{"id":4112,"date":"2009-12-12T18:16:45","date_gmt":"2009-12-12T21:16:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/?p=4112"},"modified":"2009-12-12T18:16:45","modified_gmt":"2009-12-12T21:16:45","slug":"com-o-cabo-militao-completo-as-11-historias-de-leonardo-mota-em-no-tempo-de-lampiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/2009\/12\/12\/com-o-cabo-militao-completo-as-11-historias-de-leonardo-mota-em-no-tempo-de-lampiao\/","title":{"rendered":"Com &#8220;O cabo Milit\u00e3o&#8221; completo as 11 hist\u00f3rias de Leonardo Mota &#8220;No tempo de Lampi\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Com este conto encandeante de Leonardo Mota concluo a s\u00e9rie de 11 hist\u00f3rias que publiquei neste blog reproduzidas do livro &#8220;No tempo de Lampi\u00e3o&#8221;, que cont\u00e9m uma segunda parte com o entret\u00edtulo &#8220;Anedot\u00e1ri, adagi\u00e1rio e notas sobre a poesia e a linguagem populares&#8221;.<\/p>\n<p>Espero ter levado aos poss\u00edveis leitores um pouco do que foi este cearense de Pedra Branca que varou sem descanso os sert\u00f5es nordestinos para nos legar livros reveladores da alma do sertanejo.<\/p>\n<p>Quem quiser saber mais sobre os livros do Mestre Leota, <strong><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/abc-editora-e-seu-acervo-de-classicos-cearenses-e-nordestinos\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Aqueles que quiserem ver os as outras hist\u00f3rias publicadas:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/no-tempo-de-lampiao-o-principe\/\" target=\"_blank\">O pr\u00edncipe<\/a>; <a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/leonardo-mota-para-tirar-a-raca\/\" target=\"_blank\">Para tirar a ra\u00e7a<\/a>; <a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/o-castical-de-leonardo-mota\/\" target=\"_blank\">O casti\u00e7al<\/a>; <a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/quem-escreveu-a-patente-de-lampiao\/\" target=\"_blank\">Quem escreveu a patente de Lampi\u00e3o<\/a>;<br \/>\n<a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/a-morte-do-jararaca\/\" target=\"_blank\">A morte do Jararaca<\/a>; <a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/o-trofeu-de-leonardo-mota\/\" target=\"_blank\">O trof\u00e9u<\/a>; <a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/brincadeira-de-homem\/\" target=\"_blank\">Brincadeira de Homem<\/a>;<br \/>\n<a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/a-prisao-da-antonio-silvino-em-no-tempo-de-lampiao\/\" target=\"_blank\">A pris\u00e3o de Ant\u00f4nio Silvino<\/a>; <a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/um-precursor-de-lampiao\/\" target=\"_blank\">Um precursor de Lampi\u00e3o<\/a>; <a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/lampiao-e-seus-perseguidores\/\" target=\"_blank\">Lampi\u00e3o e seus perseguidores<\/a>.<\/p>\n<p>Leia agora:<\/p>\n<p><strong>O cabo Milit\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Foi uma tarde pressaga aquela em que na fazenda \u201cCorituba\u201d, de Sergipe, Ezequiel, irm\u00e3o de Virgolino, com este se desaveio e o desafiou para uma luta, a punhal, injuriando-o com os ep\u00edtetos de cego frouxo, fazedor de mal a mo\u00e7as donzelas, ladr\u00e3o de beira-de-estrada, dador de surra em homem desarmado e cabra covarde que s\u00f3 tem fama por via dos companheiros&#8230; Devido \u00e0 oportuna interven\u00e7\u00e3o de Corisco e de Pai Velho, um duelo fratricida se n\u00e3o verificou. Mas, desde esse dia, Lampi\u00e3o passou a se mostrar taciturno e se tornou ainda mais irasc\u00edvel e cruel. O olho direito, que ele tem cego e esbranqui\u00e7ado, estava sempre lacrimoso e isso neurastenizava e enfurecia o celerado.