:01:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=20359"},"modified":"2019-12-11T16:35:29","modified_gmt":"2019-12-11T19:35:29","slug":"o-lado-sombrio-das-redes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2019\/12\/12\/o-lado-sombrio-das-redes-sociais\/","title":{"rendered":"O lado sombrio das redes sociais"},"content":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o do artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de 12\/12\/2019 do <strong>O POVO<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>O lado sombrio das redes sociais<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisa do instituto DataSenado revela um dado que j\u00e1 se podia intuir, mas surpreendente pela sua dimens\u00e3o: 79% dos entrevistados afirmaram utilizar \u201csempre\u201d o Whatsapp como fonte de informa\u00e7\u00e3o. Em seguida v\u00eam a televis\u00e3o (50%), Youtube (49%), Facebook (44%), site de not\u00edcias (38%), Instagram (30%), r\u00e1dio (22%), jornal impresso (8%) e Twitter (7%).<\/p>\n<p>Observa-se a superioridade esmagadora das redes sociais sobre a imprensa profissional. Pode-se dar desconto pela poss\u00edvel confus\u00e3o entre \u201cinforma\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cnot\u00edcia\u201d. Mesmo assim \u00e9 assombroso o percentual de pessoas valendo-se somente das redes como fonte de informa\u00e7\u00f5es. O fato \u00e9 que as m\u00eddias sociais vieram para ficar, incluindo a enxurrada de mentiras, fraudes e deforma\u00e7\u00f5es (conhecidas como \u201cfake news\u201d) que por elas circulam.<\/p>\n<p>O mal que isso pode causar \u00e0 democracia ficou evidente na elei\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos e no referendo do Brexit.<\/p>\n<p>A jornalista Carole Cadwalladr, do jornal londrino The Observer, investigou durante um ano a atua\u00e7\u00e3o da empresa Cambridge Analytica, que utilizou dados do Facebook para induzir eleitores brit\u00e2nicos a votarem pela sa\u00edda do Reino Unido da Uni\u00e3o Europeia, o Brexit.<\/p>\n<p>As armas virtuais utilizadas foram a mentira, a amea\u00e7a e o medo em propor\u00e7\u00f5es gigantescas, por\u00e9m servidas em doses individuais e personalizadas, dependendo do perfil do eleitor, mapeado pelo Facebook.<\/p>\n<p>Cadwalladr chamou o artif\u00edcio de \u201ca maior fraude eleitoral na Gr\u00e3-Bretanha em 100 anos\u201d. Lembrou que no s\u00e9culo XIX \u201ccarrinhos de m\u00e3o\u201d eram usados para carregar dinheiro para a compra de votos. Ent\u00e3o foram criadas leis para impedir isso. Por\u00e9m, \u201cas leis n\u00e3o funcionam mais\u201d, disse ela: \u201cPode-se gastar qualquer quantia em dinheiro nos an\u00fancios no Facebook, Google ou YouTube, e ningu\u00e9m saber\u00e1, porque s\u00e3o caixas pretas\u201d.<\/p>\n<p>Ela cita o Brasil como um dos pa\u00edses em que \u201c\u00f3dio e medo est\u00e3o sendo semeados on-line\u201d, parte de uma \u201conda sombria\u201d propagada por meio das plataformas de tecnologia.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de fazer\u00a0 um libelo contra as novas formas de comunica\u00e7\u00e3o, mas de alertar para o mal que podem causar quando usadas inescrupulosamente.<\/p>\n<p>PS. <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/a-camara\/estruturaadm\/ouvidoria\/dados\/pesquisa-nov-2019-relatorio-completo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pesquisa do DataSenado<\/a>. Palestra da jornalista Carole Cadwalladr.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Carole Cadwalladr: Facebook&#039;s role in Brexit -- and the threat to democracy\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/embed.ted.com\/talks\/carole_cadwalladr_facebook_s_role_in_brexit_and_the_threat_to_democracy\" width=\"668\" height=\"376\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o do artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de 12\/12\/2019 do O POVO. 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