{"id":1435,"date":"2010-01-16T04:21:12","date_gmt":"2010-01-16T07:21:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=1435"},"modified":"2010-01-16T04:21:12","modified_gmt":"2010-01-16T07:21:12","slug":"nossa-senhora-das-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2010\/01\/16\/nossa-senhora-das-minas-gerais\/","title":{"rendered":"Nossa Senhora das Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000080\"><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1437\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2010\/01\/Historia_Nossa_Senhora1.jpg\" alt=\"Historia de Nossa Senhora_Aberta.indd\" width=\"273\" height=\"400\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2010\/01\/Historia_Nossa_Senhora1.jpg 273w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2010\/01\/Historia_Nossa_Senhora1-120x176.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 273px) 100vw, 273px\" \/>O culto de Nossa Senhora espalhou-se rapidamente pelas comunidades crist\u00e3s desde os mais remotos tempos do apostolado. Dominando o mundo crist\u00e3o, cada um referia-se a M\u00e3e de Deus sob a invoca\u00e7\u00e3o que melhor a caracterizava, ora pelos motivos porque o fazia, ora pelo local onde se encontravam as suas imagens, de qualquer modo, revelando o sentimento filial que unia os homens a sua M\u00e3e Celestial. Foi assim que a Rainha dos C\u00e9us sempre recebeu seus atributos na terra. Todas as na\u00e7\u00f5es a invocam, cada qual dando-lhe uma denomina\u00e7\u00e3o a seu modo, das quais, umas se universalizaram, outras, ficando como refer\u00eancia puramente local. Ora, em nosso caso, sendo terra que foi desbravada e colonizada pelos portugueses nossos antepassados, dos quais herdamos a l\u00edngua, a religi\u00e3o e os sentimentos, recebemos no culto a Nossa Senhora as suas mais antigas e tradicionais denomina\u00e7\u00f5es, sendo at\u00e9 mesmo um roteiro seguro para estudos de origens de povoamentos, as invoca\u00e7\u00f5es e oragos de capelas primitivas e matrizes antigas. T\u00e3o numerosas s\u00e3o realmente as dedica\u00e7\u00f5es de templos e altares a Virgem Maria nesta bela terra de Minas, que podemos denomin\u00e1-la terra de Nossa Senhora. Que de variedades e quantos carinhosos e hist\u00f3ricos nomes lhe damos nestas nossas montanhas e nestes extensos sert\u00f5es onde vive e trabalha nossa gente.<\/em>\u00a0 Augusto de Lima J\u00fanior<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><em>[Lima J\u00fanior, Augusto de.<\/em> <strong>Hist\u00f3ria de Nossa Senhora em Minas Gerais: origens das principais invoca\u00e7\u00f5es<\/strong><em>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica Editora: Editora PUC Minas, 2008, p. 45. \u2013 (Cole\u00e7\u00e3o Historiografia de Minas Gerias. S\u00e9rie Alfarr\u00e1bios)].<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">Encontrava-me no meu bir\u00f4 quando entra na sala o amigo e colega de trabalho Jos\u00e9 Gildemar Macedo J\u00fanior e, entregando-me um pacote que trazia consigo, disse: \u201cPara o Senhor Sincronicidade\u201d. Pelo formato do volume, imaginei logo que fosse um livro. Ao abri-lo, a suspeita se confirmou. Gil acabava de retornar de Belo Horizonte, onde encontrara o livro e o adquirira para me presentear. <em>Hist\u00f3ria de Nossa Senhora em Minas Gerais<\/em>, escrito por Augusto de Lima J\u00fanior, fora inicialmente publicado em 1956; o exemplar que eu acabava de receber fora reeditado em 2008, pela Editora Aut\u00eantica em co-edi\u00e7\u00e3o com a Editora PUC Minas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"color: #0000ff\">No livro, o autor escreve sobre vinte e nove t\u00edtulos marianos e sua respectiva devo\u00e7\u00e3o em Minas Gerais. Um dos valores do livro &#8211; n\u00e3o fosse a grande contribui\u00e7\u00e3o para os aspectos hist\u00f3ricos da tradi\u00e7\u00e3o mariana n\u00e3o s\u00f3 em Minas Gerais, mas no Brasil de um modo geral, o que por si s\u00f3 j\u00e1 constitui motivo para se lhe atribuir grande m\u00e9rito -, est\u00e1 nas