<\/p>\n<p>Por outro lado, Virgolino sentia que a maioria do bando n\u00e3o recebera bem a sua decis\u00e3o contra Corisco, no incidente deste com Volta Seca. F\u00f4ra o caso que, dias antes, estando Volta Seca a torturar uma pobre velha, cujo rosto j\u00e1 arranhara com o punhal, Corisco o repreendeu e, como o perverso insistente na sua maldade, Corisco pespegou-lhe uma bofetada que o atirou, desacordado, ao ch\u00e3o. Virgolino metera-se entre os dois, mas desgostara Corisco, em lhe n\u00e3o reconhecendo raz\u00e3o. S\u00f3 por estarem atropelados mui de perto pela pol\u00edcia, os cangaceiros n\u00e3o se separaram, fragmentando o grupo. Tais ocorr\u00eancias obrigavam Virgolino a procurar escaramu\u00e7as que dissiassem o mal-estar que ensombrava os \u00e2nimos da malta. Fazia-se mister que a luta novamente os solidarizasse.<\/p>\n<p>A 29 de junho do ano passado, quando todo o sert\u00e3o baiano guardava, tranquilo e feliz, o dia onom\u00e1stico de S\u00e3o Pedro, Virgolino, a tr\u00eas l\u00e9guas do arraial V\u00e1rzea da Ema, do munic\u00edpio de Cura\u00e7\u00e1, assaltou a fazenda \u201cFormosa\u201d, de propriedade do Cel. Petronilo Reis. A\u00ed incendiou duas casas e, afora outras depreda\u00e7\u00f5es, matou, a faca, tr\u00eas vacas de leite e cento e sessenta e oito (168) ovelhas que encontrou presas num curral. Em seguida, fez juntar grande ruma de esterco, empilhou sobre ela as reses e lan\u00edgeros abatidos e ateou fogo ao sinistro mont\u00e3o de animais sacrificados. Por muitos dias um cheiro nauseabundo de carnes podres e queimadas empestou as redondezas da fazenda reduzida a ru\u00ednas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a selvajaria desses desatinos, Lampi\u00e3o partiu com o seu s\u00e9quito, declarando na fazenda \u201cCurundundu\u201d que ia desgra\u00e7ar a vila de Uau\u00e1. Ent\u00e3o, perseguia-o mais de perto a volante comandada pelo Tenente Ars\u00eanio Alves de Sousa. Verdadeira marcha batida, em a qual, sem descanso, os cangaceiros venceram trinta e uma l\u00e9guas e a pol\u00edcia vinte e quatro.<\/p>\n<p>Foi assim que Lampi\u00e3o logrou escapar aos que se lhe haviam escanchado no rastro: perto da fazenda \u201cLagoa Escondida\u201d, numa bifurca\u00e7\u00e3o da estrada, rumou para a direita, indo pernoitar a 30 de junho, em Po\u00e7o de Fora, iludindo, pois, o contingente policial que prosseguiu pela esquerda, a fim de entrar pelo lado sul de Uau\u00e1.<\/p>\n<p>Auxiliado por sequazes incorporados \u00e0 sua alcat\u00e9ia em territ\u00f3rio baiano e perfeitos conhecedores da regi\u00e3o, Virgolino novamente deu \u00e0s de vila-diogo na madrugada de 1\u00b0 de julho, empreendendo um raid ainda mais exaustivo e ousado. Egresso das caatingas e grot\u00f5es, o bandoleiro-fantasma teve a aud\u00e1cia de voar sobre Itumirim, onde chegou ao lusco-fusco do dia 2, depois, em trinta e seis horas, haver vencido quarenta e cinco l\u00e9guas! A\u00ed reduziu a cinzas a esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria, cortou as comunica\u00e7\u00f5es telegr\u00e1ficas com a localidade, bebeu \u00e0 farta e tentou formar um samba na casa da&#8230; Escola P\u00fablica. Mas, medroso de uma surpresa dos seus perseguidores, arribou logo mais e foi refugiar-se, durante o resto da noite, na Serra dos Morgados. O dia 3 assinalou o seu assalto \u00e0 fazenda \u201cPiabas\u201d e o seu pernoite no lugar \u201cBuraco d&#8217;\u00c1gua\u201d.