{"id":2573,"date":"2009-09-18T05:13:16","date_gmt":"2009-09-18T08:13:16","guid":{"rendered":"http:\/\/blog3.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=2573"},"modified":"2009-09-18T05:13:16","modified_gmt":"2009-09-18T08:13:16","slug":"anticristo-do-vale-do-silicio-ataca-crentes-tecnologicos-e-diz-que-tecnologia-nao-muda-a-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2009\/09\/18\/anticristo-do-vale-do-silicio-ataca-crentes-tecnologicos-e-diz-que-tecnologia-nao-muda-a-sociedade\/","title":{"rendered":"&#8220;Anticristo do Vale do Sil\u00edcio&#8221; ataca &#8220;crentes tecnol\u00f3gicos&#8221; e diz que tecnologia n\u00e3o muda a sociedade"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2578\" style=\"width: 330px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2578\" class=\"size-full wp-image-2578 \" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/HR-Viol\u00eancia.jpg\" alt=\"HR - Viol\u00eancia\" width=\"320\" height=\"264\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2009\/09\/HR-Viol\u00eancia.jpg 320w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2009\/09\/HR-Viol\u00eancia-300x248.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-content\/uploads\/sites\/39\/2009\/09\/HR-Viol\u00eancia-120x99.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><p id=\"caption-attachment-2578\" class=\"wp-caption-text\">Pl\u00ednio Bortolotti<\/p><\/div>\n<p>Andrew Keen \u00e9 um escritor ingl\u00eas que coleciona inimigos no mundo da tecnologia.<\/p>\n<p>Um dos pioneiros na internet, onde criou o site Audiocafe, em 1995, o te\u00f3rico hoje vive em Berkeley, na Calif\u00f3rnia, disparando algumas cr\u00edticas \u00e1cidas contra seus ex-colegas do Vale do Sil\u00edcio e idealizadores da Web 2.0.<\/p>\n<p>\u00c9 um provocador, que, \u00e0 primeira vista, parece ser algu\u00e9m controverso. Cr\u00ea nos malef\u00edcios da tecnologia para a cultura atual, mas carrega um iPhone no bolso. N\u00e3o acredita no poder das m\u00eddias sociais, por\u00e9m, tem perfil em todas elas. Abomina o YouTube e acha que os v\u00eddeos em streaming s\u00e3o uma revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como cr\u00edtico, Keen faz bem o papel de estar familiarizado com tudo aquilo que opina e condena. Seu principal alvo s\u00e3o os homens que guiam as m\u00e1quinas, sobretudo o grupo que chama de \u201ccrentes tecnol\u00f3gicos\u201d, formado por Chris Anderson, Lawrence Lessig e outras personalidades.<\/p>\n<p>Esta semana, ele passou no Brasil para lan\u00e7ar seu livro &#8220;O culto amador&#8221; [<em>corrigido em 18\/4\/2012, antes constava equivocadamente &#8220;O culto ao amadorismo&#8221;<\/em>] , que teve sua primeira edi\u00e7\u00e3o publicada em 2007, nos Estados Unidos. Aproveitamos a passagem do autor por aqui e conversamos sobre seus pontos de vista, suas brigas e at\u00e9 mesmo seus h\u00e1bitos na web. <strong>[Reproduzido<\/strong> da revista <a href=\"http:\/\/info.abril.com.br\/noticias\/internet\/o-homem-que-duvida-da-web-2.0-16092009-41.shl\" target=\"_blank\"><strong>Info Online<\/strong><\/a><strong>, <\/strong>em texto e entrevista, que segue abaixo, de <strong>Guilherme Pavarin<\/strong>, com o t\u00edtulo &#8220;O homem que duvida da web 2.0&#8221;<strong>]<\/strong><!--more--><\/p>\n<p>INFO: No Twitter, sua defini\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cAnticristo do Vale do Sil\u00edcio\u201d. Quem \u00e9 o Cristo, ou qual a igreja que voc\u00ea luta contra?<\/p>\n<p>ANDREW KEEN: A igreja s\u00e3o as pessoas que acreditam que a tecnologia pode nos liberar de certas estruturas que supostamente repreendem os seres humanos; estruturas de autoridade, s\u00f3cio-culturais e econ\u00f4micas. Por exemplo, Kevin Kelly penso que seja um desses \u201ccrentes tecnol\u00f3gicos\u201d, assim como Chris Anderson e Lawrence Lessig. Enfim, luto contra todas essas pessoas que acham que a tecnologia pode resolver profundamente a cultura social, a informa\u00e7\u00e3o moral e problemas da educa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o acho que tecnologia, necessariamente, deva ser levada t\u00e3o a s\u00e9rio, que a internet transforme a condi\u00e7\u00e3o humana. Anticristo \u00e9 uma esp\u00e9cie de brincadeira. Como anticristo, estou desafiando os princ\u00edpios fundamentais dessa igreja.