ilustra\u00e7\u00f5es. O autor era colecionador de estampas de santos. Uma dessas cole\u00e7\u00f5es foi adquirida em uma de suas viagens a Portugal, ocasi\u00e3o em que comprou uma cole\u00e7\u00e3o de <\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1438\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><span style=\"color: #0000ff\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1438\" class=\"size-medium wp-image-1438\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/44\/2010\/01\/Nossa-Senhora-do-Carmo-300x462.jpg\" alt=\"Nossa Senhora do Carmo. Gravura a buril. Lisboa, sec. XVIII, 12x26 cm. Cole\u00e7\u00e3o Augusto de Lima J\u00fanior (235) \/ Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional, RJ.\" width=\"300\" height=\"462\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2010\/01\/Nossa-Senhora-do-Carmo-300x462.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2010\/01\/Nossa-Senhora-do-Carmo-768x1184.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2010\/01\/Nossa-Senhora-do-Carmo-740x1141.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2010\/01\/Nossa-Senhora-do-Carmo-120x185.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2010\/01\/Nossa-Senhora-do-Carmo.jpg 1075w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/span><p id=\"caption-attachment-1438\" class=\"wp-caption-text\">Nossa Senhora do Carmo. Gravura a buril. Lisboa, sec. XVIII, 12x26 cm. Cole\u00e7\u00e3o Augusto de Lima J\u00fanior (235) \/ Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional, RJ.<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">estampas religiosas dos s\u00e9culos XVII, XVIII e XIX. Em 1946, uma de suas cole\u00e7\u00f5es, num total de 426 gravuras, foi vendida por ele \u00e0 Biblioteca Nacional. Dentro dessa cole\u00e7\u00e3o encontra-se uma s\u00e9rie de representa\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora nas suas diversas invoca\u00e7\u00f5es. Algumas dessas belas gravuras ilustram essa \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do livro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><em>Hist\u00f3ria de Nossa Senhora em Minas Gerais <\/em>\u00a0constitui, seguramente, uma grande contribui\u00e7\u00e3o para a hist\u00f3ria da mariologia no Brasil. Para concluir, cito um trecho do cap\u00edtulo dedicado por Augusto de Lima J\u00fanior a Nossa Senhora do Carmo. Ao mencionar o grande n\u00famero de igrejas e capelas dedicadas a Nossa Senhora do Carmo, segundo ele uma das denomina\u00e7\u00f5es com que a Virgem Maria \u00e9 mais reverenciada pelos mineiros, conclui o autor:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\">\u201cA mais ilustre, entretanto, \u00e9 a gloriosa Vila do Ribeir\u00e3o de Nossa Senhora do Carmo, a famosa Mariana, criada para um trono arquiepiscopal, o mais antigo e o mais ilustre destas Minas Gerais. Foi no tumulto das aventuras do ouro que nasceu em nossa terra o culto pela Virgem do Carmelo, que, em seu trono erguido no alvorecer das Minas Gerais, contempla com olhos maternais a vida do povo mineiro atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es que passam. \u00c9 desse trono que ela assiste imp\u00e1vida \u00e0s estultas aventuras dos liturgistas, maritanistas e modernistas, que investiram contra o seu culto, desbaratando-os e restabelecendo seu prest\u00edgio no cora\u00e7\u00e3o mineiro, de onde os sequazes do inferno pretendiam arranc\u00e1-la. Devo\u00e7\u00e3o veterana em Minas Gerais, Nossa Senhora do Carmo j\u00e1 ter\u00e1 perdoado aqueles que, como os Emboabas, nos come\u00e7os de nossa vida como Capitania, pretenderam destruir o poder de nossas melhores tradi\u00e7\u00f5es e, entre elas, o amor a Nossa Senhora, que esses forasteiros ignoravam estivesse t\u00e3o arraigado na alma de nossa gente\u201d (p. 113).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O culto de Nossa Senhora espalhou-se rapidamente pelas comunidades crist\u00e3s desde os mais remotos tempos do apostolado. 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