{"id":1385,"date":"2010-01-12T04:21:53","date_gmt":"2010-01-12T07:21:53","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=1385"},"modified":"2010-01-12T04:21:53","modified_gmt":"2010-01-12T07:21:53","slug":"ex-umbris-et-imaginibus-ad-veritatem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2010\/01\/12\/ex-umbris-et-imaginibus-ad-veritatem\/","title":{"rendered":"Ex umbris et imaginibus ad veritatem"},"content":{"rendered":"<div><em><span style=\"color: #800080\">\u00a0<\/span><\/em><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><em><span style=\"color: #800080\">\u00a0<\/span><\/em><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1386\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1386\" class=\"size-full wp-image-1386\" alt=\"Cardeal John Henry Newman (1801-1890)\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2010\/01\/3-John-Henry-Newman.jpg\" width=\"300\" height=\"295\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2010\/01\/3-John-Henry-Newman.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2010\/01\/3-John-Henry-Newman-120x118.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-1386\" class=\"wp-caption-text\">Cardeal John Henry Newman (1801-1890)<\/p><\/div>\n<p>Conduze-me, doce Luz, no meio da escurid\u00e3o; conduze-me avante. S\u00e3o densas as trevas da noite, e eu estou longe de casa. Eu invoco teu socorro, conduze-me! Vela por meu caminho. N\u00e3o te pe\u00e7o que me descortines o horizonte distante, um s\u00f3 passo \u00e0 frente me basta. Houve tempo em que n\u00e3o era assim, quando eu n\u00e3o te implorava que me conduzisse. Eu mesmo queria escolher o caminho a percorrer. Mas agora te pe\u00e7o: dirige-me!\u00a0 Eu amava o sol dardejante e era levado pelo orgulho. N\u00e3o te recordes dos dias passados! Estou certo de que me conduzir\u00e1s em meio a p\u00e2ntanos e loda\u00e7ais, penhascos e torrentes, at\u00e9 que a luz do dia volte a brilhar. No despertar da aurora, a face dos anjos, h\u00e1 muito tempo procurada, mostrar-se-\u00e1, mas por ora nada disso vejo.<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #800080\">John Henry Newman<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #800080\"><em>[Citado em: Sgarbossa, Mario.<\/em> <strong>Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente: com uma antologia de escritos espirituais<\/strong><em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Armando Braio Ara. \u2013 S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2003, p. 26].<\/em><\/span><\/p>\n<p>A primeira vez que vi uma refer\u00eancia a John Henry Newman, ou, como \u00e9 tamb\u00e9m conhecido, o Cardeal Newman, foi h\u00e1 dez anos, quando comecei a pesquisar sobre o chamado <em>Deuteros pl\u00fcs<\/em>, ou <em>segunda convers\u00e3o<\/em>, tema\u00a0sobre o qual venho estudando e coletando material bibliogr\u00e1fico desde ent\u00e3o,\u00a0objetivando escrever um livro\u00a0que\u00a0dever\u00e1 ser\u00a0publicado\u00a0no segundo semestre de 2010. Vi que o cardeal Newman certamente teria o que dizer sobre o assunto, uma vez que passou pelo processo de convers\u00e3o aos 44 anos de idade.<\/p>\n<p>Nascido em 1801, na Inglaterra, John Henry Newman graduou-se na Universidade de Oxford, onde foi tutor e pregador. Oriundo da Igreja Anglicana, exerceu sobre essa grande influ\u00eancia, tendo se convertido ao catolicismo em 1845.<\/p>\n<p>Foi igualmente influente na Igreja Cat\u00f3lica. Isso se faria notar especialmente durante o Conc\u00edlio Vaticano II, que chegou a ser chamado de o \u2018Conc\u00edlio de Newman\u2019. Em 1879, o papa Le\u00e3o XIII o fez cardeal. Deixou uma vasta obra, compilada em 1981 perfazendo um total de 31 volumes divididos em: a) Serm\u00f5es; b) Tratados; c) Obras teol\u00f3gicas; d) Obras pol\u00eamicas; e) Obras liter\u00e1rias; f) Obras p\u00f3stumas; g) Correspond\u00eancia. A prop\u00f3sito de sua correspond\u00eancia, saliente-se o valor especial atribu\u00eddo pelo Cardeal a esta forma de comunica\u00e7\u00e3o, tendo sido preservadas 20.000 cartas das muitas que redigiu.<\/p>\n<p>Escrevendo sobre o Cardeal, afirmou o Dr. Nelson Rivera Garcia, professor Assistente de Teologia Sistem\u00e1tica no Lutheran Theological Seminary at Philadelphia: \u201cNewman foi uma figura p\u00fablica controvertida, que causou revolta por suas id\u00e9ias ecum\u00eanicas. Sua vida se dividiu entre seu anglicanismo e seu posterior catolicismo. Em ambos contextos, Newman fez uso das id\u00e9ias protestantes como a justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9, al\u00e9m da import\u00e2ncia que atribuiu \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o b\u00edblica e \u00e0 prega\u00e7\u00e3o. Por isso e mais, foi considerado por alguns (por exemplo, Jaroslav Pelikan) como o mais importante pensador teol\u00f3gico da modernidade\u201d (verbete: Newman, John Henry. Em: Gonz\u00e1lez, Justo L. (editado por). <em>Dicion\u00e1rio ilustrado dos int\u00e9rpretes da f\u00e9<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Reginaldo Gomes de Ara\u00fajo. \u2013 Santo Andr\u00e9, SP: Editora Academia Crist\u00e3 Ltda., 2005, p. 491).<\/p>\n<p>Faleceu em 1890, em Birmingham. Antes de morrer, o Cardeal Newman pediu que fizessem esculpir na l\u00e1pide de seu t\u00famulo a seguinte inscri\u00e7\u00e3o, da qual gosto imensamente, mas imensamente mesmo, pelo grande valor simb\u00f3lico que tem para mim: <em>Ex umbris et imaginibus ad veritatem<\/em>, que quer dizer: \u201cDas sombras e imagens at\u00e9 a verdade\u201d (citado em: Santidri\u00e1n, Pedro R. <em>Breve dicion\u00e1rio de pensadores crist\u00e3os<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Laura Nair Silveira Duarte. \u2013 Aparecida, SP: Editora Santu\u00e1rio, 1997, p. 416).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 &nbsp; \u00a0 &nbsp; &nbsp; &nbsp; Conduze-me, doce Luz, no meio da escurid\u00e3o; conduze-me avante. 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