<\/p>\n<p>INFO: O subt\u00edtulo do seu livro faz uma considera\u00e7\u00e3o apocal\u00edptica ao dizer que, de certa forma, a internet atual est\u00e1 matando a cultura. Voc\u00ea cr\u00ea nisso ainda? V\u00ea uma \u201csalva\u00e7\u00e3o\u201d?<\/p>\n<p>ANDREW KEEN: Sim, eu penso que \u00e9 um mau subt\u00edtulo agora. Quando escrevi o livro, mostrei como usar conte\u00fado gerado no YouTube e em sites como Wikipedia est\u00e3o matando nossa cultura. N\u00e3o disse que a internet matou nossa cultura, realmente. A internet somos n\u00f3s. Quando estamos olhando para ela, estamos nos olhando no espelho. Se algu\u00e9m est\u00e1 matando nossa cultura, somos n\u00f3s, com nosso narcisismo e nossas obsess\u00f5es por n\u00f3s mesmos. A defini\u00e7\u00e3o de que internet est\u00e1 matando nossa cultura \u00e9 muito simplista. A internet, assim como a tecnologia, \u00e9 causa e conseq\u00fc\u00eancia de nossa crise cultural. E internet \u00e9 tamb\u00e9m causa e conseq\u00fc\u00eancia da penaliza\u00e7\u00e3o da cultura e a falha de gerar uma m\u00eddia s\u00e9ria e respons\u00e1vel. A internet foi constru\u00edda por libert\u00e1rios californianos, ex-hippies, pessoas que tinham avers\u00e3o \u00e0 ind\u00fastria americana. Tecnologia foi constru\u00edda por seres humanos. Para entend\u00ea-la, voc\u00ea deve conhecer os seres humanos. Tecnologia cont\u00e9m ideologia. A internet \u00e9 uma coisa profundamente ideol\u00f3gica. \u00c9 um reflexo de suas funda\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas anti-autorit\u00e1rias.<\/p>\n<p>INFO: O que voc\u00ea quer dizer ao alegar que estamos vivendo uma esp\u00e9cie de \u201ccultura do narcisismo\u201d na internet?<\/p>\n<p>ANDREW KEEN: Cultura do narcisismo \u00e9 quando usamos esta m\u00eddia para celebrarmos n\u00f3s mesmos. Inventamos essas ferramentas para permitir que qualquer um possa ser um emissor. E, agora, estamos usando essas ferramentas para celebrar nossas supostas habilidades, pontos de vista e opini\u00f5es. Isso se tornou um ve\u00edculo de individualismo radical. N\u00e3o sou t\u00e3o puritano a ponto de dizer que nunca dever\u00edamos escrever e pensar sobre n\u00f3s mesmos. \u00c9 uma posi\u00e7\u00e3o muito rigorosa. J\u00e1 existia a cultura do narcisismo desde a era p\u00f3s-industrial, antes mesmo da internet. Chistopher Lasch escreveu sobre isso. A Escola de Frankfurt escreveu sobre isso. Ent\u00e3o a internet veio \u00e0 tona e provavelmente com a condi\u00e7\u00e3o de produto do narcisismo. Hoje, temos uma plataforma do narcisismo p\u00f3s-industrial, estamos obcecados por n\u00f3s mesmos. Veja, como exemplo, a id\u00e9ia de que no Twitter n\u00f3s acreditamos que \u00e9 importante anunciar o que estamos comendo no almo\u00e7o, onde estamos indo&#8230; O que \u00e9 interessante e controverso sobre a internet \u00e9 que estamos cada vez menos sociais, mais e mais individuais. Toda ambi\u00e7\u00e3o da m\u00eddia social est\u00e1 errada. A m\u00eddia social deveria tornar as pessoas mais sociais, mas elas est\u00e3o ficando mais narcisistas. A culpa n\u00e3o \u00e9 da tecnologia ou da internet, elas n\u00e3o t\u00eam mente, n\u00e3o t\u00eam c\u00e9rebro. \u00c9 uma causa e conseq\u00fc\u00eancia do que somos, de como agimos na sociedade capitalista. Isso \u00e9 muito preocupante, eu penso.<\/p>\n<p>INFO: O que voc\u00ea acha da defini\u00e7\u00e3o que a internet \u00e9 livre, sem dono?