<\/p>\n<p>Coincidiram tais fatos com a fuga de cinco soldados criminosos, recolhidos \u00e0 cadeia de Bonfim. Esses fugitivos, em bilhete ir\u00f4nico e malcriado que deixaram ao Capit\u00e3o Jos\u00e9 Galdino, avisavam que se iam reunir a Lampi\u00e3o.<\/p>\n<p>Em atividade, no encal\u00e7o dos detentos foragidos, a manh\u00e3 de 4 de julho veio encontrar os destacamentos da zona.<\/p>\n<p>Procedentes de Campo Formoso, o Cabo Ant\u00f4nio Milit\u00e3o da Silva e os Soldados Pedro Santana, Cec\u00edlio Benedito, Manoel Lu\u00eds de Fran\u00e7a e Leoc\u00e1dio Francisco da Silva pararam em Brej\u00e3o de Dentro e ali aguardaram a chegada de outros companheiros, por ser aquele o ponto combinado de jun\u00e7\u00e3o das for\u00e7as.<\/p>\n<p>Como devessem dali ingressar na regi\u00e3o de Gruna, penetrando em lugares insidiosos e de penoso acesso, \u201clugares esquisitos\u201d, como eufemicamente por l\u00e1 se diz, os soldados abandonaram as armas e aproveitavam o tempo de espera, escrevendo bilhetes para suas fam\u00edlias em Campo Formoso, dando-lhes conhecimento da dire\u00e7\u00e3o que iam tomar. Estavam todos no interior da resid\u00eancia de Alfredo Monteiro e, fora, o Cabo Milit\u00e3o consertava os loros de uma montaria. Seriam onze horas da manh\u00e3.<\/p>\n<p>Em dado momento, Milit\u00e3o avistou longe, na estrada, diversos homens armados e avisou: &#8211; L\u00e1 v\u00eam nossos camaradas! E continuou, despreocupadamente, no reparo dos arreios. Tamb\u00e9m as pra\u00e7as n\u00e3o tiveram a curiosidade de ver quem era que se aproximava. A estrada faz uma curva fechada e vem desembocar abruptamente junto \u00e0 casa, motivo por que Milit\u00e3o logo perdeu de vista os indiv\u00edduos que julgou serem soldados.<\/p>\n<p>De s\u00fabito, o tro\u00e7o aparece. Num \u00e1pice, saltam das selas Lampi\u00e3o, Volta Seca, Ezequiel, Pai Velho, Corisco, Arvoredo, Moderno, Esperan\u00e7a, Moir\u00e3o, Gato, Pernambuco e Labareda. Virgolino j\u00e1 est\u00e1 intimando o Cabo Milit\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; Se prepare, cabra, se prepare pra apanhar!<!--more--><\/p>\n<p>&#8211; PRA APANHAR, N\u00c3O, QUE EM HOMEM N\u00c3O SE D\u00c1: &#8211; HOMEM SE MATA!<\/p>\n<p>&#8211; Apois, ent\u00e3o, tire a cartucheira, que \u00e9 pra n\u00e3o melar de sangue!<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o findara o curto di\u00e1logo entre Virgolino e Milit\u00e3o e j\u00e1 Volta Seca desfechava neste um tiro de Parabellum no ouvido.<\/p>\n<p>Com o estampido, acorrem os soldados, atordoados e sem os fuzis, e s\u00e3o recebidos por uma saraivada de balas, quase a queima-roupa. Um deles tomba, tendo como arma nas m\u00e3os a caneta com que inconscientemente estava a mandar o derradeiro adeus \u00e0 fam\u00edlia. Outro, o \u00fanico que logo n\u00e3o caiu, baleado que f\u00f4ra ligeiramente num bra\u00e7o, retrocede \u00e0 casa e procura refugiar-se numa alcova. Cerrada descarga atravessa a porta, prostrando-o morto pelas costas. Muitos outros disparos alvejam ainda os moribundos, um dos quais escabuja e \u00e9 sangrado. Esse infeliz chegou a receber no corpo nove balas. Tudo isso n\u00e3o durara mais que instantes.<\/p>\n<p>A horda penetra na casa e Lampi\u00e3o, n\u00e3o saciado, indaga se n\u00e3o resta escondido por ali mais algum macaco do gunv\u00earno. Alfredo Monteiro responde negativamente e implora compaix\u00e3o para si e para os seus. Lampi\u00e3o grita-lhe que nunca mais d\u00ea rancho a macaco e volta ao terreiro. D\u00e1 um pontap\u00e9 no cad\u00e1ver de Milit\u00e3o e arranca-lhe do bra\u00e7o as divisas de cabo, presenteando uma das fitas a Moderno e outra a Arvoredo. Este lastima que nenhum dos mortos usasse bigode comprido: \u00e9 que ele queria torar e amarrar na fita, mode enfeitar o rabo do cavalo em que vinha montado&#8230; Ezequiel vasculha os bolsos dos soldados. Tal busca de dinheiro resulta infrut\u00edfera e o miser\u00e1vel desanda na torpeza duns insultos pornogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p>Estarrecido, o dono da casa pergunta que deve fazer com os cinco cad\u00e1veres. Virgolino sacode os ombros:<\/p>\n<p>&#8211; Querendo, enterre; n\u00e3o querendo, deixe os urubus comer!