{"id":1262,"date":"2009-12-18T06:21:07","date_gmt":"2009-12-18T09:21:07","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=1262"},"modified":"2009-12-18T06:21:07","modified_gmt":"2009-12-18T09:21:07","slug":"reencarnacao-uma-questao-ainda-nao-solucionada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2009\/12\/18\/reencarnacao-uma-questao-ainda-nao-solucionada\/","title":{"rendered":"Reencarna\u00e7\u00e3o, uma quest\u00e3o ainda n\u00e3o solucionada"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000080\"><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1263\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/12\/66983_479.jpg\" alt=\"66983_479\" width=\"360\" height=\"500\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/12\/66983_479.jpg 360w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/12\/66983_479-300x417.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2009\/12\/66983_479-120x167.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/>Come\u00e7o a refletir longamente sobre como \u00e9 dif\u00edcil falar de provas quando n\u00e3o se conhece o mecanismo de transfer\u00eancia \u2013 a forma como personalidade, identidade e mem\u00f3ria podem ser transferidas de um corpo para outro. Ent\u00e3o, paro imediatamente. Ou\u00e7o minhas pr\u00f3prias divaga\u00e7\u00f5es e percebo o que Stevenson realmente est\u00e1 me perguntando: depois de tudo o que vi, pelo menos <\/em>eu<em> acredito? Eu, que sempre olhei para dentro de mim mesmo sem jamais ter visto um sinal ou ouvido um sussurro de qualquer outra vida que n\u00e3o fosse a minha, o que acho de tudo isso? Ele quer saber. Est\u00e1 me fazendo uma pergunta e merece uma resposta.<\/em><\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000080\">Tom Shroder<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #000080\">[Shroder, Tom. Almas antigas: a fascinante hist\u00f3ria de um pesquisador e sua busca de evid\u00eancias da reencarna\u00e7\u00e3o. Tradu\u00e7\u00e3o de Simone Lemberg Reisner. \u2013 Rio de Janeiro: Sextante, 2001, p. 14].<\/span><\/em><\/p>\n<p>Por duas vezes estive na \u00c1sia. Na primeira, estive na \u00cdndia e no Nepal; na segunda, fui \u00e0 China, Tibete e, mais uma vez, ao Nepal. Ao realizar essas duas viagens, o meu grande objetivo era o Himalaia. Senti uma emo\u00e7\u00e3o enorme, em ambas as ocasi\u00f5es, quando meus\u00a0 p\u00e9s tocaram o solo da cordilheira. Alguma coisa muito forte me liga ao Himalaia, algo de uma ordem que foge \u00e0 minha compreens\u00e3o. \u00c9 um aspecto important\u00edssimo da minha vida nunca totalmente esclarecido, a atra\u00e7\u00e3o pelo Himalaia e tudo que lhe diz respeito.<\/p>\n<p>Quando fiz minha primeira jornada, como peregrino, n\u00e3o como turista, eu tinha v\u00e1rios objetivos, n\u00e3o sendo o menor a esperan\u00e7a de que me ocorresse alguma experi\u00eancia que me permitisse esclarecer uma quest\u00e3o para mim ainda n\u00e3o resolvida: a da exist\u00eancia ou n\u00e3o da reencarna\u00e7\u00e3o. Na primeira vez, nenhum esclarecimento obtive. Na segunda, quando fui ao Tibete, um fato muito singular me aconteceu na cidade de Shigatse. Senti-me muito perturbado na ocasi\u00e3o. Fiz algumas anota\u00e7\u00f5es l\u00e1 mesmo e deixei para explorar depois as poss\u00edveis consequ\u00eancias. Um ano depois, publiquei o livro <em>Viagem m\u00edstica no Tibete<\/em>, onde mencionei o fato apenas de forma incidental, n\u00e3o fornecendo maiores detalhes.