<\/p>\n<p>ANDREW KEEN: \u00c9 uma ideia muito perigosa porque \u00e9 claro que sempre estamos pagando por isso. As pessoas t\u00eam que pagar ao governo, ao provedor, \u00e0 escola, \u00e0 universidade. Acho que precisamos lembrar as pessoas que isso n\u00e3o \u00e9 gratuito, nunca foi e nunca ser\u00e1. A cultura nunca ser\u00e1 gratuita; se voc\u00ea quer boa qualidade de escrita, m\u00fasica e filmes, algu\u00e9m tem que pagar algu\u00e9m, seja o editor, o artista ou o ca\u00e7a-talentos. A no\u00e7\u00e3o de livre \u00e9 apenas uma ilus\u00e3o, algo moderno, mas errado. O grande desafio em termos de \u201cser livre\u201d \u00e9 ir \u00e0s escolas e explicar em particular as crian\u00e7as, os \u2018nativos digitais\u2019, que eles precisam pagar por seus conte\u00fados. N\u00e3o estou dizendo que nada deve ser gratuito. Mas o que aconteceu foi que no fim dos anos 90 tudo estava livre, tornando-se muito dif\u00edcil de vender algo na internet: livros, conte\u00fados e especialmente m\u00fasica mainstream. Ainda n\u00e3o est\u00e1 claro qual \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>INFO: Voc\u00ea gosta de m\u00fasica? Como voc\u00ea a consome?<\/p>\n<p>ANDREW KEEN: Sim, gosto. Nunca fiz um download ilegal. Fico feliz em pagar. \u00c9 algo relativamente barato comparado com um caf\u00e9, ou um jantar. Um jantar pode custar cem d\u00f3lares. Por cem d\u00f3lares voc\u00ea pode comprar sete CDs. Com tr\u00eas copos de caf\u00e9 no Starbucks, posso comprar muitas m\u00fasicas do Bob Dylan. Muitos dizem que os CDs est\u00e3o ultrapassados, eu n\u00e3o acho. Voc\u00ea tem que ser um comprador cuidadoso. Se a m\u00fasica n\u00e3o for boa, voc\u00ea n\u00e3o tem que comprar. Um dos fatores da crise da m\u00fasica \u00e9 que o \u00e1lbum foi deixado de lado, e as m\u00fasicas s\u00e3o compradas individualmente no iTunes. Sim, eu compro minhas m\u00fasicas, felizmente. Nunca fiz algo ilegal na internet. Sei que tenho sorte por poder ir a uma loja e comprar coisas, mas isso n\u00e3o d\u00e1 licen\u00e7a para as crian\u00e7as roubarem. N\u00e3o sou necessariamente favor\u00e1vel a essas puni\u00e7\u00f5es pesadas, inapropriadas. O fato de uma gravadora correr atr\u00e1s de um garoto pedindo milh\u00f5es de d\u00f3lares e arruinando sua vida \u00e9 inapropriado, n\u00e3o \u00e9 algo af\u00e1vel. Mas isso n\u00e3o serve de desculpa para o roubo. Roubo \u00e9 ilegal. Algumas pessoas dizem que precisamos liberalizar nossas leis de direitos autorais e que \u00e9 preciso habilitar mais conte\u00fados por raz\u00f5es criativas e eu concordo com elas, \u00e9 um bom ponto. Mas eu suspeito que a vasta maioria das pessoas que baixa conte\u00fado ilegal na internet faz isso apenas por consumo, n\u00e3o faz porque s\u00e3o criativos; n\u00e3o fazem remakes, mashups com o que baixam. N\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre um roubo de conte\u00fado digital e um roubo f\u00edsico.<\/p>\n<p>INFO: O que voc\u00ea faria se eu dissesse que baixei uma c\u00f3pia do seu livro sem pag\u00e1-lo?<\/p>\n<p>ANDREW KEEN: Eu n\u00e3o ficaria horrorizado(longa pausa).Eu diria que se voc\u00ea fez isso s\u00f3 para provocar, se fez porque n\u00e3o concorda com minhas id\u00e9ias, n\u00e3o sei o que dizer, n\u00e3o me importo, porque voc\u00ea n\u00e3o gosta de mim e n\u00e3o faz diferen\u00e7a de uma maneira ou de outra. Eu diria que se voc\u00ea gosta de minhas opini\u00f5es, se voc\u00ea se importa comigo como um escritor, se quer ler mais do meu trabalho, roubando meu livro voc\u00ea n\u00e3o apoia meu futuro. Meu trabalho ser\u00e1 pior, porque terei que arranjar um emprego como gar\u00e7om, como barman ou como um advogado, terei que trabalhar \u00e0 noite. A raz\u00e3o por ter escrito esse livro, que fez bastante sucesso por ser provocativo, \u00e9 porque a editora me deu dinheiro e alguns meses para me dedicar ao livro. Se voc\u00ea rouba o livro, a editora n\u00e3o ter\u00e1 receita e n\u00e3o me dar\u00e1 outra oportunidade. Veja bem, n\u00e3o sou t\u00e3o moral a respeito do roubo, n\u00e3o vou cortar seus dedos fora ou lhe estrangular por isso. S\u00f3 pe\u00e7o para as pessoas medirem as conseq\u00fc\u00eancias de seus atos. Isso n\u00e3o acontece s\u00f3 comigo. Veja s\u00f3 o caso da m\u00fasica, em particular. Os f\u00e3s de m\u00fasica vivem em fun\u00e7\u00e3o dela. Mas quanto mais roubam m\u00fasica, menos m\u00fasica ter\u00e3o no futuro. Se voc\u00ea rouba m\u00fasica online e paga por shows e compra camisetas dos grupos, torna-se mais aceit\u00e1vel, embora n\u00e3o sirva como justificativa para o roubo. Um f\u00e3 deve monetizar aquilo que adora.