<\/p>\n<p>Pai Velho sa\u00fada com uma risada o dito de sarcasmo do chefe feroz.<\/p>\n<p>Lampi\u00e3o pede cacha\u00e7a, cacha\u00e7a muita que d\u00ea pra ele e a \u201crapaziada\u201d festejarem a ca\u00e7ada do dia.<\/p>\n<p>Alfredo Monteiro, receoso de ter de testemunhar nova chacina, adverte que outra for\u00e7a de pol\u00edcia est\u00e1 a chegar. Virgolino exalta-se e deixa a esses policiais um recado obsceno. Depois, olha raivosa e tigrinamente as suas cinco v\u00edtimas e ordena a Alfredo Monteiro que enterre os peste todos numa cova s\u00f3, sob pena dum ajuste de contas em regra, noutra visita inesperada. Alfredo Monteiro promete que assim far\u00e1 e pede licen\u00e7a para ir buscar a aguardente. Lampi\u00e3o diz que n\u00e3o quer mais&#8230;<\/p>\n<p>Todo o grupo torna a montar.<\/p>\n<p>Nisso, o soldado Cec\u00edlio Benedito, nos \u00faltimos estertores, bole ligeiramente com um p\u00e9. Lampi\u00e3o observa o movimento e saca, de novo, a pistola:<\/p>\n<p>&#8211; O diabo deste \u201cmacaco\u201d inda est\u00e1 se mexendo? Macaco mexeu, quer chumbo&#8230;<\/p>\n<p>E, mesmo montado, desfecha-lhe um tiro na cabe\u00e7a, que lhe arranca parte do frontal.<\/p>\n<p>E esporeando as alim\u00e1rias, a cantar alegremente o \u201c\u00c9 lampa&#8230; \u00e9 lampa&#8230;\u201d, os Cavaleiros do Crime galopam, fugindo pusil\u00e2nimemente a um encontro com os policiais esperados.<\/p>\n<p>Quando o tropel da cavalhada e a toada do hino de guerra de Lampi\u00e3o n\u00e3o se faziam mais ouvir, foram se reabrindo as casas do Brej\u00e3o e das portas e janelas umas cabe\u00e7as assustadas perscrutavam se o vilarejo j\u00e1 encontra restitu\u00eddo \u00e0 sua quietude e pacatez.<\/p>\n<p>Alfredo Monteiro, de olhos marejados, estava a espantar uns c\u00e3es famintos que lambiam o ch\u00e3o inda rubro, aqui e ali, do sangue dos cinco m\u00e1rtires do banditismo nefando.<\/p>\n<p>O sol pompeava, na sua escalada para o z\u00eanite.<\/p>\n<p>O Cabo Milit\u00e3o tinha os olhos esbugalhados para o c\u00e9u, como a indicar que aquele cuja firmeza de olhar n\u00e3o se curvara ante a crueldade vil\u00e3 do Rei do Canga\u00e7o tamb\u00e9m era capaz de fitar o sol, o grande sol flamejante dos sert\u00f5es!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com este conto encandeante de Leonardo Mota concluo a s\u00e9rie de 11 hist\u00f3rias que publiquei neste blog reproduzidas do livro &#8220;No tempo de Lampi\u00e3o&#8221;, que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":85,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[1383,1384,1407,1610,1635],"class_list":["post-4112","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros","tag-leonardo-mota","tag-leota","tag-livro","tag-no-tempo-de-lampiao","tag-o-cabo-militao"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4112","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/users\/85"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4112"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4112\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/pliniobortolotti\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}