{"id":1731,"date":"2010-03-19T17:34:38","date_gmt":"2010-03-19T20:34:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/?p=1731"},"modified":"2010-03-19T17:34:38","modified_gmt":"2010-03-19T20:34:38","slug":"ganho-um-maravilhosos-intercessor-padre-rotundus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/sincronicidade\/2010\/03\/19\/ganho-um-maravilhosos-intercessor-padre-rotundus\/","title":{"rendered":"Ganho um maravilhoso intercessor: Padre Rotundus"},"content":{"rendered":"<p>Depois da visita de Dom Cristiano, me coloquei numa posi\u00e7\u00e3o de expectativa. Fiz tudo conforme ele sugerira, sem saber ao certo o que se seguiria. Esta manh\u00e3, enquanto meditava, senti mais uma vez um suave perfume invadir o recinto da biblioteca. Era o mesmo odor que sentira dois dias atr\u00e1s. Somente ent\u00e3o me dei conta de que, ao escrever sobre o epis\u00f3dio, anteontem, eu me equivocara quanto ao perfume: na verdade, n\u00e3o se tratava de um perfume de jasmim, mas de seiva de alfazema. Dessa vez o odor me pareceu um pouco mais intenso, talvez por isso me tenha dado conta da fragr\u00e2ncia. Ao odor, se seguiu a sensa\u00e7\u00e3o de uma suave brisa que fez ondular discretamente a manta que sempre uso quando medito. Abri os olhos e olhei para o rel\u00f3gio: eram 6 horas e 21 minutos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, mais uma vez, divisei o vulto agora mais facilmente identific\u00e1vel. Dom Cristiano entrou saudando-me com um aceno de m\u00e3o. Atr\u00e1s dele vinha um homem trajando uma batina de cor bege. \u201cBom dia, meu filho\u201d, falou Dom Cristiano dirigindo-se a mim. \u201cQuero lhe apresentar um amigo muito especial que, a partir de hoje, o ajudar\u00e1 em sua peregrina\u00e7\u00e3o pelo Caminho. Este \u00e9 o Padre A. R., mas ele prefere ser tratado por Padre Rotundus, nome que lhe foi atribu\u00eddo por seus alunos\u201d. Feita a apresenta\u00e7\u00e3o, foi a vez de Padre Rotundus se dirigir a mim: \u201cFico feliz em estar aqui. Voc\u00ea pensa que somente agora lhe estou sendo apresentado, mas, de fato, fui apresentado a voc\u00ea h\u00e1 dois dias\u201d. Fiquei intrigado com a observa\u00e7\u00e3o de Padre Rotundus, mas n\u00e3o questionei.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Dom Cristiano, dando um passo \u00e0 frente, se aproximou do bir\u00f4, se dirigindo a mim com as seguintes palavras: \u201cVejo que desde que Artaban apareceu por aqui voc\u00ea n\u00e3o mais retomou os temas de que vinha tratando quase diariamente em seu blog. Voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 agindo corretamente procedendo dessa maneira. Retome sua rotina e volte a postar os textos como vinha fazendo antes. N\u00e3o se deixe impressionar com as aleivosias de Artaban. Por enquanto, ele lhe \u00e9 necess\u00e1rio, mas n\u00e3o lhe atribua um valor al\u00e9m do merecido. Apenas tenha o cuidado para n\u00e3o lhe ser totalmente indiferente. Aconselho-o a pegar o volume III das cartas de Jung e ler com aten\u00e7\u00e3o a correspond\u00eancia enviada ao pastor Morton Kelsey, da qual Artaban leu um trecho em voz alta na \u00faltima vez que aqui esteve. Sugiro-lhe, ainda, que leia a 2\u00aa. Ep\u00edstola de S\u00e3o Paulo aos Cor\u00edntios, cap\u00edtulo 12, vers\u00edculo 7. Isso o ajudar\u00e1 a refletir sobre o <em>dem\u00f4nio meridiano<\/em>. A prop\u00f3sito, ali\u00e1s, vale para ele o mesmo que eu disse sobre Artaban: d\u00ea-lhe apenas a aten\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, sem lhe atribuir demasiada import\u00e2ncia. Recomendo-lhe n\u00e3o encar\u00e1-lo de frente, mas agir estrategicamente em rela\u00e7\u00e3o a ele. Quanto a isso, oportunamente voc\u00ea ser\u00e1 instru\u00eddo pelo Padre Rotundus; portanto, n\u00e3o se preocupe, voc\u00ea est\u00e1 bem assistido\u201d.<\/p>\n<p>Ditas essas palavras, Dom Cristiano estendeu-me a m\u00e3o para que beijasse sua alian\u00e7a, ambos me fizeram um aceno e caminharam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 porta, desaparecendo logo a seguir. Uma grande surpresa, por\u00e9m, me estava reservada ainda. Quando eles sa\u00edram, peguei minha B\u00edblia para ler o vers\u00edculo sugerido por Dom Cristiano. Foi a\u00ed que aconteceu algo que me deixou maravilhado.<\/p>\n<p>Dois dias atr\u00e1s, estando um colega de trabalho catalogando alguns livros, eis que de repente ou\u00e7o dele a seguinte observa\u00e7\u00e3o: \u201cAh! Algum devoto do Padre Rotundus andou lendo este livro\u201d. Movido pela curiosidade, me dirigi ao bir\u00f4 do meu colega. Ele ent\u00e3o me mostrou um santinho com uma ef\u00edgie de um padre que eu nunca tinha visto. Abaixo da foto estava escrito: Pe. A.R. Meu amigo me forneceu algumas breves informa\u00e7\u00f5es sobre a vida do reverendo. Perguntei-lhe se podia ficar com o santinho, ao que ele respondeu afirmativamente.<\/p>\n<p>Chegando em casa, coloquei-o dentro da B\u00edblia e n\u00e3o pensei mais no assunto. Pois eis que h\u00e1 pouco, ao verificar com mais vagar o santinho, encontrei ali a informa\u00e7\u00e3o de que Padre Rotundus falecera no dia 17 de mar\u00e7o de 1966. Ocorre que, anteontem, dia em que se passou o epis\u00f3dio em que meu amigo me entregou o santinho, foi 17 de mar\u00e7o. Realmente, o reverendo tinha raz\u00e3o: ele me fora apresentado anteontem. E pensar que mesmo ante fatos t\u00e3o expl\u00edcitos como esse, ainda me aparece um sujeito da estirpe de Artaban com essa conversa de que a sincronicidade \u00e9 uma fal\u00e1cia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois da visita de Dom Cristiano, me coloquei numa posi\u00e7\u00e3o de expectativa. 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