<\/p>\n<p>INFO: Voc\u00ea pode imaginar um futuro dominado por blogueiros, sem jornalistas profissionais?<\/p>\n<p>ANDREW KEEN: Acho que os termos blogueiros e jornalistas profissionais est\u00e3o perdendo seus significados. Transformando sua pergunta em outra, posso imaginar jornalistas n\u00e3o sendo remunerados pelos seus servi\u00e7os. \u00c9 bastante perturbador, mas \u00e9 poss\u00edvel. Penso que possivelmente cada vez mais teremos poucos \u2018jornalistas\u2019, de modo que a no\u00e7\u00e3o do jornalismo mudar\u00e1 para algo mais multim\u00eddia. O tipo de jornalista que vai, faz a entrevista e escreve para jornais f\u00edsicos sumir\u00e1. A no\u00e7\u00e3o do que significa ser jornalista j\u00e1 est\u00e1 mudando drasticamente.<\/p>\n<p>INFO:O que a m\u00eddia tradicional deve fazer para sobreviver? Pular nas novas m\u00eddias \u00e9 o suficiente?<\/p>\n<p>ANDREW KEEN: Acho que o que a velha m\u00eddia deve fazer \u00e9 entender que estamos atravessando uma mudan\u00e7a fundamental no seu valor. N\u00e3o s\u00e3o mais monopolistas. Os ve\u00edculos impressos costumavam ser donos dos meios de distribui\u00e7\u00e3o, tinham uma posi\u00e7\u00e3o monopolista do mercado. A mudan\u00e7a fundamental \u00e9 que o real valor \u00e9 transferido da institui\u00e7\u00e3o do jornal para o jornalista individual. Agora, um jornalista talentoso pode publicar por conta pr\u00f3pria, sem o jornal. Pode estar nos blogs, pode estar no Twitter, pode dirigir seu ve\u00edculo. O desafio para a velha m\u00eddia, ent\u00e3o, est\u00e1 em se transformar de dentro para fora, construindo organiza\u00e7\u00f5es e redes de jornalistas, que podem efetivamente distribuir e vender o produto, recolher uma \u2018marca guarda-chuva\u2019 como jornal. Penso que jornais como New York Times, por exemplo, tem que entender que, no mundo digital, uma marca como eles n\u00e3o tem qualquer valor, o que tem valor s\u00e3o os escritores do New York Times. Para o New York Times ter sucesso, tem que obedecer \u00e0 nova realidade: em poder do escritor e da mudan\u00e7a da natureza da sua marca.<\/p>\n<p>INFO: Qual \u00e9 a pior coisa da internet?<\/p>\n<p>ANDREW KEEN: A pior coisa \u00e9 o anonimato. O ocidente \u00e9 um lugar livre, voc\u00ea pode dizer o que quiser. Mas internet est\u00e1 crescendo como uma m\u00eddia respons\u00e1vel, n\u00f3s temos que ter responsabilidades por nossas vis\u00f5es. O anonimato \u00e9 inaceit\u00e1vel, faz a internet ser corrosiva. Se voc\u00ea n\u00e3o gosta de algu\u00e9m e escreve sobre ela, tudo bem, mas diga quem voc\u00ea \u00e9. Penso que devemos cultivar mais a cultura da responsabilidade.<\/p>\n<p>INFO: E a melhor?<\/p>\n<p>ANDREW KEEN: A melhor coisa \u00e9 a energia e a vitalidade. Acho que a internet atrai novas formas de neg\u00f3cios, atrai pessoas inteligentes, atrai as mais energ\u00e9ticas, as mais din\u00e2micas, as mais talentosas, especialmente em termos de tecnologia. A mudan\u00e7a est\u00e1 sendo problem\u00e1tica de algumas maneiras, mas tamb\u00e9m \u00e9 bastante excitante porque h\u00e1 coisas novas. Todo ano h\u00e1 uma companhia que muda tudo. Este ano \u00e9 o Twitter, ano que vem ser\u00e1 outra. A internet nunca \u00e9 chata. \u00c9 sempre envolvente e agora estamos a vivenciando em tempo real, com a revolu\u00e7\u00e3o do streaming.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andrew Keen \u00e9 um escritor ingl\u00eas que coleciona inimigos no mundo da tecnologia. 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