<\/p>\n<p>Devo dizer que a quest\u00e3o permanece ainda em aberto. Incluo a reencarna\u00e7\u00e3o no rol das quest\u00f5es que, no meu caso, n\u00e3o d\u00e1 para resolver com o recurso dos argumentos racionais. H\u00e1 argumentos t\u00e3o bons para defender quanto para contestar a exist\u00eancia da reencarna\u00e7\u00e3o. Afirmar acredito ou n\u00e3o acredito n\u00e3o teria para mim qualquer valor, uma vez que agindo assim\u00a0eu a estaria considerando apenas uma quest\u00e3o de cren\u00e7a ou descren\u00e7a.\u00a0Qualquer pessoa tem liberdade\u00a0para acreditar ou n\u00e3o no que lhe aprouver, mas proceder assim com rela\u00e7\u00e3o a certas quest\u00f5es n\u00e3o me satisfaz.<\/p>\n<p>Apesar da import\u00e2ncia que atribuo \u00e0 quest\u00e3o, tenho muita resist\u00eancia a livros que tratam do assunto. Isso porque a maioria deles adota uma das duas perspectivas, ou a proselitista ou a contestat\u00f3ria, na mais das vezes com argumentos muito superficiais e simpl\u00f3rios, carentes de uma sustenta\u00e7\u00e3o s\u00f3lida calcada em fatos. Mas, vez por outra, descubro um ou outro livro cuja leitura vale a pena. Entre estes destaco o do jornalista americano Tom Shroder, <em>Almas antigas: a fascinante hist\u00f3ria de um pesquisador e sua busca de evid\u00eancias da reencarna\u00e7\u00e3o<\/em>. A leitura deste livro foi t\u00e3o importante e prazerosa que na primeira p\u00e1gina anotei as datas de in\u00edcio e conclus\u00e3o da leitura: 20 a 25\/07\/2001.<\/p>\n<p>No livro, o jornalista acompanha o Dr. Ian Stevenson, m\u00e9dico, psiquiatra e professor da Universidade de Virg\u00ednia \u2013 que h\u00e1 mais de trinta anos vem se dedicando ao estudo de casos que possivelmente evidenciariam a exist\u00eancia da reencarna\u00e7\u00e3o -, em uma jornada pelo L\u00edbano, \u00cdndia e sul dos Estados Unidos, onde t\u00eam contato com algumas crian\u00e7as que relatam\u00a0fatos que sugerem a reencarna\u00e7\u00e3o. S\u00e3o casos realmente surpreendentes. Mesmo assim o autor n\u00e3o fecha a quest\u00e3o, conforme a conclus\u00e3o expressa durante uma conversa com um amigo:<\/p>\n<p>\u201c- E acho \u2013 prossegui \u2013 que afirmar que <em>essas crian\u00e7as sabem o que sabem porque s\u00e3o reencarnadas<\/em> me parece simplista demais. Linear demais. \u00c9 aceitar que sabemos o que n\u00e3o sabemos, como, por exemplo, o que \u00e9 o <em>tempo<\/em>, ou o que \u00e9 a <em>identidade pessoal<\/em>. Por isso, estou chegando \u00e0 mesma conclus\u00e3o a que j\u00e1 tinha chegado antes: essas crian\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o importantes pelo que dizem sobre detalhes espec\u00edficos ou sobre o que acontece ap\u00f3s a morte. Sua verdadeira import\u00e2ncia est\u00e1 no que dizem sobre o funcionamento do mundo: que ele \u00e9 misterioso, que existem for\u00e7as maiores em a\u00e7\u00e3o, que, de alguma maneira, todos n\u00f3s estamos unidos por for\u00e7as que ultrapassam o nosso conhecimento, mas que, definitivamente, n\u00e3o s\u00e3o irrelevantes para as nossas vidas\u201d (p. 233).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come\u00e7o a refletir longamente sobre como \u00e9 dif\u00edcil falar de provas quando n\u00e3o se conhece o mecanismo de transfer\u00eancia \u2013 a forma como personalidade, identidade&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":50,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1262","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-03-arcano-iii-digressoes-de-um-bibliofilo"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/50"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1